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terça-feira, 1 de março de 2016

KARMA E DHARMA



Oi gente,

Hoje quero falar sobre Karma e Dharma.

Ainda existem muitos equívocos quando pensamos na palavra KARMA, da medo, da a impressão de algo eterno, sofrido, pecado, castigo, miséria, punição, dívida, não é mesmo???

Eu mesma já cheguei a achar que "tinha que viver uma determinada situação porque simplesmente era meu KARMA nessa existência", imagina?! Eu mesmo me acorrentando e colocando a culpa no Karma,  ainda bem que optei pelo caminho da espiritualidade pq. senão estaria até hoje achando que aquilo era meu DESTINO.

Já dizia Carl Jung:

“Até que tornemos o inconsciente consciente, ele dirigirá nossa vida e você o chamará de destino”

Pesquisando na Internet, encontrei diversas explicações que acaba nos deixando ainda mais confusos.

Da medo mesmo, imagina você num profundo estado de sofrimento e inconsciência encontrar isso:


KARMA: é o que devemos ou temos que pagar pelas más obras que fizemos

Ao ler uma coisa dessas você automaticamente vai acarretar mais um sentimento no meio do seu "pacote sofrimento", o sentimento de CULPA!


Enquanto não mudarmos nossa percepção diante das supostas "fatalidades da vida" e entender que NADA se apresenta sem nosso consentimento, que não existe castigo de Deus, que não somos vítimas e que criamos TUDO através das nossas escolhas, iremos ficar empurrando a vida com "a barriga" e jogando a culpa no Karma pelo simples fato de não querer sair da zona de conforto, alimentando um ciclo de culpa, sofrimento e reclamações sem fim.

O Karma existe sim e ele é o reflexo das suas ações que podem mudar a cada segundo conforme suas escolhas.

Então, saia do jogo e tente ver a situação acima do campo de batalha.

Vire a mesa e faça diferente!!!

Bom, maaasss e o Dharma???

Ahhhhh o Dharma, esperei tanto para poder ter um vislumbre do que ele é.

Sabe aquela sensação que tá tudo certo

Quando você sente que tudo é perfeito...

quando vê beleza até nas dificuldades

quando tira um peso enorme dos ombros

quando consegue respirar de peito aberto

quando se sente alinhado com a vida...

Isso é o Dharma!!!

Mas esse é o meu conceito de Karma e Dharma.

Coloco abaixo artigos e vídeos para ver se acabamos de vez com essa dúvida.

