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sexta-feira, 25 de maio de 2018

OWWWW SAMSARA!

Oi gente,

Ontem fiquei putaaaa com a Samsara, que palhaçada é essa minha gente com a população????

Como não assisto TV, fui pega de surpresa com o tanque do meu carro na reserva, fui em 5 postos e
NA-DA!!!!

Já estava perdendo as esperanças quando sem querer, acabei me enfiando numa fila de carros na Av. Washington Luís (perto do Aeroporto de Congonhas) e essa fila nada mais era do que a fila de um Santo Posto que ainda tinha combustível, o litro da gasosa???
R$4,99

PALHAÇADA SEM TAMANHO!!!

...sei lá aonde tudo isso vai chegar viu?!

Enfim, hoje como protesto mesmo, coloco aqui esse vídeo do fodástico Ozzie Pena falando a verdade oculta da massa.

WAKE UP NEO!!!



Um bate papo inteligente sobre os assuntos mais incríveis e relevantes do momento. Pra você que sabe que está em Matrix e que o Universo é holográfico!

  👉 Inscreva- se no Canal:




   
Imperialismo da nova ordem mundial, fim do acordo nuclear EUA/ Irã, verdades ocultas, tese/ antítese e síntese, matriz holográfica roda de samsara, geopolítica, dualidade do orbe terrestre, governo mundial, falsa paz no ocidente, guerra na síria, agenda globalista no oriente médio, a verdade sobre o povo árabe, israel e os falsos judeus sionistas, Redução da população, talmude e jesus, sauditas no iêmen, nathanyahu e a elite do governo oculto, magos negros cabalistas, ONU comunista, israel e o eixo do mal, verdade sobre os persas, zaratustra, danças sufis, zoroastro, a verdade sobre os persas, despertar global, separação do joio e do trigo, guerra entre o bem e o mal, intuição, espiritualidade, filhos das estrelas, caminho do meio, livres pensadores, sementes das estrelas, fim do governo oculto e muito mais __ Bora bater um papo cabeça!!! Seja a sua melhor versão :D

Acorde agora, juuuunte- se à nós!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

MONJA COEN: COMO ENCONTRAR O PONTO DE EQUILÍBRIO

Vocês já perceberam o quanto é difícil encontrarmos um ponto de equilíbrio?

Ficamos sempre indo de um lado para o outro como marionetes, insistindo que um lado é sempre melhor que o outro, não é?!

E se a gente desistisse das escolhas?

E se eu disser que qualquer lado é BOM?!

Assistam esse vídeo da Monja e tirem suas próprias conclusões:




Beijos no coração,

Namastê

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Bendito véu de maya



Oi gente!!!
   
Muitos se apegam ao karma, no que eu fui e fiz em vidas passadas, buscam insanamente respostas do por que comigo é assim ou assado, criando cada vez mais identificações...
   
Lembramos apenas o suficiente minha gente!

...ta tudo certo!

  Como diz meu mestre: "...Graças a Deus que a gente se esqueceu pq. com ctz coisa boa que não era...", então vamos parar com isso e focar no momento AGORA.

Deixa o que tiver que vir simplesmente vir - Bendito Véu de Maya que suaviza a nossa vida...

Deixo abaixo uma mensagem linda sobre uma canalização que achei nas redes.

Beijos no coração,

Namastê

  ____________________________________________________________________

MÃE MARIA
Canalização através de Maria Silvia P. Orlovas
09/11/2017

Meus amados,esquecer é um dom divino.

As pessoas só pensam em reforçar a sua consciência. E no plano material, desejam apenas aprender mais e ter a oportunidade de mostrar o seu saber, mostrar as suas habilidades, mostrar a sua competência. Num movimento insano de auto afirmação. Porque quando falta o amor, sobra a necessidade do reconhecimento.

E espiritualmente é dado ao homem na sua encarnação a capacidade de esquecer.


Porque quem encarna, é o seu espírito peregrino, aquele que já teve muitas existências, aquele que já viveu na terra muitas vezes, aquele que já brigou, já amou, já cuidou, já abandonou.

E esse espírito carrega consigo mesmo inúmeras memórias, afetos e desafetos em igual proporção. E o esquecimento representa os braços da grande mãe, que permite a você reencarnar e não se lembrar do mal que lhe fizeram e não exigir de si mesmo a perfeição porque lembra do mal que você fez.

Dentro da lei de causa e efeito, que controla a evolução do planeta, a lei do esquecimento não é comentada, mas é tão ou mais importante que a lei do amor, a lei do perdão ou a lei do carma ação e reação.

Esquecer é uma benção divina, é um grande atributo da elevação e é uma força que vocês devem usar o tempo todo. Esqueçam agora o mal que lhe fizeram, esqueçam as palavras ásperas, esqueçam o abandono, esqueçam as dores que vocês sofreram, esqueçam a tristeza que carregou o coração de vocês como uma nuvem cinza e densa.

E quanto às suas atitudes erradas, lembre apenas o suficiente que permita o seu crescimento para a reparação. Esqueça ou lembre para esquecer. Você é um espírito em ascensão e o momento planetário é o momento da ascensão.

Por isso situações estão tão apressadas, por isso tantos carmas estão vindo a tona, para que você veja , reconheça, harmonize, liberte e esqueça.

Para caminhar para frente, para atravessar as fronteiras desse próximo ano, vocês devem esquecer das suas perturbações.

O movimento deste ano foi um movimento cósmico de profunda limpeza porque só através da grande limpeza novas construções podem vir.

Não vejam o seu fracasso como fracasso, mas como necessidade de aprimoramento e transformação.

Muitas pessoas seguem sofrendo, passando por experiências bastante difíceis porque não se libertam. E liberdade é algo que acontece na alma. Que acontece na sua consciência. E liberdade pode ser mais efetiva com o esquecimento. Libere os pesos. Esquecer é um grande dom.

Um dom enviado diretamente por Deus. Esquecer, alivia os pesos e permite que você viva em profunda conexão com o seu Eu Divino que é Luz. E nesse Eu Divino que é luz, todas as oportunidades estão a seu dispor.

Liberem a energia do que já foi e abra o coração e a mente como um campo limpo para nova semeadura. Para nós, o novo ciclo, a energia do próximo ano, ela já está chegando, ela já está entrando no astral do planeta. Porque existe um calendário do mundo objetivo e um outro calendário do plano espiritual.

E para o plano espiritual o novo ano já está chegando. Novas vibrações já estão chegando e ativando a consciência. E essa ativação acontece com mais facilidade para aquelas mentes que permitem a chegada do novo.

Nesse momento nós estamos trabalhando em vocês o esvaziamento da mente.

Visualize e permita uma grande luz branca entrando na sua cabeça e limpando pensamentos, idéias e vibrações.

Estamos vibrando fortemente na sintonia da Chama Branca e da Chama Amarela.
Estamos limpando através da ascensão, a purificação das suas crenças e seus poderes.
Liberte a sua energia, liberte a sua vibração.

Se prepare para oferecer para o divino uma mente leve, como uma folha de papel em branco. Viva o seu dia por hoje. Faça no seu dia aquilo que deve ser feito hoje. Esqueça o ontem e liberte o amanhã. Esse é o movimento da graça do esquecimento e da libertação.

A serviço desse momento da ascensão, a serviço da energia do Buda, nosso grande ser iluminado estamos virando em luz e em amor.

Permaneçam com os olhos fechados, permanecam liberando a energia para que nós possamos completar o nosso ciclo de limpeza.

Benção e luz
Sigam em paz.
Estamos unidos em oração.

Eu Sou Maria e abençoo vocês com a humildade e a libertação do esquecimento.

Paz meus amados.

Paz.


Artigo extraído do site:

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/2017/11/mae-maria-licao-do-esquecimento.html?m=1#more

terça-feira, 8 de agosto de 2017

SAMSARA MAYA



Oi gente!

Estava ouvindo uma música agora de manhã linda! Na verdade não é bem uma canção, mas sim um mantra que fala de Samsara Maya e nos coloca na nossa verdadeira essência.

Antes de postar o mantra aqui, quero deixar um explicaçãozinha sobre Samsara e Maya para ficar bem claro:

SAMSARA (sânscrito-devanagari: संसार: , perambulação) é o fluxo incessante de renascimento através dos mundos.
Samsara é esse mundo aqui que vivemos.

MAYA (do sânscrito माया, māyā) é ilusão.

SAMSARA MAYA é o mundo de ilusão. Esse aqui que juramos de pé juntos que é a coisa mais importante pra nós, que é verdadeiro, que nos coloca miseráveis e necessitados, dependentes de fatores externos para sermos felizes.

Samsara é escravidão, aprisionamento num mundo incessante. Nascer e morrer zilhões de vezes fazendo cometendo sempre os mesmos erros, não dá neh gente?!

Acho que já chega neh? kkkk

Segue o mantra e abaixo a letra:



Suddhosi buddhosi
Naranja nasee
Samsara maya
Parear jay daasi
Samsara swapanan
Traja mohar nejrum
Nanjama mrityor
Jay satsvar rupee (x4) 

You are forever pure
You are forever true
And the dream of this world
Can never touch you
So give up your attachments
And give up your confusions
And fly to the space
That's beyond all ....illusions (x4)

Tradução:

Você é sempre puro
Você é sempre verdadeiro
E o sonho deste mundo
Nunca pode te tocar
Então desista dos seus apegos
E desista de suas confusões
E voe para o espaço
que é além de tudo ... ilusões (x4)




segunda-feira, 10 de julho de 2017

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Samsara o filme

Oi gente,

Fiquei muito feliz por ter achado esse filme no YT. Assisti em um dos retiros do Marco Schultz.

O filme mostra as aflições, prazeres e medos dignos de SAMSARA.

Beijos no coração,

Namastê

ॐ

A história de um monge que sai de um retiro de 3 anos numa caverna.

O filme narra uma história de amor e busca espiritual, ambientado nas magníficas paisagens de Ladakh, no Himalaia.

Clique em “cc” para legendas em português.




https://budismopetropolis.wordpress.com/2017/01/17/samsara-filme/

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A MONTANHA RUSSA CHAMADA SAMSARA


Oi gente,

Hoje iremos falar novamente sobre SAMSARA.

Achei esse artigo bem interessante, pois descreve de uma maneira bem lúdica o que é essa famosa roda.

Mas, antes de começar, deixo aqui a definição de Samsara segundo o Wikipédia:


Beijos no coração,

Namastê
ॐ


HUMBERTO MENEGHIN
artigo publicado originalmente no www.yoga.pro.br

 A maior montanha russa que se possa imaginar foi montada em um parque de diversões. Feita de metal consistente, perfeitamente bem arquitetada, com altos desníveis e descidas bruscas, sua grandiosidade é percebida ao longe pelo público que se aproxima e que não consegue esperar mais nenhum minuto para experimentá-la.




Outros, nem perto querem passar, pois sentem medo e acham que os que se predispõe a suportar seus altos e baixos são no mínimo fora do normal. Filas enormes se formam e finalmente aqueles que muito esperaram se acomodam em carros velozes que seguem continuamente pelo trilho dessa grande montanha russa cujo nome é samsara.

A respiração começa a mudar, os carros saem em um único impulso e rapidamente se aproximam do topo, provocando alegria e certa euforia àqueles que a este nível chegam. Gritos contumazes e expressões diversas são emitidas e aqueles que antes estavam lá em cima, subitamente são levados para baixo onde as sensações e emoções já não são mais as mesmas de quando lá em cima estavam. 


Foto 3
Levados a uma traiçoeira curva, alguns se sentem mal, pois preferiam ainda estar lá em cima, bem no alto, onde se sentiam mais felizes e seguros. Os carros passam por um túnel escuro e para infelicidade de outros, nada está bem, pois a escuridão amedronta e traz uma tremenda e temida insegurança.

Porém, sem que esperem, a luz se faz presente no final do túnel e as sensações começam a mudar, muito mais ainda quando o carro que os leva novamente se põe a subir, subir novamente até o topo, chegando ao nível mais alto daquela desafiadora montanha russa que se chama samsara.

A vista lá de cima é ampla e maravilhosa, a euforia, a confiança e a alegria retornam, mas em alguns vem acompanhadas pela ilusão, orgulho, egoísmo e daquela sensação de ser a pessoa mais importante do mundo. O carro para por um breve momento, lá em cima mesmo, a adrenalina está a toda e o Ser se sente pleno e renascido. Há uma curva e de repente todos descem por um curva inesperada no trilho!



E, se isso já não bastasse, mais à frente surge um enganoso loopque, por um ínfimo momento, traz uma nova e leve sensação de estar de volta ao topo. Mas, para o desespero dos incautos o carro cai para um dos lados e continua caindo, caindo...




A velocidade parece querer diminuir, o que não poderia jamais acontecer em um momento como aquele, pois estar no mais alto é o que importa. E, para acabar com a festa, aquele carro que correu pelo samsara  e que trouxe tantas e contraditórias sensações e emoções, ora agradáveis, ora desagradáveis, retorna para o mesmo ponto de partida.

Algumas pessoas, cambaleantes, abandonam a atração, outros mais entusiasmados retornam à fila para repetirem tudo de novo e outros que se sentem desconcertados não pensam jamais em retornar e pela frente encontram um palhaço, que em risos repete seguidamente: “É inevitável, é inevitável, é inevitável...”.

E a montanha russa, chamada samsara, continua a correr, repetindo os mesmos movimentos, de altos e baixos, de baixos e altos, girando no mesmo eixo, no mesmo círculo para retornar ao mesmo ponto, levando mais e mais seres que experimentam essas altas e baixas sensações e emoções procurando satisfazer todos seus mais íntimos desejos.




Desejos que se repetem, desejos que são superados e novos desejos que vem e que novamente se vão em um círculo constante e interminável de ações e reações, de causa e efeito, dekarmas.

Muitos nem ao menos sabem o significado do que na verdade é samsara. Mas, analisando a etimologia da palavra sânscrita, temos que samsara que dizer “fluxo incessante”, de mortes e de renascimentos. Outro nome para essa peculiar situação que chamamos vida encarnada é kalachakra, a roda das reencarnações, da morte e do renascimento incessante, presente nos ensinamentos do budismo e do hinduísmo.



Aqueles que vivem exclusivamente para a realização dos desejos e das intermináveis sensações que ora resultam em dor, ora em prazer, pelo simples fato de se predisporem a experimentar o samsara, devem saber que, para dissipar a ignorância que permeia a identificação com o ego, existe felizmente o autoconhecimento.

O conhecimento que traz maior clareza e sabedoria ao Ser, para que, então, de uma forma equânime possamos lidar com as oscilações inevitavelmente trazidas pela roda do samsara.

Observar com cuidado as oscilações da mente, sair do automático, ter a consciência que um estado mental nasce, existe e depois cessa, dando lugar a um outro estado mental que também surge nasce, existe e cessa, contribui para que ao longo do tempo possamos diminuir os efeitos indesejados dessa roda que gira sem parar.

E, somente assim, pouco a pouco, as emoções destrutivas, limitações e karmas serão eliminados, despertando a consciência para momentos de clareza e compreensão de tudo o que o samsara nos apresenta.

E se porventura, você ainda estiver pelo parque de diversões e decidir experimentar as sensações de outra montanha russa, talvez no final poderá deixá-la se sentindo perfeitamente pleno e liberto de qualquer oscilação trazida pelos seus altos e baixos.

Harih Om!




Extraido do site:
http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2011/04/essa-montanha-russa-chamada-samsara.html

quinta-feira, 23 de março de 2017

3ª. E ÚLTIMA PARTE: OS VÉUS DA MENTE


Os véus da mente

Se não há uma diferença essencial entre a mente de um buddha e a nossa própria mente, por que um buddha tem tantas qualidades atribuídas a ele, e nós não?
A diferença é que em nossas mentes a natureza de buddha está obscurecida por todos os tipos de cobertura.
No nível impuro — isso é na ignorância — cada uma das três facetas da mente pura se torna um dos elementos que constituem a experiência dualista. Para começar, a ignorância sobre a abertura da mente conduz à uma concepção de um sujeito, de um “eu”, de um observador; e a ignorância sobre a claridade essencial conduz à ignorância dos objetos exteriores. É assim que surge a dicotomia sujeito-objeto, eu-outro.
Uma vez que os dois pólos da visão dualista tenham sido estabelecidos, vários relacionamentos se desenvolvem entre eles, que por sua vez motivam diferentes atividades. Os estágios deste processo são constituídos de quatro véus que mascaram a mente pura, a natureza de buddha.
 Eles são: 
1- o véu da ignorância,
2- o véu da tendência básica
3- o véu das aflições mentais 
4- o véu do karma
Eles são consecutivos e estão estruturados um após o outro.
O véu da ignorância

A ignorância sobre a verdadeira natureza da mente, isto é, o simples fato dela não reconhecer o que é realmente, é chamada de ignorância fundamental. É a inabilidade básica da mente condicionada perceber a si mesma. 
Podemos comparar a mente pura, que possui as três
qualidades essenciais, com as águas calmas e transparentes, nas quais  tudo pode ser visto claramente.
 O véu da ignorância é uma falta de inteligência, um tipo de estado nublado, assim como um vaso opaco faz a água perder sua claridade transparente. Tal mente obscurecida perde a experiência da abertura lúcida e se torna ignorante de sua natureza essencial.
Diz-se que a ignorância fundamental é inata, porque ela é inerente à nossa existência; nascemos com ela. 
De fato, ela é o ponto de partida da dualidade, a raiz de todas as ilusões e a fonte de todo sofrimento.
O véu da tendência básica

A mente controlada pela ignorância se engaja em todas as ilusões, entre as quais a mais básica, a raiz de todas as outras ilusões, é o apego dualista em termos de sujeito e objeto.
Quando a mente não conhece a extensão de sua abertura, ao invés de experienciar sem centro ou periferia, percebemos tudo através de um ponto central de referência. Este ponto, o centro que se apropria de todas as experiências, é o observador, o ego-sujeito. É deste modo que a mente, ignorante de sua abertura, produz a experiência delusória de um “eu”.
Ao mesmo tempo, quando a natureza da claridade vai sem ser reconhecida, experienciamos uma sensação de “outro” ao invés da qualidade autoconsciente da mente. Assim, o sujeito-ego distingue coisas que se tornam a qualidade autoconsciente. Assim o sujeito-ego distingue coisas que se tornam objetos externos. Surge a dicotomia do sujeito e do objeto, do “eu” e do outro. As “outras” coisas têm uma forma dual: as aparências do mundo externo e os fenômenos duais.
Esta tendência da mente ser ignorante de sua natureza, e de perceber todas as situações de modo dualista, é o véu da tendência básica. Desta perspectiva, este segundo véu pode ser chamado de véu do apego dualista.
O véu das paixões

Como vimos, a mente ignorante de sua abertura e de sua claridade fica imersa na dualidade. Então, a ignorância da sensitividade da mente dá surgimento a todos os relacionamentos que existem entre os dois pólos da dicotomia sujeito-objeto. No nível puro, a sensitividade é a imediação e a multiplicidade das qualidades iluminadas, mas na ignorância, estas qualidades são substituídas pelas infinitas possibilidades relacionais dualistas. Na ignorância, começamos tomando os objetos externos como sendo coisas reais. Então experienciamos atração aos objetos agradáveis, aversão aos objetos desagradáveis e indiferença aos objetos que parecem neutros. 
Se um objeto é agradável, queremos possuí-lo. Por outro lado, diante de objetos ou situações desagradáveis, temos uma atitude de rejeição ou fuga. Finalmente, não nos relacionamos com certos objetos ou situações por causa da indiferença ou estagnação mental.
Estes três tipos de relacionamentos — atração, aversão e indiferença— correspondem ao desejo, ao ódio e à ignorância.

Estes são os três venenos mentais primários, as três principais aflições mentais que animam e condicionam a mente habitual.

Na base destes três tipos de relacionamento, outras numerosas aflições mentais ou emocionais se multiplicam, notavelmente o orgulho, a ganância e a inveja.
O orgulho surge deste “eu” que nasce da ignorância; 
A ganância é uma extensão do apego desejoso;
Enquanto a inveja provém do ódio e da aversão.
Assim, os três venenos primários se ramificam em seis paixões: ódio, ganância, ignorância, apego desejoso, inveja e orgulho. 
Elas correspondem aos seis estados de consciência característicos dos seis reinos da existência. Depois, eles são subdivididos de novo e de novo, totalizando 84 mil tipos diferentes de paixões! 
Todos estes relacionamentos dualistas e afligidos compõem o véu das paixões.
O véu do karma

As várias paixões conduzem a uma grande variedade das ações dualistas, que podem ser — em termos de karma — positivos, negativos ou neutros.
 Elas condicionam a mente e a fazem nascer em um dos seis reinos da existência condicionada. Isto é o que chamamos de véu da atividade condicionada, ou véu do karma.
O Dharma: uma prática de desvelamento

Estes quatro véus que encobrem a mente fazem sermos seres comuns, lançados pelas ilusões nos seis reinos do samsara.
Não podemos ser livres desta condição, exceto eliminando os véus e desvelando a mente.
A prática do Dharma oferece numerosos métodos que permitem que estas impurezas caiam pouco a pouco, assim revelando a jóia da mente pura.
A natureza pura da mente pode ser comparada a uma bola de cristal e, os quatro véus, a quatro pedaços de pano que a encobrem e escondem mais e mais. 
De acordo com uma outra imagem, estes véus podem ser comparados às camadas de nuvens que encobrem o céu da mente. Do mesmo que as nuvens obscurecem o céu, os véus mascaram o espaço aberto, assim como a claridade de sua lucidez. A prática do Dharma, e primariamente a meditação, gradualmente removem estes diferentes véus, do mais grosseiro ao mais sutil.
Quando todos estes véus ou coberturas são removidos, há um desvelamento completo, um estado de purificação chamado de sang em tibetano. O desabrochamento de todos os aspectos do espaço e da luz, revelados por esta purificação, é descrito pelo termo gye. Estas duas sílabas, sang gye, que literalmente significam “pureza e desabrochamento perfeitos” ou “completamente puro e totalmente desabrochado”, juntas formam a palavra tibetana para buddha. O estado de buddha é a manifestação das qualidades inerentes à mente, uma vez que ela tenha sido purificada dos véus que a obscurecem.
O desvelamento, que revela as puras qualidades inerentes da mente, marca todo o progresso sobre o caminho da prática do Dharma.

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*Kalu Rinpoche (1905-1989). A foto do alto da página é do atual Kalu Rinpoche.