Oi gente, Ontem fiquei putaaaa com a Samsara, que palhaçada é essa minha gente com a população???? Como não assisto TV, fui pega de surpresa com o tanque do meu carro na reserva, fui em 5 postos e
NA-DA!!!!
Já estava perdendo as esperanças quando sem querer, acabei me enfiando numa fila de carros na Av. Washington Luís (perto do Aeroporto de Congonhas) e essa fila nada mais era do que a fila de um Santo Posto que ainda tinha combustível, o litro da gasosa???
R$4,99
PALHAÇADA SEM TAMANHO!!!
...sei lá aonde tudo isso vai chegar viu?!
Enfim, hoje como protesto mesmo, coloco aqui esse vídeo do fodástico Ozzie Pena falando a verdade oculta da massa. WAKE UP NEO!!!
Um bate papo inteligente sobre os assuntos mais incríveis e
relevantes do momento. Pra você que sabe que está em Matrix e que o Universo é
holográfico!
Imperialismo da nova ordem mundial, fim do acordo nuclear
EUA/ Irã, verdades ocultas, tese/ antítese e síntese, matriz holográfica roda
de samsara, geopolítica, dualidade do orbe terrestre, governo mundial, falsa
paz no ocidente, guerra na síria, agenda globalista no oriente médio, a verdade
sobre o povo árabe, israel e os falsos judeus sionistas, Redução da população,
talmude e jesus, sauditas no iêmen, nathanyahu e a elite do governo oculto,
magos negros cabalistas, ONU comunista, israel e o eixo do mal, verdade sobre
os persas, zaratustra, danças sufis, zoroastro, a verdade sobre os persas,
despertar global, separação do joio e do trigo, guerra entre o bem e o mal,
intuição, espiritualidade, filhos das estrelas, caminho do meio, livres
pensadores, sementes das estrelas, fim do governo oculto e muito mais __ Bora
bater um papo cabeça!!! Seja a sua melhor versão :D
Oi gente! Estava ouvindo uma música agora de manhã linda! Na verdade não é bem uma canção, mas sim um mantra que fala de Samsara Maya e nos coloca na nossa verdadeira essência. Antes de postar o mantra aqui, quero deixar um explicaçãozinha sobre Samsara e Maya para ficar bem claro: SAMSARA (sânscrito-devanagari: संसार:
, perambulação) é o fluxo incessante de renascimento através dos mundos. Samsara é esse mundo aqui que vivemos. MAYA (do sânscrito माया,
māyā) é ilusão. SAMSARA MAYA é o mundo de ilusão. Esse aqui que juramos de pé juntos que é a coisa mais importante pra nós, que é verdadeiro, que nos coloca miseráveis e necessitados, dependentes de fatores externos para sermos felizes. Samsara é escravidão, aprisionamento num mundo incessante. Nascer e morrer zilhões de vezes fazendo cometendo sempre os mesmos erros, não dá neh gente?! Acho que já chega neh? kkkk Segue o mantra e abaixo a letra:
Oi gente, Fiquei muito feliz por ter achado esse filme no YT. Assisti em um dos retiros do Marco Schultz. O filme mostra as aflições, prazeres e medos dignos de SAMSARA. Beijos no coração, Namastê ॐ A história de um monge que sai de um retiro de 3 anos numa caverna. O filme narra uma história de amor e busca espiritual, ambientado nas magníficas paisagens de Ladakh, no Himalaia. Clique em “cc” para legendas em português.
Oi gente, Hoje iremos falar novamente sobre SAMSARA. Achei esse artigo bem interessante, pois descreve de uma maneira bem lúdica o que é essa famosa roda. Mas, antes de começar, deixo aqui a definição de Samsara segundo o Wikipédia:
A maior montanha russa que se possa imaginar foi montada em um parque de
diversões. Feita de metal consistente, perfeitamente bem arquitetada, com altos
desníveis e descidas bruscas, sua grandiosidade é percebida ao longe pelo
público que se aproxima e que não consegue esperar mais nenhum minuto para
experimentá-la.
Outros,
nem perto querem passar, pois sentem medo e acham que os que se predispõe a
suportar seus altos e baixos são no mínimo fora do normal. Filas enormes se
formam e finalmente aqueles que muito esperaram se acomodam em carros velozes
que seguem continuamente pelo trilho dessa grande montanha russa cujo nome é samsara.
A
respiração começa a mudar, os carros saem em um único impulso e rapidamente se
aproximam do topo, provocando alegria e certa euforia àqueles que a este nível
chegam. Gritos contumazes e expressões diversas são emitidas e aqueles que
antes estavam lá em cima, subitamente são levados para baixo onde as sensações
e emoções já não são mais as mesmas de quando lá em cima estavam.
Foto 3
Levados a
uma traiçoeira curva, alguns se sentem mal, pois preferiam ainda estar lá em
cima, bem no alto, onde se sentiam mais felizes e seguros. Os carros passam por
um túnel escuro e para infelicidade de outros, nada está bem, pois a escuridão
amedronta e traz uma tremenda e temida insegurança.
Porém, sem
que esperem, a luz se faz presente no final do túnel e as sensações começam a
mudar, muito mais ainda quando o carro que os leva novamente se põe a subir,
subir novamente até o topo, chegando ao nível mais alto daquela desafiadora
montanha russa que se chama samsara.
A vista lá
de cima é ampla e maravilhosa, a euforia, a confiança e a alegria retornam, mas
em alguns vem acompanhadas pela ilusão, orgulho, egoísmo e daquela sensação de
ser a pessoa mais importante do mundo. O carro para por um breve momento, lá em
cima mesmo, a adrenalina está a toda e o Ser se sente pleno e renascido. Há
uma curva e de repente todos descem por um curva inesperada no trilho!
E, se isso
já não bastasse, mais à frente surge um enganoso loopque, por um
ínfimo momento, traz uma nova e leve sensação de estar de volta ao topo. Mas,
para o desespero dos incautos o carro cai para um dos lados e continua caindo,
caindo...
A
velocidade parece querer diminuir, o que não poderia jamais acontecer em um
momento como aquele, pois estar no mais alto é o que importa. E, para acabar
com a festa, aquele carro que correu pelo samsara e que trouxe
tantas e contraditórias sensações e emoções, ora agradáveis, ora desagradáveis,
retorna para o mesmo ponto de partida.
Algumas
pessoas, cambaleantes, abandonam a atração, outros mais entusiasmados retornam
à fila para repetirem tudo de novo e outros que se sentem desconcertados não
pensam jamais em retornar e pela frente encontram um palhaço, que em risos
repete seguidamente: “É inevitável, é inevitável, é inevitável...”.
E a
montanha russa, chamada samsara, continua a correr, repetindo os
mesmos movimentos, de altos e baixos, de baixos e altos, girando no mesmo eixo,
no mesmo círculo para retornar ao mesmo ponto, levando mais e mais seres que
experimentam essas altas e baixas sensações e emoções procurando satisfazer todos
seus mais íntimos desejos.
Desejos
que se repetem, desejos que são superados e novos desejos que vem e que
novamente se vão em um círculo constante e interminável de ações e reações, de
causa e efeito, dekarmas.
Muitos nem ao menos sabem o significado
do que na verdade é samsara. Mas, analisando a etimologia da palavra
sânscrita, temos que samsara que dizer “fluxo incessante”, de
mortes e de renascimentos. Outro nome para essa peculiar situação que chamamos
vida encarnada é kalachakra, a roda das reencarnações, da morte e
do renascimento incessante, presente nos ensinamentos do budismo e do
hinduísmo.
Aqueles
que vivem exclusivamente para a realização dos desejos e das intermináveis
sensações que ora resultam em dor, ora em prazer, pelo simples fato de se
predisporem a experimentar o samsara, devem saber que, para dissipar a
ignorância que permeia a identificação com o ego, existe felizmente o
autoconhecimento.
O
conhecimento que traz maior clareza e sabedoria ao Ser, para que, então, de uma
forma equânime possamos lidar com as oscilações inevitavelmente trazidas pela
roda do samsara.
Observar
com cuidado as oscilações da mente, sair do automático, ter a consciência que
um estado mental nasce, existe e depois cessa, dando lugar a um outro estado
mental que também surge nasce, existe e cessa, contribui para que ao longo do
tempo possamos diminuir os efeitos indesejados dessa roda que gira sem parar.
E, somente
assim, pouco a pouco, as emoções destrutivas, limitações e karmas serão
eliminados, despertando a consciência para momentos de clareza e compreensão de
tudo o que o samsara nos apresenta.
E se
porventura, você ainda estiver pelo parque de diversões e decidir experimentar
as sensações de outra montanha russa, talvez no final poderá deixá-la se
sentindo perfeitamente pleno e liberto de qualquer oscilação trazida pelos seus
altos e baixos.
“Como posso sair do Samsara (a Roda de renascimentos e mortes)?”
O Mestre respondeu:
“Quem te colocou nele?“
Vamos refletir sobre isso durante a semana, ok? Beijos no coração Namastê
ॐ
A natureza da mente
A verdadeira experiência da natureza essencial da mente está
além das palavras. Querer descrevê-la é como a situação de um mudo que quer
descrever o sabor de um doce em sua boca: ele não tem um meio adequado de se
exprimir. Mesmo assim, gostaria de oferecer algumas ideias que ajudem a esta
experiência.
Podemos pensar que a natureza da mente pura tem três
aspectos essenciais, complementares e simultâneos: a abertura, a claridade e a
sensitividade.
A abertura
A mente é o que pensa, “Eu sou”, “Eu quero”, “Eu não quero”;
é o pensador, o observador, o sujeito de todas as experiências. Eu sou a mente.
De um ponto de vista, esta mente existe, já que eu sou e eu tenho a capacidade
de ação. Se eu quero ver, eu posso ver; se eu quero ouvir, eu posso ouvir; se
eu decido fazer algo com minhas mãos, eu posso comandar meu corpo, e assim por
diante. Neste sentido, a mente e suas faculdades parecem existir.
Mas se buscarmos por ela, não podemos encontrar qualquer
parte dela em nós, nem em nossa cabeça, em nosso corpo ou em qualquer outro
lugar. Então, desta outra perspectiva, ela parece não existir. Portanto, de
outro lado a mente parece existir, mas por outro lado não é algo que
verdadeiramente existe.
Por mais exaustivas que sejam nossas investigações, nunca
seremos capazes de encontrar quaisquer características formais da mente: não
tem dimensão, nem cor, forma ou qualquer qualidade tangível. É neste sentido
que ela é chamada de aberta, porque é essencialmente indeterminada, desqualificada, além do conceito e, assim,
comparável ao espaço. Esta natureza indefinível é a abertura que nos faz
experienciar a mente como um “Eu” que possui as características que
habitualmente atribuímos a nós mesmos.
Mas devemos ter cuidado aqui! Dizer que a mente é aberta
como o espaço não é reduzi-la a algo não-existente, no sentido de ser
não-funcional. Como o espaço, a mente pura não pode ser localizada, mas é
onipresente e permeia tudo; ela abraça e permeia todas as coisas. Acima de
tudo, ela está além da mudança e sua natureza aberta é indescritível e
atemporal.
A claridade
Apesar da mente ser essencialmente vazia no sentido
explicado acima, ela não é apenas aberta ou vazia, porque se fosse, a mente
seria inerte e não iria experienciar ou conhecer qualquer coisa, nem sensações,
nem alegria ou sofrimento. A mente não é apenas vazia — ela possui uma segunda
qualidade essencial, que é a sua capacidade de experiências, de cognição. Esta
qualidade dinâmica é chamada de claridade. Ela é tanto a lucidez da
inteligência da mente quanto à luminosidade destas experiências.
Para melhorar nossa compreensão da claridade, podemos
comparar a abertura da mente ao espaço da sala onde estamos. Este espaço sem
forma permite que aconteçam nossas experiências; ele contém a experiência em
sua totalidade. É onde a nossa experiência toma o seu lugar. A claridade,
então, seria a luz que ilumina a sala e que nos permite reconhecer diferentes
coisas. Se houvesse apenas o inerte espaço vazio, não haveria possibilidade de
haver consciência. Isto é apenas um exemplo, porque a claridade da mente não é
como a luz comum do sol, da lua ou da eletricidade. É a claridade mente
que faz possível toda cognição e experiência.
A natureza aberta e luminosa da mente é o que chamamos de
“clara luz”; é uma claridade aberta que, no nível da mente pura, está
consciente em e por si mesma; é por isso que a chamamos de cognição
auto-luminosa ou claridade.
Não há um exemplo verdadeiramente adequado para ilustrar
esta claridade no nível puro, mas no nível comum, que podemos relatar mais
facilmente, podemos ter uma ideia de alguns de seus aspectos, ao compreender
uma das manifestações da mente — o estado do sonho. Vamos dizer que é uma noite
escura, e que nesta escuridão estamos sonhando, ou experienciando um mundo do
sonho. O espaço mental onde o sonho acontece, independente do lugar físico onde
estamos, poderia ser comparado à abertura da mente, enquanto sua capacidade de
experienciar, apesar da escuridão externa, corresponde à sua claridade. Esta
lucidez abarca todo conhecimento da mente e é a claridade inerente nestas
experiências. É também a lucidez do que ou quem as experiência; o conhecedor e
o conhecido, a lucidez e a claridade, nada mais são do que duas facetas da
mesma qualidade. A inteligência que experiência o sonho é a lucidez, e a
claridade presente em suas experiências é a sua luminosidade; mas no nível
não-dual da mente pura, é apenas uma e mesma qualidade, a “claridade”, chamada
de prabhasvara em sânscrito, ou de selwa em tibetano. Este exemplo pode ser
útil para o entendimento, mas tenha em mente que isto é apenas uma ilustração,
mostrando um nível manifestação particular da claridade em um nível habitual.
No exemplo, há uma diferença entre a lucidez o conhecedor e a luminosidade das
experiências do sujeito, porque o sonho é uma experiência dualista,
diferenciada em termos de sujeito e objeto, na qual a claridade se manifesta de
uma vez, na consciência ou lucidez do sujeito e na luminosidade de seus
objetos. De fato, o exemplo é limitado, pois fundamentalmente não há dualidade
nas mentes puras: é a mesma qualidade da claridade que é essencialmente
não-dual.
Sensitividade
Para uma descrição completa da mente pura, um terceiro
aspecto deve ser adicionado às duas primeiras qualidades já discutidas; é a
sensitividade, ou desimpedimento. A claridade da mente é a sua capacidade de
experienciar; tudo pode surgir na mente, então suas possibilidades de
consciência ou inteligência são ilimitadas. O termo tibetano que designa esta
qualidade literalmente significa “ausência de impedimento”. Esta é a liberdade
da mente experienciar sem obstrução. No nível puro, estas experiências têm as
qualidades da iluminação. No nível condicionado, elas são as percepções da
mente de cada coisa como sendo isto ou aquilo; ou seja, é a habilidade de
distinguir, perceber e conceber todas as coisas.
Voltando ao exemplo do sonho, a qualidade inerente de
sensitividade da mente seria, por causa de sua abertura e claridade, a sua
habilidade de experienciar a multiplicidade de aspectos do sonho, tanto as
percepções do sujeito sonhador quanto as experiências do mundo sonhado. A
claridade é o que permite surgir as experiências, enquanto a sensitividade é a
totalidade de todos os aspectos distintamente experienciados.
Esta sensitividade corresponde, no nível habitual e
dualista, a todos os tipos de pensamentos e emoções que surgem na mente e, no
nível puro da mente de um buddha, à sabedoria ou qualidades iluminadas
colocadas em prática para ajudar os seres.
Então, a mente pura pode ser compreendida assim:em
essência, é aberta; em natureza, é clara; e em todos os seus aspectos, é uma
sensitividade desimpedida.
Estas três facetas, a abertura, a claridade e a
sensitividade, não estão separadas, mas são concomitantes. Elas são as
qualidades simultâneas e complementares da mente desperta.
No nível puro, estas qualidades são o estado de buddha; no
nível impuro da ignorância e da ilusão, eles se tornam todos os estados da
consciência condicionada, todas as experiências do samsara. Mas não importa se
a mente é iluminada ou iludida, nada há além dela, e ela é essencialmente a
mesma em todos os seres, humanos ou não-humanos.
A natureza de buddha, com
todos os seus poderes e qualidades iluminadas, está presente em cada ser. Todas
as qualidades do buddha estão em nossas mentes, porém veladas e obscurecidas,
assim como uma vidraça é naturalmente transparente e translúcida, mas fica
opaca pela densa camada de sujeira.
A purificação, ou remoção destas impurezas, permite que
todas as qualidades iluminadas presentes na mente sejam reveladas. Realmente,
nossa mente tem pouca liberdade e poucas qualidades positivas porque ela é
condicionada pelo nosso karma, pelas marcas habituais do passado. Pouco a pouco, porém, as práticas do Dharma e de meditação
livram a mente e a desperta para todas as qualidades de um buddha.
Uma breve meditação
Neste ponto, provavelmente ajudaria fazer uma curta prática
experimental, uma meditação para tentar melhorar nossa compreensão sobre tudo
isso.
A PRATICA:
Sentando confortavelmente, vamos deixar a mente descansar em
seu estado natural. Relaxamos a nós mesmos, nossas tensões, e permanecemos sem
tensão, sem qualquer intenção em particular, sem artifícios… Soltamos nossa
mente e permitimos que ela fique aberta, como o espaço… Espaçosa, a mente
permanece clara e lúcida… Relaxada, solta, a mente permanece transparente e
luminosa… Não mantemos nossa mente encerrada em nós mesmos… Ela não está
confinada em nossa cabeça, em nosso corpo, no ambiente ou em qualquer lugar.
Relaxada, ela é vasta como o espaço que abarca tudo… Ela abarca tudo, todo o
mundo e todo o universo. Ela permeia nosso mundo inteiro. Permanecemos
descansados, relaxados, neste estado de abertura, ilimitado, totalmente lúcido
e transparente.
A abertura e a transparência da mente, similares ao espaço
infinito, são sinais do que temos chamado de abertura. Sua consciência livre e
clara é o que temos chamado de claridade.
Há também a sua sensitividade, que é a capacidade da mente
experienciar tudo em uma desimpedida consciência de pessoas, de lugares e de
todas as outras coisas. A mente pode conhecer todas estas coisas e pode
reconhecê-las distintamente.
Mais uma vez, sem orientar “a mente” — o sujeito-conhecedor
— para fora nem para dentro, permanecemos como estivermos, à vontade e
relaxados… Sem afundar num estado de indiferença ou estagnação mental, nossa
mente permanece alerta e vigilante…
Neste estado,a mente é aberta e
desengajada. Isto é a abertura… Na consciência lúcida está a sua claridade…
Todos os aspectos que conhece, distinta e desimpedidamente, são a sua
sensitividade.
Um obstáculo importante surge como resultado de
habitualmente confinarmos a mente ao corpo, que percebemos como sendo o nosso
corpo; nos identificamos com este corpo, nos fixamos nele e nos encerramos
nele. Para neutralizar isto, é importante relaxar toda tensão, toda
inquietação. Tensa e inquieta, a mente fica presa. Estas tensões terminarão
causando dores físicas e de cabeça.
Deixe a mente permanecer descansada em sua vastidão lúcida,
aberta e relaxada.
Podemos começar a meditar deste modo, mas é fundamental
continuar a prática sob a direção de um guia qualificado, que nos conduzirá no
caminho correto. Com a ajuda dele ou dela, podemos realizar a vacuidade da
mente, dos pensamentos e das emoções, o que é o melhor de todos os métodos de
nos livrarmos da ilusão e do sofrimento.
Reconhecer a natureza das emoções negativas permite que elas
sejam liberadas; é portanto essencial aprender a reconhecer sua vacuidade assim
que elas surgirem. Se permanecermos ignorantes de sua natureza vazia, elas nos
carregarão em sua torrente, nos escravizando e subjugando. Elas têm controle
sobre nós porque atribuímos a elas uma realidade que, na verdade, elas não têm.
Se realizarmos sua vacuidade, então o seu poder alienador e o sofrimento que
eles causam irão desaparecer.
Esta habilidade de reconhecer a natureza aberta e vazia da
mente e de todas as suas produções, projeções, pensamentos e emoções é a
panacéia, o remédio universal que, em e por si mesmo, cura toda ilusão, toda
emoção negativa e todo sofrimento.
Nossa mente pode ser comparada a uma mão que está atada ou
amarrada; neste caso, a mente está presa pela representação de nosso “eu”,
“ego” ou “self”, assim como pelos conceitos e fixações que pertencem a esta
ideia. Pouco a pouco, a prática do Dharma elimina estas fixações e conceitos
auto-estimadores e, assim como uma mão desatada pode se abrir, a mente se abre
e ganha todos os tipos de possibilidades de atividade. Ela então descobre
muitas qualidades e habilidades, como a mão livre de suas amarras. As qualidades
que são reveladas são aquelas da iluminação, da mente
pura.
A visão budista do sofrimento é drasticamente diferente da visão ocidental. A ideia mais aceita pela psicologia e pela psiquiatria modernas é a de que o sofrimento psicológico é causado por fatores específicos, externos e traumáticos, tais como perda, maus tratos, abandono, condições sociais injustas ou desumanas, fracasso, azar, ou por um desequilíbrio bioquímico, como a falta de neurotransmissores. Esse ponto de vista postula que o indivíduo não é responsável pelo seu próprio sofrimento mental. Exceções nos casos em que há uma relação óbvia entre os atos de um indivíduo e o seu consequente sofrimento, como no caso de um fumante que sofre de câncer. A ideia politicamente correta hoje em dia é que as emoções dolorosas, persistentes ou incapacitadoras, como a depressão, a ansiedade e a ira, são sintomas de uma doença mental pela qual o indivíduo não é culpado e, portanto, não é responsável.
Em contraposição, o ponto de vista budista postula que o sofrimento tem suas raízes na mente. O sofrimento se faz sentir e processa-se na mente. A qualidade do sofrimento depende da maneira pela qual o indivíduo reage aos acontecimentos da vida. Essa capacitação de reação, depende de fatores mentais, como, por exemplo, os direitos e expectativas que temos; depende da percepção que temos da natureza da existência e do nosso relacionamento com essa existência; depende, além disso, da disciplina que nos impomos, da paciência, da perseverança e de outras virtudes; ou, ao contrário, dos nossos egoísmos, exigências, reações indiscriminadas, da preguiça e da tendência de culpar o próximo.
Do ponto de vista budista, a causa crítica do sofrimento, da infelicidade e das diversas emoções dolorosas e debilitantes, é a visão que o indivíduo tem de si mesmo e dos fatos da existência. De maneira geral, o indivíduo que está consciente desses fatos e que os aceitou e integrou é capaz de reagir melhor às adversidades do que o indivíduo que os ignora ou reprime. Quanto mais a pessoa ignorar e rejeitar os fatos da vida mais ela sofrerá. Para essa pessoa, os fatos da vida são o conhecimento esotérico que ela não possui e que, em muitos casos, ela busca. Do ponto de vista budista, portanto, a compreensão e a cura do sofrimento exigem, antes de mais nada, a consideração dos fatos básicos da existência.
E para os budistas, a existência tem três qualidades fundamentais que são conhecidas como “as três marcas da existência”. A função delas, é o obstáculo principal à paz interior e à felicidade. Por isso, elas também são chamadas “as três manchas da existência”. Elas são o sofrimento (dukkha), a impermanência ou mudança (anitya) e o vazio ou ausência de eu (anatman).
O sofrimento é um fato da vida porque todos os seres conscientes sofrem; e sofrem porque nascem e estão sujeitos a mudanças, tais como o envelhecimento, a doença e a morte. Esse é um fato empírico, que pode ser refutado caso alguém encontre uma criatura consciente que não sofreu ao nascer, nem durante as mudanças da vida, nem na morte. Na falta de qualquer exemplo desse tipo, temos de aceitar o sofrimento como um fato intrínseco, ainda que inconstante, da vida.
O sofrimento é uma presença que nos assusta e persegue durante a vida inteira. Todos já sofremos no passado, muitos estão sofrendo agora mesmo e todos nós sabemos, no fundo do coração, que vamos sofrer outra vez no futuro. O sofrimento é inevitável, mas não sabemos quando nem como ele há de nos afligir. Temos medo dessa possibilidade e, ainda assim, tentamos instintivamente esquecê-la, evitá-la e escondê-la; e nos sentimos mal com o sofrimento alheio. O sofrimento é uma verdade que escondemos de nós mesmos...
Mas a consciência do sofrimento só pode ser reprimida em parte. Não conseguimos suprimi-la a ponto de ela parar de nos incomodar, porque ela é a essência das nossas preocupações. Ainda assim, nós reprimimos o suficiente para não ser capazes de vê-la claramente. Por isso, muitas vezes não percebemos a quantidade de esforço e imaginação que investimos para reprimi-la nem vemos que ela se impõe, como uma presença monumental, bem no centro da nossa vida.
Para o budismo, a causa básica do sofrimento é a ignorância, avidya (literalmente, “não ver”). O ego é o local exato onde repousa a nossa ignorância. Concebemos o ego como o local onde se encontra o conhecimento, e ele é até visto como a sede das faculdades lógicas; mas o ego em si mesmo é feito de ignorância, uma vez que se constrói sobre uma visão de si e do mundo que nega, reprime ou distorce os fatos da existência, especialmente os fatos do sofrimento e da morte. A negação e a distorção da realidade se consubstanciam nos mecanismos psicológicos de defesa, que se encontram, em diferentes graus,em todos os seres humanos sem exceção alguma.
Todos os mecanismos de defesa são falsificações da realidade. São mentiras que contamos a nós mesmos. A negação, por exemplo, é a rejeição de fatos desagradáveis ou inaceitáveis. A repressão põe esses fatos para fora da consciência. O racionalismo dá justificativas plausíveis para intenções ou atos que de outro modo seriam inaceitáveis. A projeção é a atribuição das nossas próprias percepções, desejos e medos a outra pessoa. A reação se forma quando se age de maneira oposta ao que se sente. A falsificaçãoda realidade também se manifesta no nosso orgulho, na supervalorização da nossa importância e poder, que muitas vezes é confundida com uma boa autoestima. A negação da morte se manifesta em nossas preocupações com o futuro distante, em como vamos “acabar” e em crenças religiosas nascidas do desejo, tais como as crenças na salvação pessoal ou na reencarnação, na imortalidade e no céu.
A negação dos fatos da vida, o fato da morte inclusive, é motivada pelo instinto de sobrevivência que é inerente em todas as formas de vida. Nos seres humanos, o instinto de sobrevivência é sublimado e se transforma nos desejos egoístas de segurança, poder e imortalidade. Queremos viver para sempre, então achamos que isso nos é possível. O instinto de sobrevivência, em todas as suas formas, é frustrado pelos dois outros fatos da vida, particularmente pelo fato da mudança ou impermanência. O fato da mudança cria uma tensão entre a aparente estabilidade do presente e a incerteza do futuro. Essa tensão leva o indivíduo a se esforçar inutilmente, e, portanto, dolorosamente, para resistir à mudança. Ao fim e ao cabo, entretanto, o fato da impermanência frustra de modo trágico todos os projetos de felicidade que o indivíduo faz para o futuro, bem como o seu desejo e a sua luta para sobreviver à morte e transcendê-la.
Cada uma das três marcas da existência está associada com a sua própria forma de sofrimento. O sofrimento associado ao sofrimento se chama dukkha dukkhata. Reflete o fato de que há duas formas primárias de sofrimento que qualquer um pode observar por si mesmo: o sofrimento intrínseco à vida consciente e o sofrimento causado pelas tentativas de evitá-lo e fugir dele. O sofrimento que causamos com as tentativas de evitar a dor e fugir dela constitui a “dor da dor” (dukkha dukkhata).
Segundo essa interpretação, dukkha dukkhata é a dor que vem das tentativas de evitar a dor.É a luta sem fim para negar, reprimir e evitar o sofrimento. A mente indisciplinada está sempre ruminando os prazeres passados e lamentando e querendo apagar os sofrimentos passados; e está sempre esperando a felicidade futura e morrendo de medo do sofrimento futuro. O medo do sofrimento futuro é a essência das nossas preocupações e a raiz das nossas ansiedades (é o que ensina a música da Legião Urbana no fim da matéria).
Existe muita confusão acerca da diferença entre medo e ansiedade. Muitos dizem que o medo é real e as ansiedades são irreais ou imaginárias. Isso é apenas uma meia verdade que esconde a verdade completa. A diferença é que o medo se volta para o presente. Nós sentimos medo na presença definida. O medo é a reação a um perigo atual. A ansiedade é o medo de um perigo futuro. A mente está sempre examinando o futuro em busca de problemas, e não é difícil encontrá-los em abundância. Existem milhares de maneiras pelas quais as coisas podem dar errado, e somente umas poucas pelas quais podem dar certo. Às vezes, nós temos consciência do perigo futuro do qual temos medo. Pensamos em tomar uma iniciativa, mas ficamos com medo de fracassar ou de sermos rejeitados.
A semelhança entre o medo e a ansiedade está na fisiologia de ambos. O corpo não consegue distinguir entre o medo de um perigo presente e o medo de um perigo futuro. A melhor maneira de entender a diferença entre medo e ansiedade é observar e refletir sobre o medo que temos dos perigos percebidos como imediatos e nossas ansiedades sobre perigos futuros possíveis ou imaginários.
O sofrimento muitas vezes assume a forma sutil de uma tentativa de resistir à mudança. Sabemos, por exemplo, que estamos destinados a envelhecer e morrer. Todos nós sabemos que ninguém fica jovem e belo para sempre. Sabemos com certeza que a nossa saúde vai inevitavelmente ser consumida pelo tempo. Por causa disso, entabulamos uma busca desesperada pela fonte da juventude, pelo elixir da vida, pelo segredo da vida, da beleza e da felicidade eternas. A busca da vida eterna é um esforço para escapar ao sofrimento de envelhecer, adoecer e morrer.
O fato do sofrimento é a primeira nobre verdade porque é um fato básico da vida. É também a primeira porque a consciência e a aceitação da existência do sofrimento são o primeiro passo no caminho espiritual, como foram para o Buda Shakyamuni. Sem sofrimento, a sabedoria não seria nem necessária nem procurada, e, logo, só raramente seria atingida. É por isso que existem tão poucos jovens sábios. Sem sofrimento não há por que buscar a verdade ou a salvação. Na tradição judaico-cristã, o sofrimento é o fogo que purifica. É a experiência necessária para voltar a mente para dentro de si mesma, em direção à compreensão do eu e do seu relacionamento com o mundo.
Por essa razão, os budistas veneram o sofrimento. Ele é visto como o esterco que fertiliza o fruto da sabedoria, assim como o fazendeiro espalha o esterco para fertilizar sua plantação. O esterco cheira mal. É uma coisa feia e mal cheirosa. Mas dá os nutrientes preciosos ao solo onde germina o fruto da sabedoria.
O fato de que tudo é mutável, impermanente, é um fato doloroso da existência. A impermanência é dolorosa porque queremos que as coisas boas da vida durem bastante. Ansiamos pela estabilidade e pela segurança. Queremos sobreviver, prosperar e continuar. Não queremos perder as pessoas ou as coisas que são importantes para nós. O ego, o sentimento de nós mesmo, depende dos pontos fixos de referência que o localizam em relação aos outros seres, à natureza e à eternidade.
A vida é como um rio, em constante mudança. É um fluxo contínuo de fenômenos – sensações, percepções, sentimentos e pensamentos. O fluxo dos acontecimentos da vida é como a corrente de um rio: às vezes pacíficos e agradáveis, vertiginosamente rápido em alguns lugares, tediosamente lento em outros, mas sempre fluindo. Ninguém vive o mesmo momento histórico duas vezes. O sol nasce todos os dias, mas cada dia é um novo dia.
A mudança é um fator constante na vida. As mudanças de vida nunca acabam. Crescer é uma metamorfose e uma descoberta. O ritual religioso da confirmação, a primeira menstruação de uma menina, a maratona de bebida no fim da escola, são todos rituais de iniciação que marcam a transição da infância para a idade adulta. O casamento é uma mudança drástica! A doença é uma mudança da saúde e do vigor para a dor e a fraqueza. O envelhecimento é uma mudança traumática o suficiente para causar crises de meia idade dos 40 anos em diante. A morte é uma mudança mais dramática e assustadora de todas, dolorosa para os moribundos, que têm de abrir mão da vida e de tudo o que lhes é querido, e dolorosa para os que ficam, que perderam um ente querido.
O Buda ensinou que a vida é mudança e que a mudança é cheia de aflição e dor. A mudança é cheia de aflição e dor porque cada mudança é uma morte e um renascimento. A mudança é o fim de algo velho e conhecido e o começo de algo novo e estranho. A dor da mudança, entretanto, não vem da mudança em sim mesma. Vem da resistência a ela. A mudança é dolorosa porque nós nos agarramos ao que é conhecido mas já era, e relutamos em aceitar o que é novo e desconhecido.
Nós morremos de medo da mudança, e por isso tentamos entrar sempre no mesmo rio, repetir as mesmas experiências, voltar ao mesmo momento no tempo. Freud entendia a repetição compulsiva, que é essência da neurose obsessivo compulsiva, como uma tentativa de dominar a ansiedade. Alguns obsessivos tendem a reviver a mesma situação dolorosa indefinidas vezes na esperança de encontrar uma nova maneira de vencer a dor. A repetição compulsiva também pode ser uma defesa psicológica contra a ansiedade da mudança, da impermanência e da perda. É muito possível que o compulsivo obsessivo, ao repetir indefinidamente os mesmos padrões de pensamentos, fala e comportamento, esteja tentando resistir à mudança.
A mudança não é nem negativa nem positiva; ou, sob outro ponto de vista, ela é tanto negativa quanto positiva. Se cada momento da vida é único, então cada momento é novinho em folha, até mesmo o momento da morte. A vida no fluxo da mudança é a morte e renovação constantes, um contínuo nascer de novo em meio a uma criação tremenda e mágica.
Do ponto de vista budista, nem a matéria nem o espírito são reais, no sentido de que nenhum deles é uma substância permanente e irredutível. A concepção budista é a de que o mundo físico é vazio de substância verdadeira. Isto não significa que nada exista. As coisas existem, mas não por si mesmas. Existem porque nós projetamos nelas a "coisidade". O samsara consiste num fluxo de aparências, combinações de partículas interdependentes em perpétuo fluir, perpétuo rearranjar-se, perpétua ascensão e decadência. Esse estado de insubstancialidade chama-se “vazio” ou “não eu” (anatman). A negação ou a incapacidade de ver que os fenômenos são vazios de substância verdadeira, e a atribuição de substância e alma aos fenômenos, são a ignorância.
A palavra “vazio” se refere ao fato de que o mundo não é tão “sólido” como parece aos nossos sentidos. Essa ideia é compatível com a ciência moderna. Quando visto pelo prisma da ciência, o mundo material surge como um conjunto de padrões de energia em movimento. Um pedaço de ferro, por exemplo, parece uma massa sólida, mas, na realidade científica, o ferro é um conjunto de prótons, nêutrons e elétrons em movimento homeostático. Até mesmo os prótons, nêutrons e elétrons são formas de energia. Nada é sólido, duradouro ou transcendente. Tudo é aparente, transitório e imanente.
Na visão budista, nada no mundo – nenhum objeto, entidade ou pessoa – contém uma substância essencial que faz dela o que ela é. Tudo é composto de combinações de elementos que, juntos, formam o fenômeno. Quando os elementos se desintegram, quando se decompõem, o objeto composto desaparece.
O mesmo vale para o eu. Segundo a concepção budista, não há eu no eu. Nas suas meditações, o Buda olhou profundamente para dentro de si, buscando pelo âmago do seu ser. Ele não o encontrou. Não conseguiu encontrar nenhum âmago distinto, substancial, permanente. Encontrou somente uma série de componentes que, em relação dinâmica uns com os outros, constituem o fluxo mutável, impermanente e vazio das aparências, sobre as quais é projetada a imagem holográfica do eu.
É um erro conceber o vazio como um vácuo. Essa ideia é um produto da mente comum, que só é capaz de perceber algo em função do oposto desse algo. O vazio não é um estado ontologicamente negativo. Não é um vácuo, uma privação, uma ausência. Ao contrário, o vazio é uma plenitude, um todo, a fonte e o receptáculo fértil do qual todos os fenômenos se levantam, para onde voltam, de onde emergem e onde desaparecem. O vazio, entretanto, é um estado epistemologicamente falso. Refere-se à falsidade da atribuição de substâncias aos fenômenos e à falsidade da atribuição de substância ao eu. O vazio só é a ausência no sentido de que os fenômenos carecem de uma substância essencial. Na medida em que é integral, puro, permanente, e que dele tudo nasce e para ele tudo volta, o vazio é o conceito budista do sagrado e compara-se com o Deus judeu-cristão, que também é integral, puro, eterno e é a origem e o destino de todas as coisas.
A maioria das pessoas não consegue suportar o pensamento de que um dia vai morrer e desaparecer. A morte se afigura como um nada, e o nada é conhecido como a negação do eu. O eu luta para sobreviver com a desesperada energia da vida, buscando substanciar-se, proteger-se, expandir e perpetuar a si mesmo.
O ego, que mal tem consciência da sua própria inefabilidade, se esforça constantemente para criar um eu sólido a partir do não eu, como se algo pudesse ser criado do nada. A meta principal do ego é criar, conservar e perpetuar o eu para sempre. Para o budismo, a ilusão do eu substancial, o subsequente apego ao eu, e a luta egoísta do eu para substanciar a si mesmo são as maiores causas do sofrimento que nós, seres humanos, infligimos a nós mesmos e ao próximo.
O fato do vazio significa que tudo no mundo esta relacionado com tudo o mais. Cada coisa no universo é um objeto composto de energias e elementos dos quais tudo o mais no universo também é composto. O vazio é a base da interdependência de todas as coisas. Tudo no universo está relacionado com tudo o mais por causa do vazio. Por causa do vazio, o mundo é um.