Um beijo enorme no coração

Namastê

_/\_


KARMA
Por Thanissaro Bhikkhu
Karma é uma daquelas palavras que não traduzimos. O seu significado básico é bastante simples – ação – mas devido à importância que os ensinamentos do Buda atribuem ao papel da ação, a palavra karma em Sânscrito contém tantas implicações que a palavra ação em Português não consegue abarcar todo o seu conteúdo. É por essa razão que simplesmente absorvemos a palavra original como parte do nosso vocabulário.
Porém quando tentamos identificar todas as conotações que a palavra contém, agora que ela se incorporou à linguagem do dia a dia, nos damos conta que o seu verdadeiro significado não está claro. Aos olhos da maioria da pessoas, karma funciona como destino – má sorte, uma força inexplicável e imutável que surge do nosso passado, pela qual somos responsáveis, ainda que vagamente e que não temos forças para resistir. “Creio que deve ser o meu karma,” ouvi pessoas dizerem quando atingidas pela má sorte com tal intensidade que não viram outra alternativa senão aceitar com resignação. O fatalismo implícito nessa afirmação é uma das razões porque tantos de nós rejeitamos o conceito de karma, pois soa tal como o tipo de mito insensível que pode justificar praticamente qualquer tipo de sofrimento ou injustiça na sociedade: “Se ele é pobre, é devido ao seu karma.” “Se ela foi estuprada, é por causa do seu karma.” A partir daí é só um pequeno passo para dizer que ele ou ela merecem sofrer e dessa forma não merecem a nossa ajuda.
Esse entendimento incorreto vem do fato de que o conceito Budista de karma veio para o Ocidente ao mesmo tempo que conceitos não Budistas e dessa forma acabou herdando uma bagagem indevida. Apesar de muitos conceitos de karma na Ásia serem fatalistas, o conceito Budista original não era de forma alguma fatalista. Na verdade, se analisarmos com atenção as idéias originais do Budismo acerca de karma, veremos que elas dão ainda menos importância a mitos do passado que a maioria das pessoas no Ocidente.
No Budismo original, o karma não era linear. Outras escolas Hindus acreditavam que o karma operava como uma linha reta, com ações do passado influenciando o presente, e ações no presente influenciando o futuro. Como resultado, eles viam pouco espaço para a livre escolha. Os Budistas no entanto, viram que o karma opera através do processo de feedback, com o momento presente sendo determinado tanto por ações do passado como do presente, as ações do presente influenciam não somente o futuro mas também o presente. Essa constante abertura para a influência da ação no presente no processo causal torna possível a livre escolha. Essa liberdade está simbolizada na imagem que os Budistas usam para explicar o processo: a água corrente. Em certas ocasiões a torrente que flui do passado é tão forte que pouco pode ser feito exceto manter-se firme no lugar, porém existem também ocasiões em que a torrente é suficientemente fraca e pode ser desviada quase que para qualquer direção.
Dessa forma, ao invés de promover a resignação impotente, a noção de karma no Budismo original focava no potencial libertador daquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é – de onde você veio – não se compara em termos de importância àquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é – de onde você veio – não se compara em termos de importância aos motivos da mente para fazer aquilo que está fazendo agora. Mesmo que o passado possa ser responsável por muitas das desigualdades que vemos na vida, a nossa medida como seres humanos não é aquilo que a sorte nos deu pois essa sorte pode mudar a cada momento. A nossa medida se estabelece pela maneira como lidamos com a sorte que temos. Se você estiver sofrendo, você tenta evitar continuar com os hábitos mentais inábeis que farão com que esse feedback cármico em particular se mantenha. Se você vê que outras pessoas estão sofrendo, e você pode ajudá-las, você não foca no passado cármico delas mas na sua oportunidade cármica no presente. Algum dia você poderá se encontrar na mesma situação em que elas estão agora, assim, essa é a oportunidade para agir da forma como você gostaria que elas agissem com relação a você quando esse dia chegar.
Essa crença de que a dignidade de uma pessoa é medida não pelo seu passado mas pelas suas ações no presente foi frontalmente contrária à tradição Hindu de hierarquia baseada em castas e, explica porque no Budismo original existe tanto humor acerca da arrogância e da mitologia dos brâmanes. Tal como apontado pelo Buda, um brâmane podia ser uma pessoa superior não porque ele nascera de um ventre brâmane mas somente se ele agisse com verdadeiras intenções hábeis.
Sempre que lemos acerca dos ataques dos primeiros Budistas ao sistema de castas, excluindo as suas sugestões anti-racistas, eles parecem ser inapropriados. Mas não nos damos conta de que eles atingem bem no cerne dos nossos mitos acerca do nosso próprio passado; nossa obsessão em definir quem somos de acordo com nossas origens – nossa raça, herança étnica, sexo, referencial sócioeconomico, preferência sexual — nossas tribos modernas. Colocamos uma quantidade desproporcional de energia na criação e manutenção da mitologia da nossa tribo de modo que possamos nos orgulhar acerca da boa reputação da nossa tribo. Mesmo quando nos tornamos Budistas, a tribo tem prioridade. Nós exigimos um Budismo que honre os nossos mitos.
Do ponto de vista de karma no entanto, de onde viemos é karma antigo sobre o qual não temos controle. O que “somos” é na melhor hipótese um conceito nebuloso – e na pior hipótese prejudicial quando o utilizamos como desculpa para agir com motivos inábeis. O valor de uma tribo se encontra somente nas ações hábeis dos seus membros. Mesmo quando essas pessoas de bem pertencem à nossa tribo, o bom karma delas pertence a elas, não a nós. E, é lógico, toda tribo tem os seus membros ruins, o que significa que a mitologia da tribo é algo frágil. Apegar-se a algo frágil requer um grande investimento em termos de cobiça, raiva e delusão, conduzindo inevitavelmente a mais ações inábeis no futuro.
Dessa forma os ensinamentos Budistas acerca de karma, longe de serem uma relíquia esquisita do passado, são um desafio direto a uma crença básica – e um defeito básico – na nossa cultura. Somente quando abandonamos nossa obsessão em encontrar orgulho no nosso passado tribal e podemos na verdade sentir orgulho dos motivos que estão por detrás das nossas ações no presente, podemos dizer que a palavra karma, no seu sentido Budista, recuperou toda sua bagagem. E quando abrimos a bagagem nos damos conta de que ela nos trouxe um presente: um presente que damos a nós mesmos, e uns aos outros quando deixamos de lado nossos mitos sobre quem somos e podemos ao invés disso sermos honestos acerca do que estamos fazendo com cada momento – ao mesmo tempo que fazemos o esforço para agir da maneira correta.
http://dharmalog.com/2012/03/05/o-desafio-do-karma-abandonar-o-orgulho-do-passado-e-ser-honesto-no-presente-por-thanissaro-bhikkhu/


