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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sobre aquela sensação de estarmos enlouquecendo



O que há no intervalo entre ti e um Buda???

Uma loucura completa!

Durante nossa busca espiritual existe duas coisas que acontece com a gente de extrema importância, coisas do tipo que deveríamos saber desde o princípio para que não haja medo e muito menos mais confusão.

Comum na nossa busca espiritual almejarmos o estado búdico do Ser. Olhamos para a imagem de Buda sentado embaixo de uma árvore e vislumbramos essa possibilidade - a possibilidade da iluminação espiritual.

Até ai tudo bem, mas alguém já parou pra pensar o que pode rolar nesse intervalo antes da iluminação???

Um Buda já é um ser realizado, mas nós não!

No intervalo que há entre ti e Buda, algo mais acontecerá - a loucura completa!!!

Quem nunca sentiu essa ponta de loucura levanta a mão!?!

...imagina eu lendo isso no livro ontem?!Feliz por saber que isso faz parte desse processo rsrsrsrs

Continuando: se estás sendo firme em seu propósito, ficando no aqui e agora, certamente logo o primeiro satori acontecerá, o primeiro vislumbre da iluminação. E esta será sua situação interior: de início o iogue sente que sua mente está despencando como uma cascata porque a mente começa a dissolver-se. Se permaneceres desprendido e natural, fiel ao momento do aqui e agora, a mente começará a dissolver-se. Se te conservares no aqui e agora irá conservar uma energia natural, sem te voltares para o passado e sem te voltares para o futuro, terás tal energia para dissolver a mente. Assim tudo cai, não temas, isto é belo!

Basta a palavra "cai" e o medo aparece, porque cair significa cair num abismo, perder seu apoio no chão, passar para o desconhecido. E a queda traz, consigo, uma impressão de morte, e é quando a pessoa começa a sentir medo.

De alguma forma, tu vinhas mantendo, de alguma forma estavas inteiro, forçando o controle sobre ti mesmo, uma disciplina. Agora, sendo desprendido e natural, tudo está caindo. Muitas coisas antes suprimidas borbulham, vêm à tona, e tu encontrarás o caos por toda a parte, tu ficarás como um louco.

O primeiro passo é realmente difícil de ser transporto, porque, tudo o que a sociedade forçou em ti cairá, tudo o que aprendestes cairá, todos os teus caminhos simplesmente desaparecerão.

Tua identidade se evaporará, não poderás saber quem és. Até aquele momento sabias bem quem eras, teu nome, tua família, teu status no mundo, teu prestígio, tua honra, isto e aquilo; tinhas consciência de tudo isso. Mas, subitamente, tudo se estará dissolvendo, a identidade perder-se á. Tu eras sensato, segundo as regras do mundo, elas se estão desvanecendo e tu te sentes completamente ignorante.

Diz-se que para esses momentos uma escola é necessária, uma escola onde haja alguém que possa tomar conta de ti - os ashrams, mas na nossa realidade aqui e agora não temos nenhum ashram disponível para que nos ajude a passar por esse turbilhão, então lendo esse trecho percebi o quanto é importante buscar ajuda nos meios que nos cerca: Internet, Facebook, Youtube através de vídeos etc...

Satsang e apoio da Sangha é fundamental!

Por isso a dificuldade de encontrar quem possa nos entender sem nos julgar como loucos porque a sociedade "normal" nos forçará a procurar ajuda médica, a ir para um hospício na qual possamos nos tratar...

Tentarão nos trazer de volta, ao "estado normal", mas já não dá mais, estamos finalmente crescendo!!!

Romperam-se todas as cadeias da sociedade!

A meditação ajudará a chegar a esse primeiro satori. No primeiro satori tens que deixar que tuas energias se movimentem, de forma que todas as camisas de força em torno de ti se rompam e todas as cadeias sejam repelidas. Não tenhas medo, caia facilmente e deixe que isso aconteça, não te agarres a coisa alguma porque só retardarás o momento - cai!!! Quanto mais cedo tombares, mais cedo a loucura desaparecerá, se adiares, então a loucura poderá durar muito tempo.

O caos é necessário porque toda ordem é imposta, e não é uma ordem real. Toda disciplina é forçada, e não é tua disciplina interior.


Antes que chegues ao interior, o exterior tem de ser abandonado, antes que uma nova ordem nasça, a velha tem de cessar - e haverá um intervalo. Esse intervalo é a loucura. A pessoa se sente como quem despenca, como uma cascata que despenca para o abismo, e esse abismo parece não ter fim.

Se esse ponto for passado, se esse primeiro satori for vivido, então uma nova ordem surgirá, vinda de teu próprio ser. Agora uma nova ordem surge e tem a qualidade de uma libertação. Vem uma disciplina naturalmente; ela é tua; ninguém impõe, ninguém diz: "Faze isto! Tu simplesmente faz o que é certo.


Que acontece quando aceitas todas as loucuras, quando deixas que venham? Elas desaparecem por si só.

Se conseguires passar pelo estado caótico, então o segundo se seguirá muito, muito facilmente, por sua livre iniciativa. Tu te tornas silencioso, tudo se acalmou, agora tudo flui silenciosamente. não podes nem sequer perceber se ele está fluindo, porque tudo se move como se não se estivesse movendo, facilmente.


Alcança a realização interior
Inata, sem esperança - sem ir a qualquer alvo,
Sem pressa, sem precipitação;
Aprecia, apenas...cada momento.
Como o Ganjes, ela flui, lenta e suavemente.

Esse segundo estágio tem a qualidade do absoluto silêncio, calma, quietude, tranquilidade, recolhimento, integração no lar, repouso, relaxamento.

Então, subitamente, fluindo em silêncio, ele alcança o oceano e torna-se um com o oceano - vasta expansão sem fronteiras. Agora já não é um rio, agora já não é um indivíduo, uma unidade, agora não existe ego.

- Texto retirado do Livro TANTRA A SUPREMA COMPREENSÃO - OSHO

Bom gente, então não se preocupem, NÃO ESTAMOS ENLOUQUECENDO rsrsrs

Beijos no coração

Namastê


terça-feira, 7 de junho de 2016

A arte da mudança de vida chamada meditação






Oi gente,

Hoje fiz um vídeo contando um pouquinho sobre como está sendo minha experiência com a meditação.




Convido à todos a se juntarem comigo nessa experiência, vocês topam???


Beijos no coração

Namastê


“A verdadeira natureza da mente humana é a liberdade absoluta.
Milhares de milhares de alunos que praticam a meditação já
atingiram essa compreensão. Não duvide das possibilidades por
causa da simplicidade do método. Se você não consegue encontrar
a verdade onde você está, onde espera encontrá-Ia?”
-Lama Dogen







DICA:

Aplicativo para meditação:




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Samsara e Nirvana




Confira abaixo excelentes textos do Zen Budismo, que trazem uma explicação direta do que seriam os conceitos de Samsara e Nirvana, respectivamente os reinos da ilusão sujeita à interpretação do ego e da realidade:

“O Samsara não é um lugar – por exemplo, o nosso mundo. É uma maneira de ser prisioneiro das próprias percepções. Há quem diga que, se traçarmos no chão um círculo ao redor de um peru, o animal pensará que está preso e se deixará morrer de fome, sem jamais tentar atravessar o círculo.
Embora todos os seres possuam dentro de si a luminosidade da consciência sutil, a felicidade inefável de que falam os místicos e aqueles que viveram experiências de quase morte, não a reconhecem.
Divorciadas dessa profunda luminosidade, nossas percepções adquirem uma “opacidade” que nos mantém no engano. Embora sejam círculos de giz à nossa volta, pensamos que se tratam de barreiras reais, ficamos prisioneiros delas e os esforços desastrados que fazemos para nos libertarmos geralmente só pioram a situação. Na tradição budista, a esta percepção deformada do mundo dá-se no nome de ignorância e diz-se que é a raiz do Samsara.”

— Tsering Paldrön, em “A Arte da Vida”

“Nirvana quer dizer “sem fogo”. “Fogo extinto” ou, “sem vento das paixões”. Nirvana é a mesma coisa que Samsara. Samsara é Nirvana. É o mundo da perambulação, onde andamos de lugar pra lugar, procurando a felicidade ou satisfação. Nós procuramos, andando sem fim, procurando e trocando. Uma casa nova, um carro novo, entre outras coisas… Procurando, procurando, sempre trocando, isso é Samsara. É o mundo rodando e você procurando a solução e satisfação de problemas sempre novos. Vão sempre surgir, porque é característica desse mundo mutante. O que faz essas sensações todas, são o “vento das paixões”. E nós somos como folhas tocadas pelo vento das paixões. NIR é uma partícula negativa e VANA é o fogo das paixões. Então podemos traduzir como “Fogo extinto, ou sem ventos”, e, na analogia que estou fazendo, não tem vento para empurrar a folha de lado pra lado. Não tenho paixões mundanas, então de repente surge uma grande calma, porque não importa. Atrasou, atrasou, perdeu o avião, perdeu o avião, tem comida tem, não tem comida, não tem. Perdi tudo que tinha, perdi tudo que tinha. Ganhei bastante, ganhei bastante. As paixões não estão empurrando, então o mesmo lugar que é Samsara, é Nirvana. O que mudou é a maneira de ver. Você tira os seus olhos, que vêm o Samsara, e troca pelos olhos de Buda, olha com uma mente iluminada e aí aquilo que era Samsara, virou Nirvana. Então Samsara não é um lugar. E Nirvana também não. Não dá pra “ir” para o Nirvana. Você muda a si mesmo e aí, este lugar torna-se Nirvana.”

— Monge Genshô, em “Sutra do Coração da Sabedoria”

“Espiritualmente falando, a existência humana é dividida em dez mundos. Os primeiros seis mundos são retratados como sendo partes de uma roda que gira perpetuamente; os últimos quatro são vistos como platôs de uma alta montanha.

Os seis mundos pertencem ao Samsara, o reino da ilusão, no qual a realidade é distorcida pela intervenção do ego. Os quatro mundos pertencem ao Nirvana, o reino da pura consciência no qual, em graus ascendentes, a realidade é experimentada diretamente sem as interpretações do ego. O objetivo do Zen é chegar ao topo dessa montanha, ou seja, experimentar a vida espontaneamente, sem a submissão de toda informação que nos chega às explicações e determinações do ego.

Por ser tão importante entender exatamente o que significam esses dois termos, Samsara e Nirvana, ou Forma e Vazio, como eles são frequentemente chamados, nós vamos ilustrar a distinção entre eles.

Imaginemos uma sala na casa da senhora Jane Doe. Nesse quarto há um ser humano sentado em um sofá de veludo azul.

Do lado oposto ao do sofá há duas cadeiras de seda clara. Nas extremidades do sofá há mesas, sobre as quais há abajures com grandes venezianas franzidas. No chão há um tapete circular rosa e creme e nas paredes há várias pinturas a óleo com a assinatura de Jane Doe. As janelas estão abertas e uma forte brisa faz as cortinas esvoaçarem dentro do quarto. Do lado de fora, um galho de árvore bate ritmadamente contra uma das abas da janela. Um relógio na parede soa as onze horas.

Essa descrição das coisas exatamente como elas são é a realidade do Nirvana ou do Vazio.

Agora, imaginemos essa mesma sala como visto através dos olhos da pessoa que está sentada no sofá. Vamos supor que essa pessoa é Louisa Doe, a sobrinha da senhora Jane Doe, que aceitou um convite para o chá. Enquanto a tia está ocupada na cozinha, a sobrinha olha ao redor do aposento e diz para si mesma: “Essas pinturas são horríveis. Não me espanta que a pobre mulher nunca tenha se casado. E aqueles abajures… que lástima! Mas o sofá é de primeira categoria. Ela deve ter pago uma fortuna nele. Eu me lembro de tê-lo visto há alguns anos atrás e ele ainda parece o mesmo. Tão macio.. É uma pena que eu não esteja com Duncan Phyfe. Meu Deus, ela precisa reformar aquelas cadeiras! Os braços estão sem dúvida encardidos. Mas esse tapete.. eu aposto que é um legítimo oriental. Sim… isso deve ter sido um dos que ela comprou no Cairo. Aquela brisa me traz lembranças. Será que deixei as janelas do carro abertas? Seria melhor se ela podasse aquele galho ou algum dia ainda vai acabar quebrando esse vidro. Onze horas! Ah, aquele é o velho relógio Hamilton que papai diz que por direito é dele. Eu espero que possa sair daqui ao meio dia. Me pergunto se ela planeja deixar este lugar para mim.”

— Ming Zhen Shakya em “O Sétimo Mundo do Budismo Chan”



- Extraído do site: 

#desafiogratdão2015
#dia085
#flaviamelissa
#vivisawaking



Gratidão a minha mãezinha que mesmo sem entender meu desabafo consegue me consolar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Samsara e Nirvana / A Importância Do Coletivo

Oi gente,

Hoje trago um texto maravilhoso e um vídeo da Jú.
Li esse texto logo de manhã e achei sensacional, ele ilustra claramente o que é olhar com olhos de Buda e desmascara a ilusão.
É isso ai gente, vamos transmutar?

Beijos Namastê

O Samsara não é um lugar, não é nosso mundo. É uma maneira de ser prisioneiro das próprias percepções. Há quem diga que, se traçarmos no chão um círculo ao redor de um peru, o animal pensará que está preso e se deixará morrer de fome, sem jamis tentar atravessar o círculo.

Embora todos os seres possuam dentro de si a luminosidade da consciência sutil a felicidade inefável de que se falam os místicos e aqueles que viveram experiências de quase morte, não a reconhecem.
Divorciadas dessa profunda luminosidade, nossas percepções adquirem uma "opacidade" que nos mantem no engano.
Embora sejam círculos de giz à nossa volta, pensamos que se tratam de barreiras reais, ficamos prisioneiros delas e os esforços desastrados que fazemos para nos libertarmos geralmente só pioram a situação. Na tradição budista, a esta percepção deformada do mundo da-se o nome de "ignorância" e diz se que é a raiz do Samsara.

Nirvana quer dizer "sem fogo". Fogo extinto ou sem vento das paixões.

Nirvana é a mesma coisa que Samsara.

Samsara é o mundo da perambulação, onde andamos de lugar para lugar, procurando a felicidade ou a satisfação.

Nós procuramos, andando sem fim, procurando e trocando, isso é Samsara

É o mundo rodando e você procurando a solução e satisfação de problemas sempre novos. Vão sempre surgir, porque é característica desse mundo mutante. O que faz essas sensações todas, são "o vento das paixões". E nós somos como folhas tocadas pelo vento das paixões.
NIR é uma particula negativa e VANA é o fogo das paixões. Então podemos traduzir como "Fogo extinto ou sem ventos"m e , na analogia que estou fazendo, não tem vento para empurrar a folha de lado pra lado. Não tem paixões mundanas, então de repente surge uma grande calma, porque não importa. Atrasou, atrasou, perdeu o avião, perdeu o avião, tem comida tem, não tem comida, não tem. Perdi tudo que tinha, perdi tudo que tinha. Ganhei bastante, ganhei bastante.
As paixões não estão empurrando, então o mesmo lugar que é Samsara é Nirvana.
O que mudou é a maneira de ver. Você tira os seus olhos, que vêm o Samsara, e troca pelos olhos de Buda, olha com uma mente iluminada e ai aquilo que era Samsara, virou Nirvana.
Então Samsara não é um lugar. E NIrvana também não. Não dá para "ir" para o Nirvana.
Você muda a si mesmo, e ai, este lugar vira Nirvana.

- Monge Genshô, em Sutra so Coração da Sabedoria

Os Seis Mundos do Samsara


Espiritualmente falando, a existência humana é dividida em dez mundos. Os primeiros seis mundos são retratados como sendo partes de uma roda que gira perpetuamente; os últimos quatro são vistos como platôs de uma alta montanha.

Os seis mundos pertencem ao Samsara, o reino da ilusão, no qual a realidade é distorcida pela intervenção do ego. Os quatro mundos pertencem ao Nirvana, o reino da pura consciência no qual, em graus ascendentes, a realidade é experimentada diretamente sem as interpretações do ego. O objetivo do Chan é chegar ao topo dessa montanha, ou seja, experimentar a vida espontaneamente, sem a submissão de toda informação que nos chega às explicações e determinações do ego.

Por ser tão importante entender exatamente o que significam esses dois termos, Samsara e Nirvana, ou Forma e Vazio, como eles são frequentemente chamados, nós vamos ilustrar a distinção entre eles.

Imaginemos uma sala na casa da senhora Jane Doe. Nesse quarto há um ser humano sentado em um sofá de veludo azul. Do lado oposto ao do sofá há duas cadeiras de seda clara. Nas extremidades do sofá há mesas, sobre as quais há abajures com grandes venezianas franzidas. No chão há um tapete circular rosa e creme e nas paredes há várias pinturas a óleo com a assinatura de Jane Doe. As janelas estão abertas e uma forte brisa faz as cortinas esvoaçarem dentro do quarto. Do lado de fora, um galho de árvore bate ritmadamente contra uma das abas da janela. Um relógio na parede soa as onze horas.

Essa descrição das coisas exatamente como elas são é a realidade do Nirvana ou do Vazio.

Agora, imaginemos essa mesma sala como visto através dos olhos da pessoa que está sentada no sofá.

Vamos supor que essa pessoa é Louisa Doe, a sobrinha da senhora Jane Doe, que aceitou um convite para o chá. Enquanto a tia está ocupada na cozinha, a sobrinha olha ao redor do aposento e diz para si mesma: "Essas pinturas são horríveis. Não me espanta que a pobre mulher nunca tenha se casado. E aqueles abajures... que lástima! Mas o sofá é de primeira categoria. Ela deve ter pago uma fortuna nele. Eu me lembro de tê-lo visto há alguns anos atrás e ele ainda parece o mesmo. Tão macio.. É uma pena que eu não esteja com Duncan Phyfe. Meu Deus, ela precisa reformar aquelas cadeiras! Os braços estão sem dúvida encardidos. Mas esse tapete.. eu aposto que é um legítimo oriental. Sim... isso deve ter sido um dos que ela comprou no Cairo. Aquela brisa me traz lembranças. Será que deixei as janelas do carro abertas? Seria melhor se ela podasse aquele galho ou algum dia ainda vai acabar quebrando esse vidro. Onze horas! Ah, aquele é o velho relógio Hamilton que papai diz que por direito é dele. Eu espero que possa sair daqui ao meio dia. Me pergunto se ela planeja deixar este lugar para mim."

O Sétimo Mundo do Buddhismo Chan
Capítulo 5: Os Seis Mundos do Samsara