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quinta-feira, 16 de março de 2017

PARTE 2: O que é a mente e qual a diferença entre a ilusão e o estado iluminado do ser?





Oi gente!

Dando continuidade na matéria sobre O QUE É A MENTE retirado do blog 

https://budismopetropolis.wordpress.com/2015/07/21/o-que-e-a-mente/

vamos abordar hoje a diferença entre ilusão (maya) e o estado iluminado do ser.


COMO DIZ UM ANTIGO CONTO ZEN:

"O monge perguntou ao Mestre:

“Como posso sair do Samsara (a Roda de renascimentos e mortes)?”
O Mestre respondeu:
“Quem te colocou nele?“



Vamos refletir sobre isso durante a semana, ok?

Beijos no coração

Namastê
ॐ




A natureza da mente


A verdadeira experiência da natureza essencial da mente está além das palavras. Querer descrevê-la é como a situação de um mudo que quer descrever o sabor de um doce em sua boca: ele não tem um meio adequado de se exprimir. Mesmo assim, gostaria de oferecer algumas ideias que ajudem a esta experiência.

Podemos pensar que a natureza da mente pura tem três aspectos essenciais, complementares e simultâneos: a abertura, a claridade e a sensitividade.

A abertura

A mente é o que pensa, “Eu sou”, “Eu quero”, “Eu não quero”; é o pensador, o observador, o sujeito de todas as experiências. Eu sou a mente. De um ponto de vista, esta mente existe, já que eu sou e eu tenho a capacidade de ação. Se eu quero ver, eu posso ver; se eu quero ouvir, eu posso ouvir; se eu decido fazer algo com minhas mãos, eu posso comandar meu corpo, e assim por diante. Neste sentido, a mente e suas faculdades parecem existir.

Mas se buscarmos por ela, não podemos encontrar qualquer parte dela em nós, nem em nossa cabeça, em nosso corpo ou em qualquer outro lugar. Então, desta outra perspectiva, ela parece não existir. Portanto, de outro lado a mente parece existir, mas por outro lado não é algo que verdadeiramente existe.

Por mais exaustivas que sejam nossas investigações, nunca seremos capazes de encontrar quaisquer características formais da mente: não tem dimensão, nem cor, forma ou qualquer qualidade tangível. É neste sentido que ela é chamada de aberta, porque é essencialmente indeterminada, desqualificada, além do conceito e, assim, comparável ao espaço. Esta natureza indefinível é a abertura que nos faz experienciar a mente como um “Eu” que possui as características que habitualmente atribuímos a nós mesmos.

Mas devemos ter cuidado aqui! Dizer que a mente é aberta como o espaço não é reduzi-la a algo não-existente, no sentido de ser não-funcional. Como o espaço, a mente pura não pode ser localizada, mas é onipresente e permeia tudo; ela abraça e permeia todas as coisas. Acima de tudo, ela está além da mudança e sua natureza aberta é indescritível e atemporal.

A claridade

Apesar da mente ser essencialmente vazia no sentido explicado acima, ela não é apenas aberta ou vazia, porque se fosse, a mente seria inerte e não iria experienciar ou conhecer qualquer coisa, nem sensações, nem alegria ou sofrimento. A mente não é apenas vazia — ela possui uma segunda qualidade essencial, que é a sua capacidade de experiências, de cognição. Esta qualidade dinâmica é chamada de claridade. Ela é tanto a lucidez da inteligência da mente quanto à luminosidade destas experiências.

Para melhorar nossa compreensão da claridade, podemos comparar a abertura da mente ao espaço da sala onde estamos. Este espaço sem forma permite que aconteçam nossas experiências; ele contém a experiência em sua totalidade. É onde a nossa experiência toma o seu lugar. A claridade, então, seria a luz que ilumina a sala e que nos permite reconhecer diferentes coisas. Se houvesse apenas o inerte espaço vazio, não haveria possibilidade de haver consciência. Isto é apenas um exemplo, porque a claridade da mente não é como a luz comum do sol, da lua ou da eletricidade. É a claridade mente que faz possível toda cognição e experiência.

A natureza aberta e luminosa da mente é o que chamamos de “clara luz”; é uma claridade aberta que, no nível da mente pura, está consciente em e por si mesma; é por isso que a chamamos de cognição auto-luminosa ou claridade.

Não há um exemplo verdadeiramente adequado para ilustrar esta claridade no nível puro, mas no nível comum, que podemos relatar mais facilmente, podemos ter uma ideia de alguns de seus aspectos, ao compreender uma das manifestações da mente — o estado do sonho. Vamos dizer que é uma noite escura, e que nesta escuridão estamos sonhando, ou experienciando um mundo do sonho. O espaço mental onde o sonho acontece, independente do lugar físico onde estamos, poderia ser comparado à abertura da mente, enquanto sua capacidade de experienciar, apesar da escuridão externa, corresponde à sua claridade. Esta lucidez abarca todo conhecimento da mente e é a claridade inerente nestas experiências. É também a lucidez do que ou quem as experiência; o conhecedor e o conhecido, a lucidez e a claridade, nada mais são do que duas facetas da mesma qualidade. A inteligência que experiência o sonho é a lucidez, e a claridade presente em suas experiências é a sua luminosidade; mas no nível não-dual da mente pura, é apenas uma e mesma qualidade, a “claridade”, chamada de prabhasvara em sânscrito, ou de selwa em tibetano. Este exemplo pode ser útil para o entendimento, mas tenha em mente que isto é apenas uma ilustração, mostrando um nível manifestação particular da claridade em um nível habitual. 

No exemplo, há uma diferença entre a lucidez o conhecedor e a luminosidade das experiências do sujeito, porque o sonho é uma experiência dualista, diferenciada em termos de sujeito e objeto, na qual a claridade se manifesta de uma vez, na consciência ou lucidez do sujeito e na luminosidade de seus objetos. De fato, o exemplo é limitado, pois fundamentalmente não há dualidade nas mentes puras: é a mesma qualidade da claridade que é essencialmente não-dual.

Sensitividade

Para uma descrição completa da mente pura, um terceiro aspecto deve ser adicionado às duas primeiras qualidades já discutidas; é a sensitividade, ou desimpedimento. A claridade da mente é a sua capacidade de experienciar; tudo pode surgir na mente, então suas possibilidades de consciência ou inteligência são ilimitadas. O termo tibetano que designa esta qualidade literalmente significa “ausência de impedimento”. Esta é a liberdade da mente experienciar sem obstrução. No nível puro, estas experiências têm as qualidades da iluminação. No nível condicionado, elas são as percepções da mente de cada coisa como sendo isto ou aquilo; ou seja, é a habilidade de distinguir, perceber e conceber todas as coisas.

Voltando ao exemplo do sonho, a qualidade inerente de sensitividade da mente seria, por causa de sua abertura e claridade, a sua habilidade de experienciar a multiplicidade de aspectos do sonho, tanto as percepções do sujeito sonhador quanto as experiências do mundo sonhado. A claridade é o que permite surgir as experiências, enquanto a sensitividade é a totalidade de todos os aspectos distintamente experienciados.

Esta sensitividade corresponde, no nível habitual e dualista, a todos os tipos de pensamentos e emoções que surgem na mente e, no nível puro da mente de um buddha, à sabedoria ou qualidades iluminadas colocadas em prática para ajudar os seres.

Então, a mente pura pode ser compreendida assim: em essência, é aberta; em natureza, é clara; e em todos os seus aspectos, é uma sensitividade desimpedida. 

Estas três facetas, a abertura, a claridade e a sensitividade, não estão separadas, mas são concomitantes. Elas são as qualidades simultâneas e complementares da mente desperta.

No nível puro, estas qualidades são o estado de buddha; no nível impuro da ignorância e da ilusão, eles se tornam todos os estados da consciência condicionada, todas as experiências do samsara. Mas não importa se a mente é iluminada ou iludida, nada há além dela, e ela é essencialmente a mesma em todos os seres, humanos ou não-humanos.

 A natureza de buddha, com todos os seus poderes e qualidades iluminadas, está presente em cada ser. Todas as qualidades do buddha estão em nossas mentes, porém veladas e obscurecidas, assim como uma vidraça é naturalmente transparente e translúcida, mas fica opaca pela densa camada de sujeira.

A purificação, ou remoção destas impurezas, permite que todas as qualidades iluminadas presentes na mente sejam reveladas. Realmente, nossa mente tem pouca liberdade e poucas qualidades positivas porque ela é condicionada pelo nosso karma, pelas marcas habituais do passado. Pouco a pouco, porém, as práticas do Dharma e de meditação livram a mente e a desperta para todas as qualidades de um buddha.

Uma breve meditação

Neste ponto, provavelmente ajudaria fazer uma curta prática experimental, uma meditação para tentar melhorar nossa compreensão sobre tudo isso.

A PRATICA:

Sentando confortavelmente, vamos deixar a mente descansar em seu estado natural. Relaxamos a nós mesmos, nossas tensões, e permanecemos sem tensão, sem qualquer intenção em particular, sem artifícios… Soltamos nossa mente e permitimos que ela fique aberta, como o espaço… Espaçosa, a mente permanece clara e lúcida… Relaxada, solta, a mente permanece transparente e luminosa… Não mantemos nossa mente encerrada em nós mesmos… Ela não está confinada em nossa cabeça, em nosso corpo, no ambiente ou em qualquer lugar. Relaxada, ela é vasta como o espaço que abarca tudo… Ela abarca tudo, todo o mundo e todo o universo. Ela permeia nosso mundo inteiro. Permanecemos descansados, relaxados, neste estado de abertura, ilimitado, totalmente lúcido e transparente.

A abertura e a transparência da mente, similares ao espaço infinito, são sinais do que temos chamado de abertura. Sua consciência livre e clara é o que temos chamado de claridade.

Há também a sua sensitividade, que é a capacidade da mente experienciar tudo em uma desimpedida consciência de pessoas, de lugares e de todas as outras coisas. A mente pode conhecer todas estas coisas e pode reconhecê-las distintamente.

Mais uma vez, sem orientar “a mente” — o sujeito-conhecedor — para fora nem para dentro, permanecemos como estivermos, à vontade e relaxados… Sem afundar num estado de indiferença ou estagnação mental, nossa mente permanece alerta e vigilante… 

Neste estado,a mente é aberta e desengajada. Isto é a abertura… Na consciência lúcida está a sua claridade… Todos os aspectos que conhece, distinta e desimpedidamente, são a sua sensitividade.

Um obstáculo importante surge como resultado de habitualmente confinarmos a mente ao corpo, que percebemos como sendo o nosso corpo; nos identificamos com este corpo, nos fixamos nele e nos encerramos nele. Para neutralizar isto, é importante relaxar toda tensão, toda inquietação. Tensa e inquieta, a mente fica presa. Estas tensões terminarão causando dores físicas e de cabeça.

Deixe a mente permanecer descansada em sua vastidão lúcida, aberta e relaxada.

Podemos começar a meditar deste modo, mas é fundamental continuar a prática sob a direção de um guia qualificado, que nos conduzirá no caminho correto. Com a ajuda dele ou dela, podemos realizar a vacuidade da mente, dos pensamentos e das emoções, o que é o melhor de todos os métodos de nos livrarmos da ilusão e do sofrimento.

Reconhecer a natureza das emoções negativas permite que elas sejam liberadas; é portanto essencial aprender a reconhecer sua vacuidade assim que elas surgirem. Se permanecermos ignorantes de sua natureza vazia, elas nos carregarão em sua torrente, nos escravizando e subjugando. Elas têm controle sobre nós porque atribuímos a elas uma realidade que, na verdade, elas não têm. Se realizarmos sua vacuidade, então o seu poder alienador e o sofrimento que eles causam irão desaparecer.

Esta habilidade de reconhecer a natureza aberta e vazia da mente e de todas as suas produções, projeções, pensamentos e emoções é a panacéia, o remédio universal que, em e por si mesmo, cura toda ilusão, toda emoção negativa e todo sofrimento.

Nossa mente pode ser comparada a uma mão que está atada ou amarrada; neste caso, a mente está presa pela representação de nosso “eu”, “ego” ou “self”, assim como pelos conceitos e fixações que pertencem a esta ideia. Pouco a pouco, a prática do Dharma elimina estas fixações e conceitos auto-estimadores e, assim como uma mão desatada pode se abrir, a mente se abre e ganha todos os tipos de possibilidades de atividade. Ela então descobre muitas qualidades e habilidades, como a mão livre de suas amarras. As qualidades que são reveladas são aquelas da iluminação, da mente pura.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Tu és um tesouro, mas segues mendingando



Tens um tesouro dentro de ti, mas esquecestes ou ainda não te destes conta de que é um tesouro, segue mendigando pelas ruas...

É um mendigo.

Se alguém disser: "Olhe sua casa, não precisa ser um mendigo, pode ser um imperador neste exato momento!"

O mendigo dirá: "Que tolice diz! Como vou ser um imperador neste exato momento??? Estive mendigando durante anos e ainda sou mendigo, e inclusive sigo mendigando todos os dias, não sou um imperador! Que absurdo, que ilógico!!!É impossível!!!"

 O mendigo não pode acreditar, por que???

Porque a mente mendicante procede de um hábito prolongado. Mas se o tesouro está oculto em casa, escavando um pouco, tirando um pouco de terra, o tesouro aparecerá. E  imediatamente já não voltará a ser um mendigo; converterá-se em um imperador.

É o mesmo com a espiritualidade: é um tesouro oculto. Não terá que obter nada , apenas ainda não reconhecestes isso, mas já está em ti. Você é o tesouro, mas segue mendigando.

Uma simples técnica será o suficiente. Escavar a terra, tirá-la um pouco, não é um grande esforço, e pode se converter a um imperador imediatamente.

Tem que escavar um pouco para retirar a terra. E quando digo retirar a terra, não digo só simbolicamente. Literalmente, seu corpo forma parte da terra, te identificastes com o corpo. Retira um pouco de terra, cria um buraco nela, e chegará a conhecer o tesouro.

...Buda foi um mendigo como você; não foi sempre um Buda. Em um momento concreto o mendigo morre e se converte em professor. Não se trata, em realidade, de um processo gradual; não é que Buda vá acumulando e um dia já não é um mendigo e se volta a imperador. Não, um mendigo nunca se pode voltar um imperador se tratando de acumulação, seguirá sendo um mendigo. Pode se tornar um mendigo rico, mas seguirá sendo um mendigo. E um mendigo é um mendigo ainda que maior que um mendigo pobre.

De repente, um dia Buda se da conta do tesouro interno. Então deixa de ser um mendigo e converte-se em um professor. A distância entre Siddharta Gautama e Gautama Buda é infinita. É a mesma distância entre você e Buda. Mas o tesouro está escondido dentro de ti, assim como estava escondido dentro de Buda...

- OSHO, O livro dos Segredos Vol I

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Você pode ser um Buda hoje!!!




Se você só quer melhorar, vai descobrir que o caminho é muito difícil, mas se você estiver aberto a descobrir a tua perfeição vai ser muito fácil.






sexta-feira, 29 de julho de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

Filme de Sri Prem Baba - Isso Existe



Oi gente,


Não se sintam sozinhos nesse caminho.

Sei que muitas vezes nos questionamos se estamos no caminho certo ou não, sei que há muitas dúvidas e os conflitos parecem ser maiores que antes quando de fato estamos no caminho espiritual, mas saibam que Prem Baba também passou por todas essas coisas.

Prem Baba também teve medo.

Muitas vezes se questionou se estava no caminho certo, ele dizia: "...a verdade e a mentira parecem que estão brincando de esconde-esconde comigo...", pois hora tudo fazia sentido - ele estava no céu, mas em outras, voltava para o inferno de uma mente condicionada.

Sentia que algo dentro dele não queria morrer, que algo o fazia ficar preso nesse mundo de ilusões...


Isso Existe - um filme sobre Sri Prem Baba


Narrado pelo próprio Sri Prem Baba, o filme começa quando o jovem paulistano, aos 14 anos, teve uma visão que dizia: vá para a Índia, para Rishikesh.
Uma rica jornada de iluminação que nos traz preciosas reflexões sobre o sentido da vida e o papel de cada um neste planeta.



terça-feira, 21 de junho de 2016

O SAMSARA E OS RISCOS DO SAMADHI




por Swami Dayananda Saraswati 

A palavra saṃsāra até serve de nome para um perfume francês. Esta palavra define a sede por, ou a caçada de, experiências. Define a ideia de ir atrás de uma experiência, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma, e mais uma... Buscar experiências nesta vida, buscar experiências depois da morte, buscar experiências noutras dimensões, onde for. Buscar experiências.
Sair do saṃsāra é parar de buscar experiências, ou parar de buscar a felicidade nelas. É também parar de ser afetado por memórias do passado daquelas que nos imobilizam, como complexos, culpas e outros. Até mesmo um macaco, se dotado de uma mente humana, irá sofrer. 
Porém, como os macacos e outros animais não são dotados desse tipo de mente característica dos humanos, eles simplesmente vivem suas vidas sem sofrer com nada que não seja satisfazer suas necessidades essenciais. Cavalos não precisam ir ao cabeleireiro. Macacos não usam jeans. Noutras palavras, eles não têm complexos nem problemas de autojulgamento.
Eles buscam as experiências, programados pelos instintos e a genêtica. O paradoxo da condicionamento humana é que, mesmo dotados do livre arbítrio, que é o que nos diferencia dos demais animais, não sabemos bem ao certo o que fazer com ele. Embora nos incomode a imperfeição, ela faz parte das nossas vidas.
A vida de saṃsāra é uma vida, assim, de experiências incessantes, onde tentamos caçar novas experiências que acreditamos serem boas, e procuramos fugir das experiências que percebemos como negativas ou indesejáveis. Assim, fazemos planos, buscamos realizar metas e objetivos. Nem sempre nossos planos e projetos dão certo. Às vezes as coisas funcionam como o esperamos, mas às vezes as nossas expectativas não são preenchidas.
A pergunta é se existe alguma experiência que seja perfeita, mas tão perfeita e que nos ajude a parar com essa roda do saṃsāra, que nos ajude a deixar de buscar a felicidade nas experiências. Essa experiência deveria ser uma experiência infinita, ilimitada, onde o experienciador, a experiência e o ato de experienciar não tivessem nenhuma diferença. Chamemos esta experiência de nirvikalpa samādhi [samādhi sobre a ausência de construções mentais].
Essa experiência, por outro lado, não poderia nem deveria ter um fim, pois o que define as experiências é justamente que elas começam, acontecem e terminam. Porém, a experiência de que estamos falando deveria ser infinita. Na hipótese de você ter uma experiência de nirvikalpa samādhi, e retornar dela, você veria as coisas diferentes? Veria as pessoas de maneira diferente?
Ora, acontece que o samādhi é apenas uma experiência com início, meio e fim e que, depois que ela termina, a pessoa que teve essa experiência reconhece que o saṃsāra continua. Portanto, o samådhi não resolve o problema.
Há pérolas de plástico hoje em dia. Parecem reais, mas são falsas. Da mesma maneira, há promessas no mundo da espiritualidade que são falsas, como essas pérolas. Tal experiência, simplesmente não existe. Se ela fosse real, não poderia ser subjetiva. É assim que as pessoas são enganadas, pois elas precisam se agarrar a alguma coisa, precisam acreditar numa solução mágica.
O que motiva a pessoa a buscar experiências? O que a impulsiona? Qual é a força motivadora? Um problema existencial: o problema da pessoas que vive, e quer viver, através de experiências. Sem experiências, ela acredita que não há vida. E, a solução para elas parece ser a busca de um tipo de experiência apenas: as prazerosas.
Assim, o apego às experiências prazerosas é o que nos leva a agir no mundo. Desta maneira, a pessoa se torna uma manipuladora do mundo, justamente para ter essas experiências, para atraí-las para si. O problema é que a inteira Humanidade está buscando fazer o mesmo, e é assim que o mundo funciona.
Essa é a razão pela qual buscamos esse tipo de promessa, para sair de vez desta montanha russa. Assim, as pessoas compram essas passagens para o paraíso, ou por causa da sedução de viver no céu, ou pelo medo do inferno, ou por qualquer outro motivo. Não vamos discutir aqui o ilógico e absurdo dessas promessas. Porém é certo que muita gente engole essas aboborinhas.
Assim, temos as promessas das religiões atuais, e as promessas de pessoas que também tentam nos iludir com promessas da espiritualidade nova era. No meio dessa variedade de ofertas, como você faz para se esquivar e encontrar algo que realmente preste? Conhecer uma coisa como errada nos permite conhecer todos os erros similares. Devemos ser capazes de ver esses erros. 
Isto não significa que devamos ficar o tempo todo julgando os demais ou o que eles fazem, mas manter o espírito crítico afiado para, como dizemos anteriormente, não engolir uma abobrinha inadvertidamente. Não precisamos descartar todas as crenças, mas podemos sim ver qual é a base delas e apreciar, mesmo quando não temos elementos para verificá-las, se fazem sentido à luz do contexto em que são feitas. 
Assim, há dois tipos de crença: uma delas, iremos chamar de confiança. A outra, de crença mesmo. Você é mais do que você acredita ser. Digamos que isso seja verdadeiro. Você precisa de confiança nesta afirmação, enquanto não consegue verificá-lá por seus próprios meios.
Digamos que você queira aprender a adivinhar o futuro. Você busca um curso na internet, encontra, se inscreve e aguarda a hora do curso começar. Até esse ponto, é tudo uma questão de confiança. Aqui, no estudo de Vedānta, é a mesma coisa. O que nós propomos aqui não é uma crença não verificável, mas uma confiança verificável. 
Como quando você aí atravessar a rua e aguarda o semáforo ficar verde para si. Você tem a confiança de que esse é o momento para atravessar, e que enquanto você vê o verde, os carros do outro lado do cruzamento estarao vendo o vermelho e irão parar. 
Viver é uma questão de confiança, portanto. Você respira ar, na expectativa de que o que você respira seja mesmo ar. Se você pudesse ver os microorganismos que entram no seu nariz, não ia querer respirar mais. Além dos nossos meios de conhecimento, tudo é uma questão de crença. Você não deveria descartar as crenças, mas examiná-las.
Om tat sat.


Ver Mais
http://www.yoga.pro.br/artigos/1107/1/o-samsara-e-os-riscos-do-samadhi

terça-feira, 24 de maio de 2016

Superando o Ego e Atingindo a Iluminação


Superar o ego não é uma tarefa fácil, exige força de vontade e determinação.

Exige também conhecimento sobre sua atuação dentro desse mundo de ilusão.

Podemos ver bem isso no trecho do filme O pequeno Buda quando Siddhartha Gautama supera todas as artimanhas do ego chegando em fim a iluminação.







Para assistir o filme inteiro:
O Pequeno Buda

Um beijo no coração

Namastê


Ver Mais:


 O que é a iluminação? | Monja Coen | Zen Budismo



terça-feira, 19 de abril de 2016

Identificação com as coisas externas é igual a SOFRIMENTO!

Oi gente,

Hoje gravei um vídeo falando sobre como a identificação com as coisas externas causa sofrimento, sobre o estado de não-desejo e sobre como o auto-conhecimento está transformando a minha vida.

Deixo abaixo um artigo bem legal que também fala da importância do auto-conhecimento e uma frase para vocês refletirem:

 " o verdadeiro sucesso é quando tomamos consciência daquilo que nos aprisiona, quando tomamos consciência da nossa insanidade, ai sim começamos a nos tornar sãos"
-Sri Prem Baba

Beijos no coração

Namastê



A grande piada cósmica é que você é o que você está procurando. kkkkk.
Essa é a grande piada do universo. Andamos tanto, buscamos tanto, imaginamos tanto, fazemos tantos e tantos planos, queremos conhecer tanto os mistérios do universo, mistérios da vida, mistérios da morte……
Toda a busca religiosa e espiritual neste planeta acabará por onde você começou. Se isso não é uma piada fantástica vale uma boa gargalhada.
dalai_lama_sorrindo
Nós todos olhamos para a felicidade, paz e satisfação nas coisas do mundo, mas a atrás de todas estas coisas está nossa própria natureza – nosso próprio ser.
Alguns mestres de meditação e místicos ao longo da história tem explicado sobre essa piada cósmica. Um deles é o mestre Zen Thich Nhat Hanh que diz:
thich-nhat-hanh-zen-master
Eu rio quando penso como procurava o paraíso fora do mundo do nascimento e morte. E é o no mundo de nascimento que a verdade milagrosa é revelada. Mas este não é o riso de alguém que de repente adquire uma grande fortuna; nem é o riso de quem teve uma grande vitória. É, antes, o riso de quem; depois de uma desgastante procura por algo por um longo tempo, encontra esse algo no bolso de seu casaco.
Temos levado a iluminação como algo muito a sério?
Buda percebeu que todas as condições do mundo são temporárias e levar qualquer coisa muito a sério cria sofrimento, é a lei da impermanência.
Tudo irá se modificar, a tentativa de se apegar a qualquer coisa, situação, pessoa ou objeto é a base de todo sofrimento. 
Outro praticante budista, Longchenpa, percebeu a verdade da lei da impermanência e concluiu:
Uma vez que tudo é apenas uma aparição, não tendo nada a ver com bom ou mau, de aceitação ou de rejeição, podemos muito bem dar uma gargalhada de tudo.
O recados de mestres espirituais é que cada coisa que você imagina ser, é na realidade uma mentira inteligente construída por um mecanismo de defesa psicológica na sua mente contra a verdade existencial da transitoriedade.
impermanencia
Em outras palavras você não é quem você pensa que é. Isso é muito engraçado, não é? No entanto rindo sobre isso, não levando a sério, é um ótimo mecanismo de enfrentamento maravilhoso para ser capaz de digerir “verdades” aparentemente duras.
Como diz Longchenpa, você pode também começou a rir, ou como um outro mestre Zen moderno Adyashanti explica:
Nós percebemos, muitas vezes, de repente, que o nosso senso de auto-centramento, que foi formado e construído a partir de nossas idéias, crenças e imagens, não é realmente o que somos. Ele não nos definem, não tem centro.
 Adyashanti
Grandes professores espirituais e os melhores têm um traço comum – eles riem muito.
Um gigante intelectual na tradição budista tibetana Gelugpa, diziam que para saber se ele estava chegando no templo era só ouvir as risadas que ele disparava. 
Outro professor espiritual foi o inglês Alan Watts a quem você não pode ouvir por 5 minutos sem chegar a ouvir sua gargalhada contagiante.
Alan-Watts
As pessoas sofrem só porque eles levam a sério o que os deuses fizeram para se divertir – Alan Watss
Comediantes muitas vezes apontam para a discrepância entre a forma como pensamos e as coisas como eles realmente são, bem melhor do que os “sérios” da sociedade
Bill Hicks e George Carlin disse: 
O tolo iluminado é aquele que vê as viagens do ego da sociedade e ainda é possível encontrar alegria e riso em seu meio.
O tolo é muitas vezes o iluminado, aquele com sabedoria louca, com risos e piadas como sua arma, eles cortam a conformidade mundana e traz à luz a criança latente borbulhando de felicidade logo abaixo da superfície de toda a seriedade.
O tolo possui uma sabedoria que está fora do alcance do conformista. A atitude lúdica em contato com uma enorme quantidade de criatividade.
Humor também é extremamente curativo, todos dizem que o riso é o melhor remédio e é verdade. Ele também pode aliviar o stress e a tensão da vida diária, reduzir o tédio no trabalho e unir pessoas de diferentes origens. 
Charlie-Chaplin

A Iluminação
A maioria das pessoas entende iluminação se a pessoa “iluminada”pessoa perfeita.Virtude perfeita, amor perfeito, perfeito conhecimento.
Este ideal da pessoa perfeita é uma piada e não existe na realidade. São criados cultos de adoração em torno de pessoas que são vistas como perfeitas e apenas sublinha o resto de nós com culpa por não viver de acordo com essas fantasias idealistas.
Então onde a piada cósmica pode nos levar?
Voltar para onde começamos; para a alegria pura não adulterada de apenas estar vivo – rindo sem motivo e sorrindo como um chapeleiro louco.
A vida é uma dança cósmica sobre a cabeça da agulha da eternidade.
iluminacao
Extraído do site:


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

10 Verdades Universais Que Todas as Almas Iluminadas Precisam Entender



A nova realidade traz consigo uma nova visão expandida da consciência. Para operar com sucesso uma consciência ampliada, você tem que aplicar os novos princípios que vêm com esta visão expandida.
Isso permite que você desperte para o seu potencial expandido e manifeste ele.
A metafísica é uma filosofia do ser, um estudo dos princípios subjacentes da existência. A abordagem holística à metafísica fornece uma filosofia baseada em uma fundação integrada da mente, corpo e espírito. Esta abordagem inclusiva do espírito é essencial para entender a visão mais ampla da consciência que a nova realidade apresenta.
Aqui estão dez princípios que ajudarão você a apreciar a visão expandida da consciência oferecida pela nova realidade.
1. Tudo é UM

Tudo na criação é uma expressão do Ser Infinito. O Ser Infinito é a consciência que a tudo abrange da qual o Universo foi criado. Tudo no Universo é criado da consciência. Nós todos somos aspectos do Ser Infinito.
2. Transformação.


O mundo está passando por uma transformação espiritual da consciência humana. Pode levar algum tempo para ser concluída e quando isso acontecer, vai trazer um fim ao confronto global e ao sofrimento.
Esta nova era da civilização será alcançada por uma consciência generalizada de UNIDADE subjacente a todas as pessoas.
O mundo é alterado quando você promove mudanças espirituais dentro de si mesmo. Isso ocorre automaticamente quando você compartilha constantemente quem você é, e tudo o que você se tornou, dentro da atmosfera compartilhada do cinturão global da mente.
3. Propósito na Vida

Assim como cada floco de neve é único, o mesmo acontece com cada pessoa. Seu objetivo principal na vida é a experiência de vida individual, um ponto de vista único. Você é uma expressão de como o Ser Infinito experimenta a si mesmo de todos os ângulos possíveis

A vida reflete quem você é, suas crenças, seus pensamentos e seus sentimentos.
Este é o princípio básico por trás do ensinamento do carma e o fato de que você colhe o que planta, criando um padrão de pensamentos que atrai as experiências para si.
A reflectância é muitas vezes adiada, já que suas circunstâncias por vezes exigem ajustes para permitir que as reflexões apropriadas se manifestem.
5. Auto Responsabilidade

Você cria a sua própria realidade e assume a responsabilidade pessoal por isso. Sua vida é um reflexo de quem você é e as experiências que você como uma alma, planejou para esta vida.
6. A Vida Após a “Morte”

Do ponto de vista da sua verdadeira personalidade interior, a passagem do reino físico é como tirar uma roupa que você tenha usado por um tempo. A roupa não é o verdadeiro você.


Em seu corpo espiritual você se move para o reino do espírito, que é um lugar de alegria e de cura.
Depois de se encontrar com amigos e parentes que já faleceram antes, você começa a trabalhar na resolução de possíveis problemas que causaram conflitos internos em sua vida física.
Você se lembra mais sobre quem você realmente é e experimenta uma alegre e prolongada reunião com o resto de sua família de alma.
7. Reencarnação

A reencarnação existe para fornecer uma variedade de experiências, de modo que as habilidades de vida possam ser adquiridas e para que enquanto em um corpo físico, você possa redescobrir a fonte espiritual no seu interior.
8. A Verdade Está em Toda Parte

A verdade final é encontrada dentro de nós, mas o estudo de uma variedade de fontes de informações ajuda a despertar e lembrar a sua verdade interior.
9. O Amor Incondicional

O amor incondicional e a aceitação de toda a vida coloca a sua consciência em um lugar mais alto, permitindo que a compreensão e a compaixão se desenvolvam.
Este amor e aceitação dos outros é um reconhecimento da luz espiritual dentro daquelas pessoas e não é dependente do seu comportamento exterior.
O amor incondicional também inclui um respeito geral pelas crenças dos outros, independentemente do quanto eles podem, ou não, se alinhar com as suas próprias crenças.
10. Conexão Interna e Discernimento

A conexão com sua fonte interna promove a transformação espiritual e a realização do seu verdadeiro potencial. O desenvolvimento da intuição fornece uma visão essencial das experiências da vida.
Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível
Extraído do site:

https://portal2013br.wordpress.com/2015/09/17/as-10-verdades-universais-que-todas-as-almas-iluminadas-precisam-entender/