Oi gente, A Amanda, uma seguidora pediu um vídeo sobre dicas de livros para essa nossa caminha espiritual, então resolvi gravar e tenho certeza que irá ajudar muitoooo:
O medo, sentimento este que assombra quase que a totalidade da humanidade, independentemente da forma com a qual ele se apresenta, tem a sua causa primeira originada a partir de uma experiência no mundo das formas a qual você se ofereceu para participar, onde os seres humanos vivem sob a ilusão de estarem separados do TODO, do Universo, de Deus, esquecendo-se temporariamente o que são, de onde vieram e para onde retornarão. Ilusão de separação esta que o faz sentir-se pequeno, insignificante e impotente perante a grandeza da qual esteja inserido. Tal sensação diminutiva o faz ficar muito preocupado em garantir a sua própria sobrevivência num mundo hostil, perigoso e difícil, gerando o desejo de manter-se seguro, o que resulta na necessidade de estar inserido em grupos sociais. Isto é, o desejo e a necessidade de estar junto de outras pessoas que estejam na mesma situação. É por isso que o ser humano sente tanta carência e que desencadeia em grande necessidade de aceitação, fazendo-o vestir milhares de máscaras para se enquadrar no mundo e sentir um mínimo de segurança. Esse é o processo de normatização e de hegemonia em que a sociedade se encontra. Todos precisam ser iguais para serem aceitos, pois o diferente gera medo e automaticamente é excluído de qualquer grupo. Qualquer pessoa que apresente uma nova forma de vida, de pensamento ou comportamento, não possui nenhum espaço dentro daquilo que denominamos como pessoas normais. E o normal é sentir muito medo, ter muitos desejos, estar muito ocupado e ter muitos problemas, ou seja, o normal é sofrer e, portanto, todos desejam o sofrimento de maneira inconsciente para serem considerados normais, aceitos e parte do rebanho, garantindo assim que nunca serão abandonados pelos seus semelhantes.
É natural sentir-se assim à medida que se inicia essa experiência da separação, porém ela não é real. Trata-se de uma ilusão holográfica, assim como qualquer coisa que possa ser vista ou tocada. Em última análise, qualquer coisa que possa ser identificada pelos cinco sentidos é ilusão. Uma ilusão perfeita, assim como tudo no Universo. Tão perfeita que o faz acreditar nela e questionar, inclusive, se é possível existir algum outro tipo de realidade. Trata-se de um mundo construído por nós mesmos e que nos possibilita adquirir uma experiência de aprendizado única, diferente e inusitada se comparada com outras formas de vidas que existem em outros sistemas solares, ou até mesmo se for comparada com as civilizações mais próximas, como a de Marte, por exemplo.
É importante que você saiba, porém, que essa é uma experiência temporária neste mundo, temporária no sentido exato desta palavra, pois o nosso conceito de tempo é completamente diferente do eterno agora que rege o Universo. Sim, dentro daquilo que conhecemos como tempo, essa experiência parece uma eternidade que nunca chega ao fim. Estou me referindo a ciclos que vão de doze há dezoito mil anos, e que estão conectados através de um sistema cármico que o faz repetir determinadas tarefas que não foram bem concluídas. Tempo suficiente para que os aprendizados gerados por esta experiência se concluam e que abram espaço para sua alma desejar ter outras experiências.
Muitas pessoas, principalmente aquelas que estão numa busca espiritual por determinado tempo, sente-se cansadas e sentindo uma saudade pouco compreendida. Pessoas que sentem saudade de um lugar que não sabem o que é, e de pessoas das quais não lembram quem são. Pessoas que estão se sentindo desconectadas com o mundo, com tudo o que ele representa e com todo sistema social, político e religioso que estão sob o comando das massas, e muitas vezes isso pode ser confundido com algum tipo de depressão ou qualquer outra doença psíquica, sendo que esses sintomas fazem parte do seu próprio processo de despertar.
Muitos humanos estão interagindo entre as dimensões e tendo as suas percepções sobre o espaço e o tempo alteradas, sem saberem exatamente o que isso significa. Isso ocorre pelo fato de estarem sutilizando os seus corpos e trafegando entre a terceira e quinta dimensão, o que pode gerar sensações estranhas, tais como a impressão de perder o chão, sentir tonturas e, em determinados momentos do dia, ter a sensação de surrealismo ou questionamento da realidade. O medo, tão presente em tantas outras vidas que você já teve, começa a dar lugar para a sensação de poder que está em você. Gradativamente os noticiários e as mazelas do mundo passam a perder a influência sobre a sua vida, e um sentimento de que está tudo muito certo começa a surgir no seu ser mais profundo, gerando uma grande sensação de paz e gratidão por essa experiência da qual está tendo. Esse é o momento em que muitos estão se aproximando do Deus que habita em seu interior, e tendo o prazer de desfrutar de uma verdadeira relação entre pai e filho, da unidade que é a verdade absoluta de tudo o que é.
Caso você tenha se percebido neste quadro, é importante que se mantenha em equilíbrio, pois você ainda está na Terra e por enquanto a sua casa é essa aqui. Muitas águas ainda terão que rolar até que se possa voltar para a realidade última, pois uma vez que uma pessoa desperta verdadeiramente, ela se nega a ir embora sem antes ajudar os outros a trilharem esse mesmo caminho.
Trabalhar. Evoluir. Trabalhar mais. Evoluir mais. Essa é a Lei que rege este e todos os Universos, portanto, não se iluda achando que exista algum lugar em que você poderá gozar do descanso eterno. Pelo contrário, quanto maior o nível de evolução, maior será a quantidade de trabalho descomprometido com qualquer outro fim que não seja, necessariamente, o de ajudar.
A vida parece estar ficando cada vez mais desafiadora?
Suas emoções estão mais intensas ultimamente?
Não parece que há mais pensamentos passando pela sua mente?
Você já percebeu que o seu corpo tem ficado mais tenso sem
motivo algum?
Você tem sentido uma vaga – ou não tão vaga – sensação de
ansiedade?
Tem sido difícil ter uma boa noite de sono?
Você parece estar se obrigando a se manter sempre ocupado?
Você tem sentido uma misteriosa sensação de urgência?
Você tem tido menos paciência?
Você se encontra mais obcecado pelas coisas?
Tem o seu humor mudado rapidamente do otimismo para o
desencorajamento, do prazer para a dor?
Será que está sendo
mais difícil aproveitar a vida do que antes?
O QUE SIGNIFICA ESTAR
VIVENDO ESSAS COISAS???
Se você está experimentando alguma – ou todas – essas
coisas, anime-se.
Acredite ou não, é um sinal que algo muito positivo está
acontecendo com você, e com o planeta.
Esses sintomas são (na maioria dos casos) um “subproduto” de
um extraordinário despertar espiritual – ou mudança de consciência que o
planeta Terra e a humanidade estão atualmente passando.
Este despertar foi profetizado há muito tempo e tem sido
chamado de “A Grande Mudança”, ” A Ascensão Planetária”, “O Salto Evolutivo” e,
mais recentemente, “Despertar de Consciência”.
PARA ONDE ESTA
MUDANÇA ESTÁ NOS LEVANDO?
A essência desse processo é que nós estamos mudando do nosso
atual estado limitado para uma maior vibração e nível de consciência – um
estado mais evoluído espiritualmente, livre dos muitos problemas individuais e
coletivos da nossa presente existência.
Estamos evoluindo para além de um estado de medo, violência,
conflito e luta pela sobrevivência.
Estamos crescendo para um estado mais iluminado de ser, o
qual será caracterizado pela unidade, paz, cooperação, compaixão, harmonia e
libertação de muitas das nossas atuais limitações.
O simples fato de você estar reagindo contrariamente a essa
ideia já é um sinal de que está envolvido nessa onda de despertar. Faz parte do
processo negar, resistir e até ridicularizar tudo isso, pois tais sentimentos
são limitações espirituais que necessitam ser expressas para serem superadas.
Essa transição tem sido catalisada pelo aumento da Luz
derramando-se na atmosfera da Terra. Esta luz é a força por trás de toda a
evolução ao longo do Univers o processo de todas as criaturas desenvolvendo seu
total potencial divino e escalando a escada da consciência.
Atualmente, estamos experimentando uma transição longa e por
vezes penosa para esse estado superior uma fase semelhante às dores do parto.
Essa transição começou nos anos 1960, e vem gradualmente
subindo na escala de intensidade desde então, com alguns poucos saltos lançados
em boa medida…
Por exemplo, durante um incomum alinhamento de planetas em
Maio de 1981, esta luz evolucionária nos empurrou alguns degraus acima. Então
um novo empurrão nos colocou ainda mais acima na espiral evolutiva, no que foi
chamada de “Convergência Harmônica” em agosto de 1987.
QUANDO ESTA TRANSIÇÃO
IRÁ CULMINAR?
Primeiro, deve-se notar que a mudança de consciência é um
processo semelhante ao processo de crescimento – e pode ser que não haja um
determinado ponto no tempo onde ele subitamente se complete.
Muitos ensinamentos previram que o final do ano de 2012
seria quando a mudança atingiria o seu ponto culminante, parecido com o que a
ciência chama de “massa crítica”.
Massa crítica é o que ocorre quando suficientes partes de um
todo atingem um certo nível, iniciando uma reação em cadeia na qual
automaticamente as demais partes são levadas também ao mesmo nível.
Por exemplo, quando você aquece a água, há um ponto no qual
tantas moléculas atingem a temperatura de fervura que as demais moléculas são
elevadas automaticamente à temperatura de fervura e toda a água entra em
ebulição.
Hipoteticamente, quando um número suficiente de indivíduos
atingem um certo nível de consciência, uma reação em cadeia ocorre, trazendo o
restante da humanidade para esse patamar de consciência.
Muitas das previsões feitas para 2012 podem ser rastreadas até
o fim do Calendário Maia, o qual é medido em vastos ciclos, baseados na posição
da Terra dentro da nossa galáxia e seu movimento através do cosmos.
Não é minha pretensão conhecer a fundo essa linha temporal.
Eu posso apenas falar do processo que tenho experimentado e observado ao longo
das últimas décadas.
Quando este artigo foi originalmente escrito, esta luz
evolutiva estava vindo em ondas ocasionais. Cada vez que uma dessas ondas de
luz se derramou em nossa atmosfera, a vibração do planeta se elevou para uma
frequência um pouco maior.
O intervalo entre uma onda e outra nos deu tempo para nos
aclimatar à elevação de vibração e consciência.
Desde então, a frequência e força dessas ondas de luz tem se
acelerado grandemente. Atualmente, os efeitos são considerados mais intensos e
temos tido menores intervalos entre cada onda para tomarmos um fôlego e nos
ajustarmos.
Dada a velocidade com que a frequência e intensidade tem
aumentado, é concebível que um ponto e virada poderia ser atingido a qualquer
momento, no atual tempo previsto de mudanças.
É interessante perceber a efervescência das notícias
ultimamente. Praticamente todas as áreas da vida humana vêm sofrendo mudanças
drásticas, profundas e repentinas. O que sugere que já estamos vivendo esse
ponto de virada.
Política, economia, relações internacionais, comportamento,
movimentos sociais…Tudo! É como se a cada dia surgissem novas oportunidades de
criar um mundo novo ao mesmo tempo em que vemos as forças do velho mundo também
tentando se fortalecer e segurar suas posições.
É um jogo de forças entre a dualidade e nós estamos bem no
meio dele.
Eu e você!
QUAL O EFEITO DESSA
ENERGIA EVOLUTIVA SOBRE NÓS INDIVIDUALMENTE?
Como nossa vibração e consciência estão sendo elevados a
níveis cada vez mais altos, nós estamos continuamente sendo desafiados a
abandonar nossa velha e limitada forma de ser.
Nós humanos temos a tendência instintiva de nos manter no
que nos é familiar e resistimos nos mover para o desconhecido, não confiando
que a mudança pode nos levar a um lugar de liberdade e alegria.
Desenvolver-nos para além do nosso velho nível de
consciência requer que abandonemos nossa baixa carga vibracional, nossas
crenças limitantes, nosso medos e nossas toxinas físicas e emocionais.
Como parte desse processo de limpeza, nossa carga de
limitações tende a ficar extremamente amplificada, de modo que devemos
finalmente lidar com ela antes de nos despedir do velho modo de ser.
Quando isso acontece, você não precisa se esforçar muito
para encontrar as limitações elas estão bem na sua cara.
E caso você se queixe de estar se esforçando para encontrar
suas limitações e elas não dão a cara, isso significa que você está resistindo
ao processo, sentando em cima do rabo e fingindo que não o vê, para ganhar
tempo ou não ter de lidar com suas limitações, pois está extremamente apegado a
sua velha e cristalizada forma de ser.
Este mesmo processo pode ser observado ocorrendo num nível
global. Muitos dos eventos que estão ocorrendo no cenário mundial são uma
limpeza das toxinas coletivas da humanidade, e um trazer de luz para a “sombra”
coletiva da humanidade.
Para muitos indivíduos, esse processo de despertar de
consciência tem provocado algumas das dificuldade mencionadas no início deste artigo
emoções ampliadas, tensão física, aumento da atividade mental, etc.
A maioria das “desordens” que muitos tem atualmente
experimentado são devidas, em parte, a esta energia intensificada. Isso inclui:
ansiedade generalizada, déficit de atenção, transtorno obsessivo compulsivo,
síndrome do pânico e depressão.
Devido tudo estar sendo amplificado – especialmente nossas
emoções – condições que se manifestavam anteriormente como problemas menores,
estão agora se tornando desordens de maior nível.
(Deve-se levar em conta que há múltiplos fatores envolvidos
no aparecimento dessas desordens, e eu não estou sugerindo que um indivíduo que
esteja sofrendo de alguma delas deva simplesmente aceitar isso como parte do
processo de despertar).
Felizmente, nem todos os efeitos deste processo são
problemáticos. Muitas pessoas têm experimentado uma série de mudanças
positivas, juntamente com os desafios.
Por exemplo:
- aumento na capacidade intuitiva;
- sentimentos de coração aberto e compaixão;
- alto grau de apoio e orientação do divino;
- sensação abençoada e de bem-aventurança em suas
meditações;
- descoberta de novas habilidades criativas;
- recebimento de novos insights e ganho de um profundo
autoconhecimento;
- experiências de coincidências cósmicas, ou “sincronicidades”;
- profunda conexão com o espírito e com a vida planetária.
Se o que você está lendo aqui corresponde com sua atual
experiência de vida, você deve estar se perguntando, “Por que eu tenho de
aturar toda essa loucura só porque eu estou aqui neste momento?”.
Pelo contrário, você não está aqui neste extraordinário momento
por acidente, você voluntariamente quis estar aqui para participar deste grande
despertar de consciência.
Nós estamos todos juntos neste barco, seguindo rapidamente
pelas corredeiras de energia evolutiva.
Como, então, você
pode lidar com essa carona selvagem?
A seguir algumas dicas extremamente úteis:
1. Medite diariamente
Meditação diária é ideal para relaxar e permitir que as
intensas energias cósmicas fluam através de você, em vez de resistir a ela…para
facilitar o processo de elevação da sua vibração e consciência e para deixar ir
a sua bagagem limitadora.
2. Fique centrado
Enquanto você estiver atravessando pelo seu dia, tente se
lembrar com a maior frequência possível de retornar sua atenção para o seu
pacífico centro interior que costuma atingir durante suas meditações. Um meio
efetivo de fazer isso é simplesmente prestar atenção a sua respiração – por
alguns momentos quando você estiver estressado ou entre suas tarefas.
Lembre-se que ficar centrado é um meio efetivo de reduzir o
estresse, bem como uma boa maneira de começar a viver numa vibração mais
elevada. Atualmente nós estamos sendo submetidos a poderosas correntes de
energia que nos puxam para cima e para baixo. Ficar focado no seu centro sempre
que possível o ajuda a estar alinhado com a força para cima.
3. Aprenda a confiar na orientação e ajuda superior
Há muito apoio disponível dos reinos invisíveis para nos
ajudar a atravessar essa difícil transição.
4. Consuma vitamina B
5. Tente se lembrar que estes são tempos extraordinários
Nossa velha definição de normal – e comportamento normal –
não se aplica mais. Tudo está amplificado, incluindo nossos caprichos e medos,
então você deve considerar dar a si mesmo e aos outros uma colher de chá.
Aqui está uma citação de Choquash – um nativo americano
contador de histórias – a qual captura a essência de tudo que foi dito…
“Os anciãos têm me enviado para dizer-lhes que agora é como
um rio correndo, e isso será vivido de muitas diferentes maneiras. Há aqueles
que procuram se segurar na margem não há margem alguma. A margem desmoronou. Vá
para o meio do rio, mantenha sua cabeça acima d’água, olhe ao seu redor para
ver quem mais está dentro do rio com você, e comemore.”
Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
Oi gente, Há exatamente 1 ano atrás postei meu primeiro vídeoSerá que a iluminação é mesmo possível?. Até agora foram 113 vídeos postados aqui no blog, legal neh?!
Pra comemorar essa data, resolvi fazer a parte 2 do será que a iluminação é mesmo possível contando o que mudou na minha vida de lá pra cá e abaixo deixo um texto bem bacana do Diogo Beltrame falando sobre esse assunto. Quero finalizar esse post de hoje agradecendo vocês que acompanham meu blog e meu canal e dizer que fico muito feliz por saber que estamos juntos nessa jornada rumo ao despertar da consciência. Beijos enormeeee no coração de cada um de vocês. Namastê
Iluminação Espiritual por Diogo Betrame
A tal iluminação espiritual, descrita por alguns místicos do oriente e representadas pelas histórias dos Mestres Zen, de Buda, Krishna e Jesus, tem sido alvo de muitos humanos encarnados neste momento de transição planetária.
Se tornar iluminado virou uma meta, um grande desafio. A crença de que isso é para poucos e que é muito difícil. Ou seja, que é necessário um longo período de dedicação, de muita meditação e diversos exercícios para despertar a energia kundalini, abrir os chacras e ativar a glândula da pituitária e pineal, se tornou um novo objeto de desejo dos humanos. Um objeto de desejo baseado, idealizado e projetado para um futuro, para um dia.
Um prato cheio para o ego/mente que adora um desafio. Aliás, quanto maior e mais difícil esse desafio, mais ele se delicia e se motiva. Esse ego só pode sobreviver assim, no futuro, e por conta disto sempre vai se motivar, correr atrás e estabelecer metas projetadas lá na frente.
O ego fica tentado ao saber da possibilidade de poder trafegar em outras dimensões da realidade, de ver ou ter contato com Mestres Ascensionados, bem como fazer viagem astral, adquirir dons telepáticos ou acessar o seu registro akáshico e transferir por ressonância qualquer consciência ou conhecimento do Universo. Isto representa poder, significa que você se tornou especial, diferente, poderoso. E todo ego deseja ter poder, pois ele é o próprio medo em si mesmo.
Iluminação espiritual é a simples ausência de qualquer desejo que venha do ego, significa que o ser não está mais identificado com o EU idealizador, com a personalidade e com os atributos mentais projetados em passado e futuro que compõem a individualidade.
Aliás, a iluminação não é se transformar em algo, em ser algo ou alcançar qualquer coisa que seja. Ela é simplesmente o reconhecimento consciente da luz que sempre esteve com você e estava encoberta pelo próprio ego que a busca. É o reconhecimento do estado de presença e de viver única e exclusivamente o momento presente, reconhecendo a beleza da existência, da vida e do seu próprio ser como uma entidade divina experimentando uma realidade na matéria. É sentir e se lembrar, conscientemente, que é Deus em cada célula do seu corpo, enxergando no outro e em todas as coisas a presença onisciente e onipresente de Deus manifestada em todas formas de vida.
Quando tudo isso não for mais importante para você.
Ou seja, quando você não desejar mais ser isto ou aquilo, o Universo lhe dará tudo isso, sem o menor sacrifício.
Reconheça a sua luz, você já é o que vem buscando se tornar.
#desafiogratidão2015
#dia073
#flaviamelissa
#vivisawaking
Gratidão pelos momentos inesquecíveis que já vivi.
1. Você receberá um corpo. Poderá amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu todo o tempo.
2. Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informal de tempo integral chamada Vida. A cada dia, terá oportunidade de aprender lições. Você poderá amá-las ou considerá-las idiotas e irrelevantes.
3. Não há erros, apenas lições. O crescimento é um processo de ensaio e erro, de experimentação. Os experimentos ‘mal sucedidos’ são parte do processo, assim como experimentos que, em última análise, funcionam.
4. Cada lição é repetida até ser aprendida. Ela será apresentada a você sob várias formas. Quando você a tiver aprendido, passará para a próxima.
5. Aprender lições é uma tarefa sem fim. Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas.
6. ‘Lá’ só será melhor que ‘aqui’ quando o seu ‘lá’ se tornar um ‘aqui’. Você simplesmente terá um outro ‘lá’ que novamente parecerá melhor que ‘aqui’.
7. Os outros são apenas espelhos de você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa em outra pessoa, a menos que ela reflita algo que você ame ou deteste em você mesmo.
8. O que você faz da sua vida é problema seu. Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que você faz com eles não é da conta de ninguém. A escolha é sua.
9. As respostas para as questões da vida estão dentro de você. Você só precisa olhar, ouvir e confiar.
10. Você se esquecerá de tudo isso.. e ainda assim, você se lembrará.
Oi gente!!! Depois do sucesso do vídeo 1, nosso grupo resolveu fazer a parte 2 para esclarecer outras dúvidas da galera.
Ontem, postei a reportagem sobre os presos que estão sendo
tratados com o chá de ayahuasca, por ser um assunto bem polêmico, resolvemos
abordá-lo um pouco. Fiz uma pergunta no vídeo e além disso, a Jú também
escreveu um artigo bem interessante que estou colocando logo abaixo.
Vale a pena refletir. Beijos no coração Namastê
- por Juliana Kurokawa
A quem estamos, de fato, julgando e condenando?
Recentemente, li um artigo muito interessante que falava
a respeito de um grupo, chamado Acuda, que havia tido a ideia de administrar
ayahuasca para detentos que cumprem pena por crimes diversos em Ji-Paraná – RO.
Como li esse artigo através do Facebook, as pessoas
tinham a oportunidade de comentar e dar a sua opinião a respeito do mesmo. O
grupo já atua há muito tempo nos presídios e tenta vários tipos de tratamentos
e terapias, dentre elas algumas de relaxamento e meditação. Eis que sempre
surgem aqueles comentários das pessoas que, com toda a sua raiva, são contra
tal tipo de ação.
Confesso que já nutri o pensamento de que pessoas que
cometem crimes hediondos deveriam pagar pelos seus crimes e que tudo o que eles
mereciam era o desprezo da sociedade e punição. E li muitos comentários afins,
no sentido de que era um absurdo tentar tratar de tais pessoas, pois muitas
famílias haviam sofrido por causa delas.
Mas, será que esta é, de fato, a realidade?
Vou entrar na minha própria mente e abrir minha
intimidade ao me recordar de como eu pensava há muito pouco tempo atrás. Eu
vivia minha vidinha pacata e estava feliz em não fazer mal a ninguém. Ao menos,
era nisso que eu acreditava.
Acontece que, se pararmos para pensar, nenhuma existência
é neutra. Estamos a todo o momento aprendendo e ensinando, quer estejamos
conscientes disso ou não. O simples fato de termos determinada opinião sobre
determinado assunto faz com que ensinemos essa mesma opinião, mesmo que ela não
seja emitida verbalmente.
Mas como isso funciona? Eu sei que a ideia de uma única
mente conectada é ainda muito difícil de conceber. Mas o simples fato de
convivermos com outras pessoas é uma troca constante de conhecimento e
sensações. Isso pode, inclusive, ser constatado fisicamente. Quantas vezes,
diante de um grupo de amigos, conseguimos observar nitidamente que aquela
“tribo” fala a mesma língua, que tem os mesmos costumes? São os nossos
interesses comuns que nos unem em grupos e, principalmente, aquilo em que
acreditamos. Não é verdade que sempre acabamos atraindo pessoas que pensam de
maneira muito parecida com a nossa? E a essas pessoas chamamos de amigos,
irmãos. Mas e o resto do mundo? Onde elas se encaixam na nossa vida?
Voltemos à minha vidinha pacata de antes. Se nenhuma
existência é neutra, que tipo de coisa eu estava ensinando às pessoas que
conviviam comigo? Quantos ataques de ira eu já tive (e ainda tenho), por
exemplo, no trânsito? Quantas vezes falei mal de alguém que me fechava ou que
me fazia algo que eu considerava ofensivo? Quantas vezes eu critiquei alguém
por algo que eu considerava inaceitável? E em que posição coloquei-me para que
fizesse algum julgamento sobre esta ou aquela pessoa? Quem me deu a posição de
“juiz da corte suprema da justiça”?
Mas, muito mais do que tudo isso, qual o pensamento por
trás de nossas atitudes quando julgamos um irmão que tenha cometido qualquer
tipo de delito? Sim, porque existem muitos “pequenos” deslizes que consideramos
aceitáveis na sociedade, sem nos dar conta de que não existem pequenos delitos:
existe a conduta reta ou a tortuosa. Para o bom caráter não existe meio termo.
Alguns deslizes são permitidos, enquanto outros são totalmente condenáveis pela
sociedade. Nosso senso de justiça está totalmente baseado em nossas crenças e
todos os conceitos com os quais crescemos.
E, se chegamos à busca através da ayahuasca ou até mesmo
através desse site ou esse blog, é porque, de certa maneira, já começamos a
empreender uma jornada para que sejamos seres melhores, não é mesmo? E, se isso
é verdade, sabemos, por experiência própria, que podemos sim mudar nossa forma
de pensar e de perceber o mundo. Sabemos que somos capazes de nos redimir
através da mudança de nossas atitudes. É possível olhar para um mesmo fato que
nos aconteceu e encará-lo de uma maneira totalmente diferente. Isso, porque
mudamos o conjunto de crenças que carregávamos no interno.
Porque, se não
acreditamos nessa premissa muito simples, qual seria o sentido de nossa busca?
E, se isso é possível para nós, por que não seria para
estas pessoas que cometeram tais crimes?
Entendo que essas pessoas precisam de
muita ajuda, pois o nível de aturdimento e adormecimento é muito mais profundo.
E em qual grau e nível somos responsáveis pelo mundo que nos rodeia? O quanto
dessa mesma maldade existe em nós mesmos? Quão iludidos estamos a respeito do
mundo que nos circunda? Qual o nosso papel individual no despertar da
humanidade? Será que é suficiente ficar cada um em seu canto, apenas “não fazendo
o mal”? E se eu dissesse que tudo gera uma energia, até mesmo a não ação e nos
colocarmos na posição “neutra” segue-se a um pensamento e uma escolha. Não
existe neutralidade de pensamento, acreditamos em uma coisa ou outra, não temos
a mente vazia.
Acreditar que uma pessoa pode mudar e investir para que
isso seja possível é acreditar e investir em nós mesmos. Devemos entender que
nossos irmãos são tão suscetíveis a equívocos e capazes de amar como nós
mesmos. Não somos todos feitos à imagem e semelhança do Pai?
E será que contribuímos, de alguma forma, para que esta
realidade fosse plasmada? Se estamos, a todo o momento, ensinando algo a
alguém, as lições que temos ensinado é de amor ou de desamor?
Vejo que, mais do que ensinar algo para esses presos em
si, temos que entender toda a mensagem por trás deste simples e polêmico ato.
Não são aquelas pessoas em especial que vão mudar o mundo, mas é a atitude
delas, é o pensamento por trás da ação. Se estivermos sempre dispostos a
ensinar uma lição de amor, por acreditarmos que é isso que merecemos dar a
todas as pessoas, é porque finalmente entendemos que é isso que merecemos
receber. Não existe o mundo lá fora! Está tudo aqui dentro de nós mesmos!
Acreditar que um caso extremo como esse pode se reverter
é acreditar que podemos sim chegar ao nosso verdadeiro eu, que é puro amor.
Acredito fortemente que uma mente que se ilumina, que começa a enxergar a
verdade, contagia muito mais do que a mente doente. Por que não acreditar que,
um dia, podemos todos acordar juntos deste imenso pesadelo em que vivemos?
Tenho a convicção de que estas pessoas estão com muito
medo do julgamento, mas não esse da sociedade, mas sim o julgamento e a culpa
que eles lançam sobre eles mesmos. Fazer com que mudem o pensamento não vai
fazer com que suas vítimas voltem a essa existência, mas toda mente que se
ilumina começa a ensinar uma lição de amor para os demais. E como estamos
carentes, neste momento, de professores de Cristo, de professores do amor! Por
que não nos colocarmos o propósito de aprender e ensinar as tantas lições de
amor de Cristo?
É importante que entendamos que criamos muitas ilusões
que compõem o mundo da maneira como o percebemos hoje. Mas e se, algum dia,
percebêssemos que apenas o amor existe? O que seria de todo o resto, tudo
aquilo que não podemos compreender? Todo o resto trata-se do medo e de um
pedido desesperado por amor. E o que um Filho de Deus faz diante de um pedido
de amor? Podemos mudar a nossa maneira de encarar o irmão e olhar para ele
perdoando-o e nos perdoando por ter feito qualquer julgamento a respeito de sua
conduta.
Minha proposta aqui é que, diante de qualquer situação,
entendamos que, se queremos um mundo mais digno e mais pleno de amor, devemos
ser os primeiros candidatos à vaga de Professores do Amor, pois, à medida que
ensinamos, aprendemos e, à medida que aprendemos, ensinamos. Ensinar e aprender
trata-se da mesma coisa, pois o Cristo que vive em mim, vive em você e em todos
os seres.
Que tal assumir nossa própria responsabilidade sobre o
mundo em que se vive? Que tal se começarmos a eliminar os pensamentos de
exclusão e começar a trazer todos os seres para dentro de nós mesmos para que o
verdadeiro perdão possa ser realizado?
Portanto, diante de qualquer situação, podemos sempre
decidir: que tipo de aprendiz e professor eu quero ser? E a lição que
escolhermos aprender e ensinar será a que predominará em nossa vida e das
pessoas que convivem conosco. Vamos tentar plantar mais amor?
Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.
Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.
Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.
Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.
Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.
Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.
Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.
Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.
Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.
Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.
Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.
Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.
Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.
Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.
Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.
Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.
Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.
Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.
Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.
Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.
Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.
Hoje fiz um vídeo onde conto sobre um medo meu que estava enrustido na forma de uma desculpa, onde vinha empurrando isso a muito tempo com a barriga, não querendo encará-lo
Resolvi então trabalhar esse medo dentro de mim simplesmente encarando os fatos e enfrentando e a partir de hoje até a data do retiro vou trazer mais vídeos falando sobre esse assunto.
Oi gente, Hoje falo sobre as dificuldades no caminho da busca espiritual com o vídeo - Quem disse que seria fácil??? e trago um artigo que fala sobre Mitos e Verdades no Caminho Espiritual extraída do site Filosofia Esotérica, o artigo é grande, mas muito interessante!!! Beijos no coração Namastê
Certos ditados populares contêm uma sabedoria verdadeiramente imortal, quando nos advertem sobre as relações surpreendentes entre o que é ilusão e o que é realidade:
* “O essencial é invisível aos olhos.”
* “As aparências enganam.”
* “O hábito não faz o monge.”
* “Quem vê cara não vê coração.”
Apesar de todos os avisos e conselhos nesse sentido, é normal que muitos se deixem levar pelas aparências. Afinal, como explica outro ditado popular, “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. As pessoas necessitam do apoio da visão externa. Há muitos São Tomés modernos exigindo ver para crer, e quando eles vêem algo, acreditam naquilo, mesmo que a visão seja falsa e enganosa e os leve a um beco sem saída.
Cecília Meireles escreveu:
Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo (...) [1]
A dificuldade de distinguir mitos de verdades deve-se também ao fato de que, em certas ocasiões, a verdade não é agradável.
O ditado popular afirma que o pior cego é aquele que não quer ver, mas o ditado ignora o fato de que quase sempre há um motivo forte para manter os olhos fechados. A aceitação da realidade pode derrubar e destruir as ilusões mais agradáveis.
A ilusão é como uma couraça protetora. A verdade torna o indivíduo interiormente forte, mas externamente vulnerável. Com ela, o ser humano é forçado a deixar de lado situações sobre as quais antes comodamente enganava a si mesmo – e aos outros. Assim, o cego mais astucioso é aquele que prefere não ver, e uma boa parte das pessoas está nesse caso. É como se o indivíduo pensasse: “é melhor não saber de certas coisas”. Todo conhecimento direto implica uma responsabilidade e um perigo. Às vezes o indivíduo foge do perigo − e da sua verdadeira força interior − buscando refúgio na falsa segurança do não-saber.
Há ainda outro aspecto no processo de produção de brumas e ilusões. É mais fácil seguir as velhas trilhas do pensamento conhecido, das ações repetidas, dos pontos de vista estabelecidos. Muita gente vê a vida como algo imóvel, ou como algo cujo movimento é sempre o mesmo e não admite inovações. E há inúmeros cidadãos que querem que seja assim. Apenas gostariam de trocar alguns poucos fatos isolados, para que suas ambições pessoais se tornassem realidade.
Quase tudo o que é rotina parece real. O que rompe a rotina parece irreal e até inaceitável. O caminho estreito e íngreme de que fala Jesus no Novo Testamento (Mateus, 7: 13-14) consiste em ir contra a correnteza e olhar os fatos colocando a verdade acima das outras considerações. Esse caminho precário força o ser humano a pensar, e nele os tombos e os tropeços são inevitáveis. A roupa fica rasgada. A sola dos sapatos fura. O futuro é incerto, e o caminhante é visitado pelo medo e pela incerteza –; mas sua alma cresce, e nem as corporações multinacionais, com todo o seu inquestionável poder tecnológico, puderam inventar até hoje algo tão importante quanto o simples crescimento da alma.
É verdade que a caminhada do autoconhecimento não se dá em terreno asfaltado, sob o aplauso constante das pessoas mais queridas do peregrino, enquanto ele avança feliz entre seus admiradores. O caminho é íngreme. Ele é percorrido solitariamente em uma paisagem complexa, em meio a luzes e sombras, sons e silêncios, orientações verdadeiras e falsas indicações. A chave da vitória do peregrino está sobretudo na sua capacidade de aprender com as derrotas.
A espiritualidade não existe afastada da vida. O que há no mundo externo, há também no mundo da busca espiritual. Existem espertalhões que mentem no âmbito das relações sociais e econômicas, e outros tantos “espertos” geram mitos no universo da busca espiritual. Os indivíduos honestos são a maioria em ambas dimensões da vida; mas eles devem viver com os olhos abertos e com os ouvidos atentos, porque a vigilância é um preço a pagar pelo progresso, em todos os aspectos da caminhada.
O grau de honestidade de qualquer indivíduo em relação aos outros é uma decorrência do seu nível de honestidade com si mesmo. Quem engana os outros engana a si. E quem engana a si mesmo não tem motivos − nem meios ou instrumentos − para ser sincero com os outros.
Por isso, um dos primeiros passos de toda caminhada espiritual é a decisão de ser honesto com sua própria consciência interior.
A jornada em busca do conhecimento sagrado é uma obra de alquimia em que você troca o tempo potencial de sua vida física por experiência acumulada e sabedoria. Você transmuta tempo, e energia, em conhecimento. O tempo que lhe é dado viver e a energia vital correspondente a cada uma das suas faixas etárias são recursos naturais. Mais do que isso: são recursos naturais não-renováveis − pelo menos do ponto de vista da sua atual encarnação. Para o alquimista espiritual, o tempo e a vitalidade são as matérias-primas do seu trabalho, e não podem ser desperdiçados. Para evitar o mau uso desta matéria-prima, uma coisa é indispensável: o discernimento. É ele que permite identificar o que é mito e o que é verdade, o que é folclore e o que é fato, o que é jogo de cena e o que é lei eterna.
Deste modo o indivíduo evita jogar fora o tempo de vida que lhe pertence. É certo que haverá outras encarnações no futuro: mas a qualidade do ponto de partida que lhe será dado nelas dependerá de saber aproveitar as oportunidades de agora.
O Desafio da Prática
O que se pode fazer, então, para diminuir o problema da perda de tempo?
Esta pergunta coloca alguns desafios que, quando enfrentados com seriedade, têm lições valiosas a ensinar.
A prática é um critério da verdade. É ela, e não o discurso, que revela a diferença entre o tonto e o sábio. Mas a prática é algo bem maior e mais complexo que os fatos físicos externos. A prática é também a vida psicológica, emocional e contemplativa ou intuicional.
Assim, para ver como anda o processo de iluminação da alma de alguém que assumiu umcompromisso espiritual consigo mesmo, é preciso examinar quanto há de força e de responsabilidade próprias na decisão tomada, e qual é o poder real que o compromisso assumido tem de mudar para melhor − ainda que lentamente − a vida diária do indivíduo.
A Ação Individual
Algumas pautas de comportamento individual são típicas da religiosidade não dogmática dos novos tempos. Entre esses costumes e recomendações éticas estão:
*A leitura reflexiva de obras da teosofia original e da filosofia clássica;
*A ajuda mútua e a solidariedade na caminhada espiritual;
*O apoio a ações altruístas no plano econômico-social e cultural;
*Uma alimentação natural, sem aditivos, corantes, flavorizantes, conservantes, e sem uso de defensivos agrícolas;
*Uma alimentação integral, sem uso de grãos refinados;
*Uma alimentação vegetariana, ou lacto-ovo-vegetariana, isto é, que não implique a morte de animais;
*A abstenção de cigarro e bebidas alcoólicas;
*A prática diária de exercícios físicos moderados, como caminhadas, plantio de mudas de árvores, tai-chi-chuan, ou artes marciais como judô e ai-ki-dô;
*A auto-observação diária e a gradual purificação de pensamentos e sentimentos;
*O estudo livre e não-dogmático dos melhores textos de cada religião, sem que o estudante esteja preso a dogmas ou rituais.
Esses, entre vários outros itens, caracterizam um novo tipo humano, e também uma nova cultura emergente. Abre-se espaço assim para o cidadão e a humanidade da era de Aquário. O novo indivíduo escuta seu próprio coração. Ele já não coloca fama, poder e dinheiro acima de todas as coisas. Sua espiritualidade não se prende a seitas, rótulos, crenças cegas ou conceitos inquestionáveis. Ele não pensa que pode comprar sabedoria indo a caros seminários de final de semana.
A Liturgia da Espiritualidade
Cada etapa da vida nos capacita para romper com um certo tipo de armadilhas e ilusões. Mas algumas delas são as mesmas de etapas anteriores, apenas de cara nova. Não basta passar a falar de temas filosóficos e universais, por exemplo, para que morra o velho hábito de pensar mecânica e superficialmente. Astucioso, discreto, o hábito da preguiça mental nos acompanha fielmente, de modo quase imperceptível, como um cachorro envergonhado que teima em seguir o dono, disfarçando para não ser visto porque sabe que recebeu ordens de ficar em casa.
É recomendável examinar algumas questões: os nossos pequenos rituais diários, aquilo que poderíamos chamar de liturgias da nossa espiritualidade, serão todos resultado de decisões realmente responsáveis e conscientes? Esse conjunto de práticas é conseqüência natural de uma compreensão ampliada da vida? E, sobretudo, usamos de bom senso? O mito e o folclore rodeiam e encobrem a verdade, e há uma antiga história zen que ilustra esse tema.
Certo dia, séculos atrás, um grande mestre budista recolheu da rua um gato abandonado e passou a cuidar dele. Quando meditava, em sua cela, o monge amarrava respeitosamente o animal no pé da mesa, para que não o atrapalhasse. Passaram-se vários anos. O monge morreu e pouco depois o gato desapareceu do monastério. O sucessor do velho mestre − zeloso seguidor das suas técnicas de meditação − buscou então um gato e o amarrou ao pé da mesa durante as suas meditações. Com o tempo, a prática institucionalizou-se. Já muitos praticantes amarravam gatos a pés de mesas no momento da meditação. Surgiram polêmicas entre doutores sobre qual devia ser a cor do cordão que amarrava o gato. Novas seitas passaram a alegar que o gato deveria ser dessa ou daquela raça. Caso contrário, a meditação seria apócrifa e ineficaz. O dogma e o mito haviam transformado o meio em fim, a aparência em essência, e a circunstância externa em fato central.
O mesmo pode ocorrer – e ocorre freqüentemente – com as modernas técnicas de meditação e oração, o vegetarianismo, o respeito aos animais, e a atitude de valorizar pensamentos construtivos. Tudo pode ser visto com olhos supersticiosos e transformado em dogma, rotina e ritual.
A verdade, porém, é que não existe uma seqüência pré-concebida de passos a serem tomados no caminho do autoconhecimento. Os oito passos do nobre óctuplo caminho do budismo são todos reflexivos, e podemos começar por qualquer um deles, ou pelos oito ao mesmo tempo. Eles são: 1) compreensão correta; 2) pensamento correto; 3) palavra correta; 4) ação correta; 5) meio de vida correto; 6) esforço mental correto; 7) atenção correta, e 8) concentração correta. São passos inseparáveis entre si, e não sucessivos.
O caminho não está, pois, em linha reta. Não consiste em obediência. Cada caminhante deve ter em primeiro lugar sua meta clara, e então abrir caminho. O poeta espanhol Antônio Machado ensinou: “Caminante, no hay camino – el camino se hace al andar”. Não há um caminho único e igual para todos. Cada passo é sempre o primeiro passo, e define a substância dos passos seguintes. A condição mais importante da caminhada é que os passos sejam dados com integridade e por decisão própria.
“Faze o que é correto, e com o tempo isso te será agradável”, ensinavam os pitagóricos. De fato, vale a pena fazer um esforço para melhorar nossos hábitos, e os resultados são melhores quando o esforço é feito a partir de uma concepção ampla, firme e universal da vida.
Cinco Ilusões Freqüentes na Espiritualidade Superficial
Uma dose razoável de realismo e uma certa experiência de vida nos mostrarão que estamos mais ou menos rodeados por todos lados de uma estranha mistura de verdade e ilusão. E essa mistura ocorre também dentro de nós.
De um certo ponto de vista, podemos dizer que “a ilusão é uma tinta ou camuflagem cuja função é encobrir a verdade apenas de quem não está pronto para ela” [2].
Há ilusões coletivas que pairam no ar: podemos absorvê-las inconscientemente. São falsidades culturais mais ou menos estabelecidas, mas que é possível identificar, analisar e descartar. Vejamos, como exemplos, cinco delas:
1) “Há apenas paz e amor no caminho espiritual”. O pensador zen-budista Shundo Aoyama escreveu que a velhice, a doença e a morte − assim como a felicidade, a infelicidade, o ganho e a perda − são todos fatores importantes no caminho em busca da sabedoria.
2) “Temos a obrigação de experimentar sempre sentimentos maravilhosos durante nossas meditações”. Na verdade, como ensinou Charlotte Joko Beck, “a meditação não é ocasião para bem-aventurança e relaxamento, mas um forno para queimar nossas ilusões egoístas”.[3] Quando sentamos, imóveis, para buscar a verdade interior, podemos ser assaltados por dúvidas, ansiedades e outras movimentações da ignorância. Dessa tensão surgem um atrito e um fogo que queimam as ilusões do nosso eu pessoal, tornando-o digno de contemplar a verdade.
3) “A caminhada espiritual é apenas pessoal e subjetiva, nada tendo a ver com os outros ou com o mundo externo”. O monge zen Thich Nhat Hanh considera que “os instrutores espirituais que não dão atenção aos problemas do mundo, como fome, guerra, opressão e injustiça social, não compreenderam bem o significado do budismo”. Porém, em teosofia, como no budismo, o importante é combater as causas e não os meros efeitos externos da ignorância.
4) “Nossos pensamentos e emoções são separados do nosso corpo físico”. Umagrande quantidade de derrotas e fracassos resulta da visão do caminho espiritual como algo que nega o corpo físico, ao invés de conhecê-lo e usá-lo adequadamente como um instrumento da caminhada. A alimentação, a respiração, a circulação do sangue, o trabalho do rim e do fígado, os relaxamentos e as tensões musculares são retratos dinâmicos que expressam, no mundo físico, aquilo que ocorre na alma. Por sua vez, os hábitos, posturas e processos corporais também influenciam as atividades mentais e emocionais.
5) “O caminho espiritual é feito de fé e de crença”. Grave engano. A crença em algo que não podemos verificar por nós mesmos reduz a nossa capacidade de perceber a realidade e fecha nossa mente para o que é novo. Os caminhos que levam à paz interior são feitos de perguntas e de tentativas. A convicção é um péssimo critério para julgar a verdade.
Os autoritarismos bem intencionados, religiosos ou não, plantam falsas certezas e exigem “fé” e “confiança” de seus seguidores. [4] Os sistemas corretos de liderança, baseados na comunhão fraterna, fazem da transparência e da vigilância coletiva a sua característica central. A verdadeira fé e a verdadeira confiança surgem de dentro para fora. Elas não são resultado de propaganda ou de pregação, e não têm medo do exame crítico, mas, ao contrário, testam sua força enfrentando de boa vontade os desafios da vida. Robert Crosbie, o fundador da Loja Unida de Teosofistas, escreveu:
“A teosofia não impõe coisa alguma, mas convida a um exame atento”.
Há muitos exemplos de ilusão, é claro – dentro e fora de cada cidadão. Os caminhos que levam à paz interior são, na prática, maneiras pelas quais cada um de nós decide aceitar a destruição dos seus mitos particulares e adequar sua vida prática à lei da verdade.
O Pacifismo Ingênuo
Quando examinamos algumas das ilusões “espirituais” comuns na primeira parte do século 21, há um item que merece um relativo destaque. Trata-se do mito pacifista segundo o qual todo conflito é inútil, e a única atitude recomendável é a ausência de combate, e até a ausência de esforço, por parte do aprendiz espiritual.
A obra “Três Caminhos Para a Paz Interior” descreve essa atitude como uma negação infantil do conflito:
“O pacifista ingênuo faz de conta que todo conflito é inútil ou ilusório, e com isso evita tomar uma posição clara. Nega seus próprios sentimentos de rancor, que passam a fazer parte da sua ‘sombra’ inconsciente. Pensa, por exemplo, que ‘nazismo e democracia são a mesma coisa’, e que a injustiça social ou a corrupção na política não devem ser combatidas ‘porque, afinal, fazem parte do mundo externo ilusório’. Ele prefere não perceber que há no mundo externo um doloroso conflito entre verdade e ilusão, sinceridade e mentira; que esse conflito externo é influenciado e também influencia o que ocorre na alma humana, pois é, na verdade, parte dela.” [5]
Fechando os olhos para a realidade externa, o pacifista superficial desiste de usar o discernimento. Pensa que o caminho espiritual consiste em nunca dizer uma palavra áspera e manter sempre um sorriso nos lábios. Ele repete os escribas e fariseus criticados por Jesus – que eram como sepulcros caiados, limpos por fora, mas cheios de substâncias podres por dentro, segundo Mateus, 23.
O pacifista superficial trata de imitar da melhor maneira possível o suposto comportamento externo e o olhar sublime dos santos, tal como aparecem nos retratos das igrejas. Esse enfoque evita comodamente proteger a verdade contra a mentira ou a justiça contra a opressão, alegando que “a iluminação espiritual transcende as ilusões dualistas”.
A Mitologia da Religião Convencional
As religiões dogmáticas se alimentam da credulidade humana, e se apóiam em mitos que lhes dão aparência de legitimidade. O ensaio de Sigmund Freud intitulado O Futuro de Uma Ilusão descreve os mitos religiosos dos últimos séculos como algo que não foi inteiramente inocente, da parte de certas “lideranças espirituais”, mas sim desenhado para dominar multidões através do dogma.
É bom que se diga que Jesus, Buda e outros grandes instrutores foram hereges em seu tempo e jamais fundaram religiões baseadas em crença cega e ritual. A lógica do poder e o apego à rotina engolem e destroem o quanto podem da sabedoria divina. Normalmente, depois de um grande instrutor, surge uma religião burocratizada, com seus numerosos mecanismos corporativos. A tradição institucionalizada produz a traição ao espírito do ensinamento original. O movimento teosófico moderno não é uma exceção à regra, mas há hoje um pequeno núcleo de teosofistas − espalhados por quinze países − que mantém viva a proposta original de trabalho, formulada entre 1875 e 1891.
Falando dos tempos já passados em que a religião da credulidade dominava absoluta, Freud, o polêmico criador da psicanálise, avalia:
“É duvidoso que os homens tenham sido em geral mais felizes na época em que as doutrinas religiosas dispunham de uma influência irrestrita; mais morais, certamente não foram. Sempre souberam como externalizar [como tornar algo exterior, situado fora do ser humano] os preceitos da religião e anular assim suas intenções. Os sacerdotes, cujo dever era assegurar a obediência à religião, foram ao seu encontro nesse aspecto. A bondade de Deus põe uma mão refreadora à sua justiça. Alguém peca; faz depois um sacrifício ou se penitencia, e fica livre para pecar de novo. (...) Assim, concluíram: só Deus é forte e bom; o homem é fraco e pecador. Em todas as épocas, a imoralidade encontrou na religião um apoio não menor que a moralidade.” [6]
As religiões patriarcais – que cultuam um deus-pai ameaçador e justificam a morte e a violência – constituem para Freud uma neurose coletiva, uma psicopatologia:
“Assim, a religião seria a neurose obsessiva universal da humanidade; tal como a neurose obsessiva das crianças, ela surgiu do complexo de Édipo, do relacionamento com o pai.(...)” [7]
Ao definir como ilusões neuróticas as poderosas religiões monoteístas do século 20, Freud não encarava o termo religião no seu sentido original e etimológico, que vem do latim religare e significa areligação do mundo humano com o mundo divino.
A nova religiosidade, que surge hoje livre das ilusões institucionalizadas, é um processo que se constrói com base em alguns princípios básicos e universais, no bom senso e na experiência direta de cada um, mas não na mera crença.
O cidadão do século 21 busca a sabedoria em uma caminhada coletiva e solidária, em comunhão com outros seres. Mas isso não autoriza a construção de dogmas. A comunhão visa a troca de experiências úteis e também a ajuda mútua – duas coisas moralmente belas e indispensáveis em qualquer etapa ou aspecto da vida.
Desse modo, a nova religiosidade do século 21 pode abandonar esse nome e ser chamada de ciência. Ou de psicologia. Ou simplesmente de filosofia da espiritualidade não-dogmática. Porque ela não está presa a nomes ou rótulos, mas é uma realidade viva, dinâmica, mutável na forma, que pode ser denominada de maneiras diferentes.
A Pedagogia de Paulo Freire
A espiritualidade não-dogmática não aceita crenças ou recomendações cegas, mas é, ao invés disso, um processo vivo de aprender e de ensinar.
Mesmo sem usar em momento algum o rótulo de espiritual ou de religioso, o pensador brasileiro Paulo Freire propõe em suas obras sobre pedagogia uma atitude mais eficaz diante do aprender e do ensinar.
Sua abordagem é de grande utilidade para a arte de viver corretamente. Ele escreveu:
“Outro saber necessário à prática educativa, e que se funda na mesma raiz que acabo de discutir – a da inconclusão do ser humano que se sabe inconcluso – é o que fala do respeito devido à autonomia do ser do educando. Do educando criança, jovem ou adulto. Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a esse respeito, que implica igualmente o respeito que devo ter por mim mesmo. Não faz mal repetir afirmação várias vezes feita nesse texto – o inacabamento de que nos tornamos conscientes nos faz seres éticos. O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) O professor que desrespeita a curiosidade do aluno, o seu gosto estético, a sua inquietude (...) o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que ‘ele se ponha no seu lugar’ ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento do seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, esse professor transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência.” [8]
O pensamento de Paulo Freire permite examinar melhor os mitos e as ilusões do chamado movimento esotérico. Algumas pessoas têm a impressão de que a espiritualidade é algo que se transmite mecanicamente de quem sabe para quem não sabe. Deste ponto de vista, aquele que tem o conhecimento deve ser ativo no processo, e quem não sabe deve ser apenas passivo e receber a ação, obedecendo cegamente. Essa premissa é falsa. Quando ela é aceita, a caminhada é feita sobre a base da ilusão.
Desde o início, aquele que sabe mais deve se colocar como um auxiliar daquele que sabe menos. Aquele que sabe menos é, na verdade, o centro e o autor do processo de aprendizagem, e não pode ser artificialmente colocado na periferia da sua própria caminhada.
O Papel do Bom Senso na Busca
É possível dizer que o nosso “estado de vigília” é, na verdade, feito de sonhos. E que, mesmo quando pensamos estar acordados, na verdade nos relacionamos sobretudo com as imagens que temos das coisas, como em um sonho. Temos poucos momentos de lucidez total, em que vemos as coisas como elas são e dentro de um horizonte muito mais amplo que o curto prazo pessoal.
O ser humano dorme, do ponto de vista da espiritualidade mais elevada. Ele ainda não despertou para um modo mais maduro de ver o mundo. Sua visão do mundo é feita de sonhos ou mitos criados por ele mesmo, ou que ele aceita como se fossem realidade, porque lhes foram apresentados e impostos como tal. Ele os chama de “realidade”, mas, desde outro ponto de vista, as mesmas descrições do mundo podem ser reconhecidas como imaginação ou fantasia.
Como encontrar, então, o caminho da verdade? E como avançar por ele?
Estas duas perguntas são sempre atuais. Não há um modo simples de responder a elas. Mas sabemos que, para trilhar o caminho do autoconhecimento, é necessário ter bom senso. Para quem deseja achar a verdade, existe uma filosofia antiga e multidisciplinar que ensina a conhecer simultaneamente a si mesmo e ao universo. É preciso que o indivíduo seja seu próprio mestre, e que seja o aluno da suaconsciência, isto é, um discípulo leal da “voz da razão” em seu próprio interior. É ouvindo essa voz que ele se libertará das armadilhas da ignorância e dos mitos que a sustentam, quer eles tenham sido criados por si mesmo ou por outrem.
Em relação à presença da voz da razão na consciência individual de cada ser, Freud escreveu, usando a palavra “intelecto” no seu sentido clássico, de “inteligência elevada”:
“A voz do intelecto é suave, mas não descansa enquanto não consegue uma audiência. Finalmente, após uma incontável sucessão de derrotas, obtém êxito. Esse é um dos poucos pontos sobre os quais se pode ser otimista a respeito do futuro da humanidade, e, em si mesmo, é de não pequena importância.” [9]
Aquele que cria as ilusões deve eliminá-las, e esse é o caso de cada um de nós. O momento em que vamos considerar necessário melhorar nossa dieta, praticar exercícios ou ler e meditar diariamente sobre assuntos teosóficos só pode surgir como algo natural. Não deve ser resultado de imitação, de obediência ou de sujeição a uma autoridade externa.
Se não descobrirmos a sabedoria dentro de nós, de nada adiantará buscar fora. Mas quando descobrirmos a paz dentro de nós mesmos, qual a necessidade de procurá-la ansiosamente no mundo externo?
O essencial é invisível aos olhos, mas pode ser encontrado dentro de nós.
Depois que isso acontece, doamos da nossa paz ao mundo sem que ela perca a sua força dentro de nós, assim como uma chama acende outra chama sem perder coisa alguma da sua própria luz.
NOTAS:
[1] Poema número IX em “Cânticos”,de Cecília Meireles, Editora Moderna Ltda., SP, 1983.
[2] “Três Caminhos Para a Paz Interior”, Carlos Cardoso Aveline, Ed. Teosófica, Brasília, 2002, 191 pp. Veja o final da p. 132.
[3] Citado em “365 Zen Daily Readings”, edited by Jean Smith, obra de 392 páginas publicada por HarperSanFrancisco em 1999, Nova Iorque, EUA, ver p. 105.
[4] Sobre as cinco ilusões citadas, veja o livro “Três Caminhos Para a Paz Interior”, obra citada, pp. 135-138.
[5] “Três Caminhos Para a Paz Interior”, obra citada, pp. 34-35.
[6] “O Futuro de Uma Ilusão”, Sigmund Freud, Ed. Imago, RJ, 1997, 87 pp., ver p. 60.
[7] “O Futuro de Uma Ilusão”, obra citada, p. 69.
[8] “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra, ver pp. 65-66. Outro trecho importante dessa obra está à p. 59 (“Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado”). Todo o capítulo um, “Não Há Docência Sem Discência”, propõe uma relação entre educador e aluno – “mestre” e “discípulo” – em que o clima deixa de ser propício para as ilusões, mas, em compensação, dá lugar a um realismo prático e a uma capacidade de duvidar respeitosamente que aumentam muito a eficácia da busca da verdade. Um simples exame do Índice dessa obra mostrará como encontrar enfoques fundamentais sobre o papel da esperança, da alegria, da generosidade, da curiosidade, da liberdade, da autoridade e do saber escutar, no processo de aprendizagem.