Mostrando postagens com marcador mantras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mantras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Mantra: Kadosh, Kadosh, Kadosh Adonai

A palavra “Mantra” vem do sânscrito e significa: Man (mente) e Tra (controle). Eles são uma formula mística recitada ou cantada repetidamente a milhares de anos e por isso acredita-se que possuem uma energia única e especial, sendo assim, quando os entoamos nos conectamos com essa força que eles representam.

Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Este artigo traz para o leitor a prática do Mantra Kodoish Kodoish Kodoish Adonai Tsebayoth: Santo, Santo, Santo é o Senhor das Hostes. Um dos 72 nomes de Deus na Cabala e a nível espiritual a abordagem mais profunda sobre a ativação do Corpo de Luz em técnica e teoria.

Traz inúmeros benefícios e curas, assim como rejuvenescimento, expansão da consciência, ativação da prosperidade, etc.

Repita esse Mantra todos os dias e em situações que sinta a real necessidade. Mantra KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI TSEBAYOTH (Santo, Santo, Santo é o Senhor, Soberano do Universo)


Pronúncia: Kodóich, Kodóich, Kodóich Adonái Tsabeyót.

O mantra Kodoish, une todos os biorritmos do corpo (personalidade encarnada) com os ritmos espirituais do corpo do Eu Superior (Ajustador de Pensamento), de modo que todos os sistemas circulatórios operem como um batimento do coração cósmico.

O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth deve ser feito para discernir entre as forças celestiais espirituais e as “negativas”. A saudação ativa um padrão de ressonância com o Trono do Pai que as “forças negativas” não conseguem suportar quando cumprimentadas com esta saudação. Esta saudação é tão forte que as “forças negativas” não conseguem permanecer nem por um lapso de tempo na presença de sua vibração. O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth cria distorções temporais-mentais-espirituais dentro de nosso corpo, que nos permitem crescer de um pequeno microcosmo ao nível próximo da Divindade. O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth é a chave da transformação e a vibração central coordenando todas as vibrações com o veículo espiritual do Homem.

Observações: Os mantras devem ser cantados no mínimo três vezes, ou em número múltiplos de três, e número impares. Para conseguir o tom certo, é bom treinar no banheiro, pois a acústica, por causa dos azulejos ajuda a definir o som. É importante treinar até o momento que o som saia como de um bambu oco.


O Vídeo abaixo traz o belíssimo e poderoso Mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth:





https://osegredo.com.br/2016/04/o-poderoso-mantra-da-cura-rejuvenescimento-expansao-da-consciencia-e-ativacao-da-prosperidade/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

OM, o som universal





O OM é celebrado em diversas filosofias e religiões, mas principalmente na filosofia hindu, da qual se originou. É considerado o corpo de Brahman, o Ser Absoluto, a partir do qual todo o universo se forma. Por essa origem divina e essencial, esse mantra sagrado figura como o começo, o meio e o fim, como o som que deu origem à criação do universo manifestado (prakriti), que é responsável por seu desenvolvimento e que causa também sua dissolução.



O SOM DO SER UNIVERSAL



Dentro do hinduísmo, o OM é uma sílaba mais sagrada, é, por ser o símbolo de Brahman, , está ligado ao Yoga e ao objetivo de realização pessoal, exatamente por ser um veículo direto do Ser Universal, da criação do universo e da consciência pura. Como símbolo universal do Yoga, é citado nos shástras do hinduísmo como o “absoluto sonoro”, ou seja, um som ou uma vibração que representa o universo como uma totalidade, onde não há distinções em partes individuais como nossa percepção usual indica, estando associado à percepção do yogi de novos estados de consciência.

Existem muitas formas de se referir a esse mantra, ao seu som e à sua forma, conforme ele seja proferido (pránava), grafado (omkára), visto ou imaginado, tamanha é sua importância. Essa simples sílaba, que mais parece um murmurar, carrega em si todo o conhecimento dos Vedas, o poder sobre a matéria, a consciência do espaço e do tempo, do presente, do passado e do futuro. É usado no começo da meditação, no começo e no final de uma oração, durante a prática do Yoga, de fato em todos os momentos em que o pensamento de Brahman impregna um ser.

O Pránava é também o Bíja-mantra, ou som semente, do Ájña Chakra, o centro de energia que é responsável pela meditação, pelo intelecto, pela vida espiritual, pela evolução do ser humano e canal de conexão com o Brahman. Ao proferir o OM você estimula todos os processos que levam ao estado de meditação (dhyána).



om-o-som-universal-mantra-meditacao-yoga-hinduismo-vedas-nosso-blog-imagem-1.jpg



A SÍLABA SAGRADA AUM



Swami Vivekananda, em seu livro "Bhakti Yoga", define o OM como sendo a síntese de Brahman e de toda a criação: “... o OM apenas; porque essas três letras (A U M), pronunciadas em combinação como OM, podem muito bem ser o símbolo generalizado de todos os sons possíveis. A letra A é o mais conhecido dos sons, por isso Krishna diz no Gitá: ‘Eu sou o A entre as letras’. Todos os sons articulados são produzidos no espaço dentro da boca, começando na raiz da língua e terminando nos lábios – o som da garganta é A, e M é um som produzido nos lábios, o U representa o ralar do impulso que começa na garganta e termina nos lábios. Se pronunciado corretamente, o OM representa todo o fenômeno da produção do som, e nenhuma outra palavra pode fazer isso; este é, então, o melhor símbolo para Sphota, que é o real significado do OM. E como o símbolo nunca pode ser separado de seu significado, o OM e Sphota são um. E por Sphota ser o lado mais puro do universo manifestado, está mais próximo de Deus, e sendo, na verdade, a primeira manifestação do conhecimento sagrado, esse OM é verdadeiramente um símbolo divino."

Outra forma de entender a combinação de letra coloca a letra A, o começo como sendo a representação de Brahma e da criação do universo. A letra U é a representação de Vishnu, a divindade do equilíbrio e da manutenção do universo. A letra M representa Shiva, ou a parte final do ciclo da existência, seja como representação do fim da vida natural ou como fim da existência sensorial por meio do controle conquistado pelo yogi por meio da meditação.

Uma vez liberto dos pares de opostos que são impostos ao ser por intermédio dos sentidos, o yogi conhece a verdade. Os sentidos são limitados e imprecisos, o Ser é eterno e ilimitado.

Na tradição do Yoga, a meditação no som do OM leva à realização do sutil, ao encontro da realidade absoluta. A realização da meditação pode ser por meio de sua mentalização, chamada também de manasika mantra ou mantra mental; acontece também mediante a visualização de sua forma, como yantra ou objeto de concentração; ou ainda por meio da simples repetição ou japa do mantra OM.





om-o-som-universal-mantra-meditacao-yoga-hinduismo-vedas-nosso-blog-imagem-2.jpg





VOCALIZAÇÃO DO MANTRA



Existem muitas formas de vocalizar o mantra OM ou pranu, como é chamada sua pronúncia, que ajudam o praticante a transformar a energia mais grosseira em energia sutil. Por exemplo:



1 - OM, OM, OM, OM, OM, OM, OM

Repetido inúmeras vezes quase sem espaço entre uma emissão sonora e outra. Considerado mais grosseiro por não ser completo, não possui espaço para o silêncio, antítese do som e seu complemento perfeito.



2 - OOM, OOM, OOM, OOM, OOM

 Repetido com uma pequena pausa, alongando a sílaba – eliminando a pressa, acalmando a mente. Essa forma de execução do mantra permite uma concentração maior.



3 - OM__OM__OM__OM__ OM

Repetido com um silêncio de mesma duração da emissão do som entre os mantras – equilibra o som e o silêncio, a mente já está calma e não tem ansiedade ou pressa. Dessa forma, a concentração passa a ser uma vivência do espaço interior.



4 - OOOOOOOOOOOMMMMMMMM

Contínuo, como uma onda, que deve ser sentida e vivida, o som ocorre como decorrência de uma utilização mais sutil da energia e o consequente mergulho em níveis mais profundos, sem oscilações, da consciência.





Fonte: O Livro de Ouro do Yoga, André de Rose, Ediouro






O vídeo traz o mantra OM numa repetição (japa) de 108 vezes para sua meditação:


(esse vídeo não é o original da matéria, porém é o mesmo mantra retirado do YT)



Artigo extraído do site:
https://www.comprazen.com.br/blog/1/222/om-o-som-universal-mantra-meditacao-yoga-hinduismo-vedas-nosso-blog

Ver Mais:

Simplesmente Satsang - "Indo além do além..."



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

HINDUÍSMO: Mitos, Deuses e Deusas do Tantra e seus Mantras

Oi gente,

Hoje quero explorar um pouquinho esse lado mais devocional do nosso Ser.

Sou apaixonada pela doutrina hindu e como ando estudando o Tantra, achei bem legal a gente conhecer um pouco sobre esses Deuses, Deusas, Devas e Avatares dessas tradições.

Sobre o Tantra estou preparando um vídeo bem bacana para vocês e vou contar TUDOOOO que estou aprendendo, estou encantada gente!

Aguardem novidades!!!

beijos no coração.

Namastê


___________________________________________________

por Otávio Leal (Dhyan Prem)

Extraído do site: 
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/deuses_deusas_tantra.htm


“Eu sou o amor puro dos amantes
que lei nenhuma pode proibir.”

