sexta-feira, 22 de maio de 2015

Daime – Pastor da Bola de Neve e ex frequentador conta sua experiência com o chá do Santo Daime

Oi genteeee,

Ontem a noite pesquisando na Internet me deparei com esse depoimento de um ex-frequentador do Daime que agora é pastor. Ele fala como conheceu o Daime, como foi sua experiência...até ai tudo bem, mas depois ele fala umas coisas que precisam ser esclarecidas viu gente.


Tem muitooooo equivoco quanto o assunto é Daime/Ayahuasca, dessa maneira resolvi colocar em vermelho o meu ponto de vista.


Vale lembrar que respeito muito todos os caminhos e religiões. Se ele se encontrou na igreja evangélica ok, ele tem todo o direito dar sua opinião, assim como eu também tenho de expor o meu ponto de vista sobre o assunto.


Isso não é uma critica é apenas uma troca de idéias.


O importante é se encontrar e praticar o bem independente do caminho que cada um escolher.


Vamos lá então!



Consumido há pelo menos 300 anos por comunidades indígenas da Amazônia, antes de ser transportado para os rituais do Santo Daime, o chá alucinógeno originado da planta ayahuasca, foi por três anos a solução encontrada por Fábio Mota para os seus problemas de depressão e “elevar o lado espiritual”, como afirma o ex-praticante do daime que chegou a visitar a casa do cartunista Glauco Villas Boas, assassinado na semana passada junto com o seu filho por um frequentador da Igreja Céu de Maria, liderada pelo desenhista.
Mota passou a seguir a doutrina daime com poucos mais de 20 anos, convidado por um amigo. A busca por novas experiências espirituais o levou ao Amazonas, região onde o fundador do Santo Daime, conhecido como mestre Irineu, recebeu uma visão de Maria, mãe de Jesus, instigando-o a inaugurar a religião que prega o auto-conhecimento por meio de experiências ritualísticas. “Foi lá que eu me fardei – que é tipo um batismo. Eu voltei de lá já sabendo o que eu queria – o daime”, relembra.
Diferente de outras drogas, Fábio conta que a característica principal do chá do daime está justamente na fusão com o espiritual.
“Não é só como uma viagem de ácido, por exemplo, ou um chá de cogumelo, que mexe com a mente e a pessoa dá umas viajadas. Você vai para outro lugar mesmo, para o inferno, para o mundo espiritual. Você tem esse acesso até lá”, explica ao Guia-me.
A ruptura de Fábio Mota com a religião do Santo Daime aconteceu em 1996, após a conversão de seus pais ao Evangelho. A decisão de mudar o rumo de sua vida aconteceu num grupo de jovens da Igreja Renascer em Cristo, que anos mais tarde se desligaria da denominação de Estevam Hernandes para se tornar a Igreja Evangélica Bola de Neve.
Há quase quatro anos pastor da Igreja Bola de Neve de Caraguatatuba, litoral norte de SP, Fábio conta que hoje não precisa de nenhum artifício para ter uma vida sadia espiritualmente, preenchida exclusivamente por Jesus. “Na época do daime, eu parei de usar cocaína, porque não batia. Parece que você não consegue. Hoje eu enxergo, pelo lado espiritual, que o diabo te liberta de umas correntes e te aprisiona com outras. Você acaba ficando preso do mesmo jeito”.

Como você conheceu o Santo Daime?

Fábio Mota: Antes de ir para o Santo Daime, na verdade eu sempre gostei de “fumar um”, bastante maconha e ácido. Eu comecei a me interessar muito por viagem astral.
Quando eu soube que tinha uma religião, que você tomava um chá e dava aquela “despirocada” toda, eu já estava meio mal comigo mesmo. Sabe aquelas depressões, aquelas “vibes” que você não sabe o sentido da vida? Estava até meio que querendo morrer.
Aí eu soube da religião do Santo Daime. Um amigo meu começou a ir primeiro e me convidou. Eu acabei indo. Era em Itapecerica (SP), numa comunidade chamada Flor das Águas, que ainda existe.
Eu frequentava, mas sabe aquele “convertido meia-boca”, que vai aos cultos aos domingos mas na verdade não pega firme? Eu comecei assim. Ia de vez em quando, buscava o lado espiritual.

