Mostrando postagens com marcador Taoísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Taoísmo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2016

YIN, YANG - EQUILIBRANDO A DUALIDADE



Oi gente!

Resolvi fazer esse vídeo quando recebi a seguinte pergunta:

"Na minha concepção e baseado no Yin-Yang, somos compostos por bem e mal (anjos e demônios), é correto essa teoria? temos que buscar o equilíbrio entre as duas forças ou somos/devemos ser somente a energia boa?

Isso me fez parar para pensar sobre a importância de equilibrarmos a dualidade em nossa vida.





Segue agora um artigo retirado do blog da Flavia Melissa respondendo perguntas sobre o tema.

Beijos no coração,

Namastê

 Por Flavia Melissa


P: “A teoria de YIN e YANG diz que quando um alcança seu extremo, ele se transforma no seu oposto. Sempre tive a crença de que estamos nesse plano para evoluir, e evoluir é ser o que nós chamamos de “bom”. Então no caso ser cada vez melhor não seria bem a finalidade, e sim descobrir um meio termo para tudo? E sobre transcender a dualidade, seria ser uma coisa que não é nem “boa” e nem “ruim”, o que seria bem essa coisa? Como fazer isso? Viver “mais ou menos” nem de um lado e nem do outro?”
R: O que é ser bom e o que é ser ruim? Pegar um avião com centenas de pessoas inocentes e jogar em um prédio matando milhares de outras é ser bom ou ruim? E se você for um muçulmano radical e acreditar que, fazendo isso, você estará agradando a Deus e conquistando seu lugar no paraíso? O que é certo? O que é errado? Comer carne de vaca é banal ou pecado? E se você estiver na Índia?
Certo, errado, bom, ruim, bonito, feio. Nosso plano é regido pelo Yin e Yang, Céu e Terra. A teoria do Yin e Yang vem do taoísmo, filosofia milenar chinesa que se propõe a explicar o mundo, os fenômenos e as coisas, das mais incríveis às mais banais. E, já que o assunto é Yin e Yang, vale a pena aqui contar a lenda chinesa da criação do Universo: a lenda de Pan Ku.
Conta a história que no princípio tudo o que havia era o nada, e que do nada chocou-se um ovo, e que dentro do ovo Pan Ku, Yin e Yang coexistiram em harmonia e estado de unicidade por 10 mil anos. Ao final destes 10 mil anos Pan Ku, com garra e determinação, rompeu a casca do ovo. Yin, que era denso e pesado, desceu e formou a terra. Yang, que era leve e sutil, subiu e deu origem ao céu. Pan Ku, espantado e admirado com o que havia criado, abriu as pernas firmando os pés no chão e ergueu os braços sustentando o céu sobre sua cabeça para que o céu e a terra não se unissem novamente e ficassem cada qual em seu lugar. E nesta posição Pan Ku permaneceu, por mais 10 mil anos, até que se cansou e descansou. Seu olho direito deu origem ao Sol e o esquerdo, à Lua. Seu corpo se transformou nas montanhas, seus ossos em rochas e, sua medula, nas pedras preciosas. Seu sangue, lágrimas, suor e fluidos corpóreos deram origem aos lagos, rios, mares e oceanos. Sua voz deu origem ao trovão, sua respiração tornou-se o vento e seus cabelos e pelos se transformaram nas florestas e arbustos a se espalharem pela terra. E piolhos e outros pequenos bichinhos que habitavam o seu corpo deram origem aos 10 mil seres que se espalharam pela superfície da terra.
Todos nós, seres humanos, ainda estamos como Pan Ku, separando o céu da terra, o bom do mau, dividindo absolutamente tudo o que enxergamos automaticamente em bonito ou feio. Em Yin e Yang. E estamos nos cansando, porque a humanidade atinge, cada vez mais, um nível de consciência e de percepção que cada vez menos sustenta a ideia de uma separação muito exata entre o preto e o branco. Sim, estamos mudando. A humanidade está se transformando e evoluindo constantemente. E quando você afirma que evoluir é ser o que chamamos de bom, tenho que discordar de você. Nós quem? Bom em que sentido? Bom, ruim, bonito, feio: apenas filtros. Filtros através dos quais enxergamos nossa realidade.
Nada é bom e nem ruim em sua essência. As coisas não são nem boas e nem ruins, são apenas o que são: Yin e Yang, misturadas, juntos, unidos; nós não evoluímos quando nos tornamos “bons”, e sim quando aprendemos a aceitar o lugar em que estamos a cada momento com respeito e honra a nós mesmos e ao que está nos custando estar aí. Porque te digo uma coisa com dor no coração, o que mais vejo em meu dia a dia são pessoas absolutamente infelizes, que se sentem verdadeiros fracassos porque querem ser algo que chamam de “boas” e não conseguem. E elas engolem a raiva, o ciúmes, a inveja, disfarçam sentimentos de inferioridade e de arrogância até que, de repente e não mais do que de repente, a máscara não serve mais e os supostos anjos estouram e batem em seus filhos, em seus cônjuges, em motoristas no trânsito. Os supostos “bons” abusam de crianças, usam drogas, se entopem de comida, devem dinheiro no cartão de crédito porque dá muito trabalho viver sob o estigma de ter que ser bom – a sensação determinante é a de que existe uma insuficiência constitucional, como se o que fôssemos nunca fosse o adequado, o aconselhável, o indicado. Deveríamos ser melhores, de algum jeito.
Um dia ouvi de um monge: “é fácil ser feliz. Para ser feliz temos apenas que amar o que temos, ao invés de amar o que não temos”. Acredito que o mesmo vale para quem somos: amor próprio é amar o que somos, e não amar algo além disso, o que não somos. Mas estamos, o tempo todo, desejando ser algo que não somos enquanto nos criticamos e nos julgamos. Sentimos culpa por sermos imperfeitos e, diante da culpa, tentando repará-la, jogamos mais e mais para a sombra as características que possuímos e das quais não gostamos. Tal qual uma panela de pressão, cuja válvula não funciona mais, vamos acumulando a pressão de não podermos ser quem somos ao mesmo tempo em que temos que fingir para o mundo sermos algo que não somos… Até o momento em que a panela simplesmente estoura. O bonzinho arruma briga no trânsito. Yin chega ao seu extremo e se transforma em Yang. Assista ao documentário “O Efeito Sombra” para entender como aquilo que não aceitamos em nós mesmos se transforma, mais cedo ou mais tarde, em algo que nos domina e controla.
A transcendência da dualidade começa quando interrompemos o fluxo constante de julgamentos projetado por nossa mente e que nos impulsiona sempre na direção dos opostos – Yin e Yang. Transcender a dualidade é desistir da batalha de manter os pares de opostos separados e agir tal como Pan Ku que, cansado de separar Céu e Terra, simplesmente descansou e permitiu que ele próprio se transformasse em vida.
Na minha percepção não existe forma mais poética de assinalar que, quando interrompemos o fluxo eterno de divisão do mundo em Yin e Yang, criamos nossa realidade.
Namastê.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tao: A Sabedoria do Silêncio Interno

tao

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se você se identifica com o êxito, terá êxito. Se você se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o Universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem (pré)conceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o Tao.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

 
Evite julgar ou criticar. O Tao é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do Tao ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o Tao. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do Tao.
— Sabedoria Taoísta


Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/tao-a-sabedoria-do-silencio-interno/





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno



Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se  identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.


(Texto Taoísta)


Extraído do Site:

http://portaldobudismo.org/2015/05/11/tao-a-sabedoria-do-silencio-interno/