Maha-mantra, em sânscrito, significa “o grande mantra”. O “Hare Krshna” é um mantra muito conhecido usado nas práticas espirituais. Apesar de ele ser popularmente conhecimento nessa forma:
“Hare Krishna Hare Krishna, Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama, Rama Rama Hare Hare”
Ele vem de uma Upanishad, chamada Kali-Santarana, e neste texto o mantra aparece com em outra ordem, Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare. Talvez por uma afeição especial pela figura de Krishna algumas pessoas possam ter invertido a ordem para falar Krishna primeiro. Tradicionalmente aprendemos que a ordem original tem uma razão de ser. Rama é uma encarnação do dharma, do dever e da ordem, e Krishna é uma encarnação de ananda, da felicidade e do prazer. Rama, o dharma, vem primeiro, e depois segue Krishna, a felicidade, o prazer. É a velha história: “primeiro a obrigação, depois a diversão”.
Esse mantra também é conhecido por ser o mais eficaz para Kali Yuga, o que também tem fundamento de acordo com a Upanishad. Nela existe o diálogo entre Brahma e Narada e nele Brahma fala para Narada que estes dezesseis nomes são os mais eficazes para cruzar “o oceano do samsara” durante a era de Kali. (Teoricamente correspondente a era que estamos vivendo)
Mas o que significa esta afirmação de Brahma? O que será necessário para que eu possa me ver livre no mundo, livre do sofrimento e de tudo?
Ao estudar vedanta descobrimos que cruzar o samsara significa conhecer o “eu” verdadeiro e que mudanças externas ou conquistas não podem nos deixar efetivamente livres. E conhecimento não pode ocorrer simplesmente pela repetição de um mantra, por mais poderoso que ele seja. Conhecimento necessita de um meio de conhecimento (pramana), e a repetição do mantra (mantra-japa) não é aceita como um meio direto para o conhecimento, contudo é a principal disciplina para preparar a mente para o conhecimento e por isso figurativamente os mantras são ditos como um meio para encontrar essa paz que é nossa natureza.
A era de Kali – esta mesmo que estamos vivendo de acordo com os Vedas – se caracteriza por uma diminuição da capacidade humana de conhecer propriamente as coisas. Nesta época, também, o próprio ensinamento de Vedanta é interpretado de muitas maneiras, de modo que mesmo se já estamos em contato de alguma forma com a tradição precisamos manter nossa mente alerta para validar o conhecimento que recebemos.
Sendo assim na Upanishad, Brahma propõe que a melhor disciplina é a repetição deste mantra, porque ela gerará a pureza mental e o mérito (punya) necessários para que a pessoa possa encontrar um bom professor e tenha a capacidade de entender seu ensinamento. E este é de fato o espírito do conselho de Brahma a Narada e o propósito do mantra “hare krshna”.
Assim como essa passagem, várias outras podem gerar duplas interpretações. Na Bhagavad-Gita, o senhor Krishna diz para Arjuna, depois de elogiar bastante o conhecimento, que a ação com a atitude correta é superior ao conhecimento. E por que ele diz isso? Porque Arjuna era um guerreiro tinha que lutar naquele momento, e não abandonar o mundo para se dedicar a vida espiritual em um ashram. O contexto nos ajuda a entender as afirmações.
O ensinamento de Vedanta dá ênfase diferentes em momentos diferentes, dependendo das características das pessoas que estão ouvindo, do que o aluno precisa. Infelizmente em Kali-Yuga é comum que a gente perca a capacidade de reflexão, e entendemos tudo ao pé da letra…
Em muitas outras passagens da Bhagavad-Gita, o senhor Krishna diz que ele é a causa do universo, e que todos os seres são sustentados por ele, e assim por diante. Mas quando Krishna diz “eu” ele não está se referindo ao seu corpo em particular chamado Krishna, amigo de Arjuna, nem a nenhum outro corpo, porque nenhum corpo específico pode ser a causa do universo, já que o corpo é um produto do universo. Ele está falando da consciência por detrás do corpo que em todo o universo é uma só e essa é a essência do ensinamento a ser entendida.
O nome Krishna significa “escuro”. Este nome deriva da raiz verbal “krsh” que tem o sentido de “atrair”. Krishna significa aquele que atrai, e faz alusão ao “eu”, ao atma que é ananda, felicidade, e para o qual todas as pessoas são atraídas. Pois não é um fato óbvio que todas as pessoas, em tudo o quanto fazem, estão atrás da felicidade, sendo atraídas por ela?
O nome Rama deriva da raiz “ram”, com o sentido de “deleitar”, “ter prazer”. Rama significa aquele no qual todas as pessoas se deleitam, isto é, o “eu” satisfeito que todas as pessoas querem encontrar nos momentos de prazer e felicidade.
Assim, Rama e Krishna são exatamente a mesma coisa, apenas duas perspectivas para a nossa natureza, a própria felicidade!
O Mahamantra Hare Krishna é uma linda oração, que sem dúvida sempre será a mais importante da nossa era, significa:
“Ó você no qual todos encontram a felicidade! (Rama) Ó Você que atrai a todos! (Krishna) Leve embora, leve embora (Hare Hare) (o meu sofrimento).
A palavra “Mantra” vem do sânscrito e significa: Man (mente)
e Tra (controle). Eles são uma formula mística recitada ou cantada
repetidamente a milhares de anos e por isso acredita-se que possuem uma energia
única e especial, sendo assim, quando os entoamos nos conectamos com essa força
que eles representam.
Existem mantras para facilitar a concentração e meditação,
mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras
ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.
Este artigo traz para o leitor a prática do Mantra Kodoish
Kodoish Kodoish Adonai Tsebayoth: Santo, Santo, Santo é o Senhor das Hostes. Um
dos 72 nomes de Deus na Cabala e a nível espiritual a abordagem mais profunda
sobre a ativação do Corpo de Luz em técnica e teoria.
Traz inúmeros benefícios e curas, assim como
rejuvenescimento, expansão da consciência, ativação da prosperidade, etc.
Repita esse Mantra todos os dias e em situações que sinta a
real necessidade. Mantra KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI TSEBAYOTH (Santo,
Santo, Santo é o Senhor, Soberano do Universo)
O mantra Kodoish, une todos os biorritmos do corpo
(personalidade encarnada) com os ritmos espirituais do corpo do Eu Superior
(Ajustador de Pensamento), de modo que todos os sistemas circulatórios operem
como um batimento do coração cósmico.
O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth deve ser
feito para discernir entre as forças celestiais espirituais e as “negativas”. A
saudação ativa um padrão de ressonância com o Trono do Pai que as “forças
negativas” não conseguem suportar quando cumprimentadas com esta saudação. Esta
saudação é tão forte que as “forças negativas” não conseguem permanecer nem por
um lapso de tempo na presença de sua vibração. O mantra Kodoish, Kodoish,
Kodoish Adonai Tsebayoth cria distorções temporais-mentais-espirituais dentro
de nosso corpo, que nos permitem crescer de um pequeno microcosmo ao nível
próximo da Divindade. O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth é a
chave da transformação e a vibração central coordenando todas as vibrações com
o veículo espiritual do Homem.
Observações: Os mantras devem ser cantados no mínimo três
vezes, ou em número múltiplos de três, e número impares. Para conseguir o tom
certo, é bom treinar no banheiro, pois a acústica, por causa dos azulejos ajuda
a definir o som. É importante treinar até o momento que o som saia como de um
bambu oco.
O Vídeo abaixo traz o belíssimo e poderoso Mantra Kodoish,
Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth:
Muitos tem me perguntado o significado da palavra “Adonai”,
então vou colocar aqui, conforme a explicação do Mestre Saint Germain,
abrangendo um pouco mais a fundo, o significada desta palavra, expressão também
usada muitas vezes pelos demais Mestres Ascensionados e amigos espirituais que
nos contatam.
“Adonai” é um termo de origem hebraica, que significa “Meu
Senhor”, o nome de Deus usado no antigo testamento, uma palavra de poder, que
coloca que a usa em ligação estreita com as Forças da Criação, por isso não
deve ser usada de forma banal, sem consideração e em lugares ou momentos
impróprios, muito menos com intenções escusas, pois ao pronunciá-la o nível
suas intenções devem estar no mesmo nível de vibração das forças que essa
expressão atrai.
Já era conhecida e utilizada pelos altos sacerdotes da
Lemúria, Atlântida e Antigo Egito, para invocarem as forças mágicas ao
realizarem suas poções de cura e para estabelecer contato com as forças da Luz
de todo o Cosmo.
É um termo sagrado com um poderosíssimo poder de ativação de
códigos de luz, pois através do poder do verbo e das combinações dos sons das
letras, nos liga à ondas magnéticas poderosíssimas, antes só conhecidas e
acessadas pelos altos iniciados nos ensinamentos herméticos dos templos do
passado, os quais usavam entre eles como forma de reconhecimento de uma mesma
condição hierárquica espiritual.
Quando a palavra “Adonai” é usada por nós nas situações
adequadas ou pelos seres espirituais que nos contatam, é uma forma de demonstrar reverência e profundo respeito a
Fonte Criadora e Suprema, é um termo sagrado com um poderosíssimo poder de
ativação de códigos de luz.
Quando Mestre Saint Germain e os demais Mestres que
canalizamos, iniciam ou finalizam suas mensagens usando a expressão “Adonai”,
significa que estão nos cumprimentando a partir da consciência mais elevada do
nosso ser, da essência mais pura que carregamos, reverenciando-nos como Deuses
que somos, ou seja, literalmente nos chamam de Deuses, além disso emanam a
energia de suas próprias frequências, nos conectando à Consciência Deles já
ascensionada, como forma de despertar e ativar a centelha Divina que habita em
nosso templo interior, nos reconhecendo e nos pondo em igualdade à Eles, porque
conhecem quem nós somos realmente, para assim nos ajudarem a expressar essa verdadeira condição de Deuses no plano
que ora habitamos, em conexão com todo o Cosmo, para que possamos emanar esta
vibração ao mundo e as pessoas ao nosso redor.
Então, quando os Mestres Espirituais usam conosco a
expressão “Adonai”, estão nos chamando
literalmente de “Meu Senhor”, nos reverenciando na mesma importância de um Ser
Supremo que se encontra diante deles, estão nos reverenciam com Amor e
Reconhecimento da nossa condição de Deuses. É essa a consciência pela qual os Mestres
Ascensionados atuam para que seja que totalmente despertada, reconhecida e
aceita por nós.
A Paz tem um sentido de proteção. Quando a gente se sente
protegido, nos sentimos em paz. São três os níveis de proteção revelados por
esta entoação.
Contra os fenômenos da natureza.
Contra os ambientes externos que frequentamos, a
negatividade de outras pessoas, heranças e tendências genéticas.
Contra os nossos condicionamentos e padrões limitantes.
O primeiro nível é o mais abrangente. É a proteção contra os
fenômenos da natureza. Como, por exemplo, ciclones, tornados, terremotos,
maremotos, raios. Aqui pedimos proteção contra esses fenômenos da natureza.
O segundo Shanti está um pouco mais próximo de nós. Pedimos
proteção contra os ambientes externos, contra os efeitos mais nocivos e as
energias mais carregadas dos ambiente que frequentamos. Contra a negatividade
de outras pessoas ou aquela vibração que não é muito harmoniosa para nós.
Também aqui podemos incluir o pedido de proteção contra as nossas heranças e
tendências genéticas, que vêm junto com nosso DNA. Como são heranças, muitas
vezes elas não se manifestam, então pedimos proteção para que essas tendências
não precisem se manifestar na nossa experiência.
Por fim, no terceiro nível, chegamos mais perto de nós. Aqui
pedimos proteção contra os nossos próprios condicionamentos e padrões
limitantes. Quando a consciência não está presente, eles tomam a rédea e o
comando dos nossos passos, das nossas palavras, das nossas ações e limitam a
nossa experiência.
Um dos presentes que recebemos na vida é o nosso livre
arbítrio. Mas será que usamos toda a capacidade de nosso livre arbítrio? Será
que a gente escolhe com liberdade sempre? Se a gente está fazendo escolhas
dentro desses padrões de condicionamento, será que eu sou realmente livre para
escolher? Ou eu estou escolhendo dentro de um padrão? As vezes eu acho que
estou usando o poder de escolha, mas se o padrão é maior do que eu e não tenho
consciência, não posso dizer que estou escolhendo com liberdade. Há um filme
conhecido como O Dia da Marmota ou O Feitiço do Tempo, que fala exatamente
disso.
A caminhada dentro desse universo, que é o Yoga, nos auxilia
para que possamos encontrar este espaço de reconhecimento e dissolução de
nossos padrões limitantes, desde o nível mais denso, o corpo físico, até o mais
sutil, o corpo espiritual. Será que existem padrões espirituais? Acreditar que
há somente um caminho e ficar preso àquelas ideias, por exemplo? Glória
Arieira, querida professora de Vedanta e discípula do Swami Dayananda, fala que,
esses condicionamentos são como algemas, que inconscientemente nos prendem a
determinadas maneiras de agir, falar e reagir emocionalmente.
No Yoga, nós vamos acendendo a lanterna de nossa testemunha
interior, para que possamos iluminar essas áreas contraídas no corpo, na
circulação, na energia, nos nossos pensamentos, nas nossas emoções, para que
gradativamente esses condicionamentos possam ir se dissolvendo e, para que
assim possamos experimentar mais leveza e liberdade em nossa vida cotidiana.
Aos poucos vamos iluminando essas algemas que nos prendem, que limitam a nossa
experiência.
A professora Glória Arieira ainda lembra que além das
algemas de aço, temos também as algemas de ouro. Quais são as mais difíceis da
gente se libertar? As algemas de ouro, porque elas são mais sutis e, por isso
mais atraentes e fáceis de nos prendermos a elas. As qualidades espirituais
podem, portanto, acabarem sim nos limitando. Também o apego às ideias e a falta
de abertura para perceber e ampliar a perspectiva do olhar, ou, ainda, a
separação da vida espiritual da vida cotidiana, pois, na realidade, não existe
diferença.
Que possamos utilizar o palco da vida como um caminho para o
autoconhecimento. Essa é via do Karma Yoga. Uma caminhada onde as ações são
escolhidas com mais consciência para recebermos os frutos dessas ações como
oportunidades para aprender, amadurecer e continuar caminhando, passo a passo
e, a cada vez, com mais alinhamento.
Krishna é a oitava manifestação de Vishnu (o deus da preservação da suprema trindade hindu, ao lado de Shiva e Brahma). Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda.
Conforme as lendas, o objetivo desse avatar era triplo: destruir as personificações da ignorância que estavam ameaçando o equilíbrio do cosmo (Asuras); tornar-se o centro de desenvolvimento de determinadas escolas devocionais (Bhakti); assumir papel de liderança na grande guerra ocorrida entre os clãs Aryas dos Pandavas e dos Kauravas (o épico descrito no grande livro "Mahabharata"), em que ele também entregaria sua mensagem filosófica por meio do texto conhecido como "Bhagavad Gita" (Sublime Canção).
No mito de Krishna, encontramos elementos que caracterizam as qualidades de três das principais divisões sociais da tradição hindu (sistema de castas): Krishna é um homem dos campos, que guarda os rebanhos (casta Vaishya); é também um nobre guerreiro e dá morte a inúmeros demônios (casta Kshatrya); e adota o papel de um sábio, quando transmite os ensinamentos filosóficos ("Bhagavad Gita") para o primo Arjuna (casta Brahmane).
O MITO DE KRISHNA
Krishna nasceu na cidade de Mathura. Sua mãe, Devaki, era irmã do rei Kamsa, que condenou à morte todos os filhos que Devaki desse à luz, pois existia uma predição segundo a qual um deles haveria de assassiná-lo. Krishna continuou vivendo graças à estratégia de seus pais que, para tirá-lo da fúria do rei, trocaram-no pela filha de um modesto pastor. Ele passou seus primeiros anos junto com o irmão, Balarama, entre pastores.
Poucos anos depois de nascer, dando mostras de seu extremo vigor e malícia, Krishna começou suas proezas, como a de tombar carruagens, arrancar, de molecagem, duas árvores de um só vez, lutar vitoriosamente contra uma enorme serpente e ajudar a seu irmão Balarama a aniquilar um terrível demônio.
Krishna ia crescendo pouco a pouco e transformando-se em adolescente. Num dia, em que as pastoras foram banhar-se no rio Yamuna, acercou-se cautelosamente do lugar e roubou todos os vestidos, colocando-os em uma árvore próxima ao lago. Quando as pastoras saíram da água e buscaram suas roupas em vão, empenharam-se a lamentar, sem saber que decisão tomar. Mas quando viram Krishna na copa de uma árvore contemplando-as e rindo, arrojaram-se novamente no rio e, dali, pediram que ele se apiedasse delas. Krishna não aceitou levar-lhes a roupa, e sim que fossem buscar, uma a uma, com as mãos juntas, em atitude de súplica.
Esse episódio é somente uma introdução a muitos outros parecidos. As esposas e filhas dos pastores, livrando-se de sua reserva e modéstia habituais, abandonavam seus lares e ocupações para seguir Krishna ao bosque tão logo ouvissem os sons de sua flauta. Nessas ocasiões, ele dirigia-lhes amáveis reprovações, mescladas com advertências de que só por meio da meditação nele obteriam a salvação. Eram tantas as pastoras que se enamoravam de Krishna que ele não podia dar-lhes as mãos quando dançava com elas. Então, o deus multiplicava-se em cópias precisas e cada bailarina sentia a ilusão de ter, entre suas mãos, o deus Krishna. Quaisquer que fossem as formas que adorassem, Krishna as faria livres. Algumas o conheceram e o buscaram como filho ou como amigo, outras, como amante e alguns, como inimigos, mas não se sabe de ninguém que deixou de alcançar suas bênçãos e o benefício da libertação.
Ao chegar à idade adulta, Krishna morreu acidentalmente. Estava entregue à meditação, sentado em um bosque com as pernas cruzadas, que deixavam as plantas dos pés descobertas (sabido era, tempos atrás, que o sábio Durvasa tinha o amaldiçoado em um acesso de cólera, profetizando que morreria de uma ferida no pé), quando um caçador, tomando-o por um gamo, disparou uma flecha, que se cravou em um único ponto vulnerável: o calcanhar do pé esquerdo. Muito apavorado ficou o caçador ao dar-se conta do erro cometido, mas Krishna acalmou-o dizendo que não temesse nada e que não se deixasse levar por sua dor. Essas foram as últimas palavras de consolo que pronunciou sobre a Terra. Logo, no esplendor de sua glória, subiu aos céus, onde os deuses o acolheram; contudo, as trevas caíram sobre a Terra.
Nas façanhas de sua vida, Krishna transgrediu inúmeras convenções e regras morais estabelecidas pela sociedade Brahmane: apaixonou-se pela bela Rukmini, que já estava prometida em casamento para um príncipe de uma importante família. Krishna não admitiu esse contrato e, no dia do casamento, sequestrou a jovem, matando o noivo e o irmão dela. Krishna casou-se com Rukmini e, ao longo da vida, eles tiveram onze filhos.
As transgressões desse episódio da vida de Krishna (o rapto da noiva, a grave ofensa feita a uma família, a morte do noivo e do irmão da noiva, que tentavam salvar sua honra e fazer cumprir a lei) encarnam um período em que as contestações sociais estavam sendo incentivadas pela filosofia especulativa e comportamental do Tantra (século XII).
Outra atitude pouco comum de Krishna é o fato de ter oficialmente elegido, entre as pastoras (Gopis), uma amante. Esta, esposa de um humilde camponês, chamava-se Radha. Krishna e sua amante viveram juntos momentos de intensa paixão, carregados de erotismo. Descrevendo esse romance, surgiu um livro conhecido como "Gita Govinda", de autoria do sábio Jayadeva.
A SIMBOLOGIA DE RADHA
Radha é representada principalmente como uma subordinação pessoal voluntária ao seu amado Krishna: sua personalidade dissolvendo-se nele. Com os olhos fechados, a deusa segue-o para onde ele a leva, confiando completamente e abrindo mão do seu ego. Esta é a metáfora divina de um devoto que se funde com seu deus. Por extensão, também simboliza um ser amado que se funde com o seu amor.
Em algumas representações, a relação de Radha e Krishna é recíproca e expressa um amor totalmente maduro, no qual a confiança e o respeito um pelo outro profundos que o desrespeito é inimaginável. Essas imagens sugerem que, quando duas pessoas se amam, ocorre uma mistura de mentes e corpos, os egos são abandonados, e aquele que ama e o ser amado ocupam posições iguais, o que não somente sublima as emoções sexuais como também fornece um apoio divino para as paixões internas.
A natureza divina de Radha está na exaltação e transfiguração de algumas das emoções humanas mais básicas e arquetípicas. Duas de suas características: mahabhava (grande sentimento) e premabhakti (devoção do amor desinteressado) apontam para a intensidade e a pureza do seu amor, emprestando-lhe uma qualidade metafísica. Os devotos de Radha, tipicamente, não se relacionam com ela pedindo-lhes favores terrenos, mas absorvendo-se no desdobramento da história minuciosamente detalhada do seu amor por Krishna.
MANTRAS RELACIONADOS À ENERGIA DIVINA DE KRISHNA
Om Hrisi Keshaya Namah
Mantra de Krishna para a felicidade e que pode ser entoado, também, para despertar todos os nossos potenciais.
Om Govindaya Namah
Govinda é o chefe dos pastores e este mantra é uma alusão ao mestre Krishna, o pastor dos espíritos, entoado por aqueles que buscam orientação mística interior.
Om Madhusudanaya Namah
O mantra que homenageia Krishna, o matador de demônios, deve ser entoado para proteger-nos de inimigos.
Om Namo Bhagawate Vasudevaya
Este é o mantra de proteção que invoca Vasudeva, o pai de Krishna.
Om Sri Krishnaya Govindaya Vallabrava Swaha
A repetição deste mantra sagrado aumente sensivelmente nosso poder de cura energética.
MANTRAS PARA RADHA RELACIONADOS AO AMOR
Om Radha Krishnaya Namaha
Mantra para construir um amor conjugal elevado no plano terrestre, onde o cuidado e a intimidade podem ser grandemente intensificados. Esse mantra também funciona poderosamente em relacionamentos onde há um compromisso genuíno entre as duas pessoas, mas também pode ser utilizado por qualquer dos cônjuges de um casamento para o melhoramento gradual, mas seguro, do relacionamento como um todo.
Om Parama Prema Rupaya Namaha
Mantra para trazer à sua vida a mais elevada expressão possível do amor. Se esse amor possuir alguma implicação de caráter sexual, a importância, no caso, desse incidente, é o amor que proveio dele, um amor que durou um longo tempo mesmo depois que o aspecto sexual já tenha terminado. Nós também podemos ingressar num relacionamento em que a parte sexual, por alguma razão ou outra, chega ao fim. Mas isso não precisa ser o fim do nosso amor. Esse mantra também pode trazer uma visão do êxtase divino através do bem-amado.
Aham Prema
Mantra para se tornar a forma mais elevada de amor que você pode ser. Com esse mantra simples, você afirma a sua própria natureza essencial como uma natureza de amor divino. A vibração desse mantra começa o processo de transformação de todo o seu corpo, ser, natureza e espírito numa emanação, a sua própria emanação particular, do amor divino.
Fonte: Mitologia Hindu, Aghorananda Saraswati, Madras / Deuses e Deusas Hindus, Sunita Pant Bansai, Nova Era / O Livro de Ouro dos Mantras, Otávio Leal, Ícone Editora /Shakti - Os Mantras da Energia Feminina, Thomas Ashley-Farrand, Pensamento
Oi gente, Hoje quero compartilhar com vocês um hino devocional que gosto demais: O Argala Stotram. Estou compartilhando com vocês com a mais pura devoção. Essa música me toca demais e a gratidão jorra do meu peito instantaneamente.
Antes de ouvir a música e sua tradução, coloco abaixo um trecho da entrevista do Krishna Das onde ele fala um pouco sobre esse hino, retirei as informações abaixo do seu próprio site:
Os devotos estão elogiando a Mãe e pedindo-lhe
para nos abençoar com "Roopam", que significa "forma",
essencialmente, pedindo a Deusa que nos dê prosperidade,
fama e vitória. Como de costume todos estes tipos de orações, podem
ser interpretados no microcosmo (realidade interior) ou macrocosmo, (mundo
exterior).
Quando eu era mais jovem eu sempre olhava para o Divino pedindo coisas externas. Mas, quando fiquei mais velho, entendi que é importante ter
uma vida interior e exterior saudável.
Quando eu morava na Índia e não tinha mais
do que alguns livros e um Ektara Gopichand para meu nome secretamente sentia de
alguma forma superior a pessoas que estavam absortos e, pensei,
"perdido" no mundo. Agora vejo o quanto imaturo eu era. Naqueles dias eu
estava esperando o momento para vir quando "BOOM" aconteceu, Maharaj-ji me tocou e eu fui para onde Deus queria me levar! Talvez algum outro planeta! Mas agora que
eu ainda estou aqui na terra eu percebo a importância de ter as coisas que você
precisa para viver uma vida boa e ser um bom ser humano ... aquele que se
preocupa com os outros e poder compartilhar com os outros sua vida e seu caminho.
Como disse Maharaj-ji, "Você não pode falar com uma pessoa com fome de
Deus. Alimente-se em primeiro lugar. "Portanto, não é realmente pedindo a
Deusa as "coisas mundanas". É de sua natureza dar e fornecer
para nós ... estamos apenas reconhecendo a graça e a natureza da misericordiosa de
seu ser."
Ela que conquista sobre tudo. All-auspicioso, o removedor
das Trevas, o excelente Um além do tempo, o portador do crânios de Impure
pensou que o apaziguador de dificuldades, o perdão amoroso, apoiador do
Universo, você é o único que realmente recebe as oferendas feitas aos deuses e
os antepassados. Eu me curvo a você.
Jaya tvām Devi chāmuṇḍe
Jaya bhūtārti-Harini
Jaya sarvagate Devi
kala-Ratri namo'stu te
Vitória para você, Oh Deusa. Você é o Supremo Conquistador,
e o matador de paixão e raiva! -Lo a aliviar os problemas de toda a existência!
Oh Deusa que permeia tudo. Você é o único que destrói toda a escuridão e
negatividade e sempre faz o bem para nós. Eu me curvo a você.
Kaitabh-vidrāvi vidhātṛ varade namaḥ
* Esta frase se repete em toda a oração
Rupam dehi Jayam dehi Yaso dehi dviṣo jahi *
Para você que derrotou as qualidades negativas (demônios)
do "pequeno" ao "grande", me dê à benção da criatividade,
eu me curvo a você.
Conceda-nos a sua forma (Libertação), concede-nos a
vitória, concedei-nos o bem-estar, remover toda hostilidade (negatividade).
Mahisasura-nirṇāśi bhaktānāṁ sukhade namaḥ
Para você que causou a destruição do demónio do "Grande
Ego", Doador de felicidade aos devotos. Eu me curvo a você.
mardini ca Śumbhasyaiva niśumbhasya Dhūmrākṣasya
Assassino do Shumbha Demons (presunção), Nishumbha
(auto-depreciação) e Dhumalocana (ignorância).
Natebhyaḥ sarvada bhaktya Caṇḍike duritāpahe
O Chandike! Para aqueles que se curvam para você com
devoção, você remover toda a angústia
Dehi saubhāgyam-Arogyam dehi me paramam sukham
Grant boa fortuna, livre de doenças, concede-nos a suprema
felicidade
Vidhehi Devi Kalyanam vidhehi paramam śriyaṃ
Oh Deusa, concede-nos a libertação e prosperidade suprema
Himācala-Suta-nāthasaṁstute Parameśvari
Oh Deusa Supremo, o Senhor da filha do Himalaia (Shiva)
canta sempre o seu louvor
Indrani-pati-sadbhāvapūjite Parameśvari
Vocês que são adorados pelo marido de Indrani (Indra) com
devoção
Devi pracaṇḍa-dordaṇḍadaitya-darpa-vināśini
Com a sua grande equipe de ter destruído os demônios do
egoísmo e do pensamento
Patnīṁ manoramāṁ dehi manovṛttā-nusāriṇīm
Tārinīṁ Durga-Samsara Sāgarasya kulodhbhavām
Oh Deusa, concede-me uma esposa que vai levar a família toda
esta terrível oceano da vida e da morte
I wanna know what Love is
Eu quero saber o que é o amor
I want you to show me
Eu quero que você me mostre
I wanna feel what Love is
Eu quero sentir o que é amor
I know (that) you can show me
Eu sei (que) você pode me mostrar
Espero que vocês tenham gostado. Beijos no coração Namastê
Mais sobre a Deusa Durga
Conta uma antiga lenda que, muito tempo atrás, o demônio Mahishasura, filho de Rambha, rei dos asuras (demônios), costumava perseguir e atacar os deuses com o intuito de vencê-los e de tornar-se mais poderoso do que eles. Certa vez, Rambha apaixonou-se por um búfalo. Dessa união, nasceu Mahishasura, que tinha o poder de assumir tanto a forma humana quanto a de um búfalo (mahisha).
Mahishasura também era devoto do deus Brahma. Quando os deuses (devas) oferereciam-lhe uma recompensa, ele, imediatamente, pedia-lhes a imortalidade. Como seu pedido era sempre negado, pensou numa estratégia para tornar-se um imortal. Então, solicitou aos deuses que não fosse derrotado por nenhum homem ou deus. Brahma lhe concedeu tal poder especial.
Mahishasura acreditava que nenhuma mulher fosse capaz de vencê-lo e assim se tornaria um imortal. Mas ele ignorou a sabedoria dos deuses. Mal recebeu o tal poder – siddhi –, começou a aterrorizar e causar danos ao céu e a Terra. Invadindo o céu, derrotou Indra – o rei dos deuses –, expulsando todos os devas. Como os deuses estavam sendo derrotados, eles combinaram seus poderes divinos e criaram Shakti – o aspecto feminino de deus – na forma da jovem e bela deusa Durga. Cada deus concedeu a Durga a sua arma mais poderosa: Shiva, o tridente; Vishnu, o disco – chakra –; Indra, o raio; Brahma, o kamandal ou kamandalu – o pote do elixir da vida ou imortalidade, símbolo da fertilidade, da vida e saúde –; Kuber, o gada – o arco...
Armada pelos deuses e montada num leão feroz, Durga atacou o império de Mahishasura. Durante a sangrenta batalha, Durga assume a forma de Kali para lutar e vencer o demônio Raktabhija, que tinha o poder de renascer de cada gota de sangue que dele caísse ao chão. Kali, com sua língua enorme, bebeu todas as gotas de sangue antes que elas alcançassem o solo. No nono dia de intensa batalha, ela consegue aniquilar todo o exército e, no décimo, num dia de lua cheia, ela, finalmente, mata-o.
Após uma longa e violenta batalha, Mahishasura foi derrotado. Por tal razão, a deusa Durga é celebrada como “Mahishasura mardini”, aquela que derrotou o demônio Mahishasura. Durga é a divina mãe que derrota todos os males e tem o poder de matar os demônios.
Em geral, Durga é representada com um aspecto guerreiro, com dez braços, segurando armas sagradas e realizando mudrás – gestos simbólicos com as mãos –, montada em um leão, ou tigre, feroz. Inicialmente, o Durga puja – festival hindu de reverência à deusa – era celebrado na primavera. Hoje, na Índia, as celebrações ocorrem no outono, período em que o príncipe Rama prestou homenagem à deusa Durga antes de iniciar uma terrível batalha com o rei demônio Ravana, a fim de resgatar sua esposa Sita, que havia sido sequestrada e aprisionada na ilha de Sri Lanka.
OM DUM DURGAYÊ NAMAHÁ. OM KREEM KAALIKAYÊ NAMAHÁ. JAI MAA DURGA.
“Saudações à poderosa deusa Durga, que nos protege contra as forças do mal. Saudações ao poder que destrói as preocupações, os males, o ataque astral e os distúrbios do sono. Vitória à mãe Durga!”