Viviane Akiyama: Sempre fui muito ligada aos assuntos místicos e religiosos, frequentei diversos lugares, igreja evangélica, católica, centro espírita, umbanda, mas nunca me encontrei. Li muitos livros, fiz vários cursos e assisti várias palestras também até chegar na Ayahuasca.
Nunca usei nenhum tipo de droga e nem sequer bebidas alcoólicas consumia.
Já tinha ouvido falar sobre Santo Daime, mas achava coisa de doidão. (como muitos devem achar)
Minha melhor amiga me convidou e como ela sempre foi uma pessoa com muita credibilidade digamos assim, correta, do bem, ajuizada, estabilizada não tive dúvidas em aceitar, pois se tinha feito bem a ela pq. não iria fazer bem pra mim?!

Mesmo indo na Igreja do Santo Daime, o que te fez se interessar em participar dos rituais na Amazônia, local onde começou a religião?

Fábio Mota: Quando eu tomava [o chá] era algo muito forte. Você realmente sai de si. É algo demoníaco mesmo. Com o passar do tempo eu vi que precisava de mais. Aí foi quando eu fui para a Amazônia, no Acre, e quando eu quis conhecer de perto como começou a seita. Eu quis me aprofundar mesmo. Eu fui para o Acre, onde começou o Santo Daime com o Irineu, que eles chamam de “mestre Irineu”. Eu também sempre gostei muito de mato.
Do Acre eu fui para o Amazonas, num lugar que se chama Céu do Mapiá. São dois dias de canoa para chegar até lá, é bem na floresta mesmo. Lá eu fiquei uns 40 dias. Foi lá também que eu me fardei – que é tipo um batismo – e comecei a usar as roupas. Aí então eu comecei a frequentar o daime já fardado. Eu voltei de lá já sabendo o que eu queria – o daime.
Quando eu entrei no Santo Daime, eu ia por saber que podia tomar o chá, mas não por uma viagem de loucura, como acontece quando você toma um ácido ou chá de cogumelo, mas para poder usar o chá e auto me conhecer. Ia para poder elevar o meu lado espiritual.
O Santo Daime é uma mistura de catolicismo, espiritismo, umbanda. Os trabalhos começam às seis da tarde e vai até às 6 da manhã do dia seguinte. Você toma o chá e cada um tem as suas viagens, para tentar se auto conhecer e se curar de alguma coisa. Inclusive esse rapaz que matou o Glauco, estava lá para tentar largar as drogas.
Eu cheguei a ir na casa do Glauco. Ele não era meu amigo, era mais do amigo que me levou para o Santo Daime.

Viviane Akiyama: o chá realmente é muito forte e faz a gente entrar dentro da gente mesmo, nos mostrando o que tem lá dentro.
Podemos entrar em contato tanto com nossa mente superior que é representado pelo EU Superior, nosso Ser Crístico quanto com a nossa mente física, eu inferior, seus medos - o Ego e se você se encontrar com algum "demônio" saiba que ele está dentro de você.
Nem todos gostam do que encontram, mas se você chegou até o chá tem que estar disposto a ver pq. querendo ou não o ele vai te mostrar.
O Instituto que frequento segue a linha do Xamanismo Universalista não ficando preso a nenhuma religião específica.
Para saber mais sobre o Xamanismo
Você chegou a conversar com ele?

Fábio Mota: Na época ele morava no Butatan, perto da USP. Eu fui algumas vezes lá, mas a gente não era próximo de ligar um para o outro. Não lembro exatamente o que falamos.

Um dos requisitos para fazer parte do Santo Daime é que não é permitido ser usuário de drogas, nem de bebida alcoólica. Isso é verdade?

Fábio Mota: Naquelas, né. A maconha, que é liberada, eles chamam de santa maria.
Quando você toma o chá de ayahuasca, é como se você conhecesse realmente quem você é. É algo muito louco. É sobrenatural quando você se depara com você mesmo.