Karma, porque nossa vida é do jeito que é: filme explica ensinamento do Buda passado, presente e futuro [VÍDEO]


karmaKarma” é um filme curta-metragem de 13min, do diretor alemão Jörg Dittmar e de Acharn Tippakorn, que pretende responder à pergunta “Por que somos do jeito que somos“, segundo uma perspectiva budista. Com imagens bonitas e que inspiram reflexão, o filme desenvolve calmamente as várias facetas do conceito do Karma, como sua inevitabilidade e como agir sobre ele. O curta foi filmado na Tailândia em fevereiro deste ano, tem participação dos monges de Ban Sawang Jai, instrução espiritual de Pra Acharn Tippakorn Sukhito, tem narração de Morgan Deare e música de Kosinos.

Ver Mais:

Sri Prem Baba: 3 passos para a transformação


Sou o único responsável pela maneira como me sinto?


A Lei do Dharma e aplicação Deepak Chopra (voz: mestre André)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Destino , casualidade ou escolha???

Destino



O destino não é questão de casualidade, mas de escolha







O destino não está escrito nas estrelas, no vento ou na terra. Nosso futuro só pode ser plantado, regado, cuidado e colhido por nós mesmos. Então, é melhor que você pare de se deixar levar, pensando que é o vento que o balança, pois não é assim, já que você é o único comandante do seu barco.
Não devemos pensar que o destino é algo inerente, fixo e quieto. Não devemos ser vítimas de antigas crenças que culpam grandes e onipotentes divindades por tudo aquilo que acontece conosco. Não há nenhum ser de imenso poder que decide por nós. É nosso coração que escolhe os caminhos a seguir, e nossos pés que avançam por eles.

O destino nas cartas de baralho




É verdade que, ao nascer, todos temos uma série de cartas com as quais devemos jogar. Você pode ter nascido em uma família confortável e rica. Também é possível que você tenha nascido em condições muito piores. No entanto, estes fatos não devem ser obstáculo nem motivo para que você se conforme e se deixe levar pelas circunstâncias.
liberdade

Seja qual for o ambiente no qual você foi destinado a crescer e viver, você é o único dono do seu destino. As cartas que, por sorte, caíram em suas mãos, têm ás, reis e valetes. Nunca se conforme com o que você acredita ser fixo, porque então pode acabar sofrendo uma vida dura, dolorosa e triste.
“O destino é que embaralha as cartas, mas somos nós quem jogamos”
– William Shakespeare-




Em nosso coração e em nossas capacidades pessoais existe força suficiente para negar um destino de qual nós não gostamos e que nos faz infelizes. Sempre devemos encontrar a energia dentro de nós mesmos para superar e olhar o futuro com esperança e sonhos.

O caminhos do destino




Os caminhos do destino nem sempre são fáceis. Apesar de ter nascido em uma situação acomodada, lutar contra o ambiente no qual você se encontra nem sempre é simples.Mas esta não é uma razão para se render e se deixar levar pelas circunstâncias.
“Donos de seus destinos são os homens. A culpa, querido Bruto, não está nas estrelas, mas sim nos vícios”
– William Shakespeare-




