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terça-feira, 6 de junho de 2017

MEDITAÇÃO VIPASSANA - 10 DIAS EM SILÊNCIO



Oi gente,

Vamos falar um pouquinho mais sobre MEDITAÇÃO VIPASSANA.

A Meditação Vipassana é muito semelhante com o Mindfulness, já que a atenção plena faz parte de ambas.

Ver post: Qual a diferença entre Vipassana e Mindfulness?

O Cadu Cassau do Canal Se Joga cara! fez um vídeo bem legal contando sobre sua experiência num retiro de 10 dias de Vipassana (o vídeo segue logo abaixo).

Então, antes de mostrar o vídeo, vou transcrever aqui algumas informações importantes para vocês ficarem "por dentro" do que é essa meditação.

Logo depois do vídeo do Cadu, deixo um outro vídeo bemmmmmmmm bacana que na verdade é um documentário sobre uma ideia fantástica que foi a aplicação do Vipassana em uma penitenciária na Índia. O resultado deu super certo e isso mostra claramente que não adianta nada apenas "punir" é preciso "reformar", educar, conscientizar o detento porque senão de nada vai adiantar os anos que eles passou excluído da sociedade....

Na boa, acredito que a única solução para o mundo é a educação vertical, será que um dia???...

Um beijo enorme no coração de todos vocês

Namastê
________________________ॐ________________________
Todas as informações do texto que segue abaixo foram retiradas do site:




Vipassana, que significa ver as coisas como realmente são, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Era ensinada na Índia há mais de 2500 anos como um remédio universal para males universais, ou seja, uma Arte de Viver. Para aqueles que não estão familiarizados com a Meditação Vipassana, uma Introdução à Vipassana pelo Sr. Goenka e vídeos relacionados(em inglês ou em hindi) e Perguntas e Respostas sobre Vipassana estão disponíveis.

Vipassana, que significa ver as coisas como realmente são, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Foi redescoberta pelo Buda Gotama há mais de 2500 anos e ensinada por ele como um remédio universal para males universais, ou seja, uma Arte de Viver. Esta técnica não sectária visa a total erradicação das impurezas mentais e a resultante felicidade suprema da libertação completa.

Vipassana é um caminho de autotransformação através da auto-observação. Focaliza-se na profunda interconexão entre a mente e o corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que formam a vida do corpo e que se interconectam continuamente e condicionam a vida da mente. É esta jornada de autoconhecimento baseada na observação à raiz comum da mente e do corpo que dissolve as impurezas mentais, resultando numa mente equilibrada, cheia de amor e compaixão.

As leis científicas que acionam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações tornam-se claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz sofrimento ou se liberta do mesmo. A vida começa a caracterizar-se pelo aumento da consciência, libertação de ilusões, autocontrolo e paz.

A Tradição

Desde o tempo do Buda, a Vipassana tem sido transmitida, até ao presente momento, por uma ininterrupta cadeia de professores. Embora de origem indiana, o atual professor nesta cadeia, Sr. S.N. Goenka, nasceu e foi criado na Birmânia (Myanmar). Enquanto viveu lá, ele teve o privilégio de aprender Vipassana com o seu professor, Sayagyi U Ba Khin que, naquela época, era um alto funcionário público. Depois de ser treinado pelo seu professor durante catorze anos, o Sr. Goenka estabeleceu- se na Índia, iniciando os seus ensinamentos de Vipassana em 1969. Desde então, ele tem ensinado dezenas de milhares de pessoas de todas as raças e religiões, no ocidente e no oriente. Em 1982 ele começou a nomear professores assistentes para ajudá-lo a corresponder à demanda crescente por cursos de Vipassana.

Os Cursos

A técnica é ensinada em cursos residenciais de dez dias, durante os quais os participantes seguem o Código de Disciplina recomendado, aprendem os conceitos básicos do método e praticam o suficiente para experimentar os seus resultados benéficos.

O curso requer trabalho sério e árduo. Há três passos no treino. O primeiro passo é abster-se — durante todo o curso — de matar, roubar, manter atividade sexual, mentir e tomar intoxicantes. Este simples código de conduta moral serve para acalmar a mente que, de outra forma, estaria muito agitada para executar a tarefa de auto-observação. O próximo passo é desenvolver o domínio da mente aprendendo a fixar a atenção na realidade natural do fluxo da respiração, sempre em mudança, enquanto entra e sai das narinas. Ao quarto dia, a mente está mais calma e mais focada, estando melhor preparada para empreender a prática de Vipassana em si: observar as sensações por todo o corpo, compreender a sua natureza e desenvolver a equanimidade ao aprender a não lhes reagir. Finalmente, no último dia os participantes aprendem a meditação do amor ou boa vontade face a todos, na qual a pureza desenvolvida durante o curso é partilhada com todos os seres.

Toda a prática é, na verdade, um treino mental. Tal como como usamos exercícios físicos para melhorar a saúde do nosso corpo, a Vipassana pode ser utilizada para desenvolver uma mente saudável.

Porque a técnica é considerada genuinamente benéfica, é dada muita ênfase à preservação da sua forma autêntica, original. Ela não é ensinada comercialmente, mas é pelo contrário oferecida gratuitamente. Nenhuma pessoa envolvida neste ensino recebe qualquer remuneração material. Não se cobra nada pelos cursos — nem mesmo pelos custos de alimentação e alojamento. Todas as despesas são cobertas por doações de pessoas que, tendo completado um curso e experimentado os benefícios da Vipassana, desejam dar a outros a oportunidade de também se beneficiarem.

Claro que os resultados vêm gradualmente pela prática contínua. Não é realista esperar que todos os problemas sejam resolvidos em dez dias. Durante esse tempo, contudo, o essencial da Vipassana pode ser aprendido de forma a ser aplicado na vida diária. Quanto mais se pratica a técnica, mais se é libertado do sofrimento, e mais se está próximo do objetivo final da libertação completa. Mesmo dez dias podem dar resultados vívidos e obviamente benéficos para a vida quotidiana.

Todas as pessoas sinceras são bem-vindas a participar num curso de Vipassana para ver por si mesmas como a técnica funciona e para sentir os seus benefícios. Todos os que experimentam, acham que a Vipassana é uma ferramenta inestimável para atingir e repartir com os outros a verdadeira felicidade.


Localizações

Os cursos são ministrados em diversos Centros de Meditação e em locais fora dos centros em sítios arrendados. Cada local tem o seu próprio calendário de cursos. Na maioria dos casos, a inscrição em cada um desses cursos pode ser realizada com um clique na data num curso da lista de cursos que aparece no calendário. Há diversos Centros na Índia e em outros lugares na Ásia; dez Centros na América do Norte; três Centros na América Latina; sete Centros na Europa; sete Centros na Austrália/Nova Zelândia; um Centro no Médio Oriente e um Centro na África. Cursos de dez dias são realizados frequentemente fora dos Centros, em locais arrendados por estudantes de Vipassana dessas áreas. Uma lista em ordem alfabética de cursos locais em todo o mundo está disponível bem como um interface gráfico mundial na Índia e no Nepal.

Recursos e Cursos Especiais

Cursos de Meditação Vipassana também são ministrados em prisões. Um curso de Vipassana de 10-Dias especial para executivos de negócios e oficiais do governo é ministrado periodicamente em diversos centros em todo o mundo. Para informações adicionais consulte Cursos para Executivos Informações sobre a Meditação Vipassana também se encontram disponíveis em outras línguas. Clique no globo no lado superior direito da página e selecione a língua.




MEDITAÇÃO VIPASSANA - 10 DIAS EM SILÊNCIO com Cadu Cassau





Documentário: Tempo de Espera, Tempo de Vipassana


terça-feira, 4 de abril de 2017

Superinteressante MEDITAÇÃO - MELHOR QUE MORFINA

Oi gente,

No post de hoje vamos conhecer alguns tipos de meditação.

Eu adorei a meditação metabavana, vou testar e se funcionar voltarei aqui pra contar pra vocês ;)

Beijos no coração

Namastê




A imagem mais comum de monges, budistas e meditadores profissionais costuma ser a de sujeitos serenos e que não se abalam fácil diante de adversidades. Mas será que  essa atitude se mantém diante de uma queimadura aguda ou uma dor lombar que tira o humor de qualquer um?
Será que a meditação serve para trazer algum alívio, como outras terapias como acupuntura, hipnose, placebo ou mesmo a morfina?
Pesquisadores americanos resolveram passar essas dúvidas a limpo.

No primeiro estudo, realizado na Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, 7S voluntários saudáveis foram divididos em quatro grupos. O primeiro recebeu um treinamento de quatro dias (20 minutos diários) de mindfulness e uma dose de naloxona, uma substância que bloqueia os receptores de opioides naturais do corpo, como as endorfinas, fazendo com que os nossos analgésicos naturais não funcionem. 

O segundo tomou a droga e passou por aulas falsas de meditação (eles foram orientados a se concentrar na respiração sem outras dicas); o terceiro recebeu instruções reais e um medicamento placebo, e o quarto recebeu o falso treinamento e placebo. Todos os grupos foram submetidos a exames de ressonância magnética enquanto recebiam um estímulo doloroso. Um pedaço  da perna dos voluntários foi exposto a um calor de 4S •C durante cinco minutos, sensação que beira o insuportável para qualquer um.

Durante o exame, eles tinham de dar notas ao  desconforto sentido.

MAIS OHM, MENOS AI    Fadel Zeidan, professor de neurobiologia e líder da pesquisa, notou que o índice de dor física caiu 27% e a sensação emocional de desconforto 44 % no grupo que meditou para valer e tomou analoxona. Ou seja, a meditação havia funcionado mesmo em pessoas sem seus analgésicos naturais. Os índices de desconforto também foram reduzidos em 21 % no grupo que só meditou e tomou placebo. Em comparação, os grupos que receberam.



ZAZEN

Significa literalmente "sentar zen" - zen vem do sânscrito e descreve um estado meditativo profundo. Para alcançar esse estágio, é preciso seguir alguns passos. Primeiro, procure um local tranquilo, nem muito claro nem muito escuro, nem muito quente nem muito frio. Você pode se sentar em posição de lótus, em um banco ou cadeira, desde que sua coluna esteja ereta, e o queixo voltado levemente para baixo para a cervical permanecer reta.

Para se certificar de que está com o corpo alinhado, note se suas orelhas ficam em linha com os ombros e o nariz, em linha com o umbigo. Depois disso, inspire e esvazie os pulmões, soltando todo o ar pela boca. Repita três vezes. Relaxe qualquer parte do corpo que carregue tensão. Em seguida coloque as mãos no mudra cósmico. 

A posição consiste em posicionar a mão direita embaixo, com a palma voltada para cima, e as costas dos dedos da mão esquerda repousando sobre os dedos da direita, mantendo a mão esquerda com a palma para cima. Depois, encoste levemente os dois polegares, como se houvesse uma folha de seda entre eles:
suas mãos devem formar uma elipse, assim como os planetas em torno do Sol (como na ilustração acima). Para os budistas, é como ter o cosmos em suas mãos. Coloque a ponta da língua no palato superior, tocando de leve atrás dos dentes frontais - o objetivo é criar um canal de comunicação de energia e evitar o excesso  de salivação. Mantenha os olhos entreabertos, pousados a cerca de um metro e meio de distância num ângulo de 45 graus.

Assim, sem pensar e sem não pensar, sente-se calmamente por alguns minutos. Existem pessoas que ficam até 40 minutos nesse estado. Mas você pode adaptar à sua realidade. Como foco, use a respiração. Perceba também seus batimentos cardíacos. Ouça todos os sons, próximos e distantes. 

Sinta as fragrâncias do ambiente ao redor. Perceba o ar, sua textura, sua temperatura. 

A luz e a sombra que se formam onde seus olhos estão pousados são também percebidas. Verifique sua postura, a posição das mãos, da coluna, da língua e oxigene as áreas de tensão. Perceba seus pensamentos. Como se formam e desaparecem. Veja se pensa em formas, palavras, música, cores, imagens. Qualquer emoção que surja deve ser notada. Assim como seu término. Para evoluir no zazen, você não deve ficar pensando ou percebendo o tempo todo. O objetivo da técnica é centrar o indivíduo em si mesmo e no Universo. 

Basta endireitar a coluna e respirar conscientemente. E lembrar de que só existe o momento presente.


KUNDALlNI

É a meditação do anoitecer, irmã da meditação dinâmica, também criada por Osho. São quatro estágios de 15 minutos cada um, acompanhados por música, que serve de guia. Na primeira, o praticante deve deixar o corpo tremer: braços, pernas, cabeça, e sentir as energias subindo pelos pés. Na segunda etapa, a ordem é dançar da maneira que quiser. Na terceira, é hora de fechar os olhos e ficar imóvel, sentado ou em pé. Se for difícil, concentre-se na respiração. Na quarta e última etapa, ainda de olhos fechados, desligue a música, deite-se e permaneça imóvel. É a meditação da sensualidade e do magnetismo, segundo o mestre Osho.


VIPASSANA

A vipassana também é chamada de meditação insight. É uma das técnicas mais antigas da Índia
e ensinada por Buda. Na vipassana, o praticante. presta atenção às sensações e aceita -as como elas são.
Por isso, é muito semelhante ao rnindfulness, já que a atenção plena faz parte também da vipassana. O praticante deve ficar no momento presente, estar atento ao que ocorre na mente
e no corpo aqui e agora. O jeito mais popular para aprender essa meditação é por meio
de um retiro de dez dias organizado por fundações criadas pelo professor nascido na Birmânia Satya Narayan Goenka, morto em 2003. Em linhas gerais, o método requer que o praticante sente confortavelmente com as costas retas e relaxadas, feche os olhos e preste atenção no
ar que entra e sai das narinas. A mente vai distrair. Aceite e deixe que pensamentos,
imagens e emoções venham. Ao se dar conta da distração, traga a mente de volta à respiração. Depois, volte a atenção a cada um dos cinco sentidos e ao pensamento. A prática também instrui a fazer anotações mentais, ou seja, dar nomes aos pensamentos e sensações que invadem a mente.


SHAMATA

Tipo de meditação budista, o objetivo imediato do shamata é o bem- estar. O indivíduo deve se manter calmo e relaxado, em posição de lótus, com os olhos abertos em 45 graus. O segundo passo é focar num objeto ou imagem e prestar atenção na respiração, cada vez mais longa.
A shamata não requer a entoação de um mantra, mas exige que o praticante fique desperto de modo tranquilo, relaxado, um desafio ao qual não estamos acostumados. Para os budistas, essa é uma forma de acessar a felicidade, considerada uma condição natural da nossa mente.
Mas atenção: mantenha-se na posição o máximo que conseguir sem dor. Caso sinta algum desconforto, interrompa imediatamente.


A MEDITAÇÃO DAS 6 ENERGIAS

A meta desta técnica budista é aumentar o grau de consciência do corpo.
É preciso pensar em cada umas das seis energias conceitualmente.
São elas: terra, água, fogo, ar, éter e espaço.
Você direciona o pensamento para a ideia que elas representam. O objetivo é adquirir
consciência de cada parte do corpo.
Para iniciar, aplique os mesmos hábitos da shamata.
Sente-se confortavelmente com pernas cruzadas e, em seguida, comece a mentalizar um por um os elementos:

PASSO A PASSO 

I. TERRA
Não tem nada a ver com a terra em si, mas com sua representação de firmeza, solidez e estabilidade. Sinta que sua coluna está firme, porém sem tensão.

2. AGUA
Sem tensão, seu corpo ganha leveza. Mentalize esse conceito de frescor para aliviar ainda mais os focos de nervosismo. Sinta um calor e um formigamento percorrer todo seu corpo, pele, cabelo, mãos, pés, pernas, tronco, cabeça, dentes.
Fogo, no budismo, é o agente principal da cura.

3. AR
Mentalize a energia que impulsiona a própria respiração, o princípio que ativa o inspirar e o expirar.

4. ÉTER
Sinta-se livre e calmo, mantendo os olhos abertos.

6. ESPAÇO

Imagine-se dentro e parte de um espaço amplo e não mais confinado, sinta-se parte do mundo. A gente sabe que vive num lugar gigante, mas dificilmente foca nesse aspecto.


ENSINADA POR BUDA, A MEDITAÇÃO METABAVANA CONSISTE EM DESEJAR BEM ESTAR A QUEM VOCÊ ODEIA. SENTADO, BASTA REPETIR OITO FRASES. COM A PRÁTICA, GARANTEM OS BUDISTAS, SEUS INIMIGOS NÃO VÃO MAIS INCOMODÁ-LO TANTO.


METABAVANA

Era uma prática ensinada pelo próprio Buda. Consiste em desejar a felicidade para quem você gostaria de ver pelas costas. Isso mesmo: para a pior pessoa do mundo.

É claro que você pode começar em etapas, desejando o melhor para quem está realmente precisando de ajuda. Mas o verdadeiro desafio da técnica é enviar os melhores desejos para alguém com quem você não tenha um bom relacionamento: desde chefe, passando por sogra, vizinho, filho, ex ou aquele médico que errou o seu diagnóstico. Você pode estar em posição de meditação ou repetir as oito frases abaixo a qualquer momento do dia, à distância - ou seja, não é preciso estar diante da pessoa em questão.

O metabavana é uma espécie de tratamento de choque para resolver as causas mais profundas de sofrimento psíquico e físico. "Você ganha uma autonomia de energia.
Seu chefe, sua sogra ou seu ex-marido não vão mais perturbá -10 tanto" , garante o lama Padma Samten.

Os budistas sabem que relacionamentos mal resolvidos são uma das principais fontes de stress, a origem de um grande número de doenças. 


REPITA QUANTAS VEZES DESEJAR O MANTRA:

Que (preencha com o nome da pessoa) encontre a felicidade Se liberte do sofrimento
Encontre as causas da felicidade
Se liberte das causas do sofrimento
Se purifique de todo karma
Encontre a lucidez
Possa de fato beneficiar os seres

E veja nisso a fonte de toda alegria, felicidade e energia


KIRTAN KRIYA

Envolve a repetição do mantra saa, taa, naa, maa, que pode ser pronunciado em voz alta,
em silêncio ou incorporado a uma música.

As sílabas se referem aos sons considerados primordiais para os hindus. Saa é infinito;
taa, vida; naa, morte; e maa, renascimento, em sânscrito. A meditação ainda envolve
outra tarefa: movimentos ritmados com os dedos. Na sílaba saa, toque o dedo indicador
no polegar; em taa, o dedo do meio; em naa, o dedo anelar; e em maa, o dedo mínimo no
polegar, e repita a operação por até 12 minutos, todos os dias, se possível.

O praticante deve pressionar as pontas dos dedos umas contra as outras a ponto de deixá-
Ias levemente esbranquiçadas. Na tradição asiática, esse tipo de gesto é chamado de
mudras e se assemelha ao movimento dos dedos no terço católico.





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

COMO MEDITAR PELA PRIMEIRA VEZ? com Cadu Cassau



Oi gente,

Sou apaixonada pelo canal do Se joga com Cadu Cassau, acho que já deu pra perceber neh?! rs

Bom, muitas pessoas desistem de começar a meditar porque nem sabem direito pra que realmente serve a meditação ou porque "pegam o bonde andando" e acham que meditar é coisa de guru ou expert.

Devido a isso, gosto muito de postar vídeos e matérias para os principiantes.

Então para os "marinheiro de primeira viagem", lá vai mais um vídeo mega bacana do Cadu:




Beijos no coração.

Namastê

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Qual a diferença entre Vipassana e Mindfulness?

Oi gente,

Postei aqui e no canal segunda-f o vídeo sobre mindfulness, dai surgiu a seguinte dúvida: Qual a diferença entre Mindfulness e Vipassana?
Coloco aqui abaixo minha explicação segundo pesquisas que fiz:



Conheço essa meditação como meditação Vipassana, não sabia que havia um termo em inglês pra ela. A prática da meditação deveria ser tão comum como é o escovar os dentes, pois é a higiene da mente. Particularmente prefiro a meditação da atenção plena, essa que se faz enquanto atua em qualquer coisa. Claro que esquecemos de sintonizar na atenção plena muitas e muitas vezes mas para mim é o método mais eficaz para auto-observação. Excelente aula sobre a meditação. Grato!
Oi Stefan! Então, comprei a revista superinteressante semana passada que fala tudo sobre meditação (inclusive estou transcrevendo a revista e trazendo tópicos todas às terças f no blog) e realmente vi nessa revista que o mindfulness é muito parecido com o vipassana. Confesso que depois desse vídeo e da revista, fui procurar saber mais sobre essas diferenças e vou copiar aqui algumas coisas que achei pq. acho bem interessante como complementação desse vídeo: "O vipassana também é chamado de meditação insight. É uma das técnicas mais antigas da Índia e ensinada por Buda. No vipassana, o praticante presta atenção nas sensações e aceita-as como elas são. Por isso, é muito semelhante ao mindfulness, já que a atenção plena faz parte também do vipassana. O praticante deve ficar no momento presente, estar atento ao que ocorre na mente e no corpo aqui e agora. O jeito mais popular para aprender essa meditação é por meio de um retiro de de dez dias organizado por fundações criadas pelo professor nascido na Birmânia Satya Narayan Goenka, morto em 2003. Em linhas gerais, o método requer que o praticante sente confortavelmente com as costas retas e relaxadas, feche os olhos e prete atenção no ar que entra e sai das narinas. A mente vai distrair. Aceite e deixe que pensamentos, imagens e emoções venham. Ao se dar conta da distração, traga a mente de volta a respiração. Depois volte a atenção a cada um dos cinco sentidos e ao pensamento. A pratica também instrui a fazer anotações mentais, ou seja, dar nomes aos pensamentos e sensações que invadem a mente." - Superinteressante Jan/17 "Mindfulness tem as suas raízes na meditação Vipassana. Na verdade tem mais do que as suas raízes, uma vez que elas podem ser consideradas iguais. Vipassana, significa ver as coisas como elas realmente são. podemos dizer que mindfulness é meditação Vipassana sem qualquer elemento religioso, o que por si só já justificaria a existência de um novo nome. Mas há mais. Mindfulness, é a meditação Vipassana posicionada para a cultura ocidental. Para nós, o comum dos mortais, os que andam imensamentes ocupados, os que têm pouco tempo para praticar em comparação com os monges que habitam o nosso imaginário, os céticos e/ou todos aqueles que querem mais da vida sem terem que se submeter a contextos de natureza religiosa (ou até espiritual)..." - http://www.mindfulness.pt/meditacao-vs-mindfulness-ha-diferencas/ ...Isso vai virar post do blog! Gratidão pela participação de sempre. Namastê
Ainda quero abordar um pouco mais esse assunto, então vou fazer uma pesquisa mais profunda e logo postarei aqui, ok gente?!

Ver Mais:

http://www.douradosnews.com.br/especiais/saude-e-estetica/mindfulness-vs-meditacao-afinal-qual-e-a-diferenca-entre-as-tecnicas

http://www.mindfulness.pt/meditacao-vs-mindfulness-ha-diferencas/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O que aprendi com 10 dias em silencio

Oi gente,

Esse depoimento é SENSACIONAL!!!

Cada um recebe o "chacoalhão" de um modo, mas o intuito do desse chacoalhão é nos despertar!!! 

E você, onde está em tudo isso???

Beijos no coração

Namastê




Pense bem, quando foi a última vez que você se permitiu não fazer nada?
Ficar horas contemplando a natureza, o nada, a capa de um livro, um lugar qualquer.
Fechar os olhos, sentir seu coração bater, sentir o toque sutil do ar entrando nas suas narinas, saindo. Sentir o seu pulmão expandir e contrair.
Quando você o fez por mais de alguns minutos?
Mais do que isso, quando você se permitiu estar totalmente entregue à você mesmo? 
Já tentou ficar sem falar por um dia inteiro? E tentar silenciar a voz dos seus pensamentos?
Pois é, quando falo que fiquei 10 dias sem falar, sem ler, sem escrever, sem nem ao menos fazer contato visual com outras pessoas, muitos me chamam de louco.
10 dias onde acordava às 4h da manhã, e meditava por 11h, todos os dias. Ou seja, das horas que estava acordado, 11h eu passava de olhos fechados.

Atenção: tudo que foi escrito aqui se diz respeito à opinião e experiência do autor. Use seu bom senso ao ler, e participe da conversa =)

Se você quiser “assistir” esse artigo, eu usei esse mesmo texto para falar no TEDx Mauá:



Não teve um único dia em que não pensei em desistir.
Meu corpo e minha mente gritavam para sair de lá.
Sentia dores insuportáveis de cabeça e na coluna, todos os dias. Meu único conforto era um banho quente antes de deitar, e só.
Voltando do retiro, entrei na maior depressão da minha vida.
Quando conto essa estória, todo mundo pergunta: “Mas…. pra que tudo isso? Valeu à pena?”
Minha resposta é sempre igual: “Valeu (e ainda vale) cada segundo. Mas entenda muito bem aonde você está se metendo, você precisa ter o mínimo de preparação.”
Nesses meses de retiro + depressão aprendi sobre mim mesmo o que nenhum livro ou terapia jamais me ensinaram. O que veio foi de dentro.
E agora meu intuito é ao menos tentar compartilhar com você tudo que aprendi:
“A Iluminação é um processo destrutivo (tanto quanto construtivo). Não tem relação com se tornar feliz ou melhor. Iluminação é a desconstrução da mentira. É ver através das pretensões. É a erradicação completa de tudo que se acredita ser verdade.”
Adyashanti

//corpo + mente + alma

Poucas coisas me dão tanta alegria quanto explorar o que é SER humano, o que é estar vivo, o que é a consciência, literalmente descobrir o universo que existe dentro de nós.
O quanto é possível se desenvolver e se auto conhecer nesse pouco espaço de tempo de uma vida. Como conseguir equilibrar os pilares que constituem o ser humano: corpo, mente e espírito.
Eu vivo e respiro isso todos os meus dias, sempre nessa busca.


Por algum tempo eu percebia um sentimento estranho no peito. Como se tivesse um buraco negro, que tinha literalmente o poder de sugar a minha felicidade nos momentos mais inoportunos.
Incomodado com isso, parti em busca de entender mais sobre esse sentimento e o motivo de sua existência.
Essa busca me levou a um retiro de meditação, uma técnica budista chamada Vipassana, onde a proposta era ficar 10 dias em silêncio meditando.
Eu sabia que alguma coisa ia acontecer, só não sabia exatamente o que.

//quais são suas certezas?

Antes do retiro, eu tinha apenas algumas certezas na vida. Eram poucas, mas eram elas que me garantiam, basicamente, que “eu” era “eu”. Todos temos essas certezas, certo?
Como por exemplo, o amor pela minha família. Os meus interesses profissionais. Meus hobbies. Meus amigos.

Certeza1 + Certeza2 + … + CertezaN = Eu

Durante esses 10 dias, sem distrações para a mente (sem computador, celular, TV, redes sociais, sem até mesmo falar), fui, gradativamente, aprofundando a consciência, além da superficialidade do dia a dia.


E quando cheguei tão fundo, comecei a perceber que, na verdade, a noção do “Eu” é muito mais complexa do que a mera construção, a simples ideia que tinha de mim mesmo, o Ego.
Uma das minhas grandes descobertas foi perceber que eu não era minha mente: eu sou algo muito maior do que meus pensamentos.
Para muitos, isso pode parecer óbvio, uma vez que alguns tem a capacidade de identificar pensamentos que não lhes são naturais e “descartá-los”.
Outros, assim como eu, não fazem essa distinção e tomam TUDO o que pensam como seus, mesmo que eles não façam o menor sentido.

//eu ≠ mente

Mas, por que isso acontece?
Acontece justamente por que estamos desconectados da natureza. Estamos envoltos o tempo inteiro por ambientes artificiais.
Já parou para pensar? A sala, o local que você está nesse exato momento, é totalmente artificial.
Não faz parte da natureza como ela é. Os recursos naturais, matérias primas, foram modificadospara construir esse espaço. 
Antes que você pare de ler o artigo agora, achando que eu vou sugerir a todos morar na floresta,pode parar. Eu te garanto que não penso assim.
O avanço tecnológico me fascina.
Eu me formei engenheiro, e sempre achei fascinante a ideia de poder transformar a natureza em números para poder entendê-la melhor e manipula-la para usar um pouco do seu poder.
Mas, ao mesmo tempo em que usufruimos de todas as coisas fantásticas fruto da sociedade moderna, observamos também um efeito rebote: a desconexão com a natureza.
E quando eu falo desconexão eu não quero dar uma de místico, zen, natureba, hippie, irmão….
Não, longe disso…

//desconexão

Quero apenas atentar ao fato de que somos seres biológicos. E se somos seres biológicos, somos a natureza.
Mas como podemos perceber isso? Afinal, vivemos cercados de artificialidades em todos os lugares, principalmente em ambientes urbanos.
Como todo bom sistema, somos influenciados por tudo ao nosso redor.
E esses ambientes nos fazem criar comportamentos que são justamente antagônicos à nossaforma natural.
Pensa comigo: o universo, a natureza, são incrivelmente belos. Não dá para mensurar início, fim, regras e controles de funcionamento.
A única lei que a natureza respeita é a inconstância, nada é permanente na natureza.
Picos e vales, gelo, água, vapor, chuvas, tempestades, tardes ensolaradas, folhas, árvores. Tudo é igual, mas não é, consegue reparar?
Não existe nenhuma folha igual à outra. Não existe chuva igual à outra. Não existem seres iguais.
Parece até um antagonismo escrever isso,  mas a única lei imutável da natureza é justamente aimpermanência.
O homem moderno, de valores ocidentais, se desconectou tanto da natureza que simplesmente não entende a lei imutável. As nossas mentes foram condicionadas a colocar tudo dentro da caixinha. Definir tudo.
Desde pequenos somos ensinados a buscar uma definição para nós: profissão, atitude, familia, hobbies, escolha sexual. E muito cuidado, uma vez que você escolhe, você não pode “desescolher”.
Nesse momento que escolhemos ser alguma coisa, a mente se fecha para possibilidades.
Se fecha para a beleza infinita que é o SER humano, para a conexão, emoção, a intuição interna.
Uma vez que escolhemos ser X, Y ou Z, nós já baixamos para o disco rígido da mente uma série deregras e comportamentos ditadas pela sociedade.
No momento em que vivemos as nossas vidas baseadas em “certezas”, em definições, em caixinhas que a mente constrói, nós nos desconectamos da nossa própria natureza, a natureza humana, perdemos a liberdade e a beleza de viver. 

//quais são suas certezas?

E foi exatamente essa a minha maior descoberta do retiro.
No 9o. Dia de retiro, aconteceu aquela “alguma coisa” que eu estava esperando. Algumas visões vieram que destruiram completamente as minhas “certezas”.

Eu = Certeza1 + Certeza2 + … + CertezaN   

cancela tudo e iguala a 0

Eu = 0

0 = Eu

Eu = ??????????

Nesse momento, a coisa pegou. Afinal, se as certezas que faziam “eu ser eu” não são certezas, o que sou eu?
Isso me fez questionar TUDO na minha vida: amigos, relacionamentos, família, trabalho, sentimentos, pensamentos….tudo mesmo!
A partir desse momento entrei na busca do EU de verdade, por trás de todas as construções e referências externas da sociedade.
É um processo doloroso, mas que vale cada segundo.
Afinal, são nos desertos da vida, nas depressões, que crescemos.

//voltando à MATRIX

E vou te contar, talvez o pior de toda essa experiência foi justamente ter nascido em uma cultura ocidental.
Voltando do retiro, não foi uma, nem duas pessoas que me aconselharam a ir procurar um psiquiatra.
É óbvio, se eu mal tinha vontade de sair de casa, a melhor solução seria procurar alguém que me cobrasse uma consulta de 400 reais e fizesse uma entrevista de 20 minutos para entender todo o meu histórico de vida, me conhecer, e assim, saber como tirar a minha dor.
É o correto a se fazer, não?
A solução nunca está dentro de nós, é sempre externa.
Ser feliz parece ser uma obrigação, as pessoas parecem não entender e só querem “estar felizes” o tempo todo, sem tirar proveito de seus momentos tristes, de reflexão.
Não podemos ficar tristes.
“Ai, to triste, deixa eu tomar um remedinho, por que eu não posso ficar assim, eu não posso ter dor de cabeça.”
Antidepressivos nessas horas só nos entorpecem e fecham a comunicação com as nossas almas, com a nossa intuição. E ai o crescimento se interrompe.
O caminho para a evolução é bloqueado.
Se eu tivesse nascido numa aldeia indígena, por exemplo, sabe qual seria o meu tratamento?

Eles me colocariam em uma oca, no escuro, e me dariam alimento até que esse sentimento passasse.
Mas aqui na matrix, no mundo “real”, a máquina não pode parar.
É mais fácil tomar um “comprimidinho”, não?
Afinal, no dia seguinte você tem que trabalhar, você tem que pagar as contas, você tem que fazer sua parte.
Mas sabe o que acontece quando nos entorpecemos e pegamos esse “atalho”?
Isso volta a aparecer. Mais crises depressivas, mais ansiedades. Doenças auto imunes, cancer.
A visão de mundo pode nos condicionar a isso.
Nós confundimos conforto com felicidade.


Achamos que o quentinho, as facilidades do mundo moderno são felicidade.
Eles não são outra coisa senão uma forma diferente de se entorpecer, segurar a onda.

//vivemos uma ilusão

Observando tudo isso, eu percebi que estava vivendo uma ilusão.
Percebi o quanto a minha mente constrói todo o modo como interajo com o mundo.
Vou te dar um exemplo simples:
Pensa comigo, nesse exato momento você está lendo palavras que digitei.
Essas palavras, por sua vez, já são uma interpretação do meu cérebro do que está se passando na minha mente, algo que quero expressar.
No momento em que transformei meus pensamentos em palavras, já não é exatamente o que está na minha mente.
É uma representação grosseira.
Por sua vez, na hora que você ler, a sua mente vai fazer a sua própria interpretação disso.Afinal, você é fruto de todo um universo diferente.
Sua visão de mundo tem outras lentes. O nosso amigo rinoceronte ilustra muito bem isso aqui:

Lembra da velha brincadeira do telefone sem fio? Pois é, isso está acontecendo o tempo inteiro, só não estamos conscientes.


Outro exemplo: lembra da imagem polêmica do vestido azul e preto ou branco e dourado?


O que aconteceu com essa imagem foi mais que uma polêmica, mas uma das poucas vezes que algo tornou-se popular o suficiente para mostrar a todos que nem todo mundo vê as coisas do mesmo jeito.
Mais: de forma pacífica, sem estar atrelado a futebol, religião ou política…..
Dessa forma, aprendemos como é difícil aceitar o outro, que viu o vestido da cor diferente da nossa.

//conclusão, o que aprendi com tudo isso?

Para fechar esse (longo) artigo, 4 conceitos:

#1 Facilidade ≠ Felicidade

Conforto não é felicidade. Tenho feito meu melhor para ajudar justamente a quem passou ou passa por uma experiência como a minha, ajudar a despertar as pessoas da ilusão do conforto. Abrir os olhos para a felicidade de verdade.
Não acredite que trabalhar e ganhar 1 milhão vai te fazer feliz.
Não acredite que um novo carro ou uma nova casa vão te fazer melhor.
Não acredite que, quando você ficar entediado, a melhor coisa é abrir as redes sociais e viver a vida dos outros.
Lembre-se, facilidade e felicidade são bem parecidas, mas não são a mesma coisa.

#2 Espiritualidade = Autoconhecimento

Espiritualidade é quase uma palavra mágica hoje em dia. Toda vez que se fala em espirito ou espiritualidade as pessoas ficam assustadas, já fogem.
Quero ajudar a quebrar esse “pré-conceito”.
Te fazer entender que espiritualidade nada mais é do que o auto conhecimento. É você acessar a sua essência.
Talvez eu não te convença hoje a cuidar do seu espírito, se auto conhecer.
Talvez não esteja na hora.
Talvez você tenha que passar por alguma experiência marcante como eu.
Eu não estou pedindo para você acreditar piamente no que falo. Mais do que isso: estou pedindo para você desconfiar, de verdade.
Não compre o que estou falando. Mas da mesma maneira, esuplico para que você faça isso com tudo ao seu redor.
Não acredite que você tem que ser isso, ou tem que ser aquilo.
Não admire outras pessoas mais do que você mesmo.
Acredite nos sentimentos.
Acredite em você.
Acredite no amor.
Sente-se mais em silêncio para saber quem é você de verdade.
Eu demorei anos para iniciar essa jornada, e quando voltei do retiro, precisei de mais 1 mês em profunda depressão para me reconstruir. E sendo realista, ainda estou me reconstruindo.
Para fechar: se você não acredita em espirito, espiritualidade, por que você acredita que você tem que trabalhar 12h por dia?
Pense nisso. Desconfie.

#3 Alegria X Tristeza

Para sentir felicidade de verdade, nós precisamos sentir a tristeza mais profunda.
Não tem jeito. Não existe direita sem esquerda, Yin sem Yang.
alegria não existe sem tristeza, e isso tudo faz parte da vida.
Não rejeite o sofrimento, a dor. Acesse-a e aprenda com ela.
Nesse último mês em profunda tristeza, eu aprendi mais sobre mim do que no último ano inteiro.
Ela é muito mais poderosa e sábia do que você imagina.
Se você gostar de filmes, assista Divertidamente, da Pixar. Eles ilustraram isso como ninguém.

#4 Meditação

Finalmente, quero também desmistificar a idéia de que meditação vai te fazer mais calmo, zen, tranquilo, isso e aquilo.
Algumas técnicas ajudam a reduzir stress e ansiedade, mas o que a meditação faz MESMO é nos empoderar com uma técnica que nos faz perceber mais claramente o nosso lado de luz e de sombra.
E é aí que existe a harmonia. O equilíbrio.
A arte abaixo ilustra muito bem isso. Por acaso ela se chama “Harmonia dos Dragões”, do Android Jones.
Como estão os seus dragões internos?

O sofrimento nasce das forças opostas atuando dentro de nós.
Quanto maior a contradição, maior o sofrimento.
Portanto, quanto melhor você enxergar isso, melhor você consegue dizer se suas decisões estão sendo tomadas por ódio ou por amor. Racionais ou emocionais.
E, aos poucos, com esse entendimento, o vazio do peito, que eu contei a você no começo, vai se transformando na força mais poderosa desse mundo.
A força que nos diferencia de qualquer outra matéria, ser inanimado, que nos faz viver, e sentir.
O amor.
É piegas, eu sei, mas a principal lição que tirei foi essa, e quero repassar a você:
Escute seu coração. 


Retirado do site:
https://www.hacklife.co/2016/08/03/10-dias-em-silencio/