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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fazer cara de paisagem nos livra de muitos problemas

Oi gente,

Vi esse post no FB e achei bacana, mas vale ressaltar que independente de qualquer coisa SOMOS TODOS UM e a separação não combina com nossos propósitos.

Cada um tem o direito do livre arbítrio e muitos ainda estão presos na "historinha do personagem" projetando sentimentos baixos do ego.

Vamos olhar para esses irmãos como exemplo do que não seguir, como exemplo do que não fazer...

É tudo uma questão de tempo e oxalá logo eles entenderão que esse caminho é a certeza da falência!...enquanto isso não acontece, não precisamos estar envolvidos nisso, ok?

Coloquei em vermelho alguns pontos onde devemos refletir sobre a separação/exclusão e somos todos um e em rosa frases importantes do plantar e colher.

Beijos no coração

OM SHANTI
Namastê
ॐ




Um dos maiores favores que poderemos fazer a nós mesmos, nos casos em que alguém se encarrega de carregar o ambiente com fofoca e outros tipos de maldade gratuita, sempre será lutarmos contra a nossa vontade de explodir, para que não nos desequilibremos por conta de quem não merece nada de nós.

Com menor ou maior frequência, sempre haverá aqueles dias em que desejaremos jamais ter saído da cama, em que nada parecerá dar certo, em que nada do que dissermos será entendido como queríamos, em que nada nos fará sorrir.

Muito do que nos acontece é resultado de nossas próprias ações, mas também seremos importunados por todo tipo de gente que não fará outra coisa a não ser perturbar a paz de qualquer um.

Um dos maiores favores que poderemos fazer a nós mesmos, nesses casos em que alguém se encarrega de carregar o ambiente com fofoca e outros tipos de maldade gratuita, sempre será lutarmos contra a nossa vontade de explodir, para que não nos desequilibremos por conta de seres desprezíveis.

Quanto mais esquentarmos a cabeça, quanto mais tentarmos esbravejar e mostrar descontentamento, menos fortalecidos ficaremos, uma vez que o esgotamento emocional acaba por trazer danos também ao nosso físico.

Tentar argumentar com quem não ouve ninguém além de si mesmo sempre será uma tarefa inglória e qualquer batalha que tentarmos travar contra suas maledicências não surtirá resultados dignos, uma vez que essas pessoas só trazem sujeira e inverdade aos ambientes, pois é somente isso que possuem dentro de si, é somente isso que têm a oferecer.

Jamais conseguirão assumir o mal que carregam, simplesmente porque não possuem caráter suficiente para arcar com o que dizem e/ou fazem.

Apesar de se tratar de um esforço sobre-humano, manter a calma, o ar de que não percebemos nada nem nos importamos com as tramoias alheias nos poupará de muitos dissabores e de atitudes inúteis de tentar por em ordem a desordem moral de quem age sem pensar nos sentimentos de ninguém.

Porque quem age de forma vil e antiética tem o coração vazio, sendo incapaz de demonstrar arrependimento e de pedir desculpas a quem quer que seja, afinal, posam como se nunca fossem culpados de nada.

Leva muito tempo para nos acalmarmos, após termos entrado em meio a tempestades que não foram por nós provocadas, ou seja, sabermos nos desviar dos contratempos que envolvem inverdades sobre nós, enquanto mantemos o semblante em estado de serenidade, é a atitude mais adequada a ser tomada.


Não tem outro jeito, aliás, não existe nada melhor do que voltarmos olhos serenos na direção dos redemoinhos em que os próprios infelizes se afogam sozinhos.


Retirado do Site:

http://www.bemmaismulher.com/fazer-cara-de-paisagem-nos-livra-de-muitos-problemas/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

YIN, YANG - EQUILIBRANDO A DUALIDADE



Oi gente!

Resolvi fazer esse vídeo quando recebi a seguinte pergunta:

"Na minha concepção e baseado no Yin-Yang, somos compostos por bem e mal (anjos e demônios), é correto essa teoria? temos que buscar o equilíbrio entre as duas forças ou somos/devemos ser somente a energia boa?

Isso me fez parar para pensar sobre a importância de equilibrarmos a dualidade em nossa vida.





Segue agora um artigo retirado do blog da Flavia Melissa respondendo perguntas sobre o tema.

Beijos no coração,

Namastê

 Por Flavia Melissa


P: “A teoria de YIN e YANG diz que quando um alcança seu extremo, ele se transforma no seu oposto. Sempre tive a crença de que estamos nesse plano para evoluir, e evoluir é ser o que nós chamamos de “bom”. Então no caso ser cada vez melhor não seria bem a finalidade, e sim descobrir um meio termo para tudo? E sobre transcender a dualidade, seria ser uma coisa que não é nem “boa” e nem “ruim”, o que seria bem essa coisa? Como fazer isso? Viver “mais ou menos” nem de um lado e nem do outro?”
R: O que é ser bom e o que é ser ruim? Pegar um avião com centenas de pessoas inocentes e jogar em um prédio matando milhares de outras é ser bom ou ruim? E se você for um muçulmano radical e acreditar que, fazendo isso, você estará agradando a Deus e conquistando seu lugar no paraíso? O que é certo? O que é errado? Comer carne de vaca é banal ou pecado? E se você estiver na Índia?
Certo, errado, bom, ruim, bonito, feio. Nosso plano é regido pelo Yin e Yang, Céu e Terra. A teoria do Yin e Yang vem do taoísmo, filosofia milenar chinesa que se propõe a explicar o mundo, os fenômenos e as coisas, das mais incríveis às mais banais. E, já que o assunto é Yin e Yang, vale a pena aqui contar a lenda chinesa da criação do Universo: a lenda de Pan Ku.
Conta a história que no princípio tudo o que havia era o nada, e que do nada chocou-se um ovo, e que dentro do ovo Pan Ku, Yin e Yang coexistiram em harmonia e estado de unicidade por 10 mil anos. Ao final destes 10 mil anos Pan Ku, com garra e determinação, rompeu a casca do ovo. Yin, que era denso e pesado, desceu e formou a terra. Yang, que era leve e sutil, subiu e deu origem ao céu. Pan Ku, espantado e admirado com o que havia criado, abriu as pernas firmando os pés no chão e ergueu os braços sustentando o céu sobre sua cabeça para que o céu e a terra não se unissem novamente e ficassem cada qual em seu lugar. E nesta posição Pan Ku permaneceu, por mais 10 mil anos, até que se cansou e descansou. Seu olho direito deu origem ao Sol e o esquerdo, à Lua. Seu corpo se transformou nas montanhas, seus ossos em rochas e, sua medula, nas pedras preciosas. Seu sangue, lágrimas, suor e fluidos corpóreos deram origem aos lagos, rios, mares e oceanos. Sua voz deu origem ao trovão, sua respiração tornou-se o vento e seus cabelos e pelos se transformaram nas florestas e arbustos a se espalharem pela terra. E piolhos e outros pequenos bichinhos que habitavam o seu corpo deram origem aos 10 mil seres que se espalharam pela superfície da terra.
Todos nós, seres humanos, ainda estamos como Pan Ku, separando o céu da terra, o bom do mau, dividindo absolutamente tudo o que enxergamos automaticamente em bonito ou feio. Em Yin e Yang. E estamos nos cansando, porque a humanidade atinge, cada vez mais, um nível de consciência e de percepção que cada vez menos sustenta a ideia de uma separação muito exata entre o preto e o branco. Sim, estamos mudando. A humanidade está se transformando e evoluindo constantemente. E quando você afirma que evoluir é ser o que chamamos de bom, tenho que discordar de você. Nós quem? Bom em que sentido? Bom, ruim, bonito, feio: apenas filtros. Filtros através dos quais enxergamos nossa realidade.
Nada é bom e nem ruim em sua essência. As coisas não são nem boas e nem ruins, são apenas o que são: Yin e Yang, misturadas, juntos, unidos; nós não evoluímos quando nos tornamos “bons”, e sim quando aprendemos a aceitar o lugar em que estamos a cada momento com respeito e honra a nós mesmos e ao que está nos custando estar aí. Porque te digo uma coisa com dor no coração, o que mais vejo em meu dia a dia são pessoas absolutamente infelizes, que se sentem verdadeiros fracassos porque querem ser algo que chamam de “boas” e não conseguem. E elas engolem a raiva, o ciúmes, a inveja, disfarçam sentimentos de inferioridade e de arrogância até que, de repente e não mais do que de repente, a máscara não serve mais e os supostos anjos estouram e batem em seus filhos, em seus cônjuges, em motoristas no trânsito. Os supostos “bons” abusam de crianças, usam drogas, se entopem de comida, devem dinheiro no cartão de crédito porque dá muito trabalho viver sob o estigma de ter que ser bom – a sensação determinante é a de que existe uma insuficiência constitucional, como se o que fôssemos nunca fosse o adequado, o aconselhável, o indicado. Deveríamos ser melhores, de algum jeito.
Um dia ouvi de um monge: “é fácil ser feliz. Para ser feliz temos apenas que amar o que temos, ao invés de amar o que não temos”. Acredito que o mesmo vale para quem somos: amor próprio é amar o que somos, e não amar algo além disso, o que não somos. Mas estamos, o tempo todo, desejando ser algo que não somos enquanto nos criticamos e nos julgamos. Sentimos culpa por sermos imperfeitos e, diante da culpa, tentando repará-la, jogamos mais e mais para a sombra as características que possuímos e das quais não gostamos. Tal qual uma panela de pressão, cuja válvula não funciona mais, vamos acumulando a pressão de não podermos ser quem somos ao mesmo tempo em que temos que fingir para o mundo sermos algo que não somos… Até o momento em que a panela simplesmente estoura. O bonzinho arruma briga no trânsito. Yin chega ao seu extremo e se transforma em Yang. Assista ao documentário “O Efeito Sombra” para entender como aquilo que não aceitamos em nós mesmos se transforma, mais cedo ou mais tarde, em algo que nos domina e controla.
A transcendência da dualidade começa quando interrompemos o fluxo constante de julgamentos projetado por nossa mente e que nos impulsiona sempre na direção dos opostos – Yin e Yang. Transcender a dualidade é desistir da batalha de manter os pares de opostos separados e agir tal como Pan Ku que, cansado de separar Céu e Terra, simplesmente descansou e permitiu que ele próprio se transformasse em vida.
Na minha percepção não existe forma mais poética de assinalar que, quando interrompemos o fluxo eterno de divisão do mundo em Yin e Yang, criamos nossa realidade.
Namastê.