Mostrando postagens com marcador Hinduísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hinduísmo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Superinteressante Meditação: A HISTÓRIA DA MEDITAÇÃO



Oi gente,

Dando continuidade, segue o tópico da semana da Revista Super Interessante Especial Meditação.

Beijos no coração

Namastê



____ॐ____

A HISTÓRIA DA MEDITAÇÃO

Para muitos, meditar é um ato religioso. E faz sentido. Foi por meio de rituais ao redor da fogueira que os humanos começaram a acalmar a mente, aprofundar o pensamento e desenvolver uma capacidade de abstração que não existe em nenhuma outra espécie. depois dessas sessões, que incluíam até ervas alucinógenas, é normal que alguém se sinta em contato com o sagrado - ou com, Deus da sua preferência. Essa tradição ganhou contornos mais sofisticados na Ásia com hinduístas e os budistas, principalmente depois de um ato de rebeldia do príncipe Sidarta Gautama - mas pode ser encontrada nas principais religiões do mundo.

MEDITO,
 LOGO EXISTO
O fogo  nos hipnotizou. Essas horas 
de introspecção deram início a meditação
e podem ter definido a nossa espécie.

A arte rupestre mais antiga do mundo: 40 mil anos atrás. O código de leis mais velho: 4 mil. A mais longínqua sessão  de meditação: impossível saber. Como o pensamento não deixa marcas gravadas em pedra, sua arqueologia é uma disciplina difícil, mas não impossível.

Os estudiosos de religiões o americano Willard Johnson tem uma aposta: o fogo tem algo a ver com isso. " O fato de tantas religiões primitivas terem usado o fogo em seus rituais e simbolismos confirma o poderoso domínio que esse elemento exerce sobre a consciência humana.", afirma ele no livro Do Xamanismo à Ciência - uma História da Meditação. Uma de suas hipóteses é que, além de carne assada, a domesticação das chamas permitiu que os primeiros humanos se protegessem de animais ferozes e, pela primeira vez, tivessem um espaço livre no cérebro por não pensar em ameaças constantes.

Outro pesquisador, Matt Rossano, professor de psicologia da Southheastern Lousiana University, sugere que a meditação nos tornou humanos. Foi justamente por causa do pensamento introspectivo que o homo sapiens, ao contrário do neandertal, enveredou por uma história de linguagem, arte e jogos de xadrez. "Imagine que você viaje por 100 mil anos no passado e dê de cara com um grupo de nossos ancestrais em torno de uma figueira à noite. 

Por acaso se surpreenderia de vê-los cantando, batendo palmas, dançando, ou talvez apenas hipnotizados pela chama cintilante? Minha tese é que essa atividade banal criou uma pressão seletiva importante na evolução da mente humana moderna", defende ele no artigo Did meditading make us humans? (" Meditar nos tornou humanos?, em inglês), publicado no Cambridge Archaeological Journal.

NO texto, Rossano fala de duas características essenciais para que o pensamento simbólico (aquele que nos faz entender que $ significa dinheiro ou que todas as letras impressas têm algum significado) pudesse surgir. São elas: memória e atenção.

O pesquisador se apoiou em estudos atuais, feitos na última década, que comprovam o poder de metamorfose da meditação sobre a massa cinzenta (como veremos a partir da página 22). Unindo os achados científicos, o argumento sobre a mente pré-histórica é o seguinte: uma vez que o simbolismo só pode surgir em um cérebro turbinado com memória e atenção, algo deve tê-lo turbinado ao longo dos séculos. E, como não há templos Zen na Idade da Pedra, os rituais em volta do fogo são os melhores suspeitos.

As atividades ao redor das brasas eram rotineiras desde a infância e envolviam todos os membros do grupo. Quem sabia aproveitar melhor os instantes contemplativos para relaxar, reduzir o stress do mundo selvagem e aguçar o foco, tinha uma vantagem competitiva sobre os demais. No dia seguinte, os meditadores ancestrais provavelmente estavam mais descansados e concentrados para encontrar a comida e conquistar um par - duas atividades cruciais para perpetuar os genes contemplativos. Esses comportamentos pode ter contribuído para a seleção de humanos mais concentrados. Como a função em volta da fogueira era também uma ocasião social, de confraternização, a atividade ajudou a moldar laços sociais fortes, e indivíduos que sabiam viver em comunidade tinham mais chances de sobrevivência."Participar de um ritual que exige autocontrole e integração deve ter sido natural a essas crianças, reforçando sua capacidade de foco ao longo da vida", diz Rossano.

BARATO ANCESTRAL Houve muito para essa seleção natural: o domínio do fogo ocorreu cerca de 800 mil anos. Foram 750 mil anos de introspecção ao redor das chamas até que os primeiros homo sapiens começaram a desenvolver manifestações religiosas, como cantorias em volta da fogueira, silêncio hipnótico e rituais de curas. Há 50 mil anos, a linguagem também surgiu, um elemento essencial para consolidação dos credos. Agora, os rituais e histórias sobrenaturais que tentavam dar conta dos mistérios do mudo podiam ser transmitidos adiante.

Nesse contexto, a figura essencial é a do xamã. É esse homem ou mulher, dono de um "conexão especial" com a natureza, que comandava os cantos coletivos e conduzia os membros  da tribo em danças hipnóticas.