Viviane Akiyama: Onde costumo frequentar é estritamente proibido o uso de qualquer droga lícita e ilícita, inclusive você antes do ritual precisa responder uma ficha de anamnese onde até alguns medicamentos que você utiliza são proibidos e se pegarem alguém fazendo uso de drogas escondido o instituto já avisa na palestra que a policia será acionada.
Quando você toma Ayahuasca você conhecesse realmente quem você é, é algo que palavras não conseguem explicar.

Como era o seu “eu interior”?

Fábio Mota: Eu era deprimido, com um vazio muito grande. As vezes as pessoas não querem realmente saber como elas são, vivem como se tivessem uma máscara. Quando você ministra alguém, aconselha alguém e fala a verdade, muitos se sentem machucados.
Muitas vezes, quando eu tomava o chá naquela época, eu me deparava comigo mesmo. Eu via quem realmente eu era. Eu não era aquela pessoa que eu fingia que eu era, aparentemente feliz. Com o tempo, eu fui me aprofundando e frequentando mais.

Viviane Akiyama: A gente pensa que se conhece, pensamos que sabemos quem realmente somos. 
Aprendemos a ver tudo de forma equivocada, vestimos máscaras nesse mundo físico e sempre nos identificamos com a matéria, com o corpo, com o Ego. Achamos que o mundo nos dirige, que somos vítimas daquilo que estamos vendo lá fora e assim foi a forma de viver até o dia em que você resolve olhar pra dentro.
É preciso disponibilidade pra aprender a forma certa.

Quando você frequentou o daime, a santa maria era utilizada durante os rituais?

Fábio Mota: A maconha, santa maria, foi liberada pelo padrinho Alfredo quando ele recebeu uma visão da Maria [mãe de Jesus]. Ela disse para ele que podia fumar. Foi aí que começou a poder fumar. Todos usam a maconha, que eles chamam de santa maria. Eles fumam mesmo. Quando eu estava no Acre, na floresta, eram desde os velhinhos até todo mundo fumando. É liberado durante as reuniões, mas não no momento do chá.
Aqui em São Paulo não se usa tanto porque eles ficam com medo da polícia, de repente tem alguém infiltrado. Numa época que estava havendo perseguição, eles proibiram a maconha nos rituais. Mas lá no Amazonas, pelo menos, que é tudo no meio da floresta, é tudo liberado. Você sai, fuma e volta.

Viviane Akiyama: Cada Instituto tem seu dirigente que costumamos chamar de Padrinho e cada padrinho tem uma forma de trabalhar.
É preciso muita coerência para não cair numa roubada. No fundo, no fundo sabemos bem o que é bom ou ruim pra gente e misturar Ayahuasca com drogas com certeza legal não é, neh?!
Uma dica é procurar um Instituto que seja legalizado, que tenha um CNPJ e que tenha normas de conduta.
Para ver sobre Conad e Ayahuasca
Você disse que se deparava com você mesmo nessas viagens com o chá da ayahuasca. Mas como eram essas viagens? Eram sempre boas?

Fábio Mota: Eram várias viagens, desde boas até ruins. Uma vez eu tomei e quando eu abri os olhos eu estava num lugar escuro e quando olhei para mim eu me vi em forma de uma espécie de nuvem, sabe? Era só um espírito, algo que não tinha matéria. Aí veio uma outra na minha direção. Aí eu me assustei e tentei me soltar dessa outra “energia”. Aí ele veio na minha direção e eu me afastei. Aí um rapaz bate nas minhas costas e eu volto para onde eu estava. Eu acordei, abri os olhos e ele me disse: “- Pô, meu! Você quer brigar comigo no astral?”. Ele e eu e estávamos num outro lugar.

Viviane Akiyama: Não da pra saber que tipo de vivência iremos ter. A única certeza é que TUDO o que será apresentado para você será aquilo que você precisa trabalhar, resolver, encarar, superar, aprender.
Ayahuasca é chamada de teacher plant, ou seja, planta professora. Ela vai te conduzir até o "rio" agora se você vai beber a "água" ou não ai é com você...

Essa viagem você classificaria como boa ou ruim?

Fábio Mota: Nem boa, nem ruim. Eu fiquei com medo na hora. Era como uma viagem astral, quando o espírito sai do corpo. O meu corpo estava na sessão, e o meu espírito estava num outro lugar. Eram várias situações iguais a essas em que você entrava num lugar com um monte de corpos. O seu espírito realmente sai do corpo. Não é só como uma viagem de ácido, por exemplo, ou um chá de cogumelo, que mexe com a mente e a pessoa dá umas viajadas, vê tudo retorcido, o chão balançando. Além de mexer com o inconsciente, eu creio que ele abre uma porta no mundo espiritual. É como um portal com entrada de demônios. Você vai para outro lugar mesmo, para o inferno, para o mundo espiritual. Você tem esse acesso até lá.

Viviane Akiyama: As pessoas acham que existe algo lá fora, puro equivoco...
Tudo rola dentro, na mente. Tudo que está lá fora são apenas projeções do que tem dentro, mas só que muitos não sabem disso e acham que o "problema" de fato ta lá fora...
Com o tempo, se você realmente está disposto a aprender da forma certa irá perceber isso que estou falando.
Eu mesmo demorei muito pra entender e posso dizer que ainda não entendi isso completamente, mas continuo disposta, firme e forte no caminho.

Como foi a sua conversão ao Evangelho?

Fábio Mota: Eu comecei a fazer faculdade de agronomia, no interior de São Paulo. Eu recebi uma Bíblia daquelas que tem só Novo Testamento e Salmos. Deus começou a falar muito comigo através daquela Bíblia. Aí teve um final de semana, que era dia de um santo que não me recordo qual era, que eu fui para São Paulo num trabalho desses.
Eu estava lá e já não estava me sentindo bem, meio deslocado. Já tinha tomado o daime, mas não estava me sentindo muito bem com aquela situação toda. Quando eu olho, eu vejo um demônio, na época ainda não sabia que era um demônio. Era uma nuvem preta me rodeando. Começou a me rodear, rodear, rodear. Aí ele parou e começou a olhar para mim no meu olho. Na hora eu falei: Jesus! Quando eu falei isso, ele foi embora. Aí eu tentei continuar no trabalho, mas já não conseguia. O meu carro estava parado próximo e eu fiquei dentro do carro até o final do trabalho por que tinha uns amigos meus que estavam lá e eu ia dar carona para eles, senão já teria ido embora para casa.
A partir daí eu também não voltei mais. Aí se passaram mais ou menos seis meses. Quando eu voltei de férias da faculdade, foi quando eu me converti na Igreja Renascer. Os meus pais já tinham se convertido nesse tempo.
É algo muito forte. O ácido que eu já tomei, chá de cogumelo, dessas viagens todas, o chá do daime é algo que não chega perto desses tipos de drogas. Ele abre uma porta para o espiritual e que te deixa mal mesmo.

Viviane Akiyama: O Daime é a ponte entre o visível e o invisível e talvez nem todos estão preparados para esse tipo de experiência - dizem que o Daime é para todos, mas nem todos são para o Daime.
O importante mesmo é você se encontrar, se conhecer, melhorar independente do caminho que escolher.
Cada um sabe o que é melhor pra si, se está te fazendo bem e você não está fazendo mal a ninguém ta valendo!

Você passou por alguma triagem para poder fazer parte das reuniões?

Fábio Mota: Não. Como eu já cheguei com esse amigo meu que já tinha começado a ir, ele já conhecia um pessoal do meio também.Eu cheguei na verdade com todo mundo. Não teve triagem nenhuma.

Viviane Akiyama: A única triagem que existe é saber se você pode ou não utilizar o Daime.
Para ver as restrições:
Você tomava o chá só nos rituais?

Fábio Mota: Era principalmente nos rituais, mas eu cheguei a tomar fora também.

Viviane: apenas de forma ritualística dentro de um Instituto idôneo.

No tempo que você estava no daime, você usava outras drogas também, além da Santa Maria?

Fábio Mota: Na época do daime, eu parei de usar cocaína, porque não batia. Parece que você não consegue. Hoje eu enxergo, pelo lado espiritual, que o diabo te liberta de umas correntes e te aprisiona com outras. Você acaba ficando preso do mesmo jeito.

Viviane Akiyama: existem muitos casos positivos de tratamento de dependentes químicos com o uso da Ayahuasca, sou completamente a favor.
De certa forma, no princípio pode até ser que seja uma "substituição" sim, mas se você for analisar direito esse fator, vai ver que em clinicas de dependentes químicos o tratamento é feito da "mesma maneira", ou seja, eles tiram as drogas e "substituem" por medicamentos da classe dos psicofármacos, sendo assim uma substituição justa e mais uma alternativa de tratamento.
Ninguém lá fora pode nos acorrentar, temos o poder de decisão, o livre-arbítrio. Podemos sim ser acorrentados, só que por nós mesmos - sem culpados lá fora.

Como era lidar com a realidade quando você voltava do transe?

Fábio Mota: Depois da loucura do daime, eu sentia muita paz.Você ficava com o corpo leve e muito tranqüilo. O pós-daime era uma situação muito boa.

Viviane Akiyama: Não existe "transe" e nem perda da consciência, o que costumamos dizer é "entrar na força".
Durante a experiência a gente "entra na força" da planta de poder que nos conduz e quando a "força" acaba, costumamos ficar perplexos pela grandiosidade da experiência que tivemos, fazendo  a gente repensar nossos valores, nossos conceitos, trazendo paz, confiança, gratidão, sempre atitudes benéficas, pois a experiência mesmo rola com o nosso dia a dia que são as oportunidades verdadeiras para as mudanças.

Segundo psiquiatras, nos primeiros efeitos do chá você sente um relaxamento. Com você era assim?

Fábio Mota: Quando abre o trabalho, você toma um pó. Aí não bate tanto. Quando você toma o segundo, depois de um intervalo de meia hora em que você fuma uma santa maria, come uma fruta, fica conversando, e ai volta o trabalho de novo e você toma outro. Aí é quando começa realmente a loucura toda. Numa reunião você toma metade de dois a três copos daqueles de café.

Viviane: relativo.
Alguns sentem taquicardia, sonolência, relaxamento, incômodos, formigamento, são geralmente sintomas físicos que acontecem com a gente quando estamos começando a "entrar na força".

Os efeitos do chá eram imediatos ou demorava para acontecer as “viagens”?

Fábio Mota: Demora um tempinho, por volta de 1 hora. Começam as músicas, você fica lá dançando, até vir a loucura do daime. Mas esse tempo depende de cada um também.

Viviane Akiyama: relativo.
As vezes você "entra na força" na primeira música, em outras na segunda dose do chá, ou seja, no meio do ritual e as vezes não entra, simmm não acontece nada.
Não da pra saber o que vai acontecer.

O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) descartou a hipótese de dependência da droga, se ingerida somente nos rituais a cada 15 dias. Hoje você considera que era um dependente do chá?

Fábio Mota: Dependente do chá eu não era. Eu era dependente químico de maconha, numa época de cocaína. Eu nunca tive problemas com o chá. Mas eu sei que o diabo tem utilizado formas e formas para aprisionar as vidas. Essa é mais uma delas.
Eu creio que até essa morte do Glauco, queira ou não, foi uma forma para quem não conhecia o chá, passar a conhecer. Eu creio que muitas pessoas vão querer conhecer o Santo Daime por causa disso. Foi muito divulgada a doutrina. O interesse de muitas pessoas vai aumentar.

Viviane Akiyama: sim o chá é legalizado com fins ritualístico e não causa dependência.
Volto a dizer, uma ilusão não pode te aprisionar porque ela não é real, o único que pode te aprisionar é você mesmo.
Muitos passaram a conhecer a doutrina do Santo Daime após a morte do Glauco e passaram a associar o Daime como algo perigoso devido a falta de informação e apuração dos fatos reais. 
Sobre a resolução do Conad 
clique aqui.

Você acredita que se comprovado que o rapaz tinha problemas psiquiátricos que foram desencadeados pelo chá do Santo Daime, pode haver uma nova avaliação do Brasil sobre a regulamentação do uso do chá?

Fábio Mota: Eu creio que sim, se for comprovado que a culpa foi do chá. Eu vi nos telejornais nessa semana que tiveram alguns outros casos, que um jovem se matou e a família está acusando o Santo Daime.

Viviane Akiyama: O chá não desencadeia problemas psiquiátricos em ninguém, se isso fosse verdade ele não teria sido liberado.
Não tem como prever se algum participante fez usos de drogas antes de tomar Ayahuasca, é deixado bem claro que isso não é permitido e nem recomendável, ai vai da consciência de cada um.

Os especialistas dizem que o chá não provoca violência nos usuários. Você chegou a presenciar algum surto de violência?

Fábio Mota: Realmente, pelo que eu vivi nesse tempo, o chá não causa momentos de violência. A pessoa fica realmente tranquila. O corpo leve e cada um tendo a sua viagem. Nunca vi alguém se exaltar por causa do chá.
Se a pessoa já tem um problema psicológico, de repente o daime pode vir a causar alguma coisa. Só mesmo os médicos para dizer isso.
O porquê desse rapaz ter matado o Glauco, eu creio que ele já tinha um distúrbio há muito tempo de droga e loucura. Ele na verdade estava seguindo o mesmo caminho da mãe.

Viviane Akiyama: o chá não provoca violência nos usuários, pode causar alguns efeitos na qual falamos que são processos de limpeza, o mais comum são os vômitos.
Para saber mais sobre os efeitos clique aqui

Conclusão do caso:  o rapaz que já tinha problemas psicológicos no dia do crime estaria sob efeito de maconha e haxixe e por ter sido considerado esquizofrênico, não não chegou a ser julgado porque a Justiça o considerou inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos.


Para ver a matéria citada acima clique abaixo:

Daime – Pastor da Bola de Neve e ex frequentador conta sua experiência com o chá do Santo Daime


quinta-feira, 21 de maio de 2015

The Lie We Live


"Você já teve um sonho, Neo, em que você estava tão certo de que era real? E se você fosse incapaz de se acordar desse sonho? Como saberia a diferença entre o mundo do sonho e o real?" 
(Morfeu questionando Neo, Filme Matrix).
Oi gente,

Muito louco isso, não?!...mas, segundo tudo que estou estudando é exatamente isso - estamos dentro de um sonho na qual você é o sonhador e dentro desse sonho você mesmo seleciona os personagens com quem vai atuar, os cenários, as experiência que vai passar e por ai vai...


Você está tão certo de que tudo isso é real que sequer cogita a hipótese ser apenas um sonho porque está mergulhado profundamente dentro dele.


Levamos uma vida sistemática, robotizada, na qual forças duais operam: o bem e o mal, alegria e tristeza, a vida e a morte, o calor e o frio, o norte e o sul, dentro e fora, acima e abaixo, escuridão e luz, esquerda e direita, doença e saúde, riqueza e pobreza, yin e yang, amor e ódio, molhado e seco, macho e fêmea, duro e macio, perto e longe, polaridades mais polaridades...

Todas essas partes são projetadas para nos mantermos buscando as coisas supostamente boas, assim a gente nunca vai descobrir que o bom e o ruim são igualmente falsos e é dessa forma que nossa atenção é desviada nos fixando continuamente nos truques do ego.

Tudo isso não tem nada haver com Deus que é perfeitamente inteiro e completo e nunca criará nada que não fosse.

Vocês realmente acham que Deus teria criado esse tipo de mundo que vivemos?

Que Pai deseja isso para o seu filho?!

E agora???

Agora precisamos despertar!!!

Beijos no coração

Namastê


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            #wakeupneo

PS: O despertar da consciência é um caminho sem volta












quarta-feira, 20 de maio de 2015

O EU SUPERIOR por Bashar

Oi gente,


Assistindo uns vídeos no Youtube me deparei com o Bashar e achei um vídeo dele em especial sensacional porque explica direitinho como é a comunicação do nosso Eu Superior com nós mesmos.

Isso me faz lembrar as vivências nos rituais com Ayahuasca.

"Eles" na verdade é ELE - o meu EU SUPERIOR que fala comigo o tempo todo durante o ritual.

ELE me guia, me ensina, me explica, me mostra, me faz sentir, entender, escolher melhor sempre com muito amor e paciência.

ELE que na verdade sou EU, uma outra parte de mim.

A parte divina, a mente certa que está comigo o tempo todo e nunca me abandonou.

A parte auto-sustentável que é perfeita, divina, completa que diz:

"Viviane, você não precisa de nada, pois já tens tudo"

"Por favor me escute..."

"Por esse caminho de novo nãooooo..."

" Estou contigo sempre"

"Acordaaaa"

É exatamente dessa maneira que ELE fala com a gente e cada vez sinto mais gratidão pelas descobertas e pelos aprendizados.

Beijos no coração

Namastê










terça-feira, 19 de maio de 2015

Flavia Melissa - Desafio 300 dias de gratidão


Oi gente,


Ontem recebi esse e-mail da Flavia Melissa e como achei muito bacana resolvi compartilhar com vocês.

Ela fala sobre gratidão, conta um pouquinho da sua história e propõem o desafio 300 dias de gratidão, vamos?

Beijos no coração.

Namastê 


 Pra quem não conhece a Flavia Melissa ela é psicóloga, faz vídeos motivacionais, atendimentos presenciais e via skype, treinamentos, cursos, workshops e retiros na área de desenvolvimento humano, tudo isso regrado aos conceitos universalista da espiritualidade moderna.



Oi!


Tudo bem por aí?

Hoje estou vindo te convidar para participar de uma coisa muito especial: a agradecer todos os dias por algo que já existe na sua vida. Parece simples? Antes fosse! Muitas são as vezes em que nos perdemos em meio ao turbilhão da vida cotidiana, recheada das coisas que gostaríamos de ter e não temos e de experiências que gostaríamos de evitar mas que estamos vivendo. Quando é esta a situação, tudo o que fazemos é nos lamentar porque a vida não está exatamente do jeito que gostaríamos que estivesse.

Com você é diferente?

Eu só posso falar das coisas que já vivi e dos caminhos por onde andei. E, ao menos na minha experiência, buscar motivos pelos quais me sentir grata foi o que literalmente me salvou em momentos de desespero e falta de confiança de que as coisas que eu queria que acontecessem realmente dessem certo. A verdade é que é muito fácil sentir-se grato quando as coisas estão ótimas e dando certo mas... E quando as coisas parecem estar todas erradas?

Um dia eu me dei conta da importância da gratidão.

Lembro-me até hoje que estava no meu consultório, há mais ou menos 3 anos. Na época, ele servia praticamente de cenário para os vídeos que vinha gravando fazia alguns meses, porque eu não tinha pacientes. Pagar as contas no final do mês estava sendo uma dureza e, com 33 anos, eu ainda dependia financeiramente da minha mãe. E então, de repente, o telefone tocou e era uma pessoa que havia assistido aos meus vídeos, querendo marcar uma consulta. Eu fiquei feliz por dois segundos e, em seguida, comecei a arrumar as minhas coisas para ir embora para casa - quando de repente me dei conta.

Algo incrível tinha acabado de acontecer.

Eu nunca tinha pensado em fazer vídeos com o propósito de atrair pacientes, meu único interesse era compartilhar o que vinha vivendo em minha jornada. Alguém me telefonar querendo se consultar comigo em função dos vídeos era algo em que eu nunca havia pensado antes, um verdadeiro presente do Universo... E eu estava fazendo o que? Agindo como se nada fosse, pensando no próximo compromisso do dia, sem dar nenhum espaço para o sentimento de gratidão. Então eu parei tudo o que estava fazendo e gravei um vídeo.


Clique aqui para assistir

Foi quando eu decidi dar espaço para o sentimento de gratidão em minha vida. Todas as noites, antes de dormir, eu dedicava alguns momentos a refletir sobre meu dia e sobre o que tinha acontecido e, espontaneamente, escolhia algo para conscientemente me sentir grata. Não importava o quanto o resto das coisas não tivessem acontecido exatamente como eu queria. Aquele era um momento em que eu escolhia agradecer por algo, ao invés de reclamar ou me sentir péssima por todas as coisas que eu queria estar vivendo e não estava.

Alguns meses depois tive a ideia de lançar um desafio nas redes sociais: seriam 21 dias ininterruptos de gratidão. O desafio foi proposto em um vídeo que você pode assistir clicando aqui

O que posso dizer sobre este primeