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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

SRI PREM BABA: MEDO DA MORTE E PERDA DE ENTES QUERIDOS

Neste satsang (discurso) Sri Prem Baba fala a respeito dos impactos gerados com a perda de um ente querido, além de lembrar que em algum momento na vida será preciso olhar para a morte e não mais sentir medo dela, para que se possa viver plenamente.


Segundo Sri Prem Baba, “a perda de um ente querido provoca impactos de dimensões muitas vezes incalculáveis. Difícil mensurar o que a perda provoca no sistema. Quanto maior o vínculo afetivo, quanto maior o apego, maior o impacto. Muitas vezes abrem-se fendas no corpo emocional; consequentemente desestrutura os esquemas do corpo mental, e a pessoa entra em desordem psicoemocional, que obviamente afeta o corpo energético, que por sua vez pode afetar o físico”.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

10 PRESENTES QUE SÓ O DESAPEGO PODE TE DAR





A ideia de soltar algo, de desapegar quase sempre está relacionada à perda, prejuízo, tristeza e até mesmo fraqueza e falta de responsabilidade e interesse. A concepção de meu permeia nossa experiência de vida desde sempre. Somos educados para ter muito e para fincar a bandeira de propriedade em quase tudo! Nas coisas e pessoas. Nas ideias e nos relacionamentos. Percebam a nossa fala: meu isso, meu aquilo, minha isso, minha aquilo. É como se uma cerca fosse constantemente levantada em todas as nossas ações e interações vida afora. A ideia é sempre proteger, blindar, não compartilhar, determinar o jeito e a forma. Quando se trata de relacionamentos, uma série de condições são impostas para agradar o lado meu, do ser. A imposição faz parceria com o apego. E o apego ganha várias facetas, nomes, títulos… Chega até a ser chamado de amor, de cuidado.

O medo que brota

Geralmente, o apego traz acúmulo quando se trata do quesito material da existência. Quando se trata de projetos, de vivências compartilhadas e grupos, o apego gera faltas. E tudo isso gera controle excessivo, que vira medo. Onde há controle excessivo impera o medo. O medo da perda. O medo da mudança, do novo jeito, da readaptação, da prática da flexibilidade. Porém, o que é flexível não quebra. O rígido sim. O que fica endurecido resseca e perde vitalidade e força. Logo, o apego traz prejuízo e desunião. Todo o disfarce de amor, de cuidado, se vai quando os resultados então, se apresentam.
O apego é a semente do medo. O apego até nos concede uma flor bonita. A flor bonita nos encanta, mas tem uma espécie de veneno que contamina nosso jardim e não deixa nada florescer. Nós a cultivamos e nós a colhemos e não organizamos sabiamente o jardim, ainda que sintamos que algo não vai bem! Mas, um bom jardineiro, percebe logo que precisa refazer seu trabalho com paciência e cuidado. Isso implica sair da contemplação para a ação. Trocar as sementes do meu para as sementes da individualidade (diferente de individualismo). Haverá assim, uma variedade de flores, diferentes e de beleza única e é justamente essa diversidade que cativa.

Os 10 presentes que só o desapego pode te dar



 1.       Leveza



Uma vez que a ideia de meu se dissipa, o medo se dissolve, a rigidez deixa de existir e isso é gradual. Uma coisa, depois outra e quando se percebe há
fluidez.

2.       Compreensão



Sem medo você é capaz de evoluir, quem ouve aprende, a sensação de aprendizado cria resiliência, empatia, sentimento de parceria, e, portanto compreensão. O outro lado é considerado e não colocado como menor

 3.       Presença amorosa



A presença passa a ser natural, divertida, com uma conversa positiva, sem ironias e criticismo, sem as famosas indiretas, sem obrigatoriedade. A
presença amorosa nada mais é que compartilhar momentos com entrega, com atenção plena, comunicação cheia de clareza e respeito. Não há aquela
preocupação em chamar atenção ou ter a última palavra como certa.

4.       Auto respeito/ Respeito




Quando o apego é deixado de lado, quando há entendimento de que a individualidade de cada um é importante e que cada um possui uma história,
uma especialidade, uma função, há um efeito espelho! O antes apegado também se vê pleno de especialidades, funções, importância, história, tanto
quanto o outro. Quando um parâmetro de igualdade é criado e não uma comparação, nasce o auto respeito, nasce a concentração em si, o cuidado de
si e consequentemente a empatia para respeitar todos os demais. Respeito nasce antes do auto respeito e nunca o contrário.

5.       Autoconfiança/ Confiança




Uma vez consciente de quem se é e do quanto há de potencial interno, a autoconfiança brota. Tudo vai se encaminhando, as ações, projetos fluem
alicerçados na estabilidade, no passo adequado e se no percurso algo mudar, não há desesperança, já ajuste e aprendizado. Não há necessidade de
viver com desconfiança nem dos outros e nem de si. A desconfiança é um subproduto do apego. A ideia da perda faz o pensamento se perder em
suposições e estas criam coisas que sequer vão acontecer ou aconteceram.

6.       Sabedoria




Desapegar faz com que tudo mude de lugar dentro da gente! Com a mudança, muita coisa desnecessária deixa de existir e gera espaço para o que é de fato útil. O senso de medida, de momento, são os novos moradores da consciência. Com tais ferramentas há sabedoria para que nada seja usado de
forma indevida, nem mesmo e, principalmente, um pensamento. Tudo segue com propósito e prosperidade.

7. União/ Cooperação





Quando se está desapegado há espaço para colaboração. Saindo da necessidade do controle, muitos se aproximam, querendo cooperar, porque sentem
que podem ser o que são e acrescentar uma forma, às vezes nova, de fazer algo rumo a melhoria. Essa junção de talentos une. O apego antes apenas
criava a tirania, o desapego fomenta a continuidade, alimenta o crescimento do grupo.


8.       Verdade / Visão





Sem as vendas do apego, enxergamos as coisas como somos e então enxergamos a verdade. É como criar um sistema de alerta. Se a realidade está
muito pesada, é sinal que ainda precisamos nos trabalhar. O desapego permite que encaremos isso como uma modelagem em argila. Uma espécie de
artesanato! Vamos criando uma forma bonita de ser e então, as coisas passam a ser muito melhores. Nossa visão então se limpa. O desapego é um
colírio para olhos de paz e esperança.

9.       Simplicidade




O desapego torna tudo mais fácil. Você não deixa de cumprir o que precisa ser cumprido, mas não segura às próprias ideias como certas. Não espera resultados baseados em expectativas. Na verdade, você promove ideias e aceita sugestões de melhoria, sabendo diferenciar o que é útil e o que não é, e simplesmente segue e realiza. Há facilidade e entusiasmo, onde há simplicidade.

10.   Saúde mental, física e espiritual




Quando soltamos a corda áspera do meu, a mão não machuca mais. Soltar é permitir que algo ou alguém seja o que é. Ao soltar o nó, eliminamos as
tensões, stress, ansiedades, tristezas. Pode ser que num primeiro momento haja uma preocupação, mas com um olhar carinhoso a si e ao todo, esta
também deixa de existir. A saúde se restabelece nos diversos níveis e fica nítido até nos ambientes que vivemos e frequentamos. Há uma energia de
bem estar que emana do olhar, do sorriso e da fala.


O desapego nos presenteia com utilidades, ao mesmo tempo em que nos liberta dos pesos!

Fonte:

http://www.jardimdomundo.com/10-presentes-que-so-o-desapego-pode-te-dar/

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

AYAHUASCA: Medo, Trauma e Dificuldade para Fechar os Olhos


Oi gente,

O vídeo de hoje fala sobre Ayahuasca , onde respondo a pergunta da Adrianne:


"Boa noite Viviane, sou seguidora do seu canal no youtube, e se vc podese fazer um video falando mais sobre a peia e não conseguir fechar os olhos durante a peia nos rituais de ayahuasca serei muito grata.
Vou contar oque me ocorreu no meu ultimo ritual, foi minha segunda vez. O tema era O mundo que somos.
Na hora que começou o ritual e consagramos eu sentei entrei na força muito rapido, fiquei 1 hora e pouco sentada so e fui deitar pq já estava me sentindo mole.
Entrei em um processo de peia em que enfrentei um mundo que habita em mim onde guardo tristezas e medos, na primeira e segunda dose fiquei assim. Eu fiquei com muito medo fechava os olhos e via muita coisa feia sabe lobos, monstros também. Entrei em panico sentei no colchonete e não conseguia fechar os olhos, vinha em minha cabeça que eu estava estrando em panico que eu tinha alguma doença e tava desencadiando acredite veio na minha cabeça kk, eu senti o medo mais não medo de algo específico, senti o medo em si.
Eu fiquei muito tempo assim nesse processo foi bem doloroso, eu sai meio triste ate do ritual pq foi muito pesado para mim. Quase no final que respirei fundo, fiz a limpeza e me acalmei. E ai sim tive algumas miraçoes rapidas e senti muita vontade de sorrir, chorei de tanto rir sozinha até ! Antes de fazer limpeza a hora que me acalmei, eu senti eu saindo do meu corpo e flutuando no céu vi a curvatura da terra e ai fui para fora da terra, mais ai ja voltei para cá foi muito rapido. Apesar do trabalho ter sido sofrido teve coisas que foram incríveis.
Foi doloroso e confesso que estou com um pouco de medo de ir denovo kk.

Obrigada, adoro seu canal já me ajudou bastante ❤️❤️"



Beijos no coração,

Namastê

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bate Papo Exclusivo sobre a tragédia Chapecoense


Viviane , aproveitando esse momento tão triste que o Brasil inteiro e o mundo também está vivendo, com grande perplexidade e comoção , com essa Tragédia da queda do avião da Chapecoense, gostaria de saber a sua opinião e da Juliana também, vendo pelo lado Espiritual, Qual o Propósito de Deus ? 

Por que aquelas pessoas passaram de momentos tão felizes que estavam vivendo, e daqui a pouco um sopro, NÃO EXISTEM MAIS !!! 

Acredito que não só eu, mas todos nós seguidores do Canal, gostaríamos de assistir mais um vídeo de vocês nesse tema. Vai inclusive, confortar muitos desses corações doloridos . 

O que vocês acham ?Gratidão Sempre ! 
Namastê




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

As Oportunidades de Crescimento Espiritual



Oi gente,

Ontem passei por um momento muitoooo difícil na minha vida, na qual pude observar uma vontade incontrolável de DELETAR, se eu tivesse a oportunidade...

Tive vontade de deletar por que eu simplesmente não estava gostando nadinha daquilo tudo que estava acontecendo comigo, mas como uma boa estudante espiritualista, mesmo estando com essa vontade de sumir, de deletar, de esquecer, de não olhar para o que estava acontecendo, sabia no fundo, no fundo que aquela manifestação nada mais era do que uma puta oportunidade de aprendizado e crescimento espiritual.

Meu Deus, o que será que eu posso aprender com essa situação???

Que presente será que esse problema está escondendo???

Paula Abreu diz : 

"...e quem sabe, talvez você consiga enxergar qual é a lição que você tem que aprender nessa situação no seu momento presente que está te desanimando..."

Olha o peso desse TALVEZ gente?!

Esse simples TALVEZ representou eu rodando DE NOVO na Roda de Samsara!!! 😱😱😱


E por que senti a vontade de fugir, de deletar????


Por que não queria olhar pra dentro, não queria entrar em contato comigo mesmo porque sabia que se eu parasse e olhasse, iria encontrar muitas coisas que eu não queria encarar. 

Esse é um processo cíclico que acontece o tempo inteiro com todos nós.

Preferimos ficar negando, disfarçando, ocultando, certas verdades sobre nós mesmos, mas até quando????

Apesar de parecer assustador olhar pra dentro, posso garantir que é muitoooooo melhor do que ficar com o incomodo. É nítido esse lado do nosso inconsciente que tem resistências em largar o sofrimento.

Vamos refletir?

Beijos no coração

Namastê




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O difícil processo de olhar pra dentro


" Só quando estamos enfrentando uma situação difícil e desafiadora - uma tempestade, vamos dizer assim, é que conseguimos nos dar conta do quanto a teoria é fácil e a prática tão difícil...

Olhar pra dentro e ver que tudo que estamos manifestando do lado de fora é a consequência dos nossos pensamentos equivocados

Olhar pra dentro e ver que não somos vítimas, mas sim co-criadores das lições que precisamos aprender

Olhar pra dentro e encontrar do lado de fora a materialização dos nossos medos, arrependimentos, culpas e julgamentos de nós mesmos

Olhar pra dentro e se auto-responsabilizar por TUDO que acontece em nossas vidas e ver que "a turbulência" na verdade é uma benção, um verdadeiro presente

Não é fácil!


Reconhecer que não sabemos de absolutamente NADA

Parar de querer ter sempre razão ou justificativas...

Exterminar o processo de ficar buscando auto-afirmação do lado de fora

Ser sinceros com a gente mesmo

É uma tarefa que exige muito treino, dedicação, humildade, força e confiança


Parar de ficar substituindo uma máscara pela outra

De ficar "disfarçando" ou "escondendo" de você mesmo o que realmente está sentindo

Ficar sobre o domínio do medo, da escassez, da raiva, da pequenez...

É escravidão demais!

"Abrir as gavetas", se mostrar para o outro, parar de barganhar com a vida, "entregar a sua cabeça", "pular do precipício"...é como o encontro do rio com o oceano - da medo, muito medo. A gente quer fugir, sumir, desaparecer e quantas vezes a gente não fez extamente isso - sumir...é mais fácil, mais cômodo, mais "conhecido", supostamente "mais seguro". Tudo mentira!!! É dessa forma que caímos vidas e vidas nas armadilhas do ego.

Momentos como esses, como disse acima, são bênçãos e presentes em nossas vidas, pois nos dá a oportunidade de escolher outra vez.

Tem uma frase do Curso em Milagres que jamais esquecerei que diz: 

ISSO NÃO PRECISA SER ASSIM, 
ESCOLHE OUTRA VEZ!

Que assim seja!"


Escrevi esse post pra mim no dia de hoje, e sei que vai servir também pra muita gente...

Beijos no coração

Namastê


"Olhar para dentro de si diante das situações que nos desafiam ou ainda que nos impelem a nos comportarmos de modo automático é um excelente exercício de autoconhecimento, autorreflexão e mudança"

"Tudo o que vês é resultado dos teus pensamentos. Não há nenhuma exceção para este fato: como um homem pensa, assim ele percebe. Portanto, não busques mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo. A percepção é um resultado e não uma causa." Extraído do livro Um curso em milagres - Helen Shucman.

Algumas vezes as pessoas vêm procurar terapia ou vêm para uma de suas sessões de terapia com uma percepção e um discurso que as colocam em posição de vítima ou ainda que foram impulsionadas pelo outro a agirem como agiram.

Parte imprescindível no processo terapêutico, é tornar as pessoas conscientes da situação em que se colocam através de suas escolhas, bem como responsabilizá-las por suas ações.

Recebo e-mails de pessoas me questionando: 

- O que fulano fará caso eu haja dessa maneira? 

Ou às vezes alguns de meus pacientes quando estão mais inseguros e/ou ansiosos me perguntam o mesmo.

Fato é que não há como prever com certeza como uma pessoa se comportará diante de determinado evento. Podemos ter alguma ideia baseando-nos nos comportamentos passados dessa pessoa em situações semelhantes, já que de modo geral nós mantemos um determinado padrão de como responderemos às situações; principalmente se fazemos isso de forma automática.

No entanto, podemos conscientemente decidir agir de outro modo ou ainda através de terapia ou outros processos de autoconhecimento e mudança modificar nosso modus operandi.

Com base nisso, precisamos nós mesmos buscar perceber a situação em que nos encontramos com um olhar - o mais amplo possível - e, diante disso, olhar para dentro de nós e avaliar qual a melhor maneira de agir diante do contexto.

Cinco dicas para aprende a olhar para dentro de si:

1ª) O que busco nessa situação?

2ª) Agir dessa maneira me ajuda a obter quais resultados?

3ª) Sinto bem comigo mesmo(a) em agir desse modo?

4ª) Eu assumo a responsabilidade pelos meus atos?

5ª) Se eu fosse aconselhar uma pessoa querida na mesma situação, o que diria para ela?

Muito dificilmente podemos afirmar que alguém é vitima ou algoz em uma situação. Na grande maioria das vezes, como adultos, temos escolha e, diante disso, podemos optar fazer o nosso melhor, mesmo diante de algo que esteja causando muita tristeza ou raiva. Podemos sempre aproveitar o que acontece para aprender, para amadurecer e perceber o que ocorre como uma oportunidade de fazer diferente. Assim acabamos aos poucos desenvolvendo outras opções de respostas dentro de nós. Ampliamos nosso repertório e, como já dizia Darwin, os seres mais bem adaptados são os que sobrevivem. Ou seja, temos mais chances de nos sair bem em diferentes momentos.

Olhar para dentro de si diante das situações que nos desafiam ou ainda que nos impelem a nos comportarmos de modo automático é um excelente exercício de autoconhecimento, autorreflexão e mudança. 

Deixamos de agir impulsivamente e passamos a nos conectar com uma camada mais profunda a qual possui muito mais de nossa essência e verdade do que simplesmente agir por instinto ou ainda arrebatado por alguma emoção passageira.

Sejamos senhores de nossas vidas e de nossos destinos. Ajamos com responsabilidade fazendo aquilo que realmente acreditamos e sentimos ser o melhor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

História: Aprendendo a pedir



Rafi, um jovem discípulo atento e dedicado, resolveu isolar-se nas montanhas para trabalhar melhor o medo que ainda sentia das criações do seu próprio ego.
Quando lá chegou, um velho sorridente o recebeu:
– Seja bem-vindo, Filho!
Rafi não estava esperando encontrar ninguém naquele lugar, então perguntou:
– Não esperava encontrar ninguém nesta montanha, o que fazes aqui?
E o Velho, calmamente, respondeu:
– Vim para realizar qualquer pedido que me fizeres. Seja muito preciso, pois terás direito apenas a um pedido.
Rafi estranhou, mas aceitou a proposta do velho e fez o seu pedido:
Desejo nunca mais sentir medo de nada!
O Velho disse:
– Que assim seja!
Quando Rafi voltou-se para o velho, ele havia sumido. Anoiteceu e Rafi começou a sentir muito medo dos sons que vinham da mata.
Por mais que tentasse manter-se relaxado e meditativo, não conseguia. O medo, cada vez mais, apossava-se dele. Em todos os cantos da montanha ele percebia inúmeros perigos e começou a gritar por socorro. Sentia um medo enorme, a ponto de entrar em pânico.
– Socorro, socorro! Alguém me ajude!
De repente o velho apareceu diante dele. Rafi gritou ainda mais com a aparição inesperada do velho.
– Por que estás a gritar, Rafi?
– Ora, pedi que ficasse livre de todos os medos e o que eu mais sinto neste momento é exatamente o oposto. Não atendestes ao meu pedido, velho, e agora estou em apuros.
Então o velho lhe disse:
– Quando pedes, deves saber que nada desaparece ou aparece por si mesmo. Para estar livre do medo, deves trabalhar com o medo. Deves encará-lo de frente, conhecer sua natureza frágil e ilusória. Só assim, mostrando tua determinação em aprender, é que dissipas as maiores ilusões criadas por ti mesmo. Quando sentires falta de alguma coisa que ainda não tens, não precisas entristecer-te. Se esta mesma coisa possuir valor para ti, recolha teu ser no mais absoluto silêncio e pede. Mas, pede exatamente como queres, pois em muito dos teus pedidos ainda desconheces as conseqüências que acompanham cada um deles. Teus pedidos nunca vêm sozinhos. Tens que estar ciente de que, para receber o que pediste, deves estar preparado para também receber os meios pelos quais eles podem ser realizados.
E será que tu estás preparado para passar por estes meios?

quinta-feira, 16 de junho de 2016

E depois da iluminação???






                                Buda derrota Mara o demônio





Oi gente,

Acho que até essa parte da história de Siddharta vocês já conhecem, neh?

Mas, e depois disso???O que será que aconteceu???

Encontrei a continuação dessa história no livro que estou lendo, olha só:


"Na noite da iluminação do Buda, depois de fazer o juramento de despertar, ele foi atacado pelo exército de Mara, o deus da ilusão e do mal. Sentado sob a Árvore Bodhi, ele continuou meditando,
indiferente às mais fortes tentações de Mara, de voracidade e prazer. Então, com compaixão no coração, ele venceu a raiva e a agressividade deflagradas por Mara, que foi embora derrotado.

Depois disso, o iluminado levantou e, durante quarenta e cinco anos, ensinou por toda a Índia. Mas, nas histórias da vida do Buda, vemos que Mara desapareceu por pouco tempo. Voltou muitas vezes para combater, para tentar ou para enfraquecer o Buda. Mas todas as vezes foi reconhecido pelo Buda, que assim não sucumbiu à tentação, nem ao medo nem à dúvida. "É você de novo, Mara?", perguntava o Buda. Mara fugia ao ser reconhecido, mas voltava para tentar de novo.

Há textos em que o Buda e Mara ficam amigos. Num deles, o Abençoado está sentado numa caverna quando Mara reaparece. Assustados, os discípulos tentam se livrar de Mara, chamando-o de inimigo do mestre. "O Buda disse que tem inimigos?", replica Mara. Vendo a inverdade dessas palavras, eles acabam chamando o Buda, que demonstra muito interesse. "Ah, o meu velho amigo chegou", diz o Buda. Ele recebe Mara com satisfação e o convida para o chá. "Como tem passado?" Eles se sentam para conversar e Mara se queixa, dizendo que é difícil ser mau o tempo todo. O Buda ouve as histórias de Mara com simpatia e depois pergunta: "Pensa que é fácil ser um Buda? Sabe o que fazem com meus ensinamentos, o que fazem em nome do Buda em alguns dos meus templos? Buda ou Mara, há dificuldades nos dois. papéis. Ninguém está livre." Num dos textos, a história termina quando Mara se toma iluminado, ele também um Buda."

- Trecho do livro: E depois do êxtase, lave a roupa suja.


Seja qual for a versão, Mara não vai embora!!!

Vamos refletir sobre isso???

Beijos no coração

Namastê


Ver Mais:

Superando o Ego e Atingindo a Iluminação


quarta-feira, 8 de junho de 2016

O MEDO DE SENTIR MEDO




Você quer passar a vida toda tendo medo ou você quer superar isso de uma vez por todas???

Para nos ajudar com esse dilema, trago hoje Mingyur Rinponche com seu depoimento importantíssimo de como aprender a lidar com o pânico e a ansiedade:






Beijos no coração.

Namastê

DICAS PARA QUEM QUER COMEÇAR:







segunda-feira, 25 de abril de 2016

Perguntas e Respostas sobre trauma de vomitar


Oi gente,

Hoje iremos responder uma dúvida muito frequente pra quem pretende tomar Ayahuasca e tem medo da famosa "limpeza".



tenho medooooo de vomitar!!!! Não posso ver ninguém passando mal que meu coração acelera e fico mal também. como superar este trauma? !!!!!



Beijos no coração

Namastê



Ver Mais:


    

                                     Ayahuasca, segurança e pesquisa biomédica













quarta-feira, 9 de março de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Perguntas & Respostas: sobre vidas passadas, vivência regressiva




Oi gente,

Antes de começar quero dizer que vou deixar para o post de amanhã a minha opinião sobre o webnário que rolou ontem sobre crenças limitantes com a Flavia Melissa e a Carol Fagundes, Ok?

Hoje iremos responder a pergunta da Raissa que chegou semana passada:


olá viviane, venho acompanhando seu canal desde a semana passada e to gostando muito dos seus videos, você é muito esclarecedora. Eu tomei o chá pela segunda vez no ultimo sábado e digamos que tive um processo não tão bom. Acredito que foi uma peia mas eu sempre tive aquela visão de que a peia seria mega assustadora. Bom pra mim não foi mega assustadora, mesmo não sendo muito boa. Enfim... eu sei que você comunga a um tempo já e como te acho uma pessoa esclarecedora queria que você desse sua opinião sobre um assunto. Acontece que no meu processo eu fui informada de que algo muito ruim aconteceu comigo em minha vida passada (eu sei o que é, só não estou me sentindo bem pra falar por aqui). O chá quis me mostrar mas eu disse que não queria, fiquei com muito medo. Ao me informar sobre esse acontecimento a voz me explicou porque tava me dizendo aquilo. Ela disse que isso explicava o meu medo. O medo que eu tenho da vida, das pessoas, de tudo. Eu entendi que ela me mostrou justamente pra eu ter um entendimento do porque eu sou assim e que preciso fazer algo a respeito disso. Só que assim, você acha possível que nos próximos trabalhos seja mostrado para mim o que me foi informado? eu sei que se isso acontecer é por um motivo, eh para eu melhorar como pessoa. mas eu ainda não me sinto preparada para isso. acho que é justamente meu medo, meu ego atuando nesse caso. enfim.. também quero saber se você acha que o que a ayahuasca nos mostra deve ser encarado de forma tão literal? pode ser que isso que me foi informado não seja exatamente isso? que é preciso ter interpretações de tudo que o chá nos mostra? enfim,é isso. muito obrigada por compartilhar suas vivencias comigo. você e a juliana me ajudaram muito semana passada no sentido de me deixar mais tranquila pra beber o chá novamente. eu estava com muito medo hhehe beeijooooooooos. gratidão


O que vc. acha???



Beijos no coração

Namastê