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terça-feira, 29 de agosto de 2017

10 PRESENTES QUE SÓ O DESAPEGO PODE TE DAR





A ideia de soltar algo, de desapegar quase sempre está relacionada à perda, prejuízo, tristeza e até mesmo fraqueza e falta de responsabilidade e interesse. A concepção de meu permeia nossa experiência de vida desde sempre. Somos educados para ter muito e para fincar a bandeira de propriedade em quase tudo! Nas coisas e pessoas. Nas ideias e nos relacionamentos. Percebam a nossa fala: meu isso, meu aquilo, minha isso, minha aquilo. É como se uma cerca fosse constantemente levantada em todas as nossas ações e interações vida afora. A ideia é sempre proteger, blindar, não compartilhar, determinar o jeito e a forma. Quando se trata de relacionamentos, uma série de condições são impostas para agradar o lado meu, do ser. A imposição faz parceria com o apego. E o apego ganha várias facetas, nomes, títulos… Chega até a ser chamado de amor, de cuidado.

O medo que brota

Geralmente, o apego traz acúmulo quando se trata do quesito material da existência. Quando se trata de projetos, de vivências compartilhadas e grupos, o apego gera faltas. E tudo isso gera controle excessivo, que vira medo. Onde há controle excessivo impera o medo. O medo da perda. O medo da mudança, do novo jeito, da readaptação, da prática da flexibilidade. Porém, o que é flexível não quebra. O rígido sim. O que fica endurecido resseca e perde vitalidade e força. Logo, o apego traz prejuízo e desunião. Todo o disfarce de amor, de cuidado, se vai quando os resultados então, se apresentam.
O apego é a semente do medo. O apego até nos concede uma flor bonita. A flor bonita nos encanta, mas tem uma espécie de veneno que contamina nosso jardim e não deixa nada florescer. Nós a cultivamos e nós a colhemos e não organizamos sabiamente o jardim, ainda que sintamos que algo não vai bem! Mas, um bom jardineiro, percebe logo que precisa refazer seu trabalho com paciência e cuidado. Isso implica sair da contemplação para a ação. Trocar as sementes do meu para as sementes da individualidade (diferente de individualismo). Haverá assim, uma variedade de flores, diferentes e de beleza única e é justamente essa diversidade que cativa.

Os 10 presentes que só o desapego pode te dar



 1.       Leveza



Uma vez que a ideia de meu se dissipa, o medo se dissolve, a rigidez deixa de existir e isso é gradual. Uma coisa, depois outra e quando se percebe há
fluidez.

2.       Compreensão



Sem medo você é capaz de evoluir, quem ouve aprende, a sensação de aprendizado cria resiliência, empatia, sentimento de parceria, e, portanto compreensão. O outro lado é considerado e não colocado como menor

 3.       Presença amorosa



A presença passa a ser natural, divertida, com uma conversa positiva, sem ironias e criticismo, sem as famosas indiretas, sem obrigatoriedade. A
presença amorosa nada mais é que compartilhar momentos com entrega, com atenção plena, comunicação cheia de clareza e respeito. Não há aquela
preocupação em chamar atenção ou ter a última palavra como certa.

4.       Auto respeito/ Respeito




Quando o apego é deixado de lado, quando há entendimento de que a individualidade de cada um é importante e que cada um possui uma história,
uma especialidade, uma função, há um efeito espelho! O antes apegado também se vê pleno de especialidades, funções, importância, história, tanto
quanto o outro. Quando um parâmetro de igualdade é criado e não uma comparação, nasce o auto respeito, nasce a concentração em si, o cuidado de
si e consequentemente a empatia para respeitar todos os demais. Respeito nasce antes do auto respeito e nunca o contrário.

5.       Autoconfiança/ Confiança




Uma vez consciente de quem se é e do quanto há de potencial interno, a autoconfiança brota. Tudo vai se encaminhando, as ações, projetos fluem
alicerçados na estabilidade, no passo adequado e se no percurso algo mudar, não há desesperança, já ajuste e aprendizado. Não há necessidade de
viver com desconfiança nem dos outros e nem de si. A desconfiança é um subproduto do apego. A ideia da perda faz o pensamento se perder em
suposições e estas criam coisas que sequer vão acontecer ou aconteceram.

6.       Sabedoria




Desapegar faz com que tudo mude de lugar dentro da gente! Com a mudança, muita coisa desnecessária deixa de existir e gera espaço para o que é de fato útil. O senso de medida, de momento, são os novos moradores da consciência. Com tais ferramentas há sabedoria para que nada seja usado de
forma indevida, nem mesmo e, principalmente, um pensamento. Tudo segue com propósito e prosperidade.

7. União/ Cooperação





Quando se está desapegado há espaço para colaboração. Saindo da necessidade do controle, muitos se aproximam, querendo cooperar, porque sentem
que podem ser o que são e acrescentar uma forma, às vezes nova, de fazer algo rumo a melhoria. Essa junção de talentos une. O apego antes apenas
criava a tirania, o desapego fomenta a continuidade, alimenta o crescimento do grupo.


8.       Verdade / Visão





Sem as vendas do apego, enxergamos as coisas como somos e então enxergamos a verdade. É como criar um sistema de alerta. Se a realidade está
muito pesada, é sinal que ainda precisamos nos trabalhar. O desapego permite que encaremos isso como uma modelagem em argila. Uma espécie de
artesanato! Vamos criando uma forma bonita de ser e então, as coisas passam a ser muito melhores. Nossa visão então se limpa. O desapego é um
colírio para olhos de paz e esperança.

9.       Simplicidade




O desapego torna tudo mais fácil. Você não deixa de cumprir o que precisa ser cumprido, mas não segura às próprias ideias como certas. Não espera resultados baseados em expectativas. Na verdade, você promove ideias e aceita sugestões de melhoria, sabendo diferenciar o que é útil e o que não é, e simplesmente segue e realiza. Há facilidade e entusiasmo, onde há simplicidade.

10.   Saúde mental, física e espiritual




Quando soltamos a corda áspera do meu, a mão não machuca mais. Soltar é permitir que algo ou alguém seja o que é. Ao soltar o nó, eliminamos as
tensões, stress, ansiedades, tristezas. Pode ser que num primeiro momento haja uma preocupação, mas com um olhar carinhoso a si e ao todo, esta
também deixa de existir. A saúde se restabelece nos diversos níveis e fica nítido até nos ambientes que vivemos e frequentamos. Há uma energia de
bem estar que emana do olhar, do sorriso e da fala.


O desapego nos presenteia com utilidades, ao mesmo tempo em que nos liberta dos pesos!

Fonte:

http://www.jardimdomundo.com/10-presentes-que-so-o-desapego-pode-te-dar/

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Samsara e Nirvana




Confira abaixo excelentes textos do Zen Budismo, que trazem uma explicação direta do que seriam os conceitos de Samsara e Nirvana, respectivamente os reinos da ilusão sujeita à interpretação do ego e da realidade:

“O Samsara não é um lugar – por exemplo, o nosso mundo. É uma maneira de ser prisioneiro das próprias percepções. Há quem diga que, se traçarmos no chão um círculo ao redor de um peru, o animal pensará que está preso e se deixará morrer de fome, sem jamais tentar atravessar o círculo.
Embora todos os seres possuam dentro de si a luminosidade da consciência sutil, a felicidade inefável de que falam os místicos e aqueles que viveram experiências de quase morte, não a reconhecem.
Divorciadas dessa profunda luminosidade, nossas percepções adquirem uma “opacidade” que nos mantém no engano. Embora sejam círculos de giz à nossa volta, pensamos que se tratam de barreiras reais, ficamos prisioneiros delas e os esforços desastrados que fazemos para nos libertarmos geralmente só pioram a situação. Na tradição budista, a esta percepção deformada do mundo dá-se no nome de ignorância e diz-se que é a raiz do Samsara.”

— Tsering Paldrön, em “A Arte da Vida”

“Nirvana quer dizer “sem fogo”. “Fogo extinto” ou, “sem vento das paixões”. Nirvana é a mesma coisa que Samsara. Samsara é Nirvana. É o mundo da perambulação, onde andamos de lugar pra lugar, procurando a felicidade ou satisfação. Nós procuramos, andando sem fim, procurando e trocando. Uma casa nova, um carro novo, entre outras coisas… Procurando, procurando, sempre trocando, isso é Samsara. É o mundo rodando e você procurando a solução e satisfação de problemas sempre novos. Vão sempre surgir, porque é característica desse mundo mutante. O que faz essas sensações todas, são o “vento das paixões”. E nós somos como folhas tocadas pelo vento das paixões. NIR é uma partícula negativa e VANA é o fogo das paixões. Então podemos traduzir como “Fogo extinto, ou sem ventos”, e, na analogia que estou fazendo, não tem vento para empurrar a folha de lado pra lado. Não tenho paixões mundanas, então de repente surge uma grande calma, porque não importa. Atrasou, atrasou, perdeu o avião, perdeu o avião, tem comida tem, não tem comida, não tem. Perdi tudo que tinha, perdi tudo que tinha. Ganhei bastante, ganhei bastante. As paixões não estão empurrando, então o mesmo lugar que é Samsara, é Nirvana. O que mudou é a maneira de ver. Você tira os seus olhos, que vêm o Samsara, e troca pelos olhos de Buda, olha com uma mente iluminada e aí aquilo que era Samsara, virou Nirvana. Então Samsara não é um lugar. E Nirvana também não. Não dá pra “ir” para o Nirvana. Você muda a si mesmo e aí, este lugar torna-se Nirvana.”

— Monge Genshô, em “Sutra do Coração da Sabedoria”

“Espiritualmente falando, a existência humana é dividida em dez mundos. Os primeiros seis mundos são retratados como sendo partes de uma roda que gira perpetuamente; os últimos quatro são vistos como platôs de uma alta montanha.

Os seis mundos pertencem ao Samsara, o reino da ilusão, no qual a realidade é distorcida pela intervenção do ego. Os quatro mundos pertencem ao Nirvana, o reino da pura consciência no qual, em graus ascendentes, a realidade é experimentada diretamente sem as interpretações do ego. O objetivo do Zen é chegar ao topo dessa montanha, ou seja, experimentar a vida espontaneamente, sem a submissão de toda informação que nos chega às explicações e determinações do ego.

Por ser tão importante entender exatamente o que significam esses dois termos, Samsara e Nirvana, ou Forma e Vazio, como eles são frequentemente chamados, nós vamos ilustrar a distinção entre eles.

Imaginemos uma sala na casa da senhora Jane Doe. Nesse quarto há um ser humano sentado em um sofá de veludo azul.

Do lado oposto ao do sofá há duas cadeiras de seda clara. Nas extremidades do sofá há mesas, sobre as quais há abajures com grandes venezianas franzidas. No chão há um tapete circular rosa e creme e nas paredes há várias pinturas a óleo com a assinatura de Jane Doe. As janelas estão abertas e uma forte brisa faz as cortinas esvoaçarem dentro do quarto. Do lado de fora, um galho de árvore bate ritmadamente contra uma das abas da janela. Um relógio na parede soa as onze horas.

Essa descrição das coisas exatamente como elas são é a realidade do Nirvana ou do Vazio.

Agora, imaginemos essa mesma sala como visto através dos olhos da pessoa que está sentada no sofá. Vamos supor que essa pessoa é Louisa Doe, a sobrinha da senhora Jane Doe, que aceitou um convite para o chá. Enquanto a tia está ocupada na cozinha, a sobrinha olha ao redor do aposento e diz para si mesma: “Essas pinturas são horríveis. Não me espanta que a pobre mulher nunca tenha se casado. E aqueles abajures… que lástima! Mas o sofá é de primeira categoria. Ela deve ter pago uma fortuna nele. Eu me lembro de tê-lo visto há alguns anos atrás e ele ainda parece o mesmo. Tão macio.. É uma pena que eu não esteja com Duncan Phyfe. Meu Deus, ela precisa reformar aquelas cadeiras! Os braços estão sem dúvida encardidos. Mas esse tapete.. eu aposto que é um legítimo oriental. Sim… isso deve ter sido um dos que ela comprou no Cairo. Aquela brisa me traz lembranças. Será que deixei as janelas do carro abertas? Seria melhor se ela podasse aquele galho ou algum dia ainda vai acabar quebrando esse vidro. Onze horas! Ah, aquele é o velho relógio Hamilton que papai diz que por direito é dele. Eu espero que possa sair daqui ao meio dia. Me pergunto se ela planeja deixar este lugar para mim.”

— Ming Zhen Shakya em “O Sétimo Mundo do Budismo Chan”



- Extraído do site: 

#desafiogratdão2015
#dia085
#flaviamelissa
#vivisawaking



Gratidão a minha mãezinha que mesmo sem entender meu desabafo consegue me consolar.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Escolhas Equivocadas


Oi gente,

Ontem postei aqui várias perguntas que estavam fervendo a minha cabeça.

E assistindo um vídeo da Xú sobre Honrar Antepassados, vi que tem uma parte que ela responde essa minha pergunta: 

* Ninguém gosta de sofrer, mas por que sempre criamos algo que não gostamos???

Tudo que passamos na vida são consequências das nossas próprias escolhas, mas só aceitamos isso nas escolhas felizes.

E quando as coisas começam a dar errado???

Conscientemente nunca ninguém escolheria uma coisa negativa pra si, porém essas escolhas infelizmente também foram feitas por nós, mas não aceitamos de jeito nenhum esse fato.

Por que???

...porque essas são escolhas inconscientes e nós temos a tendência de nos apegamos a tudo, inclusive aos aspectos negativos da vida...

Enfim gente, vale a pena ver esse vídeo!!!

Beijos no coração

Namastê