terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sexo e Tantra


Oi gente,

Li esse artigo e não pude deixar de compartilhar com vocês leitores do meu blog.

Dica: não levem ao pé da letra o lance da meditação e a ordem dos acontecimentos, leiam tentando entender a "essência da coisa".

Resumindo: jamais percam a consciência e fiquem 100% presentes em tudo o que fizeres.

Beijos Namastê






O sexo é a energia mais vital – a única energia, eu digo, que você tem. Não lute com ela; será uma perda de via e tempo – ao invés disso, transforme-a. O sexo desaparece somente quando você o aceita totalmente – não suprimido, mas transformado. Mas como fazê-lo, Como transformá-lo? Mas como podemos fazer?

    Eu lhe darei um método simples...


    Enquanto faz amor, três coisas devem ser lembradas. Uma é: antes de fazer amor, medite. Nunca faça amor meditar, do contrário o amor irá permanecer sexual. Antes de encontrar a mulher, você deve no seu estado de consciência porque, então, o encontro irá acontecer num plano mais alto. Durante pelo menos quarenta minutos, sente-se olhando para a parede com uma luz muito suave de forma que dê um estado de mistério.

    Sentem-se silenciosamente e não movam o corpo; permaneçam como uma estátua. Então quando vocês fizerem amor, o corpo irá se mover, então dêem a ele o outro extremo de primeiro ficar imóvel de forma que o corpo adquira o momento para se mover profundamente. Então a urgência se torna tão vibrante que todo o corpo, cada fibra está pronta para o movimento. Somente então o orgasmo tântrico é possível. Vocês devem colocar uma música...música clássica funcionará; alguma coisa que dê um ritmo muito sutil ao corpo.

    Torne a respiração tão lenta quanto possível por que, quando você faz amor, a respiração se torna rápida e profunda. Então, apenas continue diminuindo o ritmo, mas não force, do contrário, ele se torna rápido. Simplesmente sugira que ele diminua. Ambos meditam juntos e quando ambos se sentirem meditativos, este é o momento de amar. Então vocês sentirão tensão e a energia estará fluindo. Se vocês não estiverem se sentindo meditativos, não façam amor. Se a meditação não estiver acontecendo neste dia, esqueça tudo sobre o amor.

    As pessoas infelizmente fazem o oposto. Quase sempre os casais lutam antes de fazerem amor. Eles se tornam raivosos, importunam um ao outro e trazem todos os tipos de conflitos – e então fazem amor. Eles caem muito baixo nos seus estados de consciência, então, é claro, o seu amor não pode ser muito satisfatório. Será frustrante e eles sentirão uma tensão.

    A segunda coisa é: quando vocês estiverem fazendo amor, antes de começar venere o parceiro e deixe o parceiro lhe venerar. Então, depois da meditação, venere. Fiquem um de frente para o outro, nus, e venerem um ao outro, porque o tantra não pode ser entre o homem e a mulher. Ele somente pode acontecer entre um deus e uma deusa. É gestual, mas muito significativo. Toda a atitude tem de se tornar sublime de forma que você desapareça. Toque o pé um do outro, coloque guirlandas de flores.

    O homem se transformará em Shiva e a mulher é transformada em Shakti. Agora a sua humanidade é irrelevante, a sua forma é irrelevante, o seu nome é irrelevante, você é apenas pura energia. O venerar traz esta energia para o foco. E não finja. O venerar tem de ser verdadeiro. Ele não pode ser apenas um ritual. Existe muito ritual no tantra, mas o tantra não é ritual...

    Então, no terceiro passo, vocês fazem amor. Mas deixem que o seu fazer amor se torne mais uma acontecer do que um fazer. A expressão ocidental “fazer amor” é feia. Como você pode fazer amor? Não é uma coisa como fazer; não é uma ação. É um estado. Você pode estar nele, mas não pode fazê-lo. Você pode se mover nele mas não pode fazê-lo. Você pode ser amoroso, mas não pode manipulá-lo. Toda a mente ocidental tenta manipular tudo...

    Quando você faz amor, fique possuído. Mova-se vagarosamente, toquem o corpo um do outro, brinquem com o corpo um do outro. O corpo é como um instrumento musical. Não fique com pressa. Deixe as coisas crescerem. Se vocês se movem vagarosamente, de repente, ambas as suas energias irão subir juntas, como se alguma coisa os tivesse possuído. Isto acontecerá instantânea e simultaneamente. Somente então o tantra é possível. Agora mova-se no amor...

    Apenas sintam a energia descer e deixem esta energia ter o movimento. Algumas vezes, você começará a gritar: grite ! Algumas vezes, você começará a dizer coisas: diga ! Algumas vezes somente gemidos estarão saindo, ou alguns mudrás, gestos, permita-os. Será uma coisa enlouquecedora, mas tem que se permitir. E não fique com medo, porque é através do seu permitir que ela está acontecendo. No momento em que quiser parar, ela pára, então você nunca está além do controle.

    E quando Deus faz amor, é quase selvagem. Não existem regras, regulamentos. Move-se apenas no impulso do momento. Nada é tabu, nada é inibido. Seja lá o que for que aconteça. Naquele momento é bonito e sagrado; seja lá o que for; eu digo; incondicionalmente...levará, e os levará aonde ele quiser. Vocês simplesmente estão disponíveis, prontos para se moverem com ele. Vocês não o direcionam. Vocês apenas se tornam veículos. Deixem as energias se encontrarem nos sues próprios caminhos. O homem deve ser deixado do lado de fora disso – apenas pura energia. Vocês não estarão fazendo amor apenas através dos órgãos genitais; vocês estarão fazendo amor através de todo o corpo...

    Se vocês meditam antes e então veneram um ao outro, não existe perigo; tudo se moverá corretamente. Vocês atingirão um pico de orgasmo que jamais conheceram. Algumas vezes o atingirão: um orgasmo muito grande no qual todo o corpo vibra e pula. Pouco a pouco, vocês alcançaram um clímax; de novo vem para baixo. Isto limpará todo o seu ser, todo o sistema. Às vezes, não haverá ejaculação, mas existirá orgasmo.
    Existem dois tipos de orgasmo: o orgasmo do pico e o orgasmo do vale. No orgasmo do pico, você terá uma ejaculação e ela também terá uma ejaculação de algumas energias sutis. No orgasmo do vale, vocês não terão nenhuma ejaculação. Será um orgasmo passivo...muito silencioso, muito sutil. A pulsação estará presente, mas quase imperceptível. No orgasmo do pico, vocês se sentirão muito, muito extasiados. No orgasmo do vale, vocês se sentirão muito, muito em paz. E ambos são necessários; ambos são aspectos do tantra. Todo pico tem o seu vale e todo vale tem o seu pico. Um pico não pode existir sem o vale ou vice-versa.

    E quando isso acontecer ambos vocês atingirem um profundo orgasmo, não saia para fora dela. Depois do orgasmo, permaneça dento dela e descansem por alguns momentos. O descanso é muito, muito profundo. Depois de um orgasmo, um descanso é como um vale. Vocês alcançaram o próprio pico e agora têm de voltar ao vale. Ele é muito fresco e com sombras, e vocês descansam.

 
     
E realmente muita coisa acontece depois do orgasmo... o fundir-se, o derreter-se. Os corpos estão cansados, exaustos, exauridos. A mente está paralisada. É quase como um choque elétrico. Quando vocês saírem do seu estado de amor, novamente orem juntos; terminem com uma oração. A diferença é que, quando vocês meditam, você medita separadamente e ela medita separadamente, porque a meditação não pode ser feita juntos. A meditação é um esforço solitário. Não é um relacionamento. Então vocês podem estar meditando juntos mas ainda assim, vocês meditam, sozinhos; vocês está sozinho e ela está sozinha.


    Então venerem um ao outro. Novamente isto é diferente. O outro se torna o objeto da veneração. Então vocês fazem amor e se perdem por completo. Você não é você mesmo, ela não é ela mesma. Ninguém sabe quem é quem. Tudo é perdido num redemoinho de energia. A polaridade de homem e mulher não é mais uma polaridade; os limites se fundem, se misturam. Às vezes, você se sentirá como uma mulher e ela se sentirá como um homem. Ás vezes, ela ficará por cima de vocês. Ás vezes, você se torna passivo e ela se torna ativa e os papéis mudam. É um grande drama de energias. Tudo é perdido, abandonado. Então vocês saem da experiência mais interior e oram juntos. Esta é a quarta coisa.

 
     
Apenas agradeçam a deus. E nunca recamem. Seja lá o que acontecer, está certo. Não diga, “Isto não aconteceu. Isto deveria ter acontecido”. Quem somos nós:” Ele sabe melhor. Então apenas agradeça a ele, seja lá o que acontecer; agradeça a ele com profunda gratidão. Inclinem-se e coloquem as suas testas no chão e permaneçam assim por alguns momentos em profunda gratidão.

    A meditação é solitária. Na veneração, o outro é importante, e na oração, ambos oram para deus. Então, estas três coisas têm que estar envolvidas. Elas irão criar a ecologia na qual o tantra acontece. E uma vez por semana será o suficiente.

    Se você estiver se movendo no tantra, então nenhum outro amor deve ser permitido, do contrário ele dissipa a energia. Mas sempre que vocês quiserem fazer amor, tenham certeza de que têm tempo suficiente. Não deve ser com pressa. Não deve ser como trabalho. É um jogo, brincadeira, e estas energias são tão sutis que, se vocês estiverem com pressa, nada acontece. O tantra não é um fragmento. Você não pode praticá-lo a menos que crie a situação. Ele é como uma flor...

   
Então, estas três coisas são jogar a semente, cuidar da planta, regá-la e estar continuamente atento a ela, sendo cuidadoso, protetor. Então, um dia, de repente – a flor do tantra. Irá acontecer.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O QUE É SER BRUXA?

Bom dia gente,

Quero agradecer imensamente todos os novos visitantes do meu blog, desde Sexta-F quando a Jú indicou  no Grupo do Sagrado Feminino do Face as visitas triplicaram!!!

"A minha essência saúda a sua essência"

Também quero cometar sobre o Ritual que participei Sexta-F - Welcome Beltane foi muito especial para mim, pois foi o primeiro ritual pagão que participo e ter participado desse ritual com as minhas duas melhores amigas foi incrível.

Posso dizer que fizemos um ritual à parte regado com muito amor, boas intenções, muitas risadas, cumplicidade e alegria.

Postei algumas fotos no Facebook na qual gerou espanto também, sei lá o que o povo pensa... mas confesso que é engraçado ver o quanto a mente das pessoas "viaja na maionese" rsrsrs

Sou uma bruxa branca gente, não precisa ficar com medo não kkkkk

E para aqueles que não sabem: 

O QUE É SER BRUXA?

Ser bruxa é acima de tudo, jamais fazer o mau...

Ser bruxa é ter total respeito por todas as formas de vida. É estar em harmonia com a natureza, desenvolvendo os seus dons pessoais através do perfeito ciclo da grande mãe...

Ser bruxa é, se possível cultivar suas próprias ervas e alimentos. Ser bruxa é respeitar o solo e deixar que ele se recupere naturalmente para se tornar fértil novamente.

Ser bruxa é conhecer as chaves da magia para poder abrir suas portas e adentrar em seus segredos...

Ser bruxa é conhecer as forças mágicas dos alimentos e praticar a magia na sua cozinha. 

Ser bruxa é ser uma arte que confecciona suas jóias mágicas, seus cinturões de poder, suas sacolas, seus pentáculos, pentagramas e suas roupas de rituais...

Ser bruxa é saber que tudo isso feito por suas mãos se torna objetos poderosos...

Ser bruxa é fazer tudo com persistência e graça...

Ser bruxa é um objetivo da alma, é ter certeza que é impossível ser outra coisa...

Ser bruxa é jamais projetar sua fé no externo...

Ser bruxa é saber que todo poder  é seu!

Ser bruxa é observar e aprender com a natureza, e levar este conhecimento a outros com humildade, e sem pretensão de que só você sabe. Só você está certa.

Ser bruxa é ser bela e eternamente jovem. É ser criativa e próspera...

Ser bruxa é ser íntegra, é ter liberdade que vem do fundo do seu ser. É ter a certeza que a Deusa esta em você e em toda a natureza...

Ser bruxa é saber que quando quiser ver o rosto da Deusa, basta olhar no espelho.

Ser bruxa é tudo isso e muito mais...

É esta ciência maravilhosa e mágica que aprendemos e ensinamos 


Beijos Namastê

www.wiccarosa.com.br
















domingo, 2 de novembro de 2014

Aos Nossos Antepassados GRATIDÃO


Finados e a Oração aos Antepassados: oportunidade de cura familiar e elevação de desencarnados!