"Os xamãs são os antepassados imediatos dos professores de meditação", escreve o professor Jonhnson. Esses sacerdotes eram sábios que ajudavam a promover o bem estar do grupo, encontrar caças, prever o clima, meditar os conflitos da tribo e tratar enfermos. Eles também preparavam chás alucinógenos. As primeiras religiões - e a própria civilização - devem muito a essa a essa mistura de fogo, xamãs, rituais e ervas danadas.

Entre 2000 e 900 A.C., a meditação ganhou o primeiro registro escrito nos Vedas, as escrituras sagradas indianas. Os textos estão divididos em quatro livros, sendo mais importante o Rig Vedas, que diz: "Como um cavalo rebelde atrelado a este veículo (nosso corpo), o conhecedor, atento, deve controlar a mente". Com a metáfora, os hinos védicos falavam, pela primeira vez, da necessidade de domar os pensamentos para poder ter uma vida frutífera. O curioso é que a palavra antiga para designar o controle dos animais é ioga. A partir dos Vedas, ganha um novo significado, agora associado ao controle da mente.

Nessa filosofia, sábios são aqueles que têm a mente amarrada, como um boi têm s cabeça presa no arado. Afinal, animais soltos não preparam a terra e nem produzem frutos - igual a uma pessoa sem domínio de si. Mas os Vedas não trazem um passo a passo. "Os hinos são concisos e não indicam nenhuma prática", explica Carlos Eduardo Barbosa, professor e estudioso de cultura da Índia e autor da tradução do sânscrito de Os Sutras de Pantajali, texto base do ioga.

O que os livros mencionam são as ideias que servirão de alicerce para práticas meditativas que surgirão depois.

Uma delas é a da "visão interna", que pode ser obtida por meio de uma revelação capaz de abrir nossos olhos. " Meditar é pensar com a visão de dentro, inspirados pelas forças que elevam o pensamento", diz o professor, que se dedica ao ensino da tradição hindu. Esse processo pode ser feito com rezas ou com o uso de ervas, como faziam os xamãs pré-histórico.

A poção da tradição hindu é chamada de soma, uma mistura tão famosa que merece um capítulo inteiro no grande Rig Veda - e cujo o ingrediente principal é desconhecido. Dela, diz-se que "transforma quem a bebe em um poeta".

Na mitologia da época, a iluminação também é obra do deus Savita, que tem o dom de trazer para o céu a luz e o calor do Sol e, por isso, está associado também, à elevação dos pensamentos. Savita ajudaria a impulsionar a mente para o alto - uma ideia central dos Vedas.

Essas tradições foram a base do hinduísmo, consolidado a partir de 500 a. C. A religião mais antiga do mundo sintetizou crenças e rituais já presentes na tradição oral e nos textos dos Vedas. O ciclo da vida, o carma e a iluminação são alguns dos principais conceitos da doutrina, assim como a busca por uma vida próspera e de autoconhecimento. O criador do Universo segundo o hinduísmo, o Brahma, faz parte de cada pessoa. Por causa dessa crença, o ajuste mental deve ser feito internamente. "Nessa ideia, eu sou o Deus, a essência. Por isso essa força ascendente leva a si mesmo", afirma Barbosa.

Esse encontro com a verdade que mora dentro de cada pessoa - onde também está a essência de todas as coisas - leva a união com o divino e uma sabedoria superior. Na visão de mundo hindu, a meditação entra com uma habilidade a ser aprendida e utilizada. "Quando compramos um carro, ele não tem uma destinação única, mas precisamos dirigi-lo e operá-lo., explica Willard Johnson em seu livro.

O mesmo acontece com a meditação. "É um meio de alcançar os fins ou metas que escolhemos para ela. Os indianos usavam-na para realçar a ação, a devoção, a autodisciplina física, a autotranscendência ritual, a autoralização espiritual, e assim por diante.

RACHA INDIANO Nesse berço de cultura indiana, cismas ocorreram. Mais ou menos como a reforma protestante cristã defendeu uma relação mais direta com Deus no século 16, colocando-se contra o clero da Idade Média, algumas teorias da Índia antiga renegaram os intermediários. Xamãs e sacerdotes, as figuras eleitas para ajudar os demais com seus pensamentos, tiveram seu poder abalado.

Uma dessas ramificações é o próprio ioga como conhecimento hoje, que surge 500 anos antes de Cristo. "Ele tenta fugir dos padrões ritualísticos apresentando um caminho onde a pessoa encontra sua própria salvação", diz Barbosa

O livro-base, o Ioga Sutra, expõe princípios como o da não violência e indica a necessidade de limpar o copro e a mente para manter-se saudável e espiritualizado. A disciplina, da qual as poses físicas se tornam parte, também inclui auto estudo e superação pessoal.

Quem segui-la estará no caminho para libertação espiritual. Na tradição hindu, isso significa parar de reencarnar, ou seja, romper o ciclo do nascer e morrer imposto a todas as almas.

Num conceito parecido ao espiritismo, que explica as vidas passadas pela ótica do aprendizado, o hinduísmo entende que voltar a um copro é prova de que a alma ainda precisa evoluir.