Nós somos os únicos donos do nosso destino. Nós decidimos o que queremos fazer com nossa vida, nosso mundo e nosso entorno. Depende de você se conformar com aquilo que lhe foi dado, ou tentar fazer algo bom com as ferramentas disponíveis.
A vida é um belo dom que nos foi concedido. E depende unicamente da nossa alma, do nosso coração e do nosso pensamento o que fazer com ela. O tempo que nos é oferecido é um bem precioso que precisamos respeitar e amar, fazendo do mundo ao nosso redor algo belo, bonito e cativante.
O destino é uma questão de querer. E querer é poder. O coração dos seres humanos é uma arma poderosa que serve para muito mais que bombear sangue por todo o corpo. Use-o sabiamente para melhorar sua vida e a das pessoas que você ama. Desfrute dos bens que você tem ao seu redor junto daqueles que o amam com sinceridade.
conformar

Nunca se conforme com o que você não deseja



Às vezes nos deixamos balançar porque nós pensamos ser a melhor opção. Mas ser infeliz nunca é uma escolha sábia. Pensar que os outros estarão melhor devido ao nosso exímio sacrifício e falta de autoestima e amor próprio jamais será certo.
Como você pode pedir que alguém o ame se você não começa a amar a si mesmo? Sua “desgraça” não faz ninguém feliz. Seu amor próprio, pelo contrário, pode melhorar a vida daqueles que o cercam. Consequentemente, não se deixe levar pelo que você crê que seja seu destino, porque só você tem o poder de escrevê-lo.
Distante está a forma de vida dos gregos clássicos, que deixavam seu destino nas mãos dos deuses. Não existe divindade no mundo capaz de nos dizer como ser, como pensar e como agir. Só nosso coração e nossa mente são sábios, têm a habilidade de se comunicar e escrever o livro da nossa vida. Seja forte de espírito, acredite em você e olhe o horizonte com um  halo de esperança enquanto você decide o rumo de sua vida.
Extraído do site:
http://amenteemaravilhosa.com/destino-nao-questao-casualidade-escolha/

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tudo está escrito???


Oi gente,

Hoje estava no carro refletindo sobre destino, fiz uma análise de tudo que já aconteceu na minha vida e cheguei a conclusão que por pior que tenha parecido uma situação que experimentei, não tenho dúvidas de que tudo foi para meu bem.

Também analisei o fato de que quando algo precisa acontecer em nossa vida, simplesmente  acontece, ou seja, o que tiver que ser será.

Você pode sambar, espernear, rezar, chorar, mas se não for pra ser não vai acontecer.

Certeza absoluta se está escrito, se é livre arbítrio, predestinação ninguém vai saber.

Cada religião tem suas crenças e a questão nem é ficar impondo quem ta certo ou quem ta errado porque tudo isso é muito relativo. 

O jeito é CONFIAR e deixar que as coisas venham até nós sem a gente ficar sabotando por medo, ansiedade ou desconfiança. 

A "nossa parte" é viver a vida da melhor maneira possível, usando o nosso livre arbítrio para escolher quem será o nosso professor nessa trajetória: o amor ou o ego???

Ainda não temos condições de realmente saber o que é melhor pra gente porque vemos tudo com "os olhos do corpo", nossa visão é limitada, então o melhor que temos a fazer é ENTREGAR e descansar na certeza de que tudo que acontece na vida da gente é pro nosso bem.

Engatando nesse papo de hoje, dei uma pesquisada no que pensam as religiões a respeito disso (post logo abaixo do vídeo).


Beijos no coração

Namastê








Estava escrito? Temos livre arbítrio? Ou tudo já está predestinado?



Espiritismo
Se estivesse escrito não haveria o livre arbítrio e o homem não
teria responsabilidade e seria uma máquina. O Espiritismo ensina que o homem não é
fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os
crimes que comete não são o resultado dum decreto do destino. Ele pode, como prova ou
expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo
meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. A fatalidade
existe somente para nascer e morrer, como efeito da lei do progresso infinito da alma.
O que de fato existe são programações ou projeções que o Espírito se propõe a
realizar, antes de nascer, tornando-se, por isso, um caminho a seguir, mas que ele mesmo
pode mudar, quando encarnado.

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias – Mórmons
Esta é uma das maiores mentiras que existe na humanidade. Deus seria
muito injusto se procedesse dessa maneira, e muitas religiões pregam isto. Se fosse assim
o sacrifício de Jesus teria sido em vão. Não existe pré-destinação, vós que faz o
próprio destino. Existe uma pressão da sociedade para fumar maconha, fazer isto, fazer
aquilo, mas ninguém faz aquilo sem querer, ou seja, entra o livre arbítrio. Não
acreditamos que o ladrão é ladrão porque Deus quis. O indivíduo deve sim buscar sempre
a sua evolução.

