terça-feira, 7 de julho de 2015

AYAHUASCA - Projeto de Dr. Wilson Gonzaga com moradores de rua

Oi gente,

Apesar dessa reportagem ser antiga posto ela aqui, pois achei muito interessante a iniciativa do Dr. Wilson Gonzaga com os moradores de rua.

Pra quem não sabia assim como eu, Gonzaga integrou o grupo multidisciplinar do Conad (Conselho Nacional Antidrogas) que reavaliou a bebida em diferentes enfoques e contextos. Esse trabalho resultou em uma regulamentação sancionada pelo então presidente Lula em 2010, documento que garante o direito do uso religioso do chá.

Bacana neh gente?!

Ao final coloco também o vídeo de sua participação no Programa do Jô.

Beijos no coração


Namastê.




By Beatriz Labate In News July 30, 2005
Wilson Gonzaga (*)

Apresentação na mesa redonda “Os usos da Ayahuasca: aspectos religiosos, antropológicos e científicos”. Sexto Movimento pela Vida, Centro de Ensino Médio, Palmas, 25 a 28 de maio de 2005 (**).

Bom dia. Minha contribuição nessa mesa será falar sobre o povo da rua. como usamos a Hoasca para a recuperação de moradores de rua. Mas antes de começar propriamente, quero externar minha gratidão pelo convite de participar dessa mesa. Hoje pela manhã, quando a gente estava saindo do hotel e vindo para cá, aconteceu uma coisa engraçada, simpática. Nós entramos na van e todos que estavam lá eram da mesa. Aí, a Bia com esse jeito menina dela começou a exclamar: “Oba! Agora é a nossa festa! Que legal! Chegou nossa vez! Vamos reunir o povo ayahuasqueiro!”. E estou me sentindo meio assim. [risadas]. Bom, não é? Fiquei sabendo que iria encontrar com o Helinho [Hélio Gonçalves], que faz parte da minha história também. Quando comecei lá pelos idos de 82, vim a conhecer um Mestre da União do Vegetal que ainda hoje reverencio, com muito respeito, o Bartolomeu e na época o Hélio também vivia aqui com o Mestre Bartolomeu. Fizemos uma viagem juntos para a floresta, foi memorável. Está gravado cena por cena no meu coração.

Passei uma época, anos importantes da minha vida, na União do Vegetal. Cheguei a ser Mestre lá e é um lugar por onde nutro uma grande simpatia.

A associação que faço parte se chama ABLUSA, Associação Beneficente Luz de Salomão. Continuo seguindo os mesmos mestres, Salomão, Mestre Gabriel, mas fiquei um tempo sem beber o chá. Estava mais envolvido com essa luta da espiritualidade e da liberdade social, que foram minhas bandeiras durante a vida inteira e ainda são, mas comecei a sentir falta realmente de me engajar novamente em um movimento religioso e espiritual, vamos dizer assim. Eu tinha um grupo que trabalhava na rua que começou no consultório. Como fui apresentado aqui, sou psiquiatra. Numa certa época, começaram a aparecer muitas pessoas com depressão no meu consultório. Então nós criamos um projeto que tinha uma brincadeira com as palavras, trocar o “doer” pelo “doar”: Pegávamos aquelas pessoas deprimidas e íamos para o centro de São Paulo levar arte para moradores de rua. Levar arte de maneira geral: Desenho, canto, teatro… Tudo começou assim, com um grupo de pacientes. A coisa foi andando, evoluindo, crescendo, a brincadeira foi tomando gosto. Naquela época, tinha parado de beber o vegetal na União do Vegetal e comecei a beber de novo por minha conta, sozinho. Eu e minha companheira. Tinha ficado dois anos sem beber o chá, e aí fui lembrando de novo…. Tenho vinte e três anos de hoasqueiro, sendo dois desses sem beber, logo que saí da União do Vegetal. Quando bebi de volta falei: “Nossa, como é que fiquei sem beber esse chá?!”. Os hoasqueiros aqui sabem do que estou falando. Quando agente fica um tempo sem beber e volta, fala: “Como é que posso viver sem isso? Que lucidez! Quanta ficha! Como sou burro sem isso!”. Uma vez um amigo psiquiatra me perguntou: “Isso é coisa de maluco, não? Não preciso de chá nenhum para falar com Deus!”, e então falei para ele: “Eu também não, falo com Deus toda hora, agora para Ele falar comigo, ou pelo menos para entender o que Ele fala preciso beber o chá”. [risadas] Falo com Ele toda hora, aliás, falo cada besteira… [Aplausos].

Bom, o fato é que bebi de novo, foi um presente de um amigo, um irmão daimista que me deu uma garrafa de daime. Bebi com a minha mulher e lembrei quem era e o que tinha que fazer – estava “dormindo”! E como já estava com esse trabalho na rua… A gente sabe, quando a gente bebe e recebe isso dentro da Força sabemos – ainda que fique meio esquisito dizer: “Recebi uma mensagem para montar esse trabalho”, mas recebi mesmo! [risadas] É verdade. Não tem esse caráter assim solene porque é simples, porque quando Deus fala com a gente é muito simples mesmo. Fala assim na boa mesmo. E aí nós começamos a nos juntar com um grupo de pioneiros que chamo os “carregadores de piano” , aqueles “bandeirantes”, sabe? Tem gente de tudo quanto é tipo, gosto daquele tipo de gente que desbrava caminhos, que mete a cabeça, é um tipo de tribo da qual faço parte. Junto com mais meia dúzia de “malucos” desse jeito nós começamos a trazer a espiritualidade através hoasca para moradores de rua.

A idéia de uma pessoa que tem um padrão vibratório de obscuridade, de sujeira, de miséria na acepção mais ampla da palavra, porque lhe falta tudo, inclusive a dignidade, receber um instrumento como a Hoasca, que é de um alto grau vibratório, é algo muito interessante. Já tinha sido durante anos psiquiatra de usuários de drogas, então achava que estava pronto. Quando cheguei na rua, pude ver a beleza do trabalho que tinha para ser feito ali. Trazer pessoas que vivem na mais alta ou na mais baixa escuridão para a luz, para a consciência, para o resgate da dignidade da vida. Nesses anos todos de militância na pesquisa do ser humano, não tinha achado nada mais eficiente do que esse veículo, essa ferramenta, sobre a qual estamos conversando hoje aqui, a Hoasca. Não tinha achado nada mais eficiente para colocar uma pessoa em contato com ele mesmo e ao mesmo tempo em contato com o sagrado do que esse chá. Mas não é só o chá. Vocês ouviram um pouco aqui, vão ouvir mais, que o contexto ritualístico é muito importante. Porque não é só beber chá, o chá é um veículo. O veículo sem um piloto não leva a lugar nenhum; pelo contrário, posso dar até uma Ferrari na mão de uma pessoa, mas se ela não sabe dirigir não sai da primeira marcha e ainda diz: “Que amarrado esse carrinho vermelho que você me deu, né?!”, e a pessoa está com uma Ferrari na mão. Percebi que não adiantava simplesmente dar o chá para estas pessoas. Assim como tinha aprendido na União do Vegetal, isso tinha que ser feito dentro de um contexto ritualístico, sério, e bem fundamentado. E me fiz valer daquilo que tinha aprendido em mais de doze anos dentro do ritual União do Vegetal.

Como nós acabamos lidando com uma população muito específica, o morador de rua, de repente comecei a receber certas chamadas, ícaros, hinos – cada tradição tem um nome, da tradição de onde venho são as ‘chamadas’, para situações específicas. Muito bonitas e muito fortes. Uma experiência muito interessante que até então não tinha tido, pois até então tinha estudado as chamadas que o Mestre Gabriel e os Mestres antigos que tinham convivido com o Mestre tinham recebido. De repente, passei a receber diretamente essas chamadas, numa experiência fantástica! Porque não passa pelo ego, pela invencionice, pela composição. Passa por uma coisa que vem de dentro. E para um psiquiatra isso é muito parecido com um delírio. “Meu Deus do Céu, que coisa esquisita, da onde vem vindo essa música? Da onde vem vindo essa sabedoria?”. E, apesar de estar vindo pela sua boca, a impressão que dá é que não é tua. Ou que é tua, mas não estava acessível até um minuto atrás. E você percebe que aquela ferramenta veio exclusivamente para ser usada naquele momento ou naquela oportunidade, para aquela finalidade – o que a diferencia de uma coisa do ego, da vontade. Aquilo do ego e da vontade é porque eu quero. A coisa de receber dentro da força é pela necessidade, porque precisa. E viver essa experiência, que até então tinha sido teórica para mim. Tudo, tudo que fiz até agora, que foi feito até agora já valeu. Daqui para frente é só lucro.

Nós estamos com um trabalho ainda no início. Nesse momento, estamos montando uma clínica de recuperação de dependentes químicos da rua, junto ao nosso templo em Mogi das Cruzes, no alto da serra, no meio de uma mata linda, maravilhosa. Esse trabalho passou a ser um filho. Passou a preencher minha vida de uma maneira muito especial. Hoje sobrevivo como consultor de empresas, com viagens pelo Brasil inteiro, me sustento. Com isso, pude voltar a fazer medicina por amor. A cura pelo amor, sem estar envolvido com a energia monetária. E isto é sem dúvida um privilégio, você poder trabalhar com a cura, com a espiritualidade, e com o amor sem energia monetária, e esse trabalho me deu essa oportunidade. Pude voltar a cuidar de pacientes psiquiátricos, mas sobre uma outra vertente, com uma outra medicina, e com uma outra moeda permeando essa troca. Esse trabalho tomou uma dimensão especial na minha vida, é realmente hoje um grande filho, que me ocupa um bocado de tempo.