Enquanto o ioga se consolida, mais ou menos na mesma época o bramanismo abre espaço para outra grande dissidência. Se a tradição hindu prega o preenchimento de si mesmo, a nova corrente aposta no vazio. O trabalho rumo à iluminação passa plea extinção do ser, e o estado mais elevado é chamado de nirvana. A nova escola, que se bifurcaria em centenas de outras seitas ainda hoje espalhadas pelo mundo, surge dos ensinamentos de um único homem que aprendeu tudo sozinho, sentado à sombra de uma árvore. O nome dele é Sidarta Gautama, mas pode chamar de Buda.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Krishna e Radha, amor transcendental




Krishna é a oitava manifestação de Vishnu (o deus da preservação da suprema trindade hindu, ao lado de Shiva e Brahma). Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda.

Conforme as lendas, o objetivo desse avatar era triplo: destruir as personificações da ignorância que estavam ameaçando o equilíbrio do cosmo (Asuras); tornar-se o centro de desenvolvimento de determinadas escolas devocionais (Bhakti); assumir papel de liderança na grande guerra ocorrida entre os clãs Aryas dos Pandavas e dos Kauravas (o épico descrito no grande livro "Mahabharata"), em que ele também entregaria sua mensagem filosófica por meio do texto conhecido como "Bhagavad Gita" (Sublime Canção).

No mito de Krishna, encontramos elementos que caracterizam as qualidades de três das principais divisões sociais da tradição hindu (sistema de castas): Krishna é um homem dos campos, que guarda os rebanhos (casta Vaishya); é também um nobre guerreiro e dá morte a inúmeros demônios (casta Kshatrya); e adota o papel de um sábio, quando transmite os ensinamentos filosóficos ("Bhagavad Gita") para o primo Arjuna (casta Brahmane).


O MITO DE KRISHNA



Krishna nasceu na cidade de Mathura. Sua mãe, Devaki, era irmã do rei Kamsa, que condenou à morte todos os filhos que Devaki desse à luz, pois existia uma predição segundo a qual um deles haveria de assassiná-lo. Krishna continuou vivendo graças à estratégia de seus pais que, para tirá-lo da fúria do rei, trocaram-no pela filha de um modesto pastor. Ele passou seus primeiros anos junto com o irmão, Balarama, entre pastores.

Poucos anos depois de nascer, dando mostras de seu extremo vigor e malícia, Krishna começou suas proezas, como a de tombar carruagens, arrancar, de molecagem, duas árvores de um só vez, lutar vitoriosamente contra uma enorme serpente e ajudar a seu irmão Balarama a aniquilar um terrível demônio.

Krishna ia crescendo pouco a pouco e transformando-se em adolescente. Num dia, em que as pastoras foram banhar-se no rio Yamuna, acercou-se cautelosamente do lugar e roubou todos os vestidos, colocando-os em uma árvore próxima ao lago. Quando as pastoras saíram da água e buscaram suas roupas em vão, empenharam-se a lamentar, sem saber que decisão tomar. Mas quando viram Krishna na copa de uma árvore contemplando-as e rindo, arrojaram-se novamente no rio e, dali, pediram que ele se apiedasse delas. Krishna não aceitou levar-lhes a roupa, e sim que fossem buscar, uma a uma, com as mãos juntas, em atitude de súplica.

Esse episódio é somente uma introdução a muitos outros parecidos. As esposas e filhas dos pastores, livrando-se de sua reserva e modéstia habituais, abandonavam seus lares e ocupações para seguir Krishna ao bosque tão logo ouvissem os sons de sua flauta. Nessas ocasiões, ele dirigia-lhes amáveis reprovações, mescladas com advertências de que só por meio da meditação nele obteriam a salvação. Eram tantas as pastoras que se enamoravam de Krishna que ele não podia dar-lhes as mãos quando dançava com elas. Então, o deus multiplicava-se em cópias precisas e cada bailarina sentia a ilusão de ter, entre suas mãos, o deus Krishna. Quaisquer que fossem as formas que adorassem, Krishna as faria livres. Algumas o conheceram e o buscaram como filho ou como amigo, outras, como amante e alguns, como inimigos, mas não se sabe de ninguém que deixou de alcançar suas bênçãos e o benefício da libertação.


Ao chegar à idade adulta, Krishna morreu acidentalmente. Estava entregue à meditação, sentado em um bosque com as pernas cruzadas, que deixavam as plantas dos pés descobertas (sabido era, tempos atrás, que o sábio Durvasa tinha o amaldiçoado em um acesso de cólera, profetizando que morreria de uma ferida no pé), quando um caçador, tomando-o por um gamo, disparou uma flecha, que se cravou em um único ponto vulnerável: o calcanhar do pé esquerdo. Muito apavorado ficou o caçador ao dar-se conta do erro cometido, mas Krishna acalmou-o dizendo que não temesse nada e que não se deixasse levar por sua dor. Essas foram as últimas palavras de consolo que pronunciou sobre a Terra. Logo, no esplendor de sua glória, subiu aos céus, onde os deuses o acolheram; contudo, as trevas caíram sobre a Terra.

Nas façanhas de sua vida, Krishna transgrediu inúmeras convenções e regras morais estabelecidas pela sociedade Brahmane: apaixonou-se pela bela Rukmini, que já estava prometida em casamento para um príncipe de uma importante família. Krishna não admitiu esse contrato e, no dia do casamento, sequestrou a jovem, matando o noivo e o irmão dela. Krishna casou-se com Rukmini e, ao longo da vida, eles tiveram onze filhos.