Judaísmo
Sim. Existe um destino que pré-determina o comportamento humano, mas
ao mesmo tempo é dada a liberdade ao ser humano para poder fazer algo com aquele destino.
Ou seja, o ser humano deve ajudar ao seu destino, não deixando o destino agir
independentemente. São dois coisas: destino e livre-arbítrio. E os dois conceitos estão
interligados.

Islamismo
Sim, o Islamismo aprova que o destino de cada um já foi escrito antes do seu nascimento e
exatamente no tempo que estava no embrião., bem como na hora que sua alma é assoprada
pelo anjo.

Testemunhas de Jeová
Não há nenhuma evidência bíblica de que isto aconteça. É verdade
que Jeová predeterminou (e não predestinou) o que algumas poucas pessoas e até mesmo
nações fariam. As escrituras mostram que Deus estende a todas as suas criaturas
inteligentes o privilégio e a responsabilidade de livre escolha, de exercerem o livre
arbítrio moral (Deuteronômio 30: 19-20) , desta forma os tornando responsáveis pelos
seus atos. Assim, não somos meramente autômatos ou robôs, programados por um
“destino” que não podemos mudar ou sobre o qual não tenhamos nenhum controle.
O homem não poderia verdadeiramente ter sido criado à imagem de Deus se não
tivesse livre arbítrio moral.

Catolicismo
Muita gente acredita piamente no destino. Atribui a ele um verdadeiro
“status” divino. São os fatalistas. O Fatalismo entende que todos os
acontecimentos se processam em obediência a um destino inexorável situado fora e acima
do mundo. Os fatalistas chegam a atribuir ao próprio Deus o acontecimento de desastres e
tragédias. O motorista embriagado atropela a criança e eles dizem: “Foi a vontade
de Deus !”. Verdadeira blasfêmia, atribuir a vontade de Deus amor aquilo que nasceu
de uma liberdade individual, mal utilizada. Se o destino fosse responsável das coisas
boas ou ruins que acontecem, nós seriamos marionetes, que acabam fazendo o que os fios de
barbante os mandam fazer. Em um mundo assim, ninguém pode ser punido pelo mal que faz,
ninguém pode ser premiado pelas boas ações.

Igreja Presbiteriana
Nós não somos fatalistas. Isto ou aquilo estava escrito nas estrelas,
ou seja, eu sou a vítima do destino.
Nós escrevemos nossa história e não devemos culpar a Deus ou ao destino pelos atos que
somos responsáveis, caso contrário, não deveríamos ser culpados ou premiados pelos
referidos atos.

Religião de Deus
Depende do ponto de vista, pois somos nós mesmos que, antes
renascermos(reencarnarmos), com o auxílio dos companheiros da espiritualidade,
que
fazemos o planejamento para nossa vida. Aqui cabe um ditado popular: “Deus
dá o frio
conforme o cobertor”, ou seja: ninguém receberá provas que não possa suportar,
embora muitos espíritos as peçam, pensando que as suportariam. Quando o espírito
tem
muitas falhas a corrigir, às vezes são necessárias várias existências terrenas
para a
devida correção. Jesus disse que “quem com ferro fere será ferido”,
quer
dizer que quem matou à espada, da mesma forma morrerá. É a lei. Isso pode ser
na mesma
existência ou noutra. Por esse prisma, o ser já nasce com seu destino traçado.
Contudo,
Paiva Netto ensina que “todo dia é dia de renovar nosso destino”.
Compreendemos, então, que temos sempre a oportunidade de alterar o roteiro de
nossa
existência. A pessoa que teria como carma padecer de uma certa enfermidade pode
ficar livre dessa se, por exemplo, dedicar-se no socorro dos que precisam do
seu
auxílio, há uma
permuta. A lei de Deus é sábia e misericordiosa.

Umbanda e Candomblé
A Umbanda entende que todo ser tem sua evolução, crescimento íntimo
e conscientização regida por Deus (Olorum) e guiados pelas suas divindades (os orixás).
Portanto, acreditamos que todos somos regidos durante uma encarnação por um orixá, o
qual imprimirá o ritmo e o rumo de nossa vida no corpo físico, mas sempre nos deixando
uma certa liberdade onde exercitaremos nosso livre arbítrio, sem o qual não é possível
um amadurecimento e conscientização, assim como o desabrochar de nossa própria natureza
íntima.

