Hoje trago um vídeo da Jú que fala sobre relacionamentos e a sina de buscar alguém para sanar aquele "vazio" que sentimos dentro da gente. Desde ontem quando a Jú me mostrou esse vídeo, fiquei reflexiva e até chorei se vocês querem saber. Chorei porque percebi nitidamente o quanto ainda quero que o outro satisfaça as minhas necessidades e isso é completamente insano. Mas, mesmo reconhecendo que isso acontece e que é verdadeiro, ainda não consegui extinguir aquele vazio que sinto dentro de mim. Acredito que irei me livrar disso aos poucos, na medida que vou me tornando consciente das minhas sombras vou deixando a luz entrar, um dia tudo estará iluminado e a escuridão desaparecerá. O primeiro passo precisa ser dado que é o reconhecimento de que fazemos isso o tempo todo.
...consegue reconhecer que isso acontece com você??? Beijos no coração Namastê
O Amor é Incondicional por Osho em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Se tiver algumas condições em mente, você nunca será capaz
de amar.
Ame as pessoas — incondicionalmente. Se tiver algumas
condições em mente, você nunca será capaz de amar; essas condições virarão
barreiras. Se o amor faz bem a você, por que se importar com condições? Se faz
tão bem, se causa um bem-estar tão profundo - ame incondicionalmente, não peça
nada em troca. Se você entender que só amando aumentará seu destemor, você
amará apenas pelo prazer que isso lhe dá!
As pessoas comuns amam só quando suas condições são
atendidas. Elas dizem, “Você tem que ser deste jeito, só assim eu amarei você”.
A mãe diz para o filho, “Eu o amarei só se você se comportar direito”. A mulher
diz ao marido, “Você tem que ser deste jeito, só assim posso amá- lo”. Todo
mundo estabelece condições; o amor desaparece.
O amor é um céu infinito! Você não pode confiná-lo em
espaços exíguos, condicioná-lo, limitá-lo. Se você areja a casa e depois fecha
tudo - todas as janelas, todas as portas —, logo ela fica mofada. Sempre que o
amor acontece ele insufla liberdade; você leva ar fresco para a sua casa, mas
tudo logo fica mofado, empoeirado.
Esse é um grande problema para toda a humanidade — tem sido
de fato um problema. Quando você ama, tudo parece lindo, pois nesses momentos
você não impõe condições. Duas pessoas se aproximam uma da outra incondicionalmente.
Depois que firmam um compromisso, que passam a ter certeza do amor uma da
outra, então as condições são estabelecidas: “Você tem que ser assim, tem que
se comportar assim, só dessa forma eu posso amá-lo” — como se o amor fosse uma
barganha.
Se você não ama de todo o coração, está barganhando. Você
quer forçar a outra pessoa a fazer alguma coisa por você, só então você ama; do
contrário, você trairá seu amor. Você está usando seu amor como uma punição, ou
como uma imposição, mas não está amando. Ou você nega seu amor ou o demonstra,
mas em ambos os casos o amor em si não é a finalidade; a finalidade é outra.
Se você tem uma esposa, então dá presentes a ela — ela fica
feliz, abraça você, o beija; mas, quando você não traz nada para casa, vocês se
distanciam; ela não o abraça, não chega perto de você. Quando você faz coisas
desse tipo está esquecendo que, quando ama, o amor faz bem a você, não só aos
outros. O amor, em primeiro lugar, faz bem àqueles que amam. E, depois, faz bem
àqueles que são amados.
As pessoas vêm até mim e sempre me dizem, “Tal pessoa não me
ama”. Ninguém chega e diz, “Eu não amo tal pessoa”. O amor virou uma exigência:
“O outro não me ama.”
Esqueça o outro! O amor é um fenômeno tão lindo, se você ama
você usufrui.
E se eu disser que a maioria das pessoas sofre por amor simplesmente porque não ama. Há uma grande e fundamental diferença entre o amor e o apego e creio que no mundo ainda sejam raras as pessoas que são realmente capazes de amar.
Abaixo, a monja Jetsunma Tenzin Palmo* fala um pouco sobre o assunto que, em suas palavras, deixam o obvio tão claro e simples de entender. Ouçam com o coração e reflitam se o que, até hoje vocês chamaram de amor, realmente correspondia a esse sentimento.
ative a legenda no canto inferior da tela
Jetsunma Tenzin Palmo nasceu na Inglaterra e foi para a Índia com 20 anos, virou aluna de Khamtrul Rinpoche, viveu 12 anos em retiro numa caverna no Himalaia, tornou-se a segunda mulher ocidental ordenada no budismo tibetano (escola Drukpa Kagyu) e fundou um monastério de monjas, onde é a responsável hoje em dia, além de oferecer palestras e retiros pelo mundo todo. Com uma linguagem simples e um foco na vida cotidiana, sem discursos eruditos, ela é uma grande professora, recomendada por Sua Santidade o Dalai Lama e Alan Wallace.