As transgressões desse episódio da vida de Krishna (o rapto da noiva, a grave ofensa feita a uma família, a morte do noivo e do irmão da noiva, que tentavam salvar sua honra e fazer cumprir a lei) encarnam um período em que as contestações sociais estavam sendo incentivadas pela filosofia especulativa e comportamental do Tantra (século XII).

Outra atitude pouco comum de Krishna é o fato de ter oficialmente elegido, entre as pastoras (Gopis), uma amante. Esta, esposa de um humilde camponês, chamava-se Radha. Krishna e sua amante viveram juntos momentos de intensa paixão, carregados de erotismo. Descrevendo esse romance, surgiu um livro conhecido como "Gita Govinda", de autoria do sábio Jayadeva.


A SIMBOLOGIA DE RADHA



Radha é representada principalmente como uma subordinação pessoal voluntária ao seu amado Krishna: sua personalidade dissolvendo-se nele. Com os olhos fechados, a deusa segue-o para onde ele a leva, confiando completamente e abrindo mão do seu ego. Esta é a metáfora divina de um devoto que se funde com seu deus. Por extensão, também simboliza um ser amado que se funde com o seu amor.

Em algumas representações, a relação de Radha e Krishna é recíproca e expressa um amor totalmente maduro, no qual a confiança e o respeito um pelo outro profundos que o desrespeito é inimaginável. Essas imagens sugerem que, quando duas pessoas se amam, ocorre uma mistura de mentes e corpos, os egos são abandonados, e aquele que ama e o ser amado ocupam posições iguais, o que não somente sublima as emoções sexuais como também fornece um apoio divino para as paixões internas.

A natureza divina de Radha está na exaltação e transfiguração de algumas das emoções humanas mais básicas e arquetípicas. Duas de suas características: mahabhava (grande sentimento) e premabhakti (devoção do amor desinteressado) apontam para a intensidade e a pureza do seu amor, emprestando-lhe uma qualidade metafísica. Os devotos de Radha, tipicamente, não se relacionam com ela pedindo-lhes favores terrenos, mas absorvendo-se no desdobramento da história minuciosamente detalhada do seu amor por Krishna.



MANTRAS RELACIONADOS À ENERGIA DIVINA DE KRISHNA



Om Hrisi Keshaya Namah

Mantra de Krishna para a felicidade e que pode ser entoado, também, para despertar todos os nossos potenciais.



Om Govindaya Namah

Govinda é o chefe dos pastores e este mantra é uma alusão ao mestre Krishna, o pastor dos espíritos, entoado por aqueles que buscam orientação mística interior.



Om Madhusudanaya Namah

O mantra que homenageia Krishna, o matador de demônios, deve ser entoado para proteger-nos de inimigos.



Om Namo Bhagawate Vasudevaya

Este é o mantra de proteção que invoca Vasudeva, o pai de Krishna.



Om Sri Krishnaya Govindaya Vallabrava Swaha

A repetição deste mantra sagrado aumente sensivelmente nosso poder de cura energética.





MANTRAS PARA RADHA RELACIONADOS AO AMOR



Om Radha Krishnaya Namaha

Mantra para construir um amor conjugal elevado no plano terrestre, onde o cuidado e a intimidade podem ser grandemente intensificados. Esse mantra também funciona poderosamente em relacionamentos onde há um compromisso genuíno entre as duas pessoas, mas também pode ser utilizado por qualquer dos cônjuges de um casamento para o melhoramento gradual, mas seguro, do relacionamento como um todo.



Om Parama Prema Rupaya Namaha

Mantra para trazer à sua vida a mais elevada expressão possível do amor. Se esse amor possuir alguma implicação de caráter sexual, a importância, no caso, desse incidente, é o amor que proveio dele, um amor que durou um longo tempo mesmo depois que o aspecto sexual já tenha terminado. Nós também podemos ingressar num relacionamento em que a parte sexual, por alguma razão ou outra, chega ao fim. Mas isso não precisa ser o fim do nosso amor. Esse mantra também pode trazer uma visão do êxtase divino através do bem-amado.



Aham Prema

Mantra para se tornar a forma mais elevada de amor que você pode ser. Com esse mantra simples, você afirma a sua própria natureza essencial como uma natureza de amor divino. A vibração desse mantra começa o processo de transformação de todo o seu corpo, ser, natureza e espírito numa emanação, a sua própria emanação particular, do amor divino.





Fonte: Mitologia Hindu, Aghorananda Saraswati, Madras / Deuses e Deusas Hindus, Sunita Pant Bansai, Nova Era / O Livro de Ouro dos Mantras, Otávio Leal, Ícone Editora /Shakti - Os Mantras da Energia Feminina, Thomas Ashley-Farrand, Pensamento




"Maha Mantra" na voz de Krishna Das:


Extraído do site:

https://www.comprazen.com.br/blog/1/197/krishna-e-radha-amor-transcendental-vishnu-lakishmi-deus-hindu-india-mantra-nosso-blog

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

HINDUÍSMO: Mitos, Deuses e Deusas do Tantra e seus Mantras

Oi gente,

Hoje quero explorar um pouquinho esse lado mais devocional do nosso Ser.

Sou apaixonada pela doutrina hindu e como ando estudando o Tantra, achei bem legal a gente conhecer um pouco sobre esses Deuses, Deusas, Devas e Avatares dessas tradições.

Sobre o Tantra estou preparando um vídeo bem bacana para vocês e vou contar TUDOOOO que estou aprendendo, estou encantada gente!

Aguardem novidades!!!

beijos no coração.

Namastê


___________________________________________________

por Otávio Leal (Dhyan Prem)

Extraído do site: 
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/deuses_deusas_tantra.htm


“Eu sou o amor puro dos amantes
que lei nenhuma pode proibir.”

Krishna

   A mitologia hindu e tântrica é uma das mais ricas e de todo o planeta. São tantos deuses/deusas, devas (seres equivalentes aos anjos da tradição ocidental), semideuses e avatares (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação, onde ava = manifestação; tara = lei) que se torna impossível enumerá-los. Selecionei nesse capítulo algumas das principais divindades. Dentre elas, os três deuses/deusas que constituem a trindade máxima (trimurti) do hinduísmo e do tantra ― Brahma, Vishnu e Shiva. É importante afirmar que, embora alguns textos apresentem hierarquia entre as divindades do trimurti, não há supremacia. Os três são independentes e complementares.  

Brahma, o Criador

Primeira divindade do trimurti. É o deus criador, senhor de todos os seres, descrito com quatro ou cinco cabeças. Veste-se com roupas brancas e cavalga sobre um ganso. Uma das lendas sobre o surgimento de suas múltiplas cabeças conta que, de sua própria “substância imaculada”, Brahma deu origem a uma companheira. Ao contemplar a beleza sublime de sua companheira, Brahma foi tomado por um grande amor que não conseguia deixar de olhá-la. Para que continuasse a mirá-la, mesmo quando ela se deslocava para outros lados (direito, esquerdo, trás e alto), Brahma deixou que novas cabeças surgissem. Por fim, Brahma tomou-a por companheira e juntos deram origem a suras (deuses) e asuras (demônios).
O mantra de Brahma, ou Brahma Mantra, proporciona contentamento, saúde e longevidade. Concede também um sentimento profundo de devoção e confiança. Deve ser entoado, no mínimo, oito vezes: Om Hrim Brahmaya Namah.

Sarasvati, a Deusa da Sabedoria

É a forma feminina de Brahma, sendo sua companheira e filha por ter surgido diretamente da matéria do Criador e tê-lo desposado. Seus outros nomes são Satapura, Savitri, Gayatri e Brahmani. Representa todo o conhecimento e a sabedoria. Mãe dos Vedas (livro sagrado hindu) e inventora do alfabeto dêvanágarí (escrita dos deuses), é representada como uma bela jovem de quatro braços. Aparece sentada numa flor-de-lótus, símbolo da transmutação, trazendo em uma das mãos uma flor para oferecer a Brahma e na outra um livro, símbolo de sua sabedoria. Em outra mão segura umshivamala (colar de Shiva), que lhe serve para contar os mantras que entoa, e na outra, um pequeno tambor, chamado damaru, que lembra seu amor à arte e à música. Também é representada como uma jovem com apenas dois braços que toca um instrumento de cordas, sentada sobre uma flor de-lótus.
O mantra de Sarasvati, ou Sarasvati Mantra, visa o aperfeiçoamento do intelecto, da criatividade e da inteligência. Deve ser entoado, no mínimo oito vezes: Om Sri Sarasvatiaya Namah.

Vishnu, o Mantenedor 

Segunda divindade do trimurti, Vishnu é a energia conservadora. Aparece em oito encarnações ou avatares. Leva um disco na mão, mostrando que mantém o dharma, a retidão, a justiça, a honradez e a ordem do universo. A concha simboliza a remoção da ignorância e a música do cosmo. O lótus representa a beleza do universo e a pureza, assim como a transformação. O veículo de Vishnu é Garuda, o homem-águia, uma figura de grande força e poder.
O mantra de Vishnu, ou Vishnu Gayatri Mantra, tem como efeito principal estimular a força física do praticante. Deve ser entoado oito vezes ao dia:
Om Narayanaya Vidmahe Vasudevaya Dhi Mahi
Tanno Vishnu Prachodayata.

As oito manifestações de Vishnu e seus mantras

Segundo a tradição hindu, Vishnu se manifestou em oito formas divinas. Algumas poucas escolas acreditam que Siddharta Gautama — o Buda — seja a nona encarnação. Eu, particularmente, não.
1a manifestação: Matsya
Matsya significa peixe e nessa encarnação Vishnu é um peixe enorme com escamas de ouro e um chifre. Ele avisou Manu (o “Noé” hindu) sobre o dilúvio e salvou-o num barco preso ao seu chifre.
2a manifestação: Kurma
Vishnu, aqui, se transforma em Kurma, a tartaruga, a fim de salvar o Monte Mandara — que continha o leite da imortalidade — do ataque de demônios destruidores.
3a manifestação: Varaha
Quando a Terra estava submersa sob as águas de um segundo dilúvio, Vishnu encarnou em um javali, matando um gigante que aprisionava a Terra.
4a manifestação: Nara Simha
Vishnu aqui é Nara Simha, meio homem, meio leão. No crepúsculo matou um demônio que tinha invulnerabilidade durante o dia e a noite. Essa manifestação deveu-se à necessidade de combater a idolatria do homem.
5a manifestação: Trivik Rama
Desejando terminar a guerra entre deuses/deusas e demônios, Vishnu encarna num anão com poderes mágicos que domina os três mundos (físico, emocional e espiritual). O mantra que invoca Vishnu e o domínio dos três planos é: Om Trailokya Nathaya Namah.
6a manifestação: Parasu Rama
Nessa encarnação Vishnu aparece como um sacerdote hindu. Ele matou o rei Kshatryia, que roubou seu pai. Os filhos do rei, por sua vez, mataram seu pai, o que fez com que Parasu Rama matasse todos os homens descendentes do rei durante 21 gerações.
7a manifestação: Rama
Rama é um guerreiro que sai em resgate de sua esposa Sita, capturada pelo demônio Râvana. Na batalha descrita na Epopéia Ramayama, Rama tem um fiel amigo, o macaco Hanumam, deus da devoção.
8a manifestação: Krishna
Krishna é considerado a manifestação mais consciente de Vishnu. É o iluminado que traz caminhos de paz, equilíbrio e amor na era em que vivemos (kali-yuga).
Este é o mantra de Krishna, popularizado no Ocidente, a partir do fim dos anos 60, pelos Beatles:
Hare Rama, Hare Rama
Rama Rama, Hare Hare
Hare Krishna, Hare Krishna
Krishna Krishna, Hare Hare.

