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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Bendito véu de maya



Oi gente!!!
   
Muitos se apegam ao karma, no que eu fui e fiz em vidas passadas, buscam insanamente respostas do por que comigo é assim ou assado, criando cada vez mais identificações...
   
Lembramos apenas o suficiente minha gente!

...ta tudo certo!

  Como diz meu mestre: "...Graças a Deus que a gente se esqueceu pq. com ctz coisa boa que não era...", então vamos parar com isso e focar no momento AGORA.

Deixa o que tiver que vir simplesmente vir - Bendito Véu de Maya que suaviza a nossa vida...

Deixo abaixo uma mensagem linda sobre uma canalização que achei nas redes.

Beijos no coração,

Namastê

  ____________________________________________________________________

MÃE MARIA
Canalização através de Maria Silvia P. Orlovas
09/11/2017

Meus amados,esquecer é um dom divino.

As pessoas só pensam em reforçar a sua consciência. E no plano material, desejam apenas aprender mais e ter a oportunidade de mostrar o seu saber, mostrar as suas habilidades, mostrar a sua competência. Num movimento insano de auto afirmação. Porque quando falta o amor, sobra a necessidade do reconhecimento.

E espiritualmente é dado ao homem na sua encarnação a capacidade de esquecer.


Porque quem encarna, é o seu espírito peregrino, aquele que já teve muitas existências, aquele que já viveu na terra muitas vezes, aquele que já brigou, já amou, já cuidou, já abandonou.

E esse espírito carrega consigo mesmo inúmeras memórias, afetos e desafetos em igual proporção. E o esquecimento representa os braços da grande mãe, que permite a você reencarnar e não se lembrar do mal que lhe fizeram e não exigir de si mesmo a perfeição porque lembra do mal que você fez.

Dentro da lei de causa e efeito, que controla a evolução do planeta, a lei do esquecimento não é comentada, mas é tão ou mais importante que a lei do amor, a lei do perdão ou a lei do carma ação e reação.

Esquecer é uma benção divina, é um grande atributo da elevação e é uma força que vocês devem usar o tempo todo. Esqueçam agora o mal que lhe fizeram, esqueçam as palavras ásperas, esqueçam o abandono, esqueçam as dores que vocês sofreram, esqueçam a tristeza que carregou o coração de vocês como uma nuvem cinza e densa.

E quanto às suas atitudes erradas, lembre apenas o suficiente que permita o seu crescimento para a reparação. Esqueça ou lembre para esquecer. Você é um espírito em ascensão e o momento planetário é o momento da ascensão.

Por isso situações estão tão apressadas, por isso tantos carmas estão vindo a tona, para que você veja , reconheça, harmonize, liberte e esqueça.

Para caminhar para frente, para atravessar as fronteiras desse próximo ano, vocês devem esquecer das suas perturbações.

O movimento deste ano foi um movimento cósmico de profunda limpeza porque só através da grande limpeza novas construções podem vir.

Não vejam o seu fracasso como fracasso, mas como necessidade de aprimoramento e transformação.

Muitas pessoas seguem sofrendo, passando por experiências bastante difíceis porque não se libertam. E liberdade é algo que acontece na alma. Que acontece na sua consciência. E liberdade pode ser mais efetiva com o esquecimento. Libere os pesos. Esquecer é um grande dom.

Um dom enviado diretamente por Deus. Esquecer, alivia os pesos e permite que você viva em profunda conexão com o seu Eu Divino que é Luz. E nesse Eu Divino que é luz, todas as oportunidades estão a seu dispor.

Liberem a energia do que já foi e abra o coração e a mente como um campo limpo para nova semeadura. Para nós, o novo ciclo, a energia do próximo ano, ela já está chegando, ela já está entrando no astral do planeta. Porque existe um calendário do mundo objetivo e um outro calendário do plano espiritual.

E para o plano espiritual o novo ano já está chegando. Novas vibrações já estão chegando e ativando a consciência. E essa ativação acontece com mais facilidade para aquelas mentes que permitem a chegada do novo.

Nesse momento nós estamos trabalhando em vocês o esvaziamento da mente.

Visualize e permita uma grande luz branca entrando na sua cabeça e limpando pensamentos, idéias e vibrações.

Estamos vibrando fortemente na sintonia da Chama Branca e da Chama Amarela.
Estamos limpando através da ascensão, a purificação das suas crenças e seus poderes.
Liberte a sua energia, liberte a sua vibração.

Se prepare para oferecer para o divino uma mente leve, como uma folha de papel em branco. Viva o seu dia por hoje. Faça no seu dia aquilo que deve ser feito hoje. Esqueça o ontem e liberte o amanhã. Esse é o movimento da graça do esquecimento e da libertação.

A serviço desse momento da ascensão, a serviço da energia do Buda, nosso grande ser iluminado estamos virando em luz e em amor.

Permaneçam com os olhos fechados, permanecam liberando a energia para que nós possamos completar o nosso ciclo de limpeza.

Benção e luz
Sigam em paz.
Estamos unidos em oração.

Eu Sou Maria e abençoo vocês com a humildade e a libertação do esquecimento.

Paz meus amados.

Paz.


Artigo extraído do site:

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/2017/11/mae-maria-licao-do-esquecimento.html?m=1#more

terça-feira, 8 de agosto de 2017

SAMSARA MAYA



Oi gente!

Estava ouvindo uma música agora de manhã linda! Na verdade não é bem uma canção, mas sim um mantra que fala de Samsara Maya e nos coloca na nossa verdadeira essência.

Antes de postar o mantra aqui, quero deixar um explicaçãozinha sobre Samsara e Maya para ficar bem claro:

SAMSARA (sânscrito-devanagari: संसार: , perambulação) é o fluxo incessante de renascimento através dos mundos.
Samsara é esse mundo aqui que vivemos.

MAYA (do sânscrito माया, māyā) é ilusão.

SAMSARA MAYA é o mundo de ilusão. Esse aqui que juramos de pé juntos que é a coisa mais importante pra nós, que é verdadeiro, que nos coloca miseráveis e necessitados, dependentes de fatores externos para sermos felizes.

Samsara é escravidão, aprisionamento num mundo incessante. Nascer e morrer zilhões de vezes fazendo cometendo sempre os mesmos erros, não dá neh gente?!

Acho que já chega neh? kkkk

Segue o mantra e abaixo a letra:



Suddhosi buddhosi
Naranja nasee
Samsara maya
Parear jay daasi
Samsara swapanan
Traja mohar nejrum
Nanjama mrityor
Jay satsvar rupee (x4) 

You are forever pure
You are forever true
And the dream of this world
Can never touch you
So give up your attachments
And give up your confusions
And fly to the space
That's beyond all ....illusions (x4)

Tradução:

Você é sempre puro
Você é sempre verdadeiro
E o sonho deste mundo
Nunca pode te tocar
Então desista dos seus apegos
E desista de suas confusões
E voe para o espaço
que é além de tudo ... ilusões (x4)




quinta-feira, 9 de março de 2017

PARTE 1: O que é a mente e qual a diferença entre a ilusão e o estado iluminado do ser?


Oi gente,

Encontrei uma matéria num blog de Budismo que explica muito bem algumas questões que utilizamos frequentemente no nosso caminho espiritual e do auto conhecimento.

O QUE É A MENTE? 

Se procurarmos no Wikipédia encontraremos a seguinte definição:

Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza[1] humana. 'Mente' é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento[2]. Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes[3], tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego...

mas será que realmente é dessa "MENTE" que estamos falando???

Bom, como o artigo que encontrei é grande  e para ABSORVEMOS DEFINITIVAMENTE alguns desses conceitos que são "peças chaves" para o nosso despertar, resolvi postar aqui no blog pequenos trechos desse artigo para podermos fazer um estudo e investigação profunda semanal, ok?

Sugiro que vocês pensem nisso que leram a semana toda, certo?...e se surgirem dúvidas, vamos comentar!!!

Boa leitura!!!

_________________________________ॐ______________________




Apesar de todos nós termos a sensação de possuir uma mente e de existir, nossa compreensão a respeito de nossa mente e de como existimos geralmente é vaga e confusa. Instantaneamente dizemos, “Eu tenho uma mente ou uma consciência”, “Eu sou”, “Eu existo”; nos identificamos com um “eu”, ao qual atribuímos qualidades, mas não conhecemos a natureza desta mente, nem deste “eu”. Não sabemos do que são feitos, como funcionam, “o que” ou “quem” realmente são.
O paradoxo fundamental
Ao procurar a mente, inicialmente o mais importante é reconhecer a natureza da mente ao questionar, no nível mais profundo, o que realmente somos. Aqueles que realmente examinaram suas mentes e refletiram sobre o que ela é são realmente raros, e para aqueles que tentam, a procura prova ser difícil. Ao buscarmos e observarmos o que nossa mente é, muitas vezes não a cercamos verdadeiramente; não chegamos realmente a uma compreensão sobre ela.
Sem dúvida, uma perspectiva científica pode oferecer muitas respostas para uma definição de “mente”, mas não é o tipo de conhecimento ao qual estamos nos referindo aqui. A questão básica é que não possível que a mente conheça a si mesma porque aquele que procura, o sujeito, a própria mente, e o objeto que ele procura examinar também é a mente. Há um paradoxo aqui: posso procurar por mim em todos os lugares, procurar por todo o mundo, sem nunca me encontrar, porque eu não sou o que procuro. O problema é o mesmo ao tentar enxergar o nosso próprio rosto: nossos olhos estão muito próximos do rosto, mas não podem ver muita coisa dele. Não reconhecemos a nossa mente simplesmente porque ela está muito próxima. Um provérbio do Dharma diz, “O olho não pode ver a sua própria pupila”. Igualmente, nossa própria mente não tem a capacidade de ver a si mesma; ela está próxima, tão íntima, que não podemos discerni-la.
Precisamos saber como mudar as perspectivas. Para enxergar nosso rosto, usamos um espelho. Para estudar nossa própria mente, precisamos de um método que funcione como um espelho, para permitir que reconheçamos a mente. Este método é o Dharma, que é transmitido apor um guia espiritual.
É na relação com este ensinamento e com este amigo, ou guia, que a mente será gradualmente capaz de despertar para a sua verdadeira natureza e de finalmente ir além do paradoxo inicial, realizando um outro tipo de conhecimento. Esta descoberta é efetuada através de várias práticas conhecidas como meditação.
Em busca da mente

A mente é uma coisa estranha. Os asiáticos tradicionalmente a situam no centro do corpo, no nível do coração. Os ocidentais entendem que a mente está localizada na cabeça, no cérebro. Apesar dos diferentes pontos de vistas serem justificados, estas designações são inadequadas. Basicamente, a mente não está mais no coração do que no cérebro. A mente habita o corpo, mas é apenas uma ilusão achar que a mente possa ser localizada neste ou naquele lugar. Essencialmente, não podemos dizer que a mente é encontrada em um lugar particular na pessoa, ou em qualquer outro lugar.
Buscar a mente não é fácil porque, além do paradoxo do conhecedor não poder conhecer a si mesmo, sua natureza essencial é indescritível. Não tem forma, nem cor ou qualquer característica que poderia permitir que concluíssemos, “É isso”.
Porém, cada um de nós desenvolve uma experiência da natureza de nossa mente ao nos perguntarmos o que o observador está fazendo: o observador, o conhecedor, o sujeito que experiência os pensamentos e as diferentes sensações. Onde exatamente ele pode se encontrado? O que ele é? É uma questão de observar nossa própria mente. Onde ele está? Quem sou eu? O que sou eu? O corpo e a mente são o mesmo ou são diferentes? Minhas experiências se desdobram dentro ou fora de minha mente? A mente e seus pensamentos são distintos ou são a mesma coisa? Se sim, como? Se não, como? A busca é levada na meditação, em conexão próxima com um guia qualificado que pode nos dizer o que está correto e o que está errado. O processo pode demorar muitos meses, ou até mesmo muitos anos.
À medida que esta busca se aprofunda, o mestre espiritual progressivamente nos direciona para a experiência da verdadeira natureza da mente. É difícil compreender e realizar porque não é algo que possa ser compreendido através de conceitos ou representações. O principal estudo da mente não pode se feito através da teoria; precisamos da experiência prática da meditação para penetrar em sua verdadeira natureza.
Na prática de meditação, há uma abordagem dupla: podemos dizer que há uma abordagem analítica e outra contemplativa. A primeira é feita de questões como aquelas que perguntamos anteriormente. Se levarmos este tipo de busca persistentemente, enquanto somos guiados competentemente, uma compreensão definitiva se desenvolve.
Na segunda abordagem, a mente simplesmente descansa em sua própria lucidez, sem forçar ou usar artifícios. Esta prática vai além de todas as formas anteriores de análise, ao nos fazer deixar a esfera dos conceitos e de nos abrir para uma experiência imediata. No final destas meditações, descobrimos a vacuidade essencial da mente. Isto é, a mente é vazia de determinações e características, tais como forma, cor ou aspecto, e sua natureza está além das representações,conceitos, nomes e formas. Para tentar invocar o reconhecimento da vacuidade, poderíamos compará-lo à “indeterminabilidade” do espaço: a mente é vazia como o espaço. Mas isto é apenas como imagem e, como veremos a mente não é apenas vazia.
Por enquanto, gostaria de enfatizar como é importante o conhecimento da mente, assim como os frutos deste conhecimento. A mente é o que somos. É ela que experiência a felicidade e o sofrimento. A mente é o que experiência diferentes pensamentos e sensações; é ela que está sujeita às emoções agradáveis e desagradáveis, é ela que experiência o desejo, a aversão etc. Uma compreensão real da natureza é libertadora porque nos desengaja de todas as ilusões, consequentemente, de toda fonte de sofrimentos, medos e dificuldades que constituem nossa vida diária.
Por exemplo, se tivermos a ilusão de que uma pessoa má é um ajudante, ele poderá nos enganar nos abusar e nos causar o mal; mas assim que o reconhecemos como sendo mal, não seremos mais ingênuos; ao desmascará-lo, podemos evitar cair como vítimas de seus maus atos.
Aqui, a pessoa má é a ignorância do que realmente somos, ou mais precisamente, a ilusão do ego, do eu. O conhecimento que desmascara isto é a consciência da natureza da mente; ela nos libera das ilusões e do conhecimento doloroso. Esta compreensão da mente é o fundamento do Buddhadharma e de todos os seus ensinamentos.
Iluminação e ilusão

A mente tem dois rostos, duas facetas, que são dois aspectos da realidade. Estes aspectos são a iluminação e a ilusão.
A iluminação é o estado da mente pura. É o conhecimento não-dualista, chamado de sabedoria primordial. Suas experiências são autênticas, isto é, elas são sem ilusão. A mente pura é livre e dotada de numerosas qualidades.
A ilusão é o estado da mente impura. Seu modo de conhecimento é dualista; é a consciência condicionada. Suas experiências estão maculadas pelas ilusões. A mente impura é condicionada e dotada de muito sofrimento.
Os seres comuns experiência este estado de mente impura e deludida como sendo o seu estado habitual. A mente pura, iluminada, é um estado no qual a mente realiza sua própria natureza, livre das condições habituais e do sofrimento associado a elas. Este é o estado iluminado do buddha.
Quando nossa mente está em seu estado impuro, iludido, somos seres comuns que se movem através dos diferentes reinos da consciência condicionada. As transmigrações da mente dentro destes reinos fazem seus giros indeterminados na existência condicionada, cíclica, ou ciclo de vidas — samsara em sânscrito.
Quando é purificada de toda ilusão samsárica, a mente não mais transmigra. Este é o estado iluminado de um buddha, é a experiência da pureza essencial de nossa própria mente, de nossa natureza búdica. Todos os seres, quaisquer que sejam, têm a natureza búdica. Esta é a razão pela qual todos podem realizar a natureza búdica. Como cada um de nós possui a natureza búdica, é possível atingir a iluminação. Se já não a tivéssemos, nunca poderíamos ser capazes de realizá-la.
Então, o estado comum e o estado iluminado são distinguidos apenas pela impureza ou pureza da mente, pela presença ou ausência de ilusões. Nossa mente presente já tem as qualidades do estado búdico; essas qualidades permanecem em nossa mente, elas são a natureza pura da mente. Infelizmente, nossas qualidades iluminadas são invisíveis para nós porque estão mascaradas por diferentes mortalhas, véus e outros tipos de mácula.
Buddha Shakyamuni disse, “A natureza búdica está presente em todos os seres, porém escondida por ilusões adventícias; quanto purificadas, eles são verdadeiramente o Buddha.”
A distância entre o estado comum e o estado iluminado é o que separa a ignorância do conhecimento desta natureza pura da mente. No estado comum, é desconhecida. No estado iluminado, é totalmente realizada. A situação na qual a mente é ignorante de seu estado real é o que chamamos de ignorância fundamental. Ao realizar sua profunda natureza, a mente é liberada desta ignorância, das ilusões e condicionamentos que a mente cria, e então entra no incondicionado estado iluminado, chamado de liberação.
Todo o Buddhadharma( ensinamentos do Buddha) e suas práticas envolvem a purificação, tirar as ilusões da mente, e proceder de um estado maculado para um imaculado, da ilusão para a iluminação.
(a segunda parte desse artigo será postada daqui uma semana, dia 16/03, vamos por partes e com calma para que tudo seja perfeitamente absrvido, ok?)

Beijos no coração

Namastê


Artigo retirado do blog:
https://budismopetropolis.wordpress.com/2015/07/21/o-que-e-a-mente/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

E depois da iluminação???






                                Buda derrota Mara o demônio





Oi gente,

Acho que até essa parte da história de Siddharta vocês já conhecem, neh?

Mas, e depois disso???O que será que aconteceu???

Encontrei a continuação dessa história no livro que estou lendo, olha só:


"Na noite da iluminação do Buda, depois de fazer o juramento de despertar, ele foi atacado pelo exército de Mara, o deus da ilusão e do mal. Sentado sob a Árvore Bodhi, ele continuou meditando,
indiferente às mais fortes tentações de Mara, de voracidade e prazer. Então, com compaixão no coração, ele venceu a raiva e a agressividade deflagradas por Mara, que foi embora derrotado.

Depois disso, o iluminado levantou e, durante quarenta e cinco anos, ensinou por toda a Índia. Mas, nas histórias da vida do Buda, vemos que Mara desapareceu por pouco tempo. Voltou muitas vezes para combater, para tentar ou para enfraquecer o Buda. Mas todas as vezes foi reconhecido pelo Buda, que assim não sucumbiu à tentação, nem ao medo nem à dúvida. "É você de novo, Mara?", perguntava o Buda. Mara fugia ao ser reconhecido, mas voltava para tentar de novo.

Há textos em que o Buda e Mara ficam amigos. Num deles, o Abençoado está sentado numa caverna quando Mara reaparece. Assustados, os discípulos tentam se livrar de Mara, chamando-o de inimigo do mestre. "O Buda disse que tem inimigos?", replica Mara. Vendo a inverdade dessas palavras, eles acabam chamando o Buda, que demonstra muito interesse. "Ah, o meu velho amigo chegou", diz o Buda. Ele recebe Mara com satisfação e o convida para o chá. "Como tem passado?" Eles se sentam para conversar e Mara se queixa, dizendo que é difícil ser mau o tempo todo. O Buda ouve as histórias de Mara com simpatia e depois pergunta: "Pensa que é fácil ser um Buda? Sabe o que fazem com meus ensinamentos, o que fazem em nome do Buda em alguns dos meus templos? Buda ou Mara, há dificuldades nos dois. papéis. Ninguém está livre." Num dos textos, a história termina quando Mara se toma iluminado, ele também um Buda."

- Trecho do livro: E depois do êxtase, lave a roupa suja.


Seja qual for a versão, Mara não vai embora!!!

Vamos refletir sobre isso???

Beijos no coração

Namastê


Ver Mais:

Superando o Ego e Atingindo a Iluminação


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Valorizar as pessoas de nossa vida



Oi gente,

Hoje a Jú traz uma reflexão bem legal sobre valorizar as pessoas de nossa vida.

Concordo plenamente com ela, não existe separação física quando a gente  ama alguém. Um bom exemplo disso é nossa amizade, neh Jú?!

A Jú é minha amiga de infância desde os meus 7 anos de idade, são 31 anos de amizade.

Já moramos no mesmo prédio, já trabalhamos na mesma empresa, ela já morou nos Estados Unidos, Suíça e agora São Carlos e nossa amizade continua a mesma desde sempre!!!

Realmente a separação nunca existiu entre a gente!

Bom, agora segue o texto e o vídeo dela.

Beijos no coração

Namastê



por Juliana Kurokawa

Vocês já perceberam que é só alguém morrer, que a mídia começa a fazer matérias e reportagens que visam demonstrar o quão boa essa pessoa era? Quantas pessoas famosas existem que se tornaram conhecidas apenas depois de sua morte? E isso não é assim em nossa vida também? Mal alguém se vai e nós já começamos a nos lembrar das inúmeras histórias que tivemos com a pessoa com um saudosismo dolorido.

Não vamos nem entrar no mérito da questão de que a separação física é uma grande ilusão, mas por que esperamos as pessoas não mais fazerem parte de nossa vida diária para valoriza-las? Não seria mais sensato fazê-lo enquanto podemos nos beneficiar com a companhia desta mesma pessoa?

Olhar para cada pessoa de nossas vidas e entender que há sempre algo sendo aprendido e ensinado é uma grande dádiva. Nós apenas nos tornamos conscientes de tudo o que temos quanto mais o compartilhamos. O ato de compartilhar nos faz conscientes de nossa própria abundância e o quanto de nós mesmos damos em todas as nossas relações?

Quando estamos prestes a nos separar fisicamente de alguém, seja por qual motivo for, temos a ingrata ilusão de pensar que tudo o que conta são os últimos momentos que passamos ao lado dessa pessoa querida. E a culpa sempre encobre nossa visão a respeito da verdade: o vínculo que criamos com as pessoas da nossa convivência vai além do contato físico. Basta lembrarmos que dois corpos não podem se unir, mas duas mentes podem.

E, nesse sentido, trazemos a reflexão: somos conscientes das grandes dádivas que fazem parte de nossas vidas? E, se não somos, estaríamos dispostos a fazer um exercício de recordação no presente?






quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Natureza Ilusória do Sofrimento



Oi gente,

Hoje quero falar sobre a natureza ilusória do sofrimento.

Acredite, o sofrimento é o nosso maior apego e também o mais difícil de se desapegar.

Sei que é difícil entender isso quando estamos sofrendo, mas não procure entender, não faça nenhum esforço agora, apenas leia essas linhas.

Como falar que o sofrimento é uma ilusão quando estamos sentido a dor?! Se a dor que sentimos simplesmente parece ser o lembrete de que estamos sofrendo, não é mesmo???


...e seu eu disser que não é bem assim...


Nós acreditamos que somos o sofrimento. Nós acreditamos que somos os nossos dramas.

O sofrimento não te pertence e também não foi criado por você, mas sim pela sua mente que infelizmente anda dirigindo o seu ser.

Na verdade, não é doloroso e a dor vem da matrix da mente. A mente, nos prende a dualidade e com isso nos impede de viver a experiência do amor nos limitando, nos separando.

A matrix da mente está sempre focada no bem, no mal, no certo, no errado, no bom, no ruim...está sempre comparando, sempre julgando. 

Está sempre tentando racionalizar e entender tudo.

A mente, ou o ego, nos convence que para sermos felizes, para nos sentirmos completos, precisamos que as coisas sejam de um determinado jeito. Quando não são como esperamos, começa o nosso sofrimento.

Consegue perceber esse mecanismo???

Reconhece isso???

Se a resposta foi um sim já é um ótimo sinal!!!

Com certeza você está começando a despertar e despertar de um sono profundo requer paciência, precisamos ser gentil conosco.

O sofrimento então é algo criado pela mente e depois que conseguirmos ver através da ilusão da mente, iremos vivenciar a liberdade absoluta sem mais ficar projetando nossos medos nos que estão à nossa volta, sem lamentações do passado e nem preocupações com o futuro.

Começamos a sentir que tudo e todos são perfeitos, e que nada e nem ninguém precisa mudar.

Já imaginou???

Isso é possível com o despertar da consciência porque quando a consciência começa a se expandir, ela começa a ver além dos truques da ilusão.

Acredito profundamente em tudo isso e sinto um vislumbre da verdade no meu ser.

Não vamos mais nos distanciar da grandeza de quem somos.

Vamos despertar!!!

Beijos no coração.

Namastê


Fonte: Revolução da Consciência uma nova visão de vida - ISHA

#dia127

#desafiogratidão2015



Gratidão por ter a minha mãezinha que me ouve, que me entende, que não me julga, que ajuda...ela é a luz que ilumina os meus dias.
Ela é um exemplo
Ela é minha mãe!
S2




terça-feira, 22 de setembro de 2015

Qual o Valor do Despertar da Consciência?



Oi gente,

Muito se fala de despertar da consciência, iluminação, expansão da consciência, mas pra que serve tudo isso???

Será que existe uma idade certa para despertar?

Para responder essa pergunta, coloco abaixo um trecho do livro da Isha - O Despertar de Uma Nova Consciência, na qual tenho como guia e depois deixo também um vídeo que surgiu depois de um bate papo que tive com meus filhos sobre esse assunto.

Beijos no coração.

Namastê


por Isha

Não há nada maior que a iluminação. É a única coisa que tem um valor real. Eu posso ter fama, posso ter dinheiro, eu posso ser linda, mas, mesmo assim, não me sentirei completa, porque o meu coração vai ansiar por algo mais.

Meu coração sempre vai querer retornar ao lar, para o amor pelo eu.

Sem o amor pelo eu, esses atributos e abundância ilusória não têm valor. Com o amor pelo eu, podemos brincar dentro da ilusão, como crianças. Acolhendo cada momento, descobrindo maravilhas na beleza e na magia de nossas próprias criações. Não há nada maior que a iluminação, pois podemos brincar dentro da ilusão, porque o medo desaparece. Não há mais o medo da perda e não há medo de sofrer. Só há alegria pura.

Sempre que procuro um exemplo para isso, eu me lembro de Lady Di. Ela tinha o que as pessoas acreditavam ser uma vida de conto de fadas. Ela tinha nome, tinha poder, tinha um príncipe, tinha um palácio, ela era linda, era famosa. Ela tinha tudo, inclusive filhos maravilhosos.

Mas ela não estava feliz. Sofria constantemente. Ela é um exemplo clássico de como as coisas, na ilusão, não satisfazem, e o motivo pelo qual não satisfazem é que nós acreditamos que somos os nossos apegos. Nós acreditamos que somos nossa riqueza, acreditamos que somos a nossa posição social, a nossa fama ou os nossos filhos. Nós nos apegamos intensamente às nossas caixas de limitação e gastamos uma quantidade enorme de energia tentando controlar o nosso mundo.

Se a nossa liberdade é baseada na ilusão, ela é palpável, mas instável. Ela está sempre mudando, e o medo da perda sempre está presente.

Mas se a nossa segurança for ancorada no amor, ela jamais mudará. Ela será onipresente e se expandirá infinitamente. No amor não existe perda, lá não existe morte. É apenas um outro palco, com uma infinidade de personagens diferentes desempenhando seus papéis para a nossa diversão.

Isso parece superficial? Isso soa idealista? Talvez.

Mas é a verdade.

Não há nada real além do amor, e as ilusões às quais nos apegamos com tamanha ferocidade são como nuvens que se dissolvem ao sol.






terça-feira, 18 de agosto de 2015

Samsara e Nirvana




Confira abaixo excelentes textos do Zen Budismo, que trazem uma explicação direta do que seriam os conceitos de Samsara e Nirvana, respectivamente os reinos da ilusão sujeita à interpretação do ego e da realidade:

“O Samsara não é um lugar – por exemplo, o nosso mundo. É uma maneira de ser prisioneiro das próprias percepções. Há quem diga que, se traçarmos no chão um círculo ao redor de um peru, o animal pensará que está preso e se deixará morrer de fome, sem jamais tentar atravessar o círculo.
Embora todos os seres possuam dentro de si a luminosidade da consciência sutil, a felicidade inefável de que falam os místicos e aqueles que viveram experiências de quase morte, não a reconhecem.
Divorciadas dessa profunda luminosidade, nossas percepções adquirem uma “opacidade” que nos mantém no engano. Embora sejam círculos de giz à nossa volta, pensamos que se tratam de barreiras reais, ficamos prisioneiros delas e os esforços desastrados que fazemos para nos libertarmos geralmente só pioram a situação. Na tradição budista, a esta percepção deformada do mundo dá-se no nome de ignorância e diz-se que é a raiz do Samsara.”

— Tsering Paldrön, em “A Arte da Vida”

“Nirvana quer dizer “sem fogo”. “Fogo extinto” ou, “sem vento das paixões”. Nirvana é a mesma coisa que Samsara. Samsara é Nirvana. É o mundo da perambulação, onde andamos de lugar pra lugar, procurando a felicidade ou satisfação. Nós procuramos, andando sem fim, procurando e trocando. Uma casa nova, um carro novo, entre outras coisas… Procurando, procurando, sempre trocando, isso é Samsara. É o mundo rodando e você procurando a solução e satisfação de problemas sempre novos. Vão sempre surgir, porque é característica desse mundo mutante. O que faz essas sensações todas, são o “vento das paixões”. E nós somos como folhas tocadas pelo vento das paixões. NIR é uma partícula negativa e VANA é o fogo das paixões. Então podemos traduzir como “Fogo extinto, ou sem ventos”, e, na analogia que estou fazendo, não tem vento para empurrar a folha de lado pra lado. Não tenho paixões mundanas, então de repente surge uma grande calma, porque não importa. Atrasou, atrasou, perdeu o avião, perdeu o avião, tem comida tem, não tem comida, não tem. Perdi tudo que tinha, perdi tudo que tinha. Ganhei bastante, ganhei bastante. As paixões não estão empurrando, então o mesmo lugar que é Samsara, é Nirvana. O que mudou é a maneira de ver. Você tira os seus olhos, que vêm o Samsara, e troca pelos olhos de Buda, olha com uma mente iluminada e aí aquilo que era Samsara, virou Nirvana. Então Samsara não é um lugar. E Nirvana também não. Não dá pra “ir” para o Nirvana. Você muda a si mesmo e aí, este lugar torna-se Nirvana.”

— Monge Genshô, em “Sutra do Coração da Sabedoria”

“Espiritualmente falando, a existência humana é dividida em dez mundos. Os primeiros seis mundos são retratados como sendo partes de uma roda que gira perpetuamente; os últimos quatro são vistos como platôs de uma alta montanha.

Os seis mundos pertencem ao Samsara, o reino da ilusão, no qual a realidade é distorcida pela intervenção do ego. Os quatro mundos pertencem ao Nirvana, o reino da pura consciência no qual, em graus ascendentes, a realidade é experimentada diretamente sem as interpretações do ego. O objetivo do Zen é chegar ao topo dessa montanha, ou seja, experimentar a vida espontaneamente, sem a submissão de toda informação que nos chega às explicações e determinações do ego.

Por ser tão importante entender exatamente o que significam esses dois termos, Samsara e Nirvana, ou Forma e Vazio, como eles são frequentemente chamados, nós vamos ilustrar a distinção entre eles.

Imaginemos uma sala na casa da senhora Jane Doe. Nesse quarto há um ser humano sentado em um sofá de veludo azul.

Do lado oposto ao do sofá há duas cadeiras de seda clara. Nas extremidades do sofá há mesas, sobre as quais há abajures com grandes venezianas franzidas. No chão há um tapete circular rosa e creme e nas paredes há várias pinturas a óleo com a assinatura de Jane Doe. As janelas estão abertas e uma forte brisa faz as cortinas esvoaçarem dentro do quarto. Do lado de fora, um galho de árvore bate ritmadamente contra uma das abas da janela. Um relógio na parede soa as onze horas.

Essa descrição das coisas exatamente como elas são é a realidade do Nirvana ou do Vazio.

Agora, imaginemos essa mesma sala como visto através dos olhos da pessoa que está sentada no sofá. Vamos supor que essa pessoa é Louisa Doe, a sobrinha da senhora Jane Doe, que aceitou um convite para o chá. Enquanto a tia está ocupada na cozinha, a sobrinha olha ao redor do aposento e diz para si mesma: “Essas pinturas são horríveis. Não me espanta que a pobre mulher nunca tenha se casado. E aqueles abajures… que lástima! Mas o sofá é de primeira categoria. Ela deve ter pago uma fortuna nele. Eu me lembro de tê-lo visto há alguns anos atrás e ele ainda parece o mesmo. Tão macio.. É uma pena que eu não esteja com Duncan Phyfe. Meu Deus, ela precisa reformar aquelas cadeiras! Os braços estão sem dúvida encardidos. Mas esse tapete.. eu aposto que é um legítimo oriental. Sim… isso deve ter sido um dos que ela comprou no Cairo. Aquela brisa me traz lembranças. Será que deixei as janelas do carro abertas? Seria melhor se ela podasse aquele galho ou algum dia ainda vai acabar quebrando esse vidro. Onze horas! Ah, aquele é o velho relógio Hamilton que papai diz que por direito é dele. Eu espero que possa sair daqui ao meio dia. Me pergunto se ela planeja deixar este lugar para mim.”

— Ming Zhen Shakya em “O Sétimo Mundo do Budismo Chan”



- Extraído do site: 

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Gratidão a minha mãezinha que mesmo sem entender meu desabafo consegue me consolar.