Igreja Adventista do Sétimo Dia
Não. O destino de uma pessoa está traçado no sentido desta ser
salva.
Se fosse previamente escrito o destino de uma pessoa, isto seria o mais terrível modo de
Deus avultar o nosso livre arbítrio.
Deus respeita o livre arbítrio a tal ponto que a predestinação seria uma ignorância
teológica. Ela seria uma forma de Deus jogar a terra tudo o que fez e nos passou. O que
existe sim é um destino que Deus criou para cada um de nós: Deus nos escolheu para
sermos felizes, salvos e eternamente livres.
Qualquer coisa que fuja desse plano de salvação eterna é atitude minha interferindo no
que Deus escolheu para a minha vida.

Assembléia de Deus
Não podemos predestinar algumas pessoas à perdição ou salvação,
não no sentido absoluto. Isso limitaria a expiação de Cristo, e sabemos que ele morreu
por todos. Também faria nulo o arbítrio do homem e constituiria fatalismo, o qual é
erro puro. A salvação é para quem quiser. (Jo 3:16)

Igreja Batista
Sim, Deus ensina que todos os nossos dias foram escritos antes mesmo de
nós nascermos. Você pode ler isso no Salmo 129.

Budismo
Em nenhum texto budista é citado o termo “destino”.

Seicho-No-Ie
Uma das leis mentais que regem a vida e o destino das pessoas é a de
que “a cada ação corresponde a uma reação”, ou seja, colhemos aquilo que
plantamos. Porém, nem tudo que plantamos colhemos nesta vida, ficando uma
“colheita” para a próxima reencarnação. Essa “colheira”, seja de
coisas positivas ou negativas, chama-se carma e a pessoa que nasce nesse mundo já vem
carregando esse carma das vidas passadas e é por isso que se diz que quase a metade do
destino da pessoa já está pré-determinada. No entanto, boa parte desse carma do passado
são resultantes de atos bons que a pessoa praticou e portanto ela vai se manifestar
positivamente na vida das pessoas e outra metade é perfeitamente
“administrável”, dependendo unicamente do esforço da pessoa. Dessa forma, o
destino é algo que a pessoa pode controlar e mudar o rumo dos acontecimentos, de acordo
com a sua vontade.

Hare Krishna
O Karma, Lei de ação e reação como a física também fala, é o
“destino” de cada um, ele vai sendo escrito conforme suas atividades e sua vida
futura também pode ser determinada com suas ações presentes.


Segundo a Cabala:


Cabalisticamente, tudo está escrito. Mas ao mesmo tempo temos livre arbítrio e podemos mudar nosso destino. Como é possível?

Nosso destino já está predeterminado de acordo com a correção que nossa alma veio fazer neste mundo. Mas quando nos transformamos, mudamos nosso destino. É como se existissem vários universos paralelos com os destinos predeterminados. Quando a pessoa se transforma, ela muda de universo.
Imagine que você vai numa sala de cinema Multiplex. Entra na sala 1. O filme começa a ser projetado na tela. Você tem alguma escolha sobre o que vai acontecer? Não. Tudo está predestinado. Mas se não estiver gostando do filme você ainda pode fazer uma coisa: mudar de sala. Você então passa para a sala 2. O filme começa. Mais uma vez, tudo está predeterminado. Mas você sempre pode mudar de sala.

No caso de uma pessoa vítima de um acidente, como este conceito se aplica? Se antes do ocorrido a pessoa tivesse feito alguma transformação, poderia ter evitado estar no lugar errado na hora errada. Que tipo de transformação muda o destino de uma pessoa? Depende da história de cada pessoa. Talvez baste perdoar uma pessoa que agiu errado com ela no passado. Talvez a pessoa tenha que mudar algum tipo de comportamento egoísta seu. Pode ser que ela tenha que fazer alguma ação de caridade fora da sua zona de conforto.

A lição para nós é que nunca sabemos o que está para acontecer, então é importante estar sempre atento às oportunidades de fazer ações positivas que revelam Luz. Assim podemos mudar de "sala de cinema" para um roteiro cada vez mais iluminado, com menos caos, dor e sofrimento. - Por: Shmuel Lemle | Cabala