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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

É preciso acolher as nossas "crianças feridas"



Oi gente,

Hoje trago um vídeo da Jú maravilhosos que fala sobre o Ego Espiritualizado.

Semana passada eu cai bonito nessa armadilha!!!

É tão estranho se dar conta que a gente fica "disfarçando" pra gente mesmo, eu estava nessa de achar que era um ser de luz intocável...pura ilusão!

Não é porque estamos num caminho espiritual que não iremos mais sofrer. 

Que fique bem claro que SOFRER faz parte da EXPERIÊNCIA HUMANA, é assim! 

No absurdo e na graça, tá tudo certo!

Precisamos acolher todas essas nossas partes e mais cedo ou mais tarde,  de uma vez por todas, dar as mãos para as nossas "crianças feridas".

Beijos no coração

Namastê




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Êxtase Espiritual



O conceito de êxtase espiritual que costumamos enxergar como algo grandioso, transcendente e acessível apenas aos iluminados é, na verdade, algo bastante simples. Ele se resume a um sentimento interior de preenchimento, de plenitude, a sensação de que nada falta em nossa vida, tudo está exatamente onde deveria estar e como deveria ser. Esta sensação de total harmonia com o Todo, com o fluir da existência, só pode ser vivenciada por aqueles que alcançaram algum grau de consciência. E, alcançá­la não requer nenhum requisito excepcional. 

Consiste em apenas viver em harmonia com o seu coração, com os princípios e valores nos quais você acredita, e aceitar os movimentos da vida sem resistência, buscando, acima de tudo, a total sintonia com o Universo. Só enxerga a vida como um caos aquele que o vivencia em si, o que infelizmente ainda é a realidade da maior parte dos seres humanos. Mas, na medida em que se aprofunda em si mesmo e descobre que o obstáculo maior para vivenciar o êxtase é o seu ego, a identidade que lhe foi emprestada, aos poucos é possível descobrir uma nova visão. Ela se revela repentinamente, quando todas as defesas são abandonadas e a entrega ao momento presente é total. Nisto consiste a verdadeira libertação. ...Precisamos ser ousados, corajosos.

Precisamos dar um passo para o desconhecido. Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. 

Esse centro é a sua alma, o eu. Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade ­ essa é a própria ordem da existência. É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. 

Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente, tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo, você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá­las, mas elas nunca podem ser belas...

 ...O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê­lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo? O ego não é individual. O ego é um fenômeno social ­ ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? 

Como você pode estar em êxtase ser bem ­aventurado com uma vida falsa? ...Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria ­ então, ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece....

 ...Não tenha pressa em abandoná-­lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então, ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná­-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.... ...um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge. E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-­lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir. 

- Osho, Além das Fronteiras da Mente. 

Extraído do site:

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=13548

quinta-feira, 16 de junho de 2016

E depois da iluminação???






                                Buda derrota Mara o demônio





Oi gente,

Acho que até essa parte da história de Siddharta vocês já conhecem, neh?

Mas, e depois disso???O que será que aconteceu???

Encontrei a continuação dessa história no livro que estou lendo, olha só:


"Na noite da iluminação do Buda, depois de fazer o juramento de despertar, ele foi atacado pelo exército de Mara, o deus da ilusão e do mal. Sentado sob a Árvore Bodhi, ele continuou meditando,
indiferente às mais fortes tentações de Mara, de voracidade e prazer. Então, com compaixão no coração, ele venceu a raiva e a agressividade deflagradas por Mara, que foi embora derrotado.

Depois disso, o iluminado levantou e, durante quarenta e cinco anos, ensinou por toda a Índia. Mas, nas histórias da vida do Buda, vemos que Mara desapareceu por pouco tempo. Voltou muitas vezes para combater, para tentar ou para enfraquecer o Buda. Mas todas as vezes foi reconhecido pelo Buda, que assim não sucumbiu à tentação, nem ao medo nem à dúvida. "É você de novo, Mara?", perguntava o Buda. Mara fugia ao ser reconhecido, mas voltava para tentar de novo.

Há textos em que o Buda e Mara ficam amigos. Num deles, o Abençoado está sentado numa caverna quando Mara reaparece. Assustados, os discípulos tentam se livrar de Mara, chamando-o de inimigo do mestre. "O Buda disse que tem inimigos?", replica Mara. Vendo a inverdade dessas palavras, eles acabam chamando o Buda, que demonstra muito interesse. "Ah, o meu velho amigo chegou", diz o Buda. Ele recebe Mara com satisfação e o convida para o chá. "Como tem passado?" Eles se sentam para conversar e Mara se queixa, dizendo que é difícil ser mau o tempo todo. O Buda ouve as histórias de Mara com simpatia e depois pergunta: "Pensa que é fácil ser um Buda? Sabe o que fazem com meus ensinamentos, o que fazem em nome do Buda em alguns dos meus templos? Buda ou Mara, há dificuldades nos dois. papéis. Ninguém está livre." Num dos textos, a história termina quando Mara se toma iluminado, ele também um Buda."

- Trecho do livro: E depois do êxtase, lave a roupa suja.


Seja qual for a versão, Mara não vai embora!!!

Vamos refletir sobre isso???

Beijos no coração

Namastê


Ver Mais:

Superando o Ego e Atingindo a Iluminação


quinta-feira, 9 de junho de 2016

4 maneiras de iniciar o processo de despertar da consicência




O despertar já bateu em sua porta?

Quando lhe perguntaram sobre o caminho da prática, Buda explicou que há quatro maneiras da vida espiritual se desenvolver.:

PRIMEIRO

É rapidamente e com prazer. Nesse caminho, o desabrochar vem naturalmente, como num parto fácil, acompanhado de alegria e arrebatamento.

SEGUNDO

É uma maneira rápida, mas dolorosa. É nesse caminho que estão as experiências
de quase-morte, os acidentes ou perdas insuportáveis. Ele atravessa um portão flamejante para nos ensinar a deixar tudo seguir seu curso. 

TERCEIRO

A forma de avanço espiritual é gradual e acompanhada de prazer. Nesse caso, o desabrochar ocorre ao longo dos anos, em geral com facilidade e prazer. 

QUARTO

O quarto caminho, o mais comum, é também lento e gradual, mas nele predomina o sofrimento. A dificuldade e a luta são um tema recorrente e é através delas que aos poucos aprendemos a despertar.


TUDO NO SEU DEVIDO TEMPO, seja pelo AMOR ou pela DOR, o final será o MESMO para TODOS NÓS. A única diferença é a distância da caminhada.


Beijos no coração

Namastê

terça-feira, 24 de maio de 2016

Superando o Ego e Atingindo a Iluminação


Superar o ego não é uma tarefa fácil, exige força de vontade e determinação.

Exige também conhecimento sobre sua atuação dentro desse mundo de ilusão.

Podemos ver bem isso no trecho do filme O pequeno Buda quando Siddhartha Gautama supera todas as artimanhas do ego chegando em fim a iluminação.







Para assistir o filme inteiro:
O Pequeno Buda

Um beijo no coração

Namastê


Ver Mais:


 O que é a iluminação? | Monja Coen | Zen Budismo



terça-feira, 19 de abril de 2016

Identificação com as coisas externas é igual a SOFRIMENTO!

Oi gente,

Hoje gravei um vídeo falando sobre como a identificação com as coisas externas causa sofrimento, sobre o estado de não-desejo e sobre como o auto-conhecimento está transformando a minha vida.

Deixo abaixo um artigo bem legal que também fala da importância do auto-conhecimento e uma frase para vocês refletirem:

 " o verdadeiro sucesso é quando tomamos consciência daquilo que nos aprisiona, quando tomamos consciência da nossa insanidade, ai sim começamos a nos tornar sãos"
-Sri Prem Baba

Beijos no coração

Namastê



A grande piada cósmica é que você é o que você está procurando. kkkkk.
Essa é a grande piada do universo. Andamos tanto, buscamos tanto, imaginamos tanto, fazemos tantos e tantos planos, queremos conhecer tanto os mistérios do universo, mistérios da vida, mistérios da morte……
Toda a busca religiosa e espiritual neste planeta acabará por onde você começou. Se isso não é uma piada fantástica vale uma boa gargalhada.
dalai_lama_sorrindo
Nós todos olhamos para a felicidade, paz e satisfação nas coisas do mundo, mas a atrás de todas estas coisas está nossa própria natureza – nosso próprio ser.
Alguns mestres de meditação e místicos ao longo da história tem explicado sobre essa piada cósmica. Um deles é o mestre Zen Thich Nhat Hanh que diz:
thich-nhat-hanh-zen-master
Eu rio quando penso como procurava o paraíso fora do mundo do nascimento e morte. E é o no mundo de nascimento que a verdade milagrosa é revelada. Mas este não é o riso de alguém que de repente adquire uma grande fortuna; nem é o riso de quem teve uma grande vitória. É, antes, o riso de quem; depois de uma desgastante procura por algo por um longo tempo, encontra esse algo no bolso de seu casaco.
Temos levado a iluminação como algo muito a sério?
Buda percebeu que todas as condições do mundo são temporárias e levar qualquer coisa muito a sério cria sofrimento, é a lei da impermanência.
Tudo irá se modificar, a tentativa de se apegar a qualquer coisa, situação, pessoa ou objeto é a base de todo sofrimento. 
Outro praticante budista, Longchenpa, percebeu a verdade da lei da impermanência e concluiu:
Uma vez que tudo é apenas uma aparição, não tendo nada a ver com bom ou mau, de aceitação ou de rejeição, podemos muito bem dar uma gargalhada de tudo.
O recados de mestres espirituais é que cada coisa que você imagina ser, é na realidade uma mentira inteligente construída por um mecanismo de defesa psicológica na sua mente contra a verdade existencial da transitoriedade.
impermanencia
Em outras palavras você não é quem você pensa que é. Isso é muito engraçado, não é? No entanto rindo sobre isso, não levando a sério, é um ótimo mecanismo de enfrentamento maravilhoso para ser capaz de digerir “verdades” aparentemente duras.
Como diz Longchenpa, você pode também começou a rir, ou como um outro mestre Zen moderno Adyashanti explica:
Nós percebemos, muitas vezes, de repente, que o nosso senso de auto-centramento, que foi formado e construído a partir de nossas idéias, crenças e imagens, não é realmente o que somos. Ele não nos definem, não tem centro.
 Adyashanti
Grandes professores espirituais e os melhores têm um traço comum – eles riem muito.
Um gigante intelectual na tradição budista tibetana Gelugpa, diziam que para saber se ele estava chegando no templo era só ouvir as risadas que ele disparava. 
Outro professor espiritual foi o inglês Alan Watts a quem você não pode ouvir por 5 minutos sem chegar a ouvir sua gargalhada contagiante.
Alan-Watts
As pessoas sofrem só porque eles levam a sério o que os deuses fizeram para se divertir – Alan Watss
Comediantes muitas vezes apontam para a discrepância entre a forma como pensamos e as coisas como eles realmente são, bem melhor do que os “sérios” da sociedade
Bill Hicks e George Carlin disse: 
O tolo iluminado é aquele que vê as viagens do ego da sociedade e ainda é possível encontrar alegria e riso em seu meio.
O tolo é muitas vezes o iluminado, aquele com sabedoria louca, com risos e piadas como sua arma, eles cortam a conformidade mundana e traz à luz a criança latente borbulhando de felicidade logo abaixo da superfície de toda a seriedade.
O tolo possui uma sabedoria que está fora do alcance do conformista. A atitude lúdica em contato com uma enorme quantidade de criatividade.
Humor também é extremamente curativo, todos dizem que o riso é o melhor remédio e é verdade. Ele também pode aliviar o stress e a tensão da vida diária, reduzir o tédio no trabalho e unir pessoas de diferentes origens. 
Charlie-Chaplin

A Iluminação
A maioria das pessoas entende iluminação se a pessoa “iluminada”pessoa perfeita.Virtude perfeita, amor perfeito, perfeito conhecimento.
Este ideal da pessoa perfeita é uma piada e não existe na realidade. São criados cultos de adoração em torno de pessoas que são vistas como perfeitas e apenas sublinha o resto de nós com culpa por não viver de acordo com essas fantasias idealistas.
Então onde a piada cósmica pode nos levar?
Voltar para onde começamos; para a alegria pura não adulterada de apenas estar vivo – rindo sem motivo e sorrindo como um chapeleiro louco.
A vida é uma dança cósmica sobre a cabeça da agulha da eternidade.
iluminacao
Extraído do site:


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O mendigo e o baú de ouro

Quem é você???

Sinta a profundidade dessas perguntas: 

Quem é você por trás dessa autoimagem que construiu até hoje?

Quem é você quando decide abrir mão das máscaras que sustentou até agora??

Você consegue aceitar o fato de que não conhece o tudo que você é???

Você não é o que pensa ser e é justamente isso que precisa ser compreendido!

Que a imagem que você faz de si mesmo representa apenas uma parte muito pequena de você.

Pode ser muito difícil de acreditar, mas somos a eterna fonte do amor e da luz.

Para alguns, isso pode soar ridículo, mas estando identificado com as máscaras, você teme justamente revelar esse "tudo" que é você. Você teme estar trocando tudo por nada, mas é justamente o contrário. É como se um mendigo estivesse sentado em um baú repleto de tesouros enquanto pede esmolas.

O orgulho, portanto está a serviço do medo. Ele quer manter a autoimagem idealizada, que dá sustentação à falsa ideia de eu. Ele quer manter a autoimagem idealizada, que dá sustentação à falsa ideia do eu. Ele faz com que você tente tudo para manter essa grande ilusão.

(fonte: livro Amar e ser livre - Sri Prem Baba)



Oi gente,

Forte isso neh?!

Pra fechar, deixo abaixo a história do mendigo e o baú de ouro.

Beijos no coração

Namastê
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O mendigo e o baú

Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho,antes de ir embora .
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: "Mas eu não sou um mendigo!"

Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável – são mendigos , mesmo que possuam bens e riqueza material . Buscam , do lado de fora , migalhas de prazer, a provação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.

(-trecho do livro O poder do Agora de Eckhart Tolle)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Qual o Valor do Despertar da Consciência?



Oi gente,

Muito se fala de despertar da consciência, iluminação, expansão da consciência, mas pra que serve tudo isso???

Será que existe uma idade certa para despertar?

Para responder essa pergunta, coloco abaixo um trecho do livro da Isha - O Despertar de Uma Nova Consciência, na qual tenho como guia e depois deixo também um vídeo que surgiu depois de um bate papo que tive com meus filhos sobre esse assunto.

Beijos no coração.

Namastê


por Isha

Não há nada maior que a iluminação. É a única coisa que tem um valor real. Eu posso ter fama, posso ter dinheiro, eu posso ser linda, mas, mesmo assim, não me sentirei completa, porque o meu coração vai ansiar por algo mais.

Meu coração sempre vai querer retornar ao lar, para o amor pelo eu.

Sem o amor pelo eu, esses atributos e abundância ilusória não têm valor. Com o amor pelo eu, podemos brincar dentro da ilusão, como crianças. Acolhendo cada momento, descobrindo maravilhas na beleza e na magia de nossas próprias criações. Não há nada maior que a iluminação, pois podemos brincar dentro da ilusão, porque o medo desaparece. Não há mais o medo da perda e não há medo de sofrer. Só há alegria pura.

Sempre que procuro um exemplo para isso, eu me lembro de Lady Di. Ela tinha o que as pessoas acreditavam ser uma vida de conto de fadas. Ela tinha nome, tinha poder, tinha um príncipe, tinha um palácio, ela era linda, era famosa. Ela tinha tudo, inclusive filhos maravilhosos.

Mas ela não estava feliz. Sofria constantemente. Ela é um exemplo clássico de como as coisas, na ilusão, não satisfazem, e o motivo pelo qual não satisfazem é que nós acreditamos que somos os nossos apegos. Nós acreditamos que somos nossa riqueza, acreditamos que somos a nossa posição social, a nossa fama ou os nossos filhos. Nós nos apegamos intensamente às nossas caixas de limitação e gastamos uma quantidade enorme de energia tentando controlar o nosso mundo.

Se a nossa liberdade é baseada na ilusão, ela é palpável, mas instável. Ela está sempre mudando, e o medo da perda sempre está presente.

Mas se a nossa segurança for ancorada no amor, ela jamais mudará. Ela será onipresente e se expandirá infinitamente. No amor não existe perda, lá não existe morte. É apenas um outro palco, com uma infinidade de personagens diferentes desempenhando seus papéis para a nossa diversão.

Isso parece superficial? Isso soa idealista? Talvez.

Mas é a verdade.

Não há nada real além do amor, e as ilusões às quais nos apegamos com tamanha ferocidade são como nuvens que se dissolvem ao sol.