Krishna, O Amor Puro

Reencarnação de Vishnu, Krishna é um dos mais conhecidos avatares. Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda. NoMahabharata — a grande odisséia hindu e o mais famoso poema épico de toda a Índia —, Krishna aparece ao lado de seu primo e escudeiro Arjuna. Num dos livros do Mahabharata, o Bhagavad Gita(A Canção do Senhor), Krishna personifica a divindade suprema, enquanto Arjuna representa o ser humano, que encontra em Krishna um guia e conselheiro. É a divindade do amor e também recebe os nomes de Govinda (Pastor), Kezava (O Que Possui Cabelos Abundantes), Gopinath (Senhor dos Leiteiros) e Gopal (Pastor).O mantra de Krishna, ou Krishna Mantra, permite ao discípulo desenvolver uma grande força física e moral. A entoação constante deste mantra proporciona confiança e faz com que o praticante passe a acreditar em sua própria capacidade de realização. Para ele o impossível torna-se possível, a dor se transforma em alegria, e as dificuldades, em satisfação. Deve ser repetido oito vezes ao dia:Om Klim Krishnaya Namah 
Alguns mantras relacionados a Krishna
 Mantras de Krishna (para felicidade): Om Hrisi Keshâya Namah.
Este mantra pode ser entoado, também, para despertar todos os nossos potenciais.

Govinda é o chefe dos pastores e este mantra é uma alusão ao mestre Krishna, o pastor dos espíritos, entoado por aqueles que buscam orientação mística interior:Om Govindaya Namah.

O mantra que homenageia Krishna, o matador de demônios, deve ser entoado para proteger-nos de       inimigos:Om Madhusudanaya Namah.

Este é o mantra de proteção que invoca Vasudeva, o pai de Krishna:
Om Namo Bhagawate Vasudevaya.
A repetição deste mantra sagrado aumenta sensivelmente nosso poder de cura energética :
OM Sri Krishnaya Govindaya Vallabrâva Swáhá. 


Lakshmi, A Deusa da Fortuna
É a parte feminina de Vishnu, o conservador, é também conhecida como Sri. Segundo a tradição, Lakshmi é eterna e onipresente. Na Índia, quando alguém enriquece, diz-se que Lakshmi foi visitá-lo, pois ela concede prosperidade e fartura aos homens. Atua também na beleza e no amor. É a deusa da fertilidade. Uma das mãos está posicionada num gesto que nos diz “Não tenhas medo”. A outra se posiciona com os dedos para baixo, como a conceder-nos graça e prosperidade. É representada por uma jovem de cor dourada, sentada numa flor-de-lótus.Com o mantra de Lakshmi, ou Sri Mantra, busca-se felicidade pessoal e financeira. Ao entoar este mantra, o praticante deve conservar junto de si um vaso com flores vivas. Deve ser proferido no minimo oito vezes ao dia: Om Srim Hrim Klim Sriyai Namah.

Shiva, O Transformador

Terceira divindade do trimurti, Shiva é o destruidor. A morte, para os hindus e tântricos, representa a passagem para uma nova fase ou para um novo mundo. Shiva nos mostra que nada é permanente.
Representado como um deus alegre que dança, ama, luta, e tem muito bem resolvido e equilibrado os aspectos masculinos e femininos de sua alma.
Shiva dança sobre o demônio Pamara Purusha, que representa nosso ego inflado.
Representada por um belo homem azul, de cabelos longos, essa divindade tem em evidência, entre os olhos, o ajnã chacra (terceiro olho).
Shiva é conhecido por muitos nomes, como Maheswara (O Grande Deus), Ishwar (O Glorioso), Chandrashekara (O Que Tem a Meia-Lua à Frente), Mritunjaya (O Que Vence a Morte), Isana (O Governante), Tryambaka (O de Três Olhos), Sri Kanta (O Que Possui Formoso Colo), Bhuteswara (O Senhor dos Bhuts, dos Elementos da Terra), Gangadhara (O Que Leva o Rio Ganges nos Cabelos), Sthau (O Imperecível), Mahakala (O Grande Tempo),Girisha (O Senhor das Colinas), Digambara (O Que se Veste Com o Espaço) e Bhagavat (O Senhor).
Sua esposa é Shakti. Embora tenha a vida conjugal mais conturbada da mitologia hindu, por possuir várias amantes, o amor que unia Shiva e Shakti era absolutamente profundo. Devido a esse amor, depois da morte de Shakti os deuses/deusas concederam nova vida a ela, que renasceu com o nome de Parvati.
Shiva é o primeiro avatar (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação) que veio à Terra e é apontado como o criador do yoga.
O mantra de Shiva, ou Shiva Mantra, é utilizado nas práticas de yoga e proporciona consciência, saúde longevidade e alegria com a elevação da energia kundalinî. Para praticá-lo é necessário que se tenha muita bhava (devoção). Deve ser entoado oito vezes ao dia e é um dos mantras mais conhecidos do hinduísmo e do tantra: Om Namah Shivaya.



Shakti, O Poder do Feminino
É filha de Daksha, que por sua vez é filho de Brahma. Recebe os nomes de Uma, Ambika e Devi e simboliza o ideal feminino de sensualidade, beleza, alegria, sabedoria, virtude e sinceridade. Foi a amada de Shiva em sua primeira manifestação na Terra e renasceu várias vezes para tornar a unir-se a ele.
Representada por uma mulher jovem e linda, ricamente ornamentada, sua expressão é serena e seus grandes olhos negros transmitem compreensão e sabedoria. Quase sempre aparece ao lado de Shiva.
O Mantra de Shakti pode ser entoado por homens, mas é especialmente recomendado para as mulheres, já que sua prática constante torna-as mais sensíveis, belas e conscientes. O principal atributo desse mantra é o desenvolvimento do poder de geração e criação. Deve ser entoado oito vezes ao dia:
Om Shaktiaya Namah.
Parvati, A Grande Mãe
É a reencarnação ou outra manifestação de Shakti. Também conhecida pelo nome de Gauri (Dourada), é nessa manifestação que se torna a deusa da atração e da beleza. Representada por uma mulher serena e paciente, seus principais atributos são tipicamente femininos, por isso Parvati relaciona-se a elementos como maternidade, carinho e harmonia. Embora fosse a reencarnação da companheira de Shiva, ele teve dificuldade de conquistar seu amor e só a teve porque Parvati era uma manifestação de sua eterna consorte.
O mantra de Parvati, ou Gauri Mantra, concede ao praticante força consciência pessoal. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Hrim Gauryai Namah.
Outro mantra de Parvati proporciona contentamento e alegria profissional e deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Hrim Gauri Rudradayite Hum Phat Swáhá.

Durga, O poder da Natureza
Outra manifestação de Shakti, Durga é a própria Parvati. Aqui, porém, ela assume a postura de uma guerreira, capaz de eliminar os demônios que prejudicam os deuses/deusas e os homens. Tem uma beleza forte e cativante e, por demonstrar coragem e astúcia, revela outro aspecto da feminilidade, menos conhecido e mais guerreiro. A palavra Durga significa “inacessível”, no sentido de algo ilusório, imaterial.
A deusa também surge sob outras manifestações, com os nomes de Jagaddharti (Mãe do Mundo), Dasabhuja (Deusa de dez mãos), Muktakesi (A que tem cabelos ao vento), Tara (A salvadora), Chinnamustaka (A decapitada), Krishnakrora (A que amamentou krishna), Jagadgauri (Mulher dourada de fama universal), Annapuma (A que traz fortuna), Pratyangira (A bem proporcionada),  Singhavahini (A que monta um leão),Mahishamardini (A que matou o demônio Mahisha) e Kali (A negra), esta a mais conhecida de suas manifestações.
O mantra de Durga, ou Durga Hridaya Mantra, proporciona proteção feminina, consciência, sexualidade e segurança. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Em Hrim Klim Camunda Vicai Namah.
Dentro da tradição tântrica e hindu há dez divindades relacionadas com Durga que conferem atributos variados. Seus dez mantras de sabedoria (Dasha-Mahavidyas) são:
·        Bhuvaneshuari (sustentação da vida) é a deusa criadora: Om Bhuvaneshuari Namah.
·        Matangi (poder de dominar) é a deusa energizadora: Om Matangi Namah.
·        Kali (poder sobre o tempo) é a deusa controladora: Om Kali Namah.
·        Bagala (destruição do negativo) é a deusa protetora: Om Bagala Namah.
·         Chinnamasta (distribuição da energia da vida) é a deusa iniciadora: Om Chinnamasta Namah.
·         Dhumavati (domínio da natureza) é a deusa desafiadora: Om Dhumavati Namah.
·        Tara (recriação da vida) é a deusa libertadora: Om Tara Namah.
·        Bhairavi (modificações na vida) é a deusa tecelã: Om Bhairavi Namah.
·        Sodashi (aperfeiçoamento) é a deusa preservadora: Om Sodashi Namah.
·        Kamala (restauração) é a deusa dos poderes: Om Kamala Namah.
Entoe esses mantras 108 vezes ou em múltiplos de 8.


Kali, A Destruição

Uma das manifestações de Durga, Kali é a Mãe Negra, a deusa da morte, (transformações) representada por uma mulher de pele escura e quatro braços. Leva nas mãos uma espada e a cabeça de um gigante a quem venceu e matou. Seus olhos são avermelhados e há rastros de sangue no rosto e nos seios. No passado, a corrente de esquerda do tantrismo dedicava a Kali ritos sanguinários. Sua simbologia deve ser compreendida no aspecto mais profundo, que é, na verdade, a destruição e a morte do ego, do apego e das ilusões, que  geram sofrimento. Kali é uma guerreira feminina cuja sexualidade se manifesta em sua forma mais atuante e primitiva, já que os instintos se sobrepõem à sua condição de deusa.
O mantra de Kali, ou Kali Mantra, atua sobre o despertar da energia da vida (kundalinî), eliminando o egocentrismo do praticante e preparando-o para alcançar a maturidade, individação(Jung) e o respeito dos que o cercam. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Sri Kalikaya Namah. 

Ganesha, Sabedoria e Prosperidade

  Ganesha é filho de Shiva e Parvati. É cultuado como deus da sabedoria, da superação dos obstáculos e da prosperidade. Sua ajuda deve ser solicitada na execução de qualquer projeto, especialmente naqueles de natureza intelectual, material ou profissional.
Ganesha também está associado à prudência, à diplomacia e ao poder. Arquetipicamente é representado como um homem de corpo robusto e cabeça de elefante. O corpo forte indica firmeza; a cabeça, sagacidade. Sua tromba simboliza o órgão genital masculino, associado à força, e sua boca representa o órgão genital feminino, vinculado à intuição. Dessa forma, Ganesha é a manifestação do equilíbrio perfeito, da interação da força masculina e feminina. Em geral aparece perto de um rato, animal associado ao falso amor, que são o apego e as ilusões, que impedem de enxergar a realidade com clareza.
Ganesha costuma ser representado com apenas duas mãos, mas também pode apresentar quatro, seis ou oito. Embora não seja uma divindade à qual os textos sagrados façam muitas referências, conquistou devotos no mundo inteiro. Na Índia não há praticamente uma casa, templo ou mosteiro em que sua imagem não ocupe lugar de destaque. Além disso, existe uma corrente do hinduísmo que faz de Ganesha objeto supremo de adoração e seus seguidores são chamados ganapatyas.
Essa divindade aparece em várias manifestações ou formas diferentes e cada qual exalta uma qualidade.

Mantras de Ganesha

1o mantra: Om Gunapravanasaantushtaaya Namahá.
Para inspirar virtudes.
2o mantra: Om Gunaikabhuvae Namahá.
Auto-respeito e  auto-suficiência.
3o mantra: Om Gunapoornaaya Namahá.
Tolerância.
4o mantra: Om Gunavachhakra Samsaraaya Namahá.
Escapar da roda de reencarnação. (Sanssara)
5o mantra: Om Gajjapatayae Namahá.
Conquistar o poder pessoal.
6o mantra: Om Gajatratrae Namahá.
Compreender a natureza de tudo.
7o mantra: Om Gajamaayaaya Namahá.
Destruir ilusões
8o mantra: Om Gajahaetavae Namahá.
Meditar na transitoriedade da vida
9o mantra: Om Gajasaetavae Namahá.
Ser justo.
10o mantra: Om Gajadaityaghnae Namahá.
Destruir a ignorância.
11o mantra: Om Gajapungavaaya Namahá.
Para a prudência.
12o mantra: Om Garjito Ji Tadaityasavae Namahá.
Acalma a mente sempre obsessiva.
O efeito desse mantra é colocar sua mente em “obssessões” saudáveis como cuidar do corpo, estudar, ajudar o próximo, amar, etc.
13o mantra: Om Gaanatattvavivaechakaaya Namahá.
Excelência musical.
14o mantra: Om Gaanashlaghinae Namahá.
Conhecer a filosofia do som.
15o mantra: Om Gaanaayattaaya Namahá.
Energia física.
16o mantra: Om Gurubhujaaya Namahá.
Acalma o coração afetivamente.
17o mantra: Om Gurupriyaaya Namahá.
Tolerância com o próximo e com você mesmo.
18o mantra: Om Gurushreeaye Namahá
Energia.
19o mantra: Om Garishthaaya Namahá.
Auto-estima.
20o mantra: Om Gurukantayae Namahá.
Auto-aceitação.
 21o mantra: Om Guruputra Paritratrae Namahá.
Proteger as crianças.
22o mantra: Om Guruputraarti Shamanaaya Namahá.
Harmonia familiar.
23o mantra: Om Gauraaya Namahá.
Reconhecimento da sua iluminação.
24o mantra: Om Govardhanaaya Namahá.
Alegria.
25o mantra: Om Goshtaaya Namahá.
Para observar o silêncio que é tua essência.
26o mantra: Om Gatatraasaaya Namahá.
Libertar-se da fadiga.
27o mantra: Om Gatajvaraaya Namahá.
Estimular a saúde.
28o mantra: Om Gataaya Namahá.
Propiciar liberdade.
29o mantra: Om Grahabhartrae Namahá.
Sair das ilusões.
30o mantra: Om Gudaaya Namahá.
Tornar-se amoroso.
31o mantra: Om Gudaakesha Sakhaaya Namahá.
Facilita e abençoa as práticas tântricas.
32o mantra: Om Garvanudae Namahá.
Egocentrismo.
33o mantra: Om Gurutantraaya Namahá.
Inspiração aos praticantes de yoga.
34o mantra: Om Gataahitaaya Namahá.
Para saudar Ganesha, o auspicioso.
Estes são dois mantras de Ganesha que despertam o poder pessoal do praticante:
35º- Om Ganapatayê Namah;
36º-Om Sri Ganeschaya Namah;