Namastê
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quarta-feira, 9 de março de 2016
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Depoimento Ayahuasca: Conheça a planta que te conecta ao Universo
Olá, tudo bem?
Hoje quero falar sobre a minha experiência com a Ayahuasca, planta de poder utilizada no Xamanismo. Sei que é um grande desafio falar sobre uma experiência tão transcendental como esta, mas a idéia é trazer pelo menos um pouquinho da vivência.
Não vou entrar em detalhes técnicos do chá, pois estes são facilmente encontrados na Internet. Só quero desde o início deixar claro que a Ayahuasca não é considerada uma droga, sendo inclusive permitida por lei.
“Após 18 anos de estudos, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas[36] do Brasil retirou, em 23 de novembro de 2006, a ayahuasca da lista de drogas alucinógenas definitivamente. A ayahuasca já havia sido excluída desta lista em caráter provisório desde setembro de 1987.[37]” Fonte Wikipédia
Esta é uma planta de grande poder espiritual. Em uma das minhas aulas de Kabbalah, o professor falou que levou o rabino dele para tomar o chá, e ele mesmo confirmou este grande poder que a planta tem para nos conectar ao divino.
A força da Ayahuasca me chama faz muito tempo. Desde que fiz meu processo intensivo de Kabbalah e Bioenergética, meu professor me fala da planta. Depois de algumas sessões, ele falou que eu estava preparado, mas no dia do ritual, acabei não indo. Acho que o Universo estava guardando algo…
Um pouco depois, um outro amigo veio me falar da planta. Lembro que ele me ligou, e enrolou bastante para me falar, pois acho que ficou com medo de eu achar que era coisa de louco ou algo assim. Mal sabia ele que eu já conhecia… =) Quando falei pra ele que já tinha me ligado que era a Ayahuasca, ele falou logo o que ele queria e me chamou para tomar. Mas ainda não era a hora…
Bons anos depois, comecei finalmente um curso de Xamanismo, que é um assunto que eu já estudava faz muito tempo, mas até então no campo teórico.
Recentemente resolvi entrar de vez no mundo das plantas de poder. Precisei de algumas aulas para me abrir para o Rapé, e a experiência foi ótima, descrevi um pouco neste post. Hoje já tenho meu próprio Rapé, e utilizo em casa em minhas meditações.
Durante o curso, alguns rituais com a Ayahuasca aconteceram, mas eu ainda assim não tinha ido.
Um belo dia, o professor falou que ia ter um ritual que os índios iriam conduzir.
Uau! Pensei eu. Sem dúvida chegou a hora! Nada como conhecer a planta com os grandes detentores da medicina conduzindo o ritual.
Confesso que estava muito apreensivo. Eu particularmente não gosto nem um pouco de vomitar, e o que eu mais ouvia eram histórias de pessoas que vomitaram até as tripas.
Resolvi deixar isso de lado, pois se eu tivesse que vomitar, pelo menos já sabia que não seria o único. rsrs
O dia chegou… Cheguei mais cedo no local, e só haviam algumas pessoas com as quais eu comecei a trocar experiências, pois elas já haviam tomado.
Estava chegando a hora do ritual, e as pessoas começaram a entrar e pegar os seus lugares. Eu escolhi um perto da saída, só para o caso de acontecer alguma “tragédia”.
Os índios chegaram. Eram três índios da tribo Huni Kuin, o Bainawá Inubake a Same Putumi e o Keã Inubake. A energia deles é incrível, e eu como gosto deste contato com a natureza, praticamente senti o espírito da floresta entrando com eles.
Começaram com o Rapé. Eu estava querendo focar no efeito da ayauasca, então não tomei. Fizemos uma roda de abertura dos trabalhos com um lindo canto indígena, e em seguida abriram a primeira dose do chá.
Chegou a minha vez… Fui tomar, e o Bainawá Inubake perguntou o meu nome. Ele perguntou se eu estava acostumado com a planta, e eu falei que era o primeiro contato, então ele deu uma dose menor.
Eu tomei e, surpreendentemente, gostei bastante do gosto. Estava na expectativa de ser um chá com o gosto muito ruim, mas no final é bem tranquilo.
Sentei, e não sentia nada… Estava quase indo lá perguntar onde estavam os efeitos, quando finalmente a força veio.
Eu fechava os olhos e via caveiras e espectros, imagens bem feias, mas lembro que não fiquei com medo. Com o tempo, às imagens foram ficando mais bonitas.
Abriram a segunda dose, e ele perguntou quem queria tomar. Eu já levantei correndo e fui. Esta sim foi bem servida e estava muito mais amarga do que a primeira.
Quando veio a força da segunda dose, a energia foi incrível! É difícil explicar, mas meu corpo não parava. Mesmo deitado, as minhas pernas batiam fortemente os joelhos como se fosse uma batida de coração. Eu mudava de posição, e outra parte do corpo começava a mexer.
Resolvi sair um pouco, e a energia era tanta que eu quase sai pulando, era como se tivesse tomado o suquinho gami rsrs
Voltei pra sala, e percebi que era o canto dos índios que fazia meu corpo dançar. É como se as musicas chamassem o espírito da planta.
A sensação era magnífica. Desde o inicio pedi para a planta me ensinar o que eu precisava aprender para evoluir. E eu fui entendendo o recado…
Estava com uma das melhores sensações que senti na vida, ouvindo aquelas musicas e trabalhando com o espírito da planta, mas o mais surpreendente estava por vir…
Quando fomos chegando no final, os índios chamaram novamente para a roda, para que pudéssemos fechar o trabalho.
Demos as mãos e eles começaram a cantar. Eu senti uma energia muito forte chegando no meu corpo, lembro que começou a ficar tão forte que quase sai da roda, quando então veio um clarão com um barulho, como se fosse aquela estática das TVs antigas.
Quando me dei conta, estava caído no meio da roda. Abri o olho e a sensação imediata foi que eu tinha me teletransportado pra lá. Fiquei tentando entender e quis levantar, mas é como se a planta não quisesse que eu fizesse isso (talvez o que ela queria é que eu ficasse no meio da roda mesmo). Fiquei lá espatifado no chão, e o canto continuava. Quando a roda se abriu, eu levantei tentando entender o que aconteceu.
Ouvi dizer que esta poderia ser a “morte xamânica”… O que eu sei que foi realmente uma sensação incrível. Apesar de ter ficado um grande período de tempo sem comer e sem dormir, no final do trabalho eu não estava nem com sono e nem com fome.
Peguei a estrada e vim pra casa normalmente. Até iria passear com o cachorro, mas como estava chovendo, resolvi ir dormir.
Esta foi uma experiência única e maravilhosa. Ainda estou processando tudo o que aconteceu, e sinto que a planta está trazendo ainda alguns aprendizados.
Seguimos aprendendo e evoluindo.
Namaste _/\_
Extraído do site:
http://www.vivaoseuproposito.com/conheca-a-planta-que-te-conecta-com-o-universo-2/
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Pedindo ajuda para o Espírito Santo
Oi gente,
Hoje quero falar sobre a importância da gente pedir ajuda ao Espírito Santo nas horas críticas.
Isso aconteceu comigo Segunda-F e nesse vídeo contou um pouquinho como foi.
Abaixo deixo um vídeo do Ken Wapenick (em inglês) falando justamente sobre isso e a tradução que a Jú fez.
Um beijo no coração
Namastê
Então, pedir ajuda é pedir para ser relembrado
de tudo o que temos e confiar no professor que, de fato, nos ensina que não há
nada a ser pedido, porque o Seu amor é tudo o que queremos, precisamos ou
desejamos
Hoje quero falar sobre a importância da gente pedir ajuda ao Espírito Santo nas horas críticas.
Isso aconteceu comigo Segunda-F e nesse vídeo contou um pouquinho como foi.
Abaixo deixo um vídeo do Ken Wapenick (em inglês) falando justamente sobre isso e a tradução que a Jú fez.
Um beijo no coração
Namastê
Asking the Holy Spirit
tradução por Juliana Kurokawa
Perguntando ao Espírito Santo
Um grande tema do Um Curso em Milagres com relação à
nossa prática é pedir a ajuda do Espírito Santo. Em outro vídeo, eu discuti
quem era o Espírito Santo e expliquei que era um símbolo de nossa própria Mente
Certa. Ele é descrito no Curso como a voz que fala por Deus e Ele também é
descrito como nosso professor ou Aquele a Quem nos dirigimos quando nos
sentimos vítimas do nosso ego. Por isso, achei que seria importante discutir o
que significa no Um Curso em Milagres pedir a ajuda do Espírito Santo, o que significa
orar para Ele.
Como muitos de vocês já devem saber, o segundo panfleto
que Helen Schucman recebeu ou escreveu foi a Canção da Oração, sendo
Psicoterapia o primeiro. A Canção da Oração foi recebida por Helen um ano após
a publicação do Curso. O Curso foi publicado em 1976 e o panfleto foi recebido
no outono de 1977.
Ele foi originalmente escrito por Helen como uma resposta
ao que já estava acontecendo dentro dos círculos do Um Curso em Milagres. Os
estudantes estavam ficando confusos sobre três áreas centrais dos ensinamentos
do Curso: oração, perdão e cura. Eu vou apenas discutir a oração neste vídeo.
Os temas centrais daquele primeiro capítulo do panfleto
da Canção da Oração eram novamente: o que significa orar para o Espírito Santo
ou pedir a Sua ajuda? O que tipicamente parece ocorrer aos estudantes do Um
Curso em Milagres, geralmente no início do trabalho com o Curso, apesar de que
essa fase inicial pode se estender bastante, é pedir uma ajuda específica ao
Espírito Santo, como: que tipo de emprego devo aceitar? Devo entrar neste
relacionamento? Devo mudar os relacionamentos que vivo? Devo terminar o
relacionamento? Até mesmo atinge o ponto, às vezes, de perguntar: onde devo
estacionar meu carro? Que roupa devo usar? O que devo pedir do cardápio do
restaurante? Etc etc.
Em um ponto desse panfleto, mais uma vez, a maneira de
Jesus de corrigir esse mal entendido sobre o que Curso quer dizer sobre pedir a
ajuda do Espírito Santo. No capítulo dois da Canção da Oração, Jesus fala dos
erros do perdão e ele os chama de perdão para destruir. Bem, ele não usa esses
termos específicos para pedir ajuda ou orar, pode-se dizer, como implícito nas
páginas daquele panfleto que pedir a ajuda específica do Espírito Santo ou
pedir a ajuda específica para Jesus é pedir para destruir ou orar para
destruir. Isso significa que toda a ideia de pedir por ajuda específica está
reforçando todo o sistema de pensamento do ego, que estamos tentando desfazer
ao pedir ajuda. Isso quer dizer que, quando decidimos que temos um problema
específico e que, portanto, precisamos de uma resposta específica do Espírito
Santo, o que estamos de fato fazendo é: em primeiro lugar, pensar que sabemos
qual é o problema - que sempre será algum tipo de expressão do mundo físico e
nossas experiências corporais e psicológicas no mundo físico – e, então,
exigimos que o Espírito Santo nos responda da maneira como nós estabelecemos ou
definimos agora.
Como Jesus disse a Helen uma vez em uma mensagem pessoal
para ela, tal pedido está tentando fazer com que esse mundo seja mais
manejável, controlar este mundo dando a ele uma forma específica. Então, o que
o Curso realmente quer dizer com pedir a ajuda do Espírito Santo é pedirmos a
ajuda para desfazer o problema real, que é a decisão de nossa mente de se juntar
ao ego ao invés Dele. A decisão da mente de se identificar com o sistema de
pensamento do ego de separação, culpa, julgamento, ataque ao invés do sistema
de pensamento do Espírito Santo de perdão, milagre e cura.
Então, o que pedir realmente significa, conforme nos
tornamos conscientes dos nossos pensamentos de julgamento, conforme nos
tornamos conscientes de nos tornamos ansiosos com qualquer coisa nesse mundo ou
de termos medo de qualquer coisa neste mundo ou nos encontrarmos, mais uma vez,
presos às teias de especialismo do ego, que devemos, o quanto antes, retornar à
nossa mente tomadora de decisão, reconhecer que nossos sentimentos de
inquietude e perturbação vêm da nossa escolha da mente errada e escolher
novamente.
Então, pedir a ajuda do Espírito Santo ou de Jesus
significa pedir ajuda para que nos lembremos de quem somos, para que nos
lembremos de quem é o professor verdadeiro, para que nos lembremos do sistema
de pensamento que irá nos salvar, ao invés de nos enraizarmos ainda mais no
sistema de pensamento de inferno do ego.
Em outras palavras, quando anteriormente mencionado no
texto no contexto de oração, Jesus disse que a única necessidade que temos da
oração é pelo perdão, porque nós temos tudo. O que ele está se referindo é que
não precisamos pedir por nada, não devemos nem mesmo pedir ajuda específica
para nossos problemas específicos, porque já temos tudo o que precisamos.
Afinal, temos o amor de Deus.
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