Temos esse sonho de fazer 360 graus nessa abordagem com o morador de rua: acolhê-lo, recebê-lo, curá-lo, treiná-lo, inseri-lo, e despedi-lo. Nós não pretendemos ser mais uma organização assistencialista, mas sim uma escola de transformação humana. E, junto ao povo da rua, fazer uma escola de evolução de pessoas como nós que estamos aqui. Houve uma época que a gente levava sopa nas ruas de São Paulo, e uma vez encontrei um colega meu trotskquista do tempo de militância política que me falou: “-O que é isso companheiro? -Você era um grande militante e agora virou assistencialista?”. Falei: “Claro que não! Essa sopa é só para aglutinar as pessoas, para elas estarem aqui”. E trabalho com o morador de rua é para aglutinar pessoas como nós. Para trabalhar o próprio desenvolvimento. E a primeira coisa que falamos no nosso trabalho é que não pode ter aquele olhar de superioridade, de cima para baixo, para com o morador de rua. É o olhar do mesmo tamanho. E agradecer porque estamos tendo uma oportunidade de nos conhecer, através do trabalho com eles.

Teve um determinado momento que nós passamos um tanto de apuros, e tive vontade de desistir desse trabalho. Questionei: “O quê que eu estou fazendo aqui?”, “Porque que não volto para a União do Vegetal, onde só tenho amigos, a porta está aberta e tal? Porque que não volto para lá e vou beber o Vegetal com meus irmãos onde comecei e fico aqui perdendo tempo com essa cambada de cascudos?”. Já tivemos sessões em que o irmão ficou pelado, gritando e rolando pelo chão. Cada sessão que se meus irmãos da União do Vegetal soubessem diriam: “Esse cara é doido. Como é que ele faz um negócio desse?”.

Passei por situações muito delicadas, fui agredido. A pessoa alucinada, não pelo chá que bebeu, mas pela doença mental que tem dentro dela de anos e anos na rua, querer reagir àquela luz de uma maneira agressiva e querer me agredir no meio de uma sessão. E aí, uma chamada aparece e derruba a pessoa, ela fica sentada no chão, parada e estatelada, e a partir daquela chamada, que eu mesmo nunca tinha ouvido na vida, a pessoa diz assim: “Daqui pra frente eu só quero beber da fonte. Chega de beber água suja”. E vira um ex-morador de rua. Coisas terríveis aconteceram, mas coisas maravilhosas também. As terríveis existem e viram piadas depois que passam – depois que acontecem são até engraçadas. Mas, na época, na hora, no momento, é só mesmo ter muita confiança no Mestre e dizer assim: “Se estou aqui, fazendo isso, é porque tu me colocaste aqui, então, TVN”. “TVN” é uma técnica de terapia muito especial, se vocês não conhecem precisam conhcer: TVN é: ‘Te Vira Negão!’ [risadas]…. Dá o teu jeito… Muitas e muitas vezes disse isso para o Mestre: “Mestre, dá o teu jeito! Não estou podendo, mas algo tem que ser feito!”. E por incrível que pareça, uma chamada certa, na tonalidade certa, do jeito certo, coloca ordem no campinho. Mas é preciso ter confiança e coragem.

Uma vez, num trabalho de cura do Daime, ouvi um hino que achei bem legal, que dizia assim: “E se sair correndo é pior para você”. Achei aquilo fantástico! Aliás, os hinos do Daime têm cada pérola. É assim, não tem para onde correr. Chama, pede, deixa o pau torar, e sai do outro lado voando porque é o seguinte: nós podemos escapar de qualquer situação, podemos escapar do Mestre, do padrinho, podemos escapar do terapeuta, do chefe, do pai, mas não podemos escapar de nós mesmos. Aí não dá. Então o chá é também um grande veículo de encontro consigo mesmo. E é dentro de uma experiência de êxtase como essa que uma pessoa que vive na rua pode encontrar com Deus do lado de dentro das suas costelas. E pode então resgatar sua dignidade, reconhecer-se como um filho do Sol, um filho da Luz, e re-assumir a sua digna missão de ser humano.

Grato.
(Aplausos)


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Dr. Wilson Gonzaga
(*) Médico psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista, consultor de empresas na área de desenvolvimento humano, diretor do Instituto Hermes de Transformação Humana. Vem há anos trabalhando com empresas privadas e estatais, instituições de ensino, hospitais, treinando pessoal, dando palestras e dirigindo vivências.







Bia Labate
(**) A antropóloga Bia Labate prestou uma consultoria para o Sexto Movimento pela Vida para a organização desta mesa redonda, composta por:
Mediadora: Bia Labate – antropóloga – (SP) (bia_labate@yahoo.com.br)
1. Ovídio Octavio Pamplona Lobato – médico neurologista – (PA) (ipadma1@ig.com.br)
2. Edmir Oliveira – Dirigente da Barquinha – (DF) (edmiroliveira@ibest.com.br)
4. Helio Gonçalves – médico e dirigente da UDV – (GO) (demec@udv.org.br)
3. Wilson Gonzaga – médico psiquiatra e dirigente da ABLUSA – Associação Beneficente Luz de Salomão – (SP) (wgonzaga@institutohermes.com.br)
5. Paulo Roberto Souza e Silva – Dirigente do Santo Daime – (RJ) (ceflusmme@aol.com)
6. Rogério Moacir Cunha – dirigente da Escola de Comunhão da Ayahuasca Mística Universal (TO) (rogemcunha@yahoo.com.br)
7. Leopardo Yawabane Huni Kuin – estudante do nishi- pae (ayahuasca) Huni Kuin (Kaxinawá) – (AC/SP) (yawabane@terra.com.br)



http://www.bialabate.net/news/a-hoasca-na-recuperacao-da-dignidade-humana


Mais Matérias sobre Dr. Wilson Gonzaga:

Instituto Hermes

Psiquiatra leva pacientes em barco para expedição terapêutica na floresta amazônica

Jô Soares entrevista Wilson Gonzaga da Costa - Parte1



Jô Soares entrevista Wilson Gonzaga da Costa - Parte2





segunda-feira, 6 de julho de 2015

13 SINTOMAS QUE MOSTRAM SE SUA CONSCIÊNCIA ESTÁ EM EXPANSÃO


Você perceberá que a sua consciência está realmente expandindo, logo saindo do módulo linear-cartesiano para o módulo quântico…

1) Quando se responsabiliza mas não se culpa.
Você é a causa de Tudo mas não tem culpa de nada (deixe a culpa nas instituições religiosas).

2) Quando se frustra mas se responsabiliza.
O outro nunca deve ser responsabilizado pelas suas frustrações.

3) Quando se responsabiliza com totalidade.
Você é 100% responsável por tudo que está vivendo ou pela realidade que está existindo.

4) Quando não mais se vitimiza.
Ninguém faz nada com você é você que faz a si mesmo. Portanto, ninguém te magoa é você que se deixa magoar; ninguém te machuca é você que é machucável; ninguém te ofende é você que se permite ficar ofendido, e assim por diante.

5) Quando cessam as expectativas sobre os outros
O outro não reencarna para te agradar ou fazer o que quer ou espera para Você ficar bem.

6) Quando preenche a si mesmo 
Você deve suprir as tuas próprias necessidades emocionais e não projetá-las no outro em forma de carência. Pois carência é a necessidade de se dar e não de receber.

7) Quando reconhece o poder da solitude
Se sentir só, é a falta em si da sua própria presença e não de humanidade (pessoas ao seu redor).

8) Quando resgata o poder próprio
Nada tem Poder sobre você a menos que você dê o seu poder, pois você é o único Poder.

9) Quando percebe que Deus está disseminado em tudo, inclusive dentro de você mesmo.
Nada está acima de você, nem mesmo “Deus”, pois até mesmo “Deus”, o vácuo-quântico, está dentro da sua própria “carne”.

10) Quando nos aceitamos na igualdade e imperfeição 
Você, o outro, ninguém é melhor ou pior, mais ou menos, todos são o que podem ser.

11) Quando nada compromete a liberdade
Sempre a melhor escolha é aquela em prol da sua liberdade.

12) Quando nos conscientizamos da imensidão viva do universo
Você não começa e nem termina em sua pele.

13) Quando sabe que se transcende a tudo e a todos
Você está aqui para se libertar de absolutamente tudo, inclusive de si mesmo, para que então possa amar tudo e ao próximo quanto a ti mesmo.
Autor: Horácio R. L. Frazão
Editor: Shakyamuni
Extraído do site:
http://estaremsi.com.br/13-sintomas-que-mostram-se-sua-consciencia-esta-em-expansao/

#desafiogratidão2015
#dia042
#flaviamelissa
#vivisawaking


Gratidão
;)

"O AMOR" por Sr. Ego

http://vivisawaking.blogspot.com.br/


Será que amamos genuinamente?

Pense na pessoa que você ama: pai, mãe, namorado, esposa, filho...

Para descobrir isso é muito fácil, basta se lembrar do quanto se sentiu zangado, aborrecido, magoado e desapontado quando a pessoa maravilhosa na qual amamos não fez ou disse o que a gente queria.

Lembrou???

...infelizmente ainda é dessa forma que amamos, aprendemos dessa maneira que precisamos sempre ter as nossas necessidades atendidas, que precisamos sempre ter algo em troca ou senãooooo...

Condições mais condições.

Uma vez que não queremos aceitar a responsabilidade por essas condições ou negar esse fato, só estaremos prolongando ainda mais o nosso processo de despertar.

Isso é o tipo de coisa que ninguém gosta de admitir ou simplesmente não quer enxergar, eu sei. 

Nossos julgamentos cheios de ódio oculto nos diz: "eu não quero despertar do sonho e voltar para casa, eu não quero olhar para isso, não quero liberar minhas mágoas..." até estarmos conscientes desses pensamentos secretos , não podemos mudá-los.

E enquanto ficarmos nutrindo pensamentos de ataque, criando resistências e acreditando que nossa individualidade é o que queremos, fica impossível perceber qualquer um com amor.

Vamos ser sinceros com a gente, humildes ao ponto de admitir que não sabemos, mas queremos. Ser corajosos o suficiente para poder olhar para as nossas sombras sem medo, elas não são reais! 

O que é irreal não pode nos causar medo, pois simplesmente não existe!!!

Beijos no coração

Namastê

#desafiogratidão2015
#dia039
#flaviamelissa
#vivisawaking





Percebi que pulei o dia 35, então hj é o #dia039 dos 300 dias de gearidão e eu agradeço o esse momento de paz e meditação que estou tendo agora na minha casa
;)

domingo, 5 de julho de 2015

sábado, 4 de julho de 2015

#dia040

#desafiogratidão2015
#dia040
#flaviamelissa
#vivisawaking






















Frio = banho quente + caldo verde + filminho + cobertor

;) gratidão

quinta-feira, 2 de julho de 2015

AYAHUASCA - Xamanismo, Santo Daime, Umbandaime



Oi gente,


Hoje vou explicar a diferença entre os rituais que utilizam a bebida sagrada Ayahuasca, pois vejo que muita gente ainda tem essa dúvida e acabam confundindo.

A bebida é a mesma gente, independente do ritual, cerimônia ou doutrina.

Eu por exemplo tomo Ayahuasca em institutos xamânicos, pois me identifico melhor com essa filosofia.

Um amigo meu me disse uma vez que o Xamanismo é o budismo da floresta, apenas mente e espírito, concordo plenamente com essa visão. Sem folclorismo religioso, se vestir de índio e nem ficar "buscando fora", pois o trabalho é interno, dentro da gente.

Independente da doutrina a ser seguida, tome cuidado com a idoneidade do instituto, céu ou igreja que irão frequentar, pois Ayahuasca é coisa séria e tem muita gente por ai fazendo a maior mistureba.

Bom, vamos as explicações:

Xamanismo:  tem como objetivos básicos reconectar o ser com sua sabedoria interior, conexão com a multidimensionalidade do ser humano, ancoragem do poder pessoal, conexão com seres espirituais, limpeza dos corpos físico e sutis, limpeza e harmonização de ambientes, harmonização plena do ser, conscientização do aspecto espiritual de cada um e de sua inter relação com a natureza e com o planeta a que pertence, ativação das habilidades de coragem, força e sabedoria para lidar com questões generalizadas , curas e prevenção de distúrbios e doenças.
O conceito básico da cura xamânica é que " Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um”. 
Geralmente os rituais acontecem em locais rodeados com muita natureza, a céu aberto e fogueira.
Totalmente Universalista, não fica preso a nenhum dogma, sendo aberto as todas as correntes de pensamentos destinado a prática do bem e do amor universal.
As musicas são espiritualistas de todas as doutrinas e religiões, tem musicas xamânicas, hinduístas, budistas, mogol, tibetanas, umbanda, evangélicas...



Santo Daime: é uma religião e surgiu na região amazônica nas primeiras décadas do século XX, é uma doutrina espiritualista de auto conhecimento e internalização. Nos rituais os homens se vestem de terno branco na qual chamamos de "farda" e as mulheres de saia branca e coroa. A cerimônia rola o tempo todo em pé tendo como bailado o dois pra cá e dois pra lá ao som de hinários e maracás.






Umbandaime: nada mais é do que sessão de umbanda tradicional  com o uso da Ayahuasca havendo incorporações mediúnicas (fato esse estritamente proibido no xamanismo). 
Utilizam músicas de umbanda e hinos do Santo Daime.






Deixo abaixo uns videozinhos para ilustrar melhor a diferença entre cada um.

Beijos no coração

Namastê


Bastidores de um Ritual no Instituto Xamânico Morada do Sol em Araraquara/SP



Veja o vídeo de uma cerimônia de Umbandaime

Mariana Weickert num ritual de Santo Daime

#desafiogratidão2015
#dia039
#flaviamelissa
#vivisawaking

Essa foi a lição de hoje e não imaginava que a noite teria a prova prática.
Agradeço mesmo não gostando de adimitir que senti uma raiva e um ódio fenomenal do meu filho que aprontou hoje.
Pude estar consciente desse sentimento que invadiu meu ser e que me fez perceber que não é esse tipo de amor que quero escolher pra minha vida.
Mesmo estando perdida dentro dos limites de como educar um filho, eu só sei que esse o tipo de sentimento eu não escolho mais.
Arrependimento e culpa também fazem parte desse pacote maldito, mas sei que vou conseguir transcender tudo isso e vou olhar bem nos olhos deles, um por um até desaparecerem. 


quarta-feira, 1 de julho de 2015

5 Razões Pelas Quais A Maioria das Pessoas Nunca Descobre Seu Propósito



“A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo.”
~ Soren Kierkegaard (1813-1855)

O significado de propósito e sentido de vida aqui está nos moldes dessa afirmação do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard mas também lembra, talvez ainda mais, a máxima do clássico indiano Bhagavad Gita (cap III, v.35), que diz que “Mais vale cumprir o próprio dharma, ainda que de forma imperfeita, do que cumprir de maneira perfeita o dever de outrem”. A psicóloga Shelley Prevost, terapeuta do Lamp Post Group, listou cinco razões pelas quais “nos perdemos” no caminho e entramos nessa crise de não enxergar mais sentido ou propósito, num post publicado na revista Inc intitulado “5 Razões Pelas Quais A Maioria das Pessoas Nunca Descobre Seu Propósito” (5 Reasons Why Most People Never Discover Their Purpose).

A maior parte do texto está traduzido abaixo, com observações, comentários e links a respeito de cada item. Não é intenção apresentar a lista da Shelley como “a” lista de razões para isto ou aquilo, mas é uma visão interessante que pode adicionar aos passos do nosso (verdadeiro) caminho. Segundo o sábio indiano Sri Ramana Maharshi, o que nos faz encontrarmos nosso próprio caminho e sentido é apenas uma coisa: investigarmos profunda e verdadeiramente quem somos.

Eis a lista:

1. Você vive de fora pra dentro e não de dentro pra fora:

Esse é o primeiro e o principal de todos eles. Os outros praticamente decorrem desse. Aqui está o conceito de Matrix, do filme de 1999. “Quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, acorda”, já disse Carl Jung.

Diz a Shelley Prevost no seu artigo:

“Desde a infância as pessoas são ensinadas a procurar outras pessoas para se guiarem. As normas sociais são uma parte importante da infância – você imagina como deve agir em relação aos outros — mas o problema começa quando você estende esse processo e inclui algo tão pessoal quanto o propósito da sua vida. Algumas pessoas tem nossa confiança e a capacidade de nos ajudar a encontrar nosso real propósito único. Se você é uma dessas pessoas que tem essas companhias, você tem sorte! Mas a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, escolhem nos colocar dentro de compartimentos que fazem mais sentido pra elas. Para ganhar a aprovação delas, você se dispõe a entrar dentro do compartimento. Para manter a aprovação delas, você aprende a negar seguidamente quem você é. Em situações demais você vive num roteiro de outra pessoa”.

2. Você procura uma carreira antes de ouvir seu chamado:

Esse na verdade é uma consequência do primeiro. No caso do propósito de vida, essa é a pior (consequência). Isso já foi muito bem tratado num vídeo do psiquiatra chileno Claudio Naranjo, onde ele diz que “É normal não encontrar sentido na vida quando se está muito condicionado pelo mundo”. Já com 15, 16 ou 17 anos você já está sofrendo toda a pressão dos pais, amigos e da sociedade inteira por uma carreira definida e que, de preferência, dê um longo e financeiramente estável futuro.
Como diz o filósofo zen-budista Alan Watts em um outro vídeo, “E se o dinheiro não fosse a finalidade?”.

Diz a Shelley no artigo dela:

“Nossa sociedade reduziu o sucesso a uma lista de itens a serem preenchidos: formar-se no colégio, conseguir um(a) companheiro(a), ter filhos, sossegar num caminho profissional bem definido e ficar ali até que os cheques da aposentadoria comecem a chegar. Esse caminho bem costurado coloca as pessoas na direção do conformismo, não do propósito. Estamos tão ocupados evitando medos auto-impostos de não sermos suficientemente (preencha aqui alguma qualidade) – espertos o suficiente, criativos o suficiente, bonitos o suficiente – que raramente paramos e nos perguntamos “Estou feliz e satisfeito? E se não, o que eu deveria mudar?”

Encontrar seu propósito tem a ver com ouvir essa vontade interior. No livro “Deixe Sua Vida Falar”, Parker Palmer diz que deveríamos deixar nossa vida falar a nós, e não dizer à vida o que vamos fazer com ela. Um chamado é apaixonado e compulsivo. Começa com uma curiosidade (“Eu gostaria de tentar isso”) e então se transforma num mandato que você simplesmente não pode mudar. Um chamado não é um caminho fácil, e é por isso que a maioria de nós nunca o conhece. Tememos o esforço, a idiotice, o risco e o desconhecido. Então escolhemos uma carreira porque preenche os itens que fomos convencidos a preencher.”

3. Você odeia o silêncio:

Bom, não conheço muitas pessoas que realmente odeiem o silêncio, mas muitas que “não suportam”. A justificativa é que o silêncio ou é angustiante ou uma perda de tempo. Aqui não há muita discussão, pois apenas no silêncio de si mesmo é que se descobre a essência da vida, por mais subjetivo e deconhecido que isso parece, então se não houver isso, não há mais muito o que fazer. Apesar de algumas pessoas irem bem em seus caminhos e carreiras sem o tal silêncio, se você prestar atenção vai perceber que muitas delas cultivam o silêncio e os longos momentos contemplativos pessoais com bastante frequência. A experiência de estar preenchendo seu próprio propósito é calmante e satisfatória, inclui e se deleita no silêncio, enquanto que a experiência (ainda que bem sucedida) de estar fora do seu caminho traz angústia e inquietação, coisa que o silêncio acentua e que, por isso, se rejeita.

No texto da Shilley:

“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação.

Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito. Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem. Viva uma vida onde o Ego está no comando e você encontrará o esgotamento – e uma questão: “Eu tenho uma ótima vida. Porque não estou satisfeito?”.

O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer. Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta. Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para penetrar você já foi para a próxima distração.”

4. Você não gosta do lado sombrio de si mesmo:

A não ser que você tenha nascido um iluminado, o que neste caso não estaria lendo esse blog (rs), as chances de você não gostar ou não ter gostado da sua sombra são de 100%. O trabalho de conhecer e aceitar e crescer com o próprio lado sombrio é geralmente uma consequência do trabalho esmerado e profundo sobre si mesmo, seja em terapia, em meditação, em outras práticas, ou tudo isso junto. Aqui, de novo, aparece nossa cultura que não vê nenhum valor em não rejeitar ou em aceitar algo “ruim”, “negativo”, traços de fraqueza ou maldade ou escuridão. É a sombra, como definiu Carl G Jung.

“A sombra é o lado da sua personalidade que você não quer que os outros vejam. Representa suas deficiências, suas falhas, suas motivações egoístas. A maioria de nós evita isso antes que qualquer um possa ver. Mas há uma coisa: a parte de você que é a mais escura tem a maior quantidade de coisas para lhe ensinar sobre seu propósito. Se descobrir seu propósito é realmente sobre auto-conhecimento, sua escuridão lhe mostra onde você mais precisa crescer. Mais importante ainda, mostra de quem você mais precisa aprender. É das pessoas que você menos gosta que você tem mais a aprender sobre si mesmo. Mas a maioria ignora o lado sombrio. Em vez disso, você busca relacionamentos confortáveis que reforcem as imagens gastas e obsoletas de si mesmo.”

5. Você ignora a mente inconsciente:

Diz a Shelley:

“No livro “The Social Animal”, David Brooks fala sobre o preconceito de nossa cultura que diz que “a mente consciente escreve a autobiografia da nossa espécie”. Assim como Brooks, acredito que nossa cultura tem um relativo desdém pela mente inconsciente e tudo que ela representa – emoções, intuição, impulsos e sensibilidades. Para descobrir nosso propósito, temos que estar confortáveis com nossa mente não-lógica. Você deve se acostumar em não ter as respostas. Você deve tolerar a ambiguidade e aceitar as lutas.

Deve se permitir sentir – profundamente sentir. Planejar intelectualmente seu caminho em direção a uma vida com propósito não funcionará nunca. Mas isso é pedir demais para a maioria das pessoas. Elas vão negar, despistar, ridicularizar ou simplesmente ignorar. E essa é a razão pela qual a maioria de nós viverá sem saber qual o verdadeiro propósito.”

Parece lógico e sensato que deveríamos ter o controle de tudo (ou da maioria das coisas) e estarmos plenamente conscientes de todos os nossos passos e não sofrermos com fraquezas nem obstáculos. Mas a vida simplesmente não é assim. “Há muito mais coisa entre o céu e a Terra, Horácio, do que imagina vossa vã filosofia”, já dizia Shakespeare. E a mesma coisa vale nosso universo interior. O ser humano é uma manifestação da forças e energias múltiplas, dinâmicas e inteligentes, e reconhecer e viver isso é apenas um dos passos no caminho do auto-conhecimento e do próprio propósito. Não é a toa que várias técnicas terapêuticas levam em conta todo esse compêndio que a vida humana expressa, e é assim que entendem e curam e integram o ser em si mesmo.

(por Nando Pereira | Via: Dharmalog)



- Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/5-razoes-pelas-quais-a-maioria-das-pessoas-nunca-descobre-seu-proposito/

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Eu não quero agradecer por agradecer, o desafio está justamente em encontrar um motivo no dia, mas confesso que hoje foi um dia bem comum. É, comum tipo dias iguais sabe...
Ia escrever aqui que não encontrei nada de especial a agradecer hoje, mas acho que a frase certa é: não estou afim de encontrar algo pra agradecer hoje. 
Pronto, falei.
No #dia038 fico aqui brincando com um dos meus  gatos, somente isso.



terça-feira, 30 de junho de 2015

O que significa exatamente amar?



- por Grupo Mera
O conceito do amor é tão distorcido no nosso mundo que podemos ficar confusos.
Amar não tem nada a ver com o nosso comportamento. Muita gente pensa que amar é falar com voz suave, é ser gentil, é ser simpático, é ser agradável. Entretanto, para amar, precisamos começar a nos conhecer melhor. Precisamos começar a notar que, de fato, temos um "eu" superficial e um "eu" profundo. O "eu" superficial é o ego e o "eu" profundo é a nossa essência verdadeira, o Cristo interior.
 Precisamos lembrar que o ego sempre fala primeiro e mais alto. Vem daí a necessidade de responder ao que outra pessoa está falando, antes mesmo que ela termine de falar - o que nos impede de realmente ouvirmos o que a pessoa está tentando nos transmitir. Essa é uma das versões do ego, que está sempre querendo se exibir ou querendo atacar ou precisando se defender.
A nossa primeira reação sempre vem do ego, embora ele também se manifeste primeiro naquelas pessoas muito quietas, naquelas que nunca dizem nada porque se sentem intimidadas ou inseguras. 
Essa é uma outra versão dele. A sobrevivência do ego está sempre baseada no medo. Às vezes nós passamos de uma performance tímida a uma de uma segurança excessiva de nós mesmos, ou seja, passamos de um extremo a outro sem deixar de atuar no nível do ego, sempre nos preocupando com o que as pessoas pensam de nós..., antes de começar a nos conhecer melhor.
Para termos uma expressão real de amor, primeiro precisamos encontrar a nossa verdadeira essência e deixar que ela floresça dentro de nós. Precisamos aprender a ouvir com o coração, a ver com o coração, a sentir com o coração – o ‘coração’ aqui representa a parte de nossas mentes que escolhe Deus como seu guia. Só assim vamos conseguir realmente escutar o que os outros têm a dizer, vamos poder sentir compaixão pelo próximo e poder apreciar o verdadeiro sentido do perdão e o alívio que ele pode nos trazer.
Quando nos damos conta de que sempre estivemos aprisionados pelo ego ao longo dos nossos enganos, começamos a perceber que isso também aconteceu com os outros, que eles não sabem o que estiveram fazendo tendo o ego como guia, do mesmo jeito que nós não sabíamos. Apenas dessa forma, tomando consciência disso, vamos conseguindo perdoar todas as pessoas e a nós mesmos concomitantemente. Isso é o mesmo que descobrir um mundo completamente novo dentro de nós mesmos, como uma revelação magnífica e esplendorosa. Quando começamos a perder o impulso de ‘ter que’ responder imediatamente a tudo e a todos, ou perder o medo de falar a nossa verdade, é um sinal de que o "eu" superficial está começando a dar espaço para o "eu" verdadeiro se manifestar.
No processo dessa aprendizagem, de deixar o “eu” verdadeiro se manifestar, será útil observar as palavras ou gestos que vêm à tona com muita rapidez. E em outros casos, observar o medo de nos expressar que vem à tona com enorme velocidade. O ego se manifesta de muitas formas e nós só começaremos a perceber os seus truques quando passarmos a observar constantemente o que está acontecendo dentro de nós mesmos.

Vamos começar a descobrir o motivo dos nossos receios, das nossas preguiças, dos nossos medos mais escondidos, e essa revelação interior começará a produzir milagres em nossas reações e, principalmente em nossos relacionamentos. Ficaremos mais espontâneos, mais leves, mais alegres.
Um Deus amoroso não pode querer que façamos sacrifícios. Nós fazemos sacrifícios quando mentimos a nós mesmos que estamos amando: quando estamos agindo articulosamente, usando de artimanhas e manipulações para conseguir o que pensamos que queremos. O ego tem a mania de pensar que o amor é útil, porque assim, diz ele, conseguiremos o que queremos.
Nós aprendemos essas coisas no nível do ego, e, como ele quer sempre levar vantagem, a nossa vida acaba virando um sacrifício, porque temos que acabar fazendo e falando coisas com as quais realmente não concordamos. Nossos relacionamentos acabam por ser desastrosos, transformam-se em fontes de sofrimento. O sacrifício acaba quando o eu verdadeiro começa a vir à tona, porque começamos a renunciar às coisas que não vão nos fazer nenhuma falta, como a raiva, o medo, as frustrações. O ego quer sempre vencer, ele tem sempre que competir. O eu verdadeiro quer sempre encontrar uma solução onde todos possam sair ganhando. Nós vivemos num mundo aparentemente dominado pelo ego, por isso existem guerras, miséria e todos os males. Mas do mesmo jeito que as mentes são a causa dos problemas, também são a solução. Elas podem escolher mudar de ‘guia’ – escolherem Deus ao invés do ego.
A partir do momento que começamos a perceber que o bem e o mal estão dentro de nós mesmos, podemos começar a fazer escolhas diferentes.
O mundo do ego diz que o mal é sempre evidente demais e não pode estar em nós. O problema está "nos outros", eles é que estão errados. O ego quer nos fazer acreditar que somos separados uns dos outros, mas nós somos unidos em mente e, se somos unidos, temos que reconhecer que o problema que existe nos outros também existe em nós. Pode ser em grau menor ou maior, mas está presente em todo mundo. Portanto, a cura tem que partir de cada indivíduo, cada um de nós cuidando de si mesmo, dos próprios sentimentos, atitudes e pensamentos.
Deus está dentro de todos nós, Ele está sempre presente. Se estivermos conscientes de que temos uma parte de Deus em nós, ficaremos agradecidos e passaremos a escolhê-La com mais freqüência. Apenas dessa forma poderemos nos sentir confiáveis, amadurecidos e felizes. É nesse sentido que devemos amar. A extensão do amor se dá quando optamos por mudar a nossa forma de pensar, escolhendo Deus como nosso Guia.
Os problemas do mundo são apenas sintomas dos problemas de cada um de nós, por isso precisamos tratar a causa deles. Tratar a causa significa que temos que tratar de nós mesmos. Amor é sinônimo de paz e de liberdade interior. O amor verdadeiro vem junto com o perdão que abrange tudo e todos, incluindo a nós mesmos. Nesse estado não mais nos interessará querer controlar os outros. Amar é liberar. Amar é conseguir encontrar uma solução onde todos os envolvidos possam sair ganhando, porque isso traz a percepção correta de que somos unidos e não separados uns dos outros. Amar é desistir constantemente das nossas idéias preestabelecidas de como as coisas deveriam ser.
Amar é ser feliz, ao invés de ter necessidade de estar sempre com a razão. A partir de uma reflexão como essa, podemos deixar de rimar amor e dor como temos feito nesse nosso mundo.

#desafiogratidão2015
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Gratidão pela linda e inspiradora lua que me acompanhou de volta para casa
;)