Krishna

   A mitologia hindu e tântrica é uma das mais ricas e de todo o planeta. São tantos deuses/deusas, devas (seres equivalentes aos anjos da tradição ocidental), semideuses e avatares (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação, onde ava = manifestação; tara = lei) que se torna impossível enumerá-los. Selecionei nesse capítulo algumas das principais divindades. Dentre elas, os três deuses/deusas que constituem a trindade máxima (trimurti) do hinduísmo e do tantra ― Brahma, Vishnu e Shiva. É importante afirmar que, embora alguns textos apresentem hierarquia entre as divindades do trimurti, não há supremacia. Os três são independentes e complementares.  

Brahma, o Criador

Primeira divindade do trimurti. É o deus criador, senhor de todos os seres, descrito com quatro ou cinco cabeças. Veste-se com roupas brancas e cavalga sobre um ganso. Uma das lendas sobre o surgimento de suas múltiplas cabeças conta que, de sua própria “substância imaculada”, Brahma deu origem a uma companheira. Ao contemplar a beleza sublime de sua companheira, Brahma foi tomado por um grande amor que não conseguia deixar de olhá-la. Para que continuasse a mirá-la, mesmo quando ela se deslocava para outros lados (direito, esquerdo, trás e alto), Brahma deixou que novas cabeças surgissem. Por fim, Brahma tomou-a por companheira e juntos deram origem a suras (deuses) e asuras (demônios).
O mantra de Brahma, ou Brahma Mantra, proporciona contentamento, saúde e longevidade. Concede também um sentimento profundo de devoção e confiança. Deve ser entoado, no mínimo, oito vezes: Om Hrim Brahmaya Namah.

Sarasvati, a Deusa da Sabedoria

É a forma feminina de Brahma, sendo sua companheira e filha por ter surgido diretamente da matéria do Criador e tê-lo desposado. Seus outros nomes são Satapura, Savitri, Gayatri e Brahmani. Representa todo o conhecimento e a sabedoria. Mãe dos Vedas (livro sagrado hindu) e inventora do alfabeto dêvanágarí (escrita dos deuses), é representada como uma bela jovem de quatro braços. Aparece sentada numa flor-de-lótus, símbolo da transmutação, trazendo em uma das mãos uma flor para oferecer a Brahma e na outra um livro, símbolo de sua sabedoria. Em outra mão segura umshivamala (colar de Shiva), que lhe serve para contar os mantras que entoa, e na outra, um pequeno tambor, chamado damaru, que lembra seu amor à arte e à música. Também é representada como uma jovem com apenas dois braços que toca um instrumento de cordas, sentada sobre uma flor de-lótus.
O mantra de Sarasvati, ou Sarasvati Mantra, visa o aperfeiçoamento do intelecto, da criatividade e da inteligência. Deve ser entoado, no mínimo oito vezes: Om Sri Sarasvatiaya Namah.

Vishnu, o Mantenedor 

Segunda divindade do trimurti, Vishnu é a energia conservadora. Aparece em oito encarnações ou avatares. Leva um disco na mão, mostrando que mantém o dharma, a retidão, a justiça, a honradez e a ordem do universo. A concha simboliza a remoção da ignorância e a música do cosmo. O lótus representa a beleza do universo e a pureza, assim como a transformação. O veículo de Vishnu é Garuda, o homem-águia, uma figura de grande força e poder.
O mantra de Vishnu, ou Vishnu Gayatri Mantra, tem como efeito principal estimular a força física do praticante. Deve ser entoado oito vezes ao dia:
Om Narayanaya Vidmahe Vasudevaya Dhi Mahi
Tanno Vishnu Prachodayata.

As oito manifestações de Vishnu e seus mantras

Segundo a tradição hindu, Vishnu se manifestou em oito formas divinas. Algumas poucas escolas acreditam que Siddharta Gautama — o Buda — seja a nona encarnação. Eu, particularmente, não.
1a manifestação: Matsya
Matsya significa peixe e nessa encarnação Vishnu é um peixe enorme com escamas de ouro e um chifre. Ele avisou Manu (o “Noé” hindu) sobre o dilúvio e salvou-o num barco preso ao seu chifre.
2a manifestação: Kurma
Vishnu, aqui, se transforma em Kurma, a tartaruga, a fim de salvar o Monte Mandara — que continha o leite da imortalidade — do ataque de demônios destruidores.
3a manifestação: Varaha
Quando a Terra estava submersa sob as águas de um segundo dilúvio, Vishnu encarnou em um javali, matando um gigante que aprisionava a Terra.
4a manifestação: Nara Simha
Vishnu aqui é Nara Simha, meio homem, meio leão. No crepúsculo matou um demônio que tinha invulnerabilidade durante o dia e a noite. Essa manifestação deveu-se à necessidade de combater a idolatria do homem.
5a manifestação: Trivik Rama
Desejando terminar a guerra entre deuses/deusas e demônios, Vishnu encarna num anão com poderes mágicos que domina os três mundos (físico, emocional e espiritual). O mantra que invoca Vishnu e o domínio dos três planos é: Om Trailokya Nathaya Namah.
6a manifestação: Parasu Rama
Nessa encarnação Vishnu aparece como um sacerdote hindu. Ele matou o rei Kshatryia, que roubou seu pai. Os filhos do rei, por sua vez, mataram seu pai, o que fez com que Parasu Rama matasse todos os homens descendentes do rei durante 21 gerações.
7a manifestação: Rama
Rama é um guerreiro que sai em resgate de sua esposa Sita, capturada pelo demônio Râvana. Na batalha descrita na Epopéia Ramayama, Rama tem um fiel amigo, o macaco Hanumam, deus da devoção.
8a manifestação: Krishna
Krishna é considerado a manifestação mais consciente de Vishnu. É o iluminado que traz caminhos de paz, equilíbrio e amor na era em que vivemos (kali-yuga).
Este é o mantra de Krishna, popularizado no Ocidente, a partir do fim dos anos 60, pelos Beatles:
Hare Rama, Hare Rama
Rama Rama, Hare Hare
Hare Krishna, Hare Krishna
Krishna Krishna, Hare Hare.