O dia de finados é um ótimo momento para orarmos aos nossos antepassados, uma vez que a maioria deles já está em planos espirituais.
Se os seus pais ainda estão vivos, eles também serão beneficiados.
Eu gosto muito da maneira como a Seicho-No-Ie aborda o tema dos antepassados.
Comungo com eles sobre a importância de agradecermos e perdoarmos os nossos antepassados.
Quando oramos por nossos antepassados, estamos auxiliando-os a elevar-se, onde quer que estejam.
É uma oportunidade para liberarem-se de qualquer dificuldade que ainda possam ter, seja em pensamentos ou em sentimentos.
Além disso, através da genética e dos padrões familiares, nós estamos muito ligados aos nossos antepassados. Quando os nossos antepassados se curam de padrões negativos, toda a família se cura também.
E todos são libertados de diversos males!
Isso não é incrível?

Masaharu Tanguchi ensina sobre os antepassados
Masaharu Tanguchi foi o fundador da Seicho-No-Ie. Ele ensina:
Nós pudemos nascer graças aos nossos pais. E eles também nasceram graças aos seus respectivos pais.
Visto isto, podemos compreender que a nossa existência se deve a um grande número de pais e mães que viveram no passado.
Nossos pais têm, ou tiveram, cada qual, um pai e uma mãe; logo, temos dois avôs e duas avós. E estes também tiveram, respectivamente, um pai e uma mãe; portanto, na geração dos nossos bisavós, eram oito pessoas: quatro pais e quatro mães.
Na geração anterior, eram 16, e antes dela eram 32.
Dez gerações atrás, eram 1.024 pessoas. Vinte gerações atrás, ultrapassavam a casa dos 1.000.000 (um milhão).
É um número espantoso de pais e mães que pertenceram a uma mesma árvore genealógica e aos quais estamos ligados por sangue.
E não devemos esquecer que cada um deles exerceu um papel importante dentro dessa árvore genealógica, pois se tivesse faltado um deles não teríamos nascido.

Equilíbrio ao mundo dos desencarnados!
Com essa quantidade de Seres envolvidos, conforme calcula Masaharu Tanguchi, ouso dizer que com a Oração aos Antepassados auxiliamos na cura e reequilíbrio mundo dos desencarnados!

Luz e Paz,Tania Resende

Oração aos Antepassados, da Seicho No Ie
A vocês, pioneiros queridos, que desbravaram parte do caminho por onde hoje trilho mais facilmente, a minha Gratidão!
Agradeço por cada ajuda, por cada vez que seguraram minhas mãos para que eu não tropeçasse nas pedras encontradas pelo caminho, por cada vez que me ampararam para que eu não caísse nem desanimasse e não esmorecesse jamais, sem perder o rumo certo, a Fé, a Coragem e a Esperança.
Agradeço do fundo do meu coração por estarem junto a mim, me protegendo e me amparando, com zelo e cuidado.
Agradeço por seguirem comigo, mesmo que em outra dimensão, que eu não possa alcançar ou ver.
Gratidão papai e mamãe!
Gratidão vovô, vovó, bisavô, bisavó, tio-avô, tia-avó, e todos aqueles que eu não tive o prazer de conhecer.
Gratidão meus tios, tias, primos e primas, que também já se foram.
E a vocês, (diga o nome dos pais), minha gratidão especial.
A todos, do fundo do meu coração, eterna gratidão!
Meu abraço saudoso e carinhoso de Bom Dia!
(ou Boa tarde ou boa noite se for o caso)

http://animamundhy.com.br/blog/finados-e-a-oracao-aos-antepassados-oportunidade-de-cura-familiar-e-elevacao-de-desencarnados

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Auto-Observação



Oi genteeeee,

Hoje o tema dos vídeos é Auto-Observação e junto trago também um texto muito interessante de um professor da Gnose.

Beijos Namastê

A capacidade de auto-observação se constitui numa faculdade completamente atrofiada na maioria de nós seres humanos comuns e correntes. Porém todos nós podemos desenvolvê-las mediante a sua exercitação
.
Auto-observação se define como sendo a capacidade se observar os eus psicológicos componentes do ego reagindo nos cinco cilindros da nossa máquina humana: intelectual, emocional, instintivo, motriz e sexual.

A auto-observação de si mesmo se constitui numa prática fundamental da gnose. Ela é a base de tudo! Se agente falha nesta prática, consequentemente, fracassa nas demais. O VM. Rabolú disse textualmente que ao examinar os estudantes gnósticos, dos quatro cantos do mundo, não havia ninguém fazendo esta prática corretamente. Daí que todo mundo estava fracassando no caminho de revolução da consciência.

Portanto, quem quiser triunfar de fato no caminho e alcançar liberação da roda do Samsara, deverá fazer a prática da auto-observação, em sua plenitude, de instante a instante, como nos ensina o VM. Samael Aun Weor.

Para aplicarmos a técnicas de dissolução dos nossos agregados psicológicos, triunfarmos na aplicação do primeiro fator de revolução da consciência e verdadeiramente morrermos para os nossos defeitos, temos que observar a atuação de cada eu em cada um dos cinco cilindros da máquina humana: no intelectual, no emocional, no motriz, no instintivo e no sexual. Portanto, auto-observar-se é enxergar a atuação dos agentes psicológicos nos cincos centros da máquina humana, de instante a instante.

Para a auto-observação faz-se necessário recordar-se de si mesmo, jamais se esquecer de si mesmo, de instante a instante. Não identificar com ascoisas da vida diária, não identificar com nada, pois tudo que está ai é coisa que a natureza coloca a nosso alcance, como um brinquedo, para a gente se identificar e permanecer estancado na mecânica do disco de Hariton, como nos disse o VM. Rabolú.

Como disse o V.M. Rabolú a auto-observação se constitui numa prática fundamental, que quando feita continuamente permite a conexão da gente com a gente mesmo, permite a gente estar pendente da gente mesmo, de instante a instante.

Para estudarmos mais sobre auto-observação, vamos analisar os textos, abaixo, extraídos do livro “Tratado de Psicologia Revolucionária” do VM. Samael Aun Weor”:

“A auto-observação íntima de si mesmo é um meio prático para lograr uma transformação radical. Conhecer e observar são diferentes. Muitos confundem a observação de si com o conhecer. Temos conhecimento que estamos numa cadeira em uma sala; mas isto não significa que estejamos observando a cadeira; Conhecemos que, num dado instante, nos encontramos num estado negativo; talvez com algum problema ou preocupados com este ou aquele assunto; ou em estado de desassossego ou incerteza, etc. Mas isto não significa que o estejamos observando.

Sente você antipatia por alguém? Cai-lhe mal certa pessoa? Por quê? Você dirá que conhece essa pessoa.... Por favor! Observe-a; conhecer nunca é observar; não confunda o conhecer com o observar....A observação de si, que é cem por cento ativa, é um meio de mudança de si; enquanto conhecer, que é passivo, não o é. Certamente, conhecer não é um ato de atenção. A atenção dirigida para dentro de nós mesmos, para o que está sucedendo em nosso interior, sim, é algo positivo, ativo...

No caso de uma pessoa pela qual se tem antipatia, assim porque sim, porque nos vem na gana e, muitas vezes, sem motivo algum, advertimos a multidão de pensamentos que se acumulam na mente, o grupo de vozes que falam e gritam desordenadamente dentro de nós mesmos, o que estão dizendo, as emoções desagradáveis que surgem em nosso interior, o sabor desagradável que tudo isto deixa em nossa psique, etc., etc., etc. Obviamente, em tal estado nos damos conta, também, de que interiormente estamos tratando muito mal a pessoa pela qual temos antipatia. Mas para ver tudo isto, necessita-se, inquestionavelmente, de uma atenção dirigida intencionalmente para dentro de si mesmo; não de uma atenção passiva.

A atenção dinâmica provém, realmente, do lado observante, enquanto os pensamentos e as emoções pertencem ao lado observado. Tudo isto nos faz compreende que o conhecer é algo completamente passivo e mecânico, em contraste evidente com a observação de si, que é um ato consciente. Não queremos, com isto, dizer que não existe a observação de mecânica de si; mas tal tipo de observação nada tem a ver com a auto-observação psicológica a que nos estamos referindo.
Pensar e observar são, também, muito diferentes. Qualquer sujeito pode dar-se ao luxo de pensar sobre si mesmo tudo o que quiser; porém isto não quer dizer que se esteja observando realmente. Necessitamos ver os diferentes eus em ação; Descobri-los em nossa psique; compreender que dentro de cada um deles existe uma porcentagem de nossa própria Consciência; arrepender-nos de havê-los criado, etc. Então exclamaremos: “Mas que está fazendo este eu? Que está dizendo? O que é que quer? Por que me atormenta com sua luxúria? Com sua ira?”, etc., etc., etc. Então veremos dentro de nós mesmos, todo esse trem de pensamentos, emoções, desejos, paixões, comédias privadas, dramas pessoais, elaboradas mentiras, discursos, escusas, morbosidades, leitos de prazer, quadros de lascívia, etc., etc., etc.

Muitas vezes, antes de dormirmos, no preciso instante entre a vigília e o sono, sentimos, dentro de nossa própria mente, diferentes vozes que falam entre si; são os diferentes eus que devem romper, em tais momentos, toda conexão com os diferentes centros de nossa máquina orgânica, a fim de submergi.
É muito claro e não resulta difícil compreender que, quando alguém começa a observar-se a si mesmo seriamente, desde o ponto de vista de que não é um, senão muitos, começa, realmente a trabalhar sobre tudo isso que carrega dentro.

São óbices, obstáculo, tropeço para o trabalho de auto-observação íntima, os seguintes defeitos psicológicos: Mitomania (delírio de grandeza, crer-se um deus). Egolatria (crença num eu permanente, adoração a qualquer espécie de alter ego). Paranóia (sabichonice, auto-suficiência, presunção, crer-se infalível, orgulho místico, pessoa que não sabe ver o ponto de vista alheio).

Quando se continua com a convicção absurda de que se é um, de que se possui um eu permanente, resulta algo mais que impossível o trabalho sério sobre si mesmo. Quem sempre se crê um nunca será capaz de separar-se de seus próprios elementos indesejáveis. Considerará cada pensamento, sentimento, desejo, emoção, paixão, afeto, etc., etc., etc., como funcionalismos diferentes, imodificáveis, de sua própria natureza e até se justificará ante os demais, dizendo que tais ou quais defeitos pessoais são de caráter hereditário.....Quem aceita a doutrina dos muitos eus compreende, à base de observação, que cada desejo, pensamento, ação, paixão, etc., corresponde a este ou outro eu distinto, diferente....

Qualquer atleta da auto-observação íntima trabalha muito seriamente dentro de si mesmo, se esforça por separar de sua psique os diversos elementos indesejáveis que carrega dentro....Se alguém de verdade e muito sinceramente começa a se observar internamente, acaba dividindo-se em dois: Observador e Observado. Se tal divisão não se produzisse, é evidente que nunca daríamos um passo adiante na via maravilhosa do autoconhecimento. Como nos poderíamos observar a nós mesmos se cometêssemos o erro de não querer dividir-nos em observador e observado? Se tal divisão não se produzisse, é óbvio que nunca daríamos um passo adiante no caminho do autoconhecimento. Indubitavelmente, quando esta divisão não ocorre, continuamos identificados com todos os processos do eu pluralizado.....

Quem se identifica com os diversos processos do eu pluralizado é sempre vítima das circunstâncias. Como poderia modificar circunstâncias aquele que não se conhece a si mesmo? Como poderia conhecer-se a si mesmo quem nunca se observou internamente? De que maneira poderia alguém auto-observar-se se não se divide, previamente, em observador e observado?

Agora, bem, ninguém pode começar a mudar radicalmente, enquanto não for capaz de dizer: “Este desejo é um eu animal que devo eliminar; este pensamento egoísta é outro eu que me atormenta e que necessito desintegrar; este sentimento que fere meu coração é um eu intruso que necessito reduzir a poeira cósmica;” etc., etc., etc. Naturalmente, isto é impossível para quem nunca se dividiu em observador e observado.

Quem toma todos os seus processos psicológicos como funcionalismos de um eu único, individual e permanente, encontra-se tão identificado com todos os seus erros, têm-nos tão unidos a si mesmo que perdeu, por tal motivo, a capacidade de separá-los de sua psique. Obviamente, pessoas assim jamais podem mudar radicalmente; são pessoas condenadas ao mais rotundo fracasso”.










Happy Beltane



Hoje todas as bruxas e bruxos do Hemisfério Sul estão reverenciando a Deusa e o Deus, é o festival das luzes é quando as fogueiras são acesas e as energias femininas e masculinas são unidas. É quando as bruxas e bruxos fazem amor. O senhor das florestas e a rainha da primavera  fazem amor representando assim a fertilidade da terra...
Hoje se comemora o amor que dá força a tudo! É a terra que ama a semente que lhe é confiada e assim nasce o broto, que se torna uma árvore que dá flores e frutos...
Hoje, a Deusa por amor une-se ao Deus Cornífero e assim simboliza a fertilidade da nossa grande mãe terra.
Hoje o véu entre mundos está mais tênue, assim podemos nos comunicar com aqueles que partiram e com os próprios Deuses, fadas, duendes...
Hoje vamos nos planejar para  novas oportunidades e vamos pedir a Deusa que fertilize nossos projetos e negócios que nos ajude nas realizações profissionais...
Hoje vamos celebrar com incenso de rosas e jasmim, velas verdes, esmeraldas e safiras no altar...
Vamos tomar vinho tinto, suco de uva, comer bolo de cereais, saladas de ervas e frutas vermelhas para trazer muitas energias para o nosso ritual.
ENTÃO, FELIZ FESTIVAL DAS LUZES!


Beijos Namstê




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Beltane



Beltane – A Fogueira de Belenos – Casamento do Deus e da Deusa
(01 de Maio - Hemisfério Norte) e (31 de Outubro ou 01 de Novembro - Hemisfério Sul)

Pronuncia-se Bioltuin (Be-All-Twin) É o festival do casamento entre o Deus e a Deusa, a Rainha de Maio, a Virgem.

Por ser uma data de cunho profundamente sensual, foi talvez uma das mais sincretizadas pela cristandade. Assim, as fogueiras de Beltane e o Maypole (mastro adornado com as fitas coloridas trançadas). Na tradição antiga as pessoas não se casavam durante o Beltane, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.

BELTANE, em 01 de Novembro aqui no hemisfério sul, mas em 1o. de Maio nos países nórdicos berços do culto, representa a entrada do jovem Deus para a idade adulta. Incitados pelas energias da Natureza, pela força das sementes e flores que desabrocham, a Deusa e o Deus apaixonam-se. Nesta data são celebrados rituais de fertilidade e imensas fogueiras são acesas. As fogueiras de Beltane simbolizam o calor da paixão e a intensidade da interação entre a Deusa e o Deus, e a crescente fecundidade da Terra.

Na antiga religião, antes da Igreja destruir este culto e transformá-lo no que se conhece como "bruxaria", os camponeses iam para os bosques de carvalhos à noite e acendiam enormes fogueiras para a Deusa o que tornou esta festividade conhecida como As Fogueiras de Beltane.

Nesta época, os princípios morais vigentes eram outros, a mulher era um ser livre e não havia o machismo como hoje se conhece. As sociedades eram matriarcais. Sendo assim, nesta noite de Beltane, as moças virgens e mesmo as casadas, iam para os bosques na celebração do que se chamava "O Gamo Rei" onde os rapazes copulavam com as moças sob a lua cheia guiados pelo instinto num ritual de fecundidade e vida.

Em Beltane nós nos abrimos para o Deus e a Deusa da Juventude. Não importa quanto velhos sejamos, em Beltane, sentimo-nos jovens novamente e nos unimos ao fogo da vitalidade e juventude e permitimos que esta vitalidade nos vivifique e cure.


Quando jovens talvez usássemos este tempo como uma oportunidade para conectar nossa sensualidade de um modo criativo e quando mais velhos esta conexão será obtida através da união dentro de nós mesmos, das nossas naturezas feminina e masculina. A integração entre nossos dois aspectos interiores, feminino e masculino, é o caminho da espiritualidade e Beltane representa o tempo onde podemos nos abrir amplamente para este trabalho permitindo que a natural união das polaridades ocorra naturalmente. Este é um trabalho essencialmente alquímico.

Reflexões sobre Relacionamentos

Oi gente,

...e se a história não for bem assim???

Reflitam e tirem as suas conclusões.

Beijos Namastê














quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Roda do Ano Cetla

Oi gente,

Como Sexta-F iremos comemorar o Beltane, vou trazer aqui alguns artigos sobre a Roda do Ano Celta para melhor entendimento.

Beijos Namastê




A Roda do Ano Celta

A concepção de tempo dos pagãos (O termo pagão significa: povo dos bosques), principalmente a dos Celtas era um tanto quanto diferente da atual. O tempo era para eles, não linear, mas circular, cíclico; há também o calendário, que era para eles lunar, enquanto que o nosso é um calendário solar.

Originários da tradição celta, os sabbaths ocorrem oito vezes ao ano, ou seja, duas vezes a cada estação. Nessas ocasiões, são homenageadas duas divindades: a Grande Mãe, ou simplesmente a “Deusa”, que simboliza a própria terra, e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem.

Quando os raios do sol diminuem sua intensidade ao cair da tarde é o momento de nos prepararmos para mais um dia. O povo Celta, assim como outros povos de origem pagã, celebram o começo dos dias através do anoitecer.

Cada anoitecer nos faz lembrar que a Deusa, com sua magia e seus mistérios, reinará através da Lua, das emoções, e das intuições, mostrando-nos que enquanto os homens se acalmam e repousam depois de um dia intenso de trabalho, os sacerdotes e sacerdotisas começam o semear de um novo dia.

O Deus, que também descansa durante a escuridão, se prepara para um novo nascer, para um novo brilhar, para um novo amanhecer.

Esse acordar e dormir, descansar e trabalhar, morrer e nascer fazem do dia e da noite momentos muito preciosos e de intensa comunhão entre o masculino e feminino. É preciso que as duas polaridades estejam em perfeita sintonia para que a Natureza possa se manter equilibrada. Da mesma maneira, como a imagem refletida é o complemento da imagem projetada, homens e mulheres precisam estar juntos para que a comunhão perfeita entre o Deus e a Deusa possa refletir em momentos de intensa união e perfeição.

Esses momentos de equilíbrio entre o dia e a noite, marcados pelo pôr do sol, a metade da noite, o nascer do sol e a metade do dia, se tornam de extrema importância para magias. Da mesma forma, os momentos entre cada um desses pontos também se tornam importantes. Em um suposto tempo linear: os quatro momentos principais seriam: 6h, meia noite, 6h e meio dia; e os secundários: 9h, 3h, 9h, e 3h.

Sabendo que o universo é perfeito e que tudo que há no macrocosmos tem seu correspondente no microcosmos, muitas vezes é preciso entender o micro para alcançarmos e sentirmos a importância do macro. Para muitas pessoas fica mais fácil compreender o universo através de pequenos momentos do dia-a-dia para se ter uma real noção da extensão dos grandes momentos.

Como podemos ver existem quatro momentos do dia (24h) que são pontos vitais, e há quatro pontos secundários que são pontos de equilíbrio. No processo de imagem refletida para imagem projetada, temos no ano (365 dias) quatro momentos vitais: o primeiro dia do ano e o primeiro dia do quarto, sétimo e décimo meses – dias que caem na divisão exata do ano em quatro partes iguais, em quatro elementos. Temos, também, quatro momentos secundários: a entrada de cada uma das quatro estações, delimitadas pelos solstícios e equinócios. Assim nossa roda do ano esta formada e em eterna harmonia com o universo.

Esta era a maneira de pensar e agir dos Celtas, que tinham seu calendário baseado nesses oito momentos do ano, quando reuniam-se em clareiras e templos para festejar ritualisticamente essas oito datas. A cada uma delas deu-se um nome:

Sabbat      Oito datas Festivas Data - Sul
Samhain  Fim e Início de um Novo Ano 30 de Abr
Yule   Solstício de Inverno 21 de Jun
Imbolc    Festa do Fogo (Luz, Sol) – Noite de  Brigit 1º de Ago
Equinócio de Primavera  Ostara  – Festa da Fertilidade 21 de Set
Beltane  A Fogueira de Belenos - Beltane 1º de Nov
Midsummer  Solstício de Verão 21 de Dez
Lughnasadh  Festa da Colheita 1º de Fev
Mabon  Equinócio de Outono 21 de Mar

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fernando Biancardi Terapeuta ॐ: O Poder transformador e de cura do tantra

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Fernando Biancardi Terapeuta ॐ: O Poder transformador e de cura do tantra: O Poder transformador e de cura do tantra Tantra é uma palavra que é casualmente jogada no ar nos dias de hoje, mas muitas pessoas perm...

O Dom da Palavra / Ponto de Ruptura

Oi genteeeee,

Hoje trago dois vídeos!!!

O primeiro é o vídeo da Jú onde ela fala sobre o dom da palavra e o outro eu falo sobre Ponto de Ruptura:

...aquele momento em que você não tem mais como descer e é obrigado a subir.

...aquele momento que você não aguenta mais sofrer e resolve virar o jogo.

...aquele momento em que você chega no fundo do poço e só lhe resta olhar pra cima.

...aquele momento em que o sofrimento vira força.

Saibam que nas leis do Universo não existem vítimas e o destino de todos nós é a evolução. A vida é resultado de nossas escolhas, e para aprendermos a viver melhor, ela nos oferece apenas duas opções: podemos evoluir pelo amor ou pela dor e ambas estão valendo!

Beijos Namastê