Krishna, O Amor Puro

Reencarnação de Vishnu, Krishna é um dos mais conhecidos avatares. Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda. NoMahabharata — a grande odisséia hindu e o mais famoso poema épico de toda a Índia —, Krishna aparece ao lado de seu primo e escudeiro Arjuna. Num dos livros do Mahabharata, o Bhagavad Gita(A Canção do Senhor), Krishna personifica a divindade suprema, enquanto Arjuna representa o ser humano, que encontra em Krishna um guia e conselheiro. É a divindade do amor e também recebe os nomes de Govinda (Pastor), Kezava (O Que Possui Cabelos Abundantes), Gopinath (Senhor dos Leiteiros) e Gopal (Pastor).O mantra de Krishna, ou Krishna Mantra, permite ao discípulo desenvolver uma grande força física e moral. A entoação constante deste mantra proporciona confiança e faz com que o praticante passe a acreditar em sua própria capacidade de realização. Para ele o impossível torna-se possível, a dor se transforma em alegria, e as dificuldades, em satisfação. Deve ser repetido oito vezes ao dia:Om Klim Krishnaya Namah 
Alguns mantras relacionados a Krishna
 Mantras de Krishna (para felicidade): Om Hrisi Keshâya Namah.
Este mantra pode ser entoado, também, para despertar todos os nossos potenciais.

Govinda é o chefe dos pastores e este mantra é uma alusão ao mestre Krishna, o pastor dos espíritos, entoado por aqueles que buscam orientação mística interior:Om Govindaya Namah.

O mantra que homenageia Krishna, o matador de demônios, deve ser entoado para proteger-nos de       inimigos:Om Madhusudanaya Namah.

Este é o mantra de proteção que invoca Vasudeva, o pai de Krishna:
Om Namo Bhagawate Vasudevaya.
A repetição deste mantra sagrado aumenta sensivelmente nosso poder de cura energética :
OM Sri Krishnaya Govindaya Vallabrâva Swáhá. 


Lakshmi, A Deusa da Fortuna
É a parte feminina de Vishnu, o conservador, é também conhecida como Sri. Segundo a tradição, Lakshmi é eterna e onipresente. Na Índia, quando alguém enriquece, diz-se que Lakshmi foi visitá-lo, pois ela concede prosperidade e fartura aos homens. Atua também na beleza e no amor. É a deusa da fertilidade. Uma das mãos está posicionada num gesto que nos diz “Não tenhas medo”. A outra se posiciona com os dedos para baixo, como a conceder-nos graça e prosperidade. É representada por uma jovem de cor dourada, sentada numa flor-de-lótus.Com o mantra de Lakshmi, ou Sri Mantra, busca-se felicidade pessoal e financeira. Ao entoar este mantra, o praticante deve conservar junto de si um vaso com flores vivas. Deve ser proferido no minimo oito vezes ao dia: Om Srim Hrim Klim Sriyai Namah.

Shiva, O Transformador

Terceira divindade do trimurti, Shiva é o destruidor. A morte, para os hindus e tântricos, representa a passagem para uma nova fase ou para um novo mundo. Shiva nos mostra que nada é permanente.
Representado como um deus alegre que dança, ama, luta, e tem muito bem resolvido e equilibrado os aspectos masculinos e femininos de sua alma.
Shiva dança sobre o demônio Pamara Purusha, que representa nosso ego inflado.
Representada por um belo homem azul, de cabelos longos, essa divindade tem em evidência, entre os olhos, o ajnã chacra (terceiro olho).
Shiva é conhecido por muitos nomes, como Maheswara (O Grande Deus), Ishwar (O Glorioso), Chandrashekara (O Que Tem a Meia-Lua à Frente), Mritunjaya (O Que Vence a Morte), Isana (O Governante), Tryambaka (O de Três Olhos), Sri Kanta (O Que Possui Formoso Colo), Bhuteswara (O Senhor dos Bhuts, dos Elementos da Terra), Gangadhara (O Que Leva o Rio Ganges nos Cabelos), Sthau (O Imperecível), Mahakala (O Grande Tempo),Girisha (O Senhor das Colinas), Digambara (O Que se Veste Com o Espaço) e Bhagavat (O Senhor).
Sua esposa é Shakti. Embora tenha a vida conjugal mais conturbada da mitologia hindu, por possuir várias amantes, o amor que unia Shiva e Shakti era absolutamente profundo. Devido a esse amor, depois da morte de Shakti os deuses/deusas concederam nova vida a ela, que renasceu com o nome de Parvati.
Shiva é o primeiro avatar (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação) que veio à Terra e é apontado como o criador do yoga.
O mantra de Shiva, ou Shiva Mantra, é utilizado nas práticas de yoga e proporciona consciência, saúde longevidade e alegria com a elevação da energia kundalinî. Para praticá-lo é necessário que se tenha muita bhava (devoção). Deve ser entoado oito vezes ao dia e é um dos mantras mais conhecidos do hinduísmo e do tantra: Om Namah Shivaya.



Shakti, O Poder do Feminino
É filha de Daksha, que por sua vez é filho de Brahma. Recebe os nomes de Uma, Ambika e Devi e simboliza o ideal feminino de sensualidade, beleza, alegria, sabedoria, virtude e sinceridade. Foi a amada de Shiva em sua primeira manifestação na Terra e renasceu várias vezes para tornar a unir-se a ele.
Representada por uma mulher jovem e linda, ricamente ornamentada, sua expressão é serena e seus grandes olhos negros transmitem compreensão e sabedoria. Quase sempre aparece ao lado de Shiva.
O Mantra de Shakti pode ser entoado por homens, mas é especialmente recomendado para as mulheres, já que sua prática constante torna-as mais sensíveis, belas e conscientes. O principal atributo desse mantra é o desenvolvimento do poder de geração e criação. Deve ser entoado oito vezes ao dia:
Om Shaktiaya Namah.
Parvati, A Grande Mãe
É a reencarnação ou outra manifestação de Shakti. Também conhecida pelo nome de Gauri (Dourada), é nessa manifestação que se torna a deusa da atração e da beleza. Representada por uma mulher serena e paciente, seus principais atributos são tipicamente femininos, por isso Parvati relaciona-se a elementos como maternidade, carinho e harmonia. Embora fosse a reencarnação da companheira de Shiva, ele teve dificuldade de conquistar seu amor e só a teve porque Parvati era uma manifestação de sua eterna consorte.
O mantra de Parvati, ou Gauri Mantra, concede ao praticante força consciência pessoal. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Hrim Gauryai Namah.
Outro mantra de Parvati proporciona contentamento e alegria profissional e deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Hrim Gauri Rudradayite Hum Phat Swáhá.

Durga, O poder da Natureza
Outra manifestação de Shakti, Durga é a própria Parvati. Aqui, porém, ela assume a postura de uma guerreira, capaz de eliminar os demônios que prejudicam os deuses/deusas e os homens. Tem uma beleza forte e cativante e, por demonstrar coragem e astúcia, revela outro aspecto da feminilidade, menos conhecido e mais guerreiro. A palavra Durga significa “inacessível”, no sentido de algo ilusório, imaterial.
A deusa também surge sob outras manifestações, com os nomes de Jagaddharti (Mãe do Mundo), Dasabhuja (Deusa de dez mãos), Muktakesi (A que tem cabelos ao vento), Tara (A salvadora), Chinnamustaka (A decapitada), Krishnakrora (A que amamentou krishna), Jagadgauri (Mulher dourada de fama universal), Annapuma (A que traz fortuna), Pratyangira (A bem proporcionada),  Singhavahini (A que monta um leão),Mahishamardini (A que matou o demônio Mahisha) e Kali (A negra), esta a mais conhecida de suas manifestações.
O mantra de Durga, ou Durga Hridaya Mantra, proporciona proteção feminina, consciência, sexualidade e segurança. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Em Hrim Klim Camunda Vicai Namah.
Dentro da tradição tântrica e hindu há dez divindades relacionadas com Durga que conferem atributos variados. Seus dez mantras de sabedoria (Dasha-Mahavidyas) são:
·        Bhuvaneshuari (sustentação da vida) é a deusa criadora: Om Bhuvaneshuari Namah.
·        Matangi (poder de dominar) é a deusa energizadora: Om Matangi Namah.
·        Kali (poder sobre o tempo) é a deusa controladora: Om Kali Namah.
·        Bagala (destruição do negativo) é a deusa protetora: Om Bagala Namah.
·         Chinnamasta (distribuição da energia da vida) é a deusa iniciadora: Om Chinnamasta Namah.
·         Dhumavati (domínio da natureza) é a deusa desafiadora: Om Dhumavati Namah.
·        Tara (recriação da vida) é a deusa libertadora: Om Tara Namah.
·        Bhairavi (modificações na vida) é a deusa tecelã: Om Bhairavi Namah.
·        Sodashi (aperfeiçoamento) é a deusa preservadora: Om Sodashi Namah.
·        Kamala (restauração) é a deusa dos poderes: Om Kamala Namah.
Entoe esses mantras 108 vezes ou em múltiplos de 8.


Kali, A Destruição

Uma das manifestações de Durga, Kali é a Mãe Negra, a deusa da morte, (transformações) representada por uma mulher de pele escura e quatro braços. Leva nas mãos uma espada e a cabeça de um gigante a quem venceu e matou. Seus olhos são avermelhados e há rastros de sangue no rosto e nos seios. No passado, a corrente de esquerda do tantrismo dedicava a Kali ritos sanguinários. Sua simbologia deve ser compreendida no aspecto mais profundo, que é, na verdade, a destruição e a morte do ego, do apego e das ilusões, que  geram sofrimento. Kali é uma guerreira feminina cuja sexualidade se manifesta em sua forma mais atuante e primitiva, já que os instintos se sobrepõem à sua condição de deusa.
O mantra de Kali, ou Kali Mantra, atua sobre o despertar da energia da vida (kundalinî), eliminando o egocentrismo do praticante e preparando-o para alcançar a maturidade, individação(Jung) e o respeito dos que o cercam. Deve ser entoado oito vezes ao dia: Om Sri Kalikaya Namah. 

Ganesha, Sabedoria e Prosperidade

  Ganesha é filho de Shiva e Parvati. É cultuado como deus da sabedoria, da superação dos obstáculos e da prosperidade. Sua ajuda deve ser solicitada na execução de qualquer projeto, especialmente naqueles de natureza intelectual, material ou profissional.
Ganesha também está associado à prudência, à diplomacia e ao poder. Arquetipicamente é representado como um homem de corpo robusto e cabeça de elefante. O corpo forte indica firmeza; a cabeça, sagacidade. Sua tromba simboliza o órgão genital masculino, associado à força, e sua boca representa o órgão genital feminino, vinculado à intuição. Dessa forma, Ganesha é a manifestação do equilíbrio perfeito, da interação da força masculina e feminina. Em geral aparece perto de um rato, animal associado ao falso amor, que são o apego e as ilusões, que impedem de enxergar a realidade com clareza.
Ganesha costuma ser representado com apenas duas mãos, mas também pode apresentar quatro, seis ou oito. Embora não seja uma divindade à qual os textos sagrados façam muitas referências, conquistou devotos no mundo inteiro. Na Índia não há praticamente uma casa, templo ou mosteiro em que sua imagem não ocupe lugar de destaque. Além disso, existe uma corrente do hinduísmo que faz de Ganesha objeto supremo de adoração e seus seguidores são chamados ganapatyas.
Essa divindade aparece em várias manifestações ou formas diferentes e cada qual exalta uma qualidade.

Mantras de Ganesha

1o mantra: Om Gunapravanasaantushtaaya Namahá.
Para inspirar virtudes.
2o mantra: Om Gunaikabhuvae Namahá.
Auto-respeito e  auto-suficiência.
3o mantra: Om Gunapoornaaya Namahá.
Tolerância.
4o mantra: Om Gunavachhakra Samsaraaya Namahá.
Escapar da roda de reencarnação. (Sanssara)
5o mantra: Om Gajjapatayae Namahá.
Conquistar o poder pessoal.
6o mantra: Om Gajatratrae Namahá.
Compreender a natureza de tudo.
7o mantra: Om Gajamaayaaya Namahá.
Destruir ilusões
8o mantra: Om Gajahaetavae Namahá.
Meditar na transitoriedade da vida
9o mantra: Om Gajasaetavae Namahá.
Ser justo.
10o mantra: Om Gajadaityaghnae Namahá.
Destruir a ignorância.
11o mantra: Om Gajapungavaaya Namahá.
Para a prudência.
12o mantra: Om Garjito Ji Tadaityasavae Namahá.
Acalma a mente sempre obsessiva.
O efeito desse mantra é colocar sua mente em “obssessões” saudáveis como cuidar do corpo, estudar, ajudar o próximo, amar, etc.
13o mantra: Om Gaanatattvavivaechakaaya Namahá.
Excelência musical.
14o mantra: Om Gaanashlaghinae Namahá.
Conhecer a filosofia do som.
15o mantra: Om Gaanaayattaaya Namahá.
Energia física.
16o mantra: Om Gurubhujaaya Namahá.
Acalma o coração afetivamente.
17o mantra: Om Gurupriyaaya Namahá.
Tolerância com o próximo e com você mesmo.
18o mantra: Om Gurushreeaye Namahá
Energia.
19o mantra: Om Garishthaaya Namahá.
Auto-estima.
20o mantra: Om Gurukantayae Namahá.
Auto-aceitação.
 21o mantra: Om Guruputra Paritratrae Namahá.
Proteger as crianças.
22o mantra: Om Guruputraarti Shamanaaya Namahá.
Harmonia familiar.
23o mantra: Om Gauraaya Namahá.
Reconhecimento da sua iluminação.
24o mantra: Om Govardhanaaya Namahá.
Alegria.
25o mantra: Om Goshtaaya Namahá.
Para observar o silêncio que é tua essência.
26o mantra: Om Gatatraasaaya Namahá.
Libertar-se da fadiga.
27o mantra: Om Gatajvaraaya Namahá.
Estimular a saúde.
28o mantra: Om Gataaya Namahá.
Propiciar liberdade.
29o mantra: Om Grahabhartrae Namahá.
Sair das ilusões.
30o mantra: Om Gudaaya Namahá.
Tornar-se amoroso.
31o mantra: Om Gudaakesha Sakhaaya Namahá.
Facilita e abençoa as práticas tântricas.
32o mantra: Om Garvanudae Namahá.
Egocentrismo.
33o mantra: Om Gurutantraaya Namahá.
Inspiração aos praticantes de yoga.
34o mantra: Om Gataahitaaya Namahá.
Para saudar Ganesha, o auspicioso.
Estes são dois mantras de Ganesha que despertam o poder pessoal do praticante:
35º- Om Ganapatayê Namah;
36º-Om Sri Ganeschaya Namah;



quarta-feira, 18 de maio de 2016

A Importância dos Mantras

Oi gente,

Hoje trago um post falando sobre os mantras, mas antes de começar como vi que não tinha o significado do mantra que mais gosto, resolvi colocar aqui pra vocês:


GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHY SVAHA

Foi, Foi, Foi Além, Foi Além do Além, Que assim seja!

Muitos o consideram como o Mantra da Sabedoria Transcendental ou o Sutra do coração, nos permitindo retomar a nossa verdadeira natureza.

Sutra do Coração

OM, homenagem à venerável perfeição da sabedoria!

O bodhisattva Avalokiteshvara, em profunda meditação Prajna Paramita
viu claramente a vacuidade da natureza dos cinco agregados
e libertou-se da dor.

Ó Shariputra, forma não é senão vacuidade,
Vacuidade não é senão forma;

Forma é precisamente vacuidade,
vacuidade precisamente forma.
Sensação, percepção, reacção e consciência
são também assim.

Ó Shariputra, , todas as coisas são expressões da vacuidade.
Não nascidas, não destruídas; não maculadas, não puras,
Sem crescimento nem declínio.

Assim na vacuidade não há forma,
Sensação, percepção, reacção nem consciência;
Não há olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente;
Não há cor, som, odor, sabor, tacto, objecto;
Não há campo de visão nem campo de consciência;
Não há ignorância nem fim da ignorância.
Não há velhice e morte nem cessação da velhice e da morte;
Não há sofrimento nem causa do sofrimento.
Não há caminho, não há sabedoria nem proveito.

Sem proveito – assim os Bodhisattvas vivem esta Prajna Paramita
Sem obstáculos na mente.
Sem obstáculos e por isso sem medo.
Muito para além das ilusões, Nirvana é aqui.
Todos os Budas passados, presentes e futuros vivem esta Prajna Paramita
E alcançam a suprema, perfeita iluminação.

Por isso deves saber que Prajna Paramita é o sagrado mantra;
o mantra de grande sabedoria, o melhor mantra.
O mantra luminoso, o mantra supremo,
O mantra incomparável
Que dissipa todo o sofrimento.
Isto é verdade.
Por isso pratica o mantra da Prajna Praramita
Pratica este mantra e proclama:

GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA!


mantras (2)O mantra é uma fórmula mística e ritual recitada ou cantada repetidamente. A palavra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado, “instrumento da mente”, “linguagem divina” e “linguagem da fisiologia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. Os mantras se originaram do hinduísmo, mas também são utilizados no budismo e outras religiões.

Os místicos praticam a palavra mágica há milênios. Para algumas escolas, principalmente as de fundamentação técnica, o mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver os chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. John Blofeld, pesquisador que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que não é necessário saber o significado das palavras ditas. Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia, ele encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.

Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético – que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo – que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.

Algumas pessoas marcam a repetição dos mantras usando um mala, ou japamala (em sânscrito, japa = sussurrar e mala = cordão). Trata-se de um colar de 108 contas, utilizado por hinduístas e budistas, que cumpre a mesma função do terço católico. Como o número 108 é considerado mágico na Índia, pois simboliza o eterno, recomenda-se entoar o mantra pelo menos 108 vezes.

Alguns mantras comuns:


Om:
É o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Dizem que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto. O Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso deles. É a raiz de todos os sons da natureza.
Assim como na Bíblia, onde o livro sagrado dos cristãos diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele.” (João 1:1-3).

Om Namah Shivaya:
É um mantra que acalma as agitações da mente e sua repetição mental ou oral nos eleva dos níveis inferiores de consciência para níveis mais elevados. Sua repetição equilibra os chakras e traz proteção espiritual.

Om Mani Padme Hum:
Este é o célebre mantra que costuma ser traduzido como: “A jóia da consciência está no coração do lótus” ou “da lama nasce a flor de lótus”. É o mais entoado pelos budistas tibetanos, a disciplina espiritual que faz uso deste célebre mantra é empreendida para promover a ideia do desenvolvimento espiritual associado ao ato de servir à vida. Cada sílaba purifica por completo as emoções negativas que são a manifestação do sofrimento: orgulho, inveja, desejo, ignorância, ganância e ódio.

Om Shanti Om:
Mantra de paz no hinduísmo, ele pode ser considerado apenas uma saudação, mas se repetido diversas vezes induz à um estado de relaxamento profundo, calma interior e bem estar. É indicado também para elevar a consciência durante a prática da meditação.

Mantra Gayatri:
Gayatri é considerado um dos mais antigos mantras védicos. Segundo a tradição hindu, Brahman (o Criador) recebeu esse mantra da Suprema Divindade e, ao meditar sobre o seu significado, obteve o poder de criar o Universo. Seus versos são:
Om
Bhur bhuvah swah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dhimahi
Dhiyo yo nah prachodayat.

Tradução:
‘Om
Oh! Divina mãe, afaste de nós a ignorância e ilumine o nosso Ser!
Dê-nos uma mente serena, para que a sua imagem possa sempre nela refletir-se!



Mantras e Chakras:


As rodas de energia numa dada frequência produzem os sons que são emitidos por nós pelas suas vibrações. Daí descobriu-se o som especifico de cada chakra, conhecidos também de bija mantras, que quando são entoados repetidamente, suas vibrações sintonizam com estes canais, equilibrando cada centro energético e influenciando diretamente nosso estado de espírito.

Lam:
Som do chakra Muladhara, localizado na base da coluna vertebral. É regido pelo elemento terra, sua cor é vermelha. É a nossa ligação com este mundo, nosso senso de sobrevivência e medos.

Chakras

Vam:
Som do chakra Swadhisthana, localizado pouco abaixo do umbigo, seu elemento é água e sua cor laranja. Está associado a reprodução, como também ao prazer sexual e material.

Ram:
Som do chakra Manipura, localizado no plexo solar, de elemento fogo e cor amarela. Relacionado à nossa mente racional, vitalidade e vontade.

Yam:
Som do chakra Anahata, localizado no centro do coração, tem como elemento o ar e a cor verde. É a união entre as energias materiais e espirituais. Está associado com o amor e a compaixão.

Ham:
Som do chakra Vishuddha, localizado no centro da garganta, seu elemento é o éter e sua cor é azul. Está associado à comunicação e à auto-expressão.

Om:
Som do chakra Ajna. Contém o princípio da Unidade, a energia masculina e feminina. É centro da terceira visão, da inteligência cósmica e da intuição. Cor índigo.
Muitos praticantes não entoam nenhum mantra para o último chakra e permanecem apenas em silêncio, mas em algumas técnicas é utilizado o Ogum Satyam Om.

Ogum Satyam Om:

Som do chakra Sahasrara. Está localizado no topo da cabeça e contém todos os elementos. É relacionado à habilidade de se conectar espiritualmente, à paz e à sabedoria. Sua cor é o lilás.
 
Recomendo muito o áudio abaixo, eu mesmo já o utilizei em algumas meditações e gostei bastante do resultado. Trata-se de uma meditação guiada através da poderosa técnica Chakra Dhyana, que consiste na ativação dos chakras – do Muladhara ao Sahasrara – cada um com seus respectivos mantras até o despertar da Kundalini.




Cada mantra – combinado com a intenção – aumenta os benefícios físicos e espirituais. Quando combinamos a energia física do mantra, a vibração sonora com a energia mental da intenção e da atenção, aumentamos, fortalecemos e direcionamos o efeito energético do mantra.
A intenção e a razão de estarmos recitando o mantra, é transmitida pela vibração física, produzindo um efeito. Essa é a essência do mantra sanscrítico.

Boa prática!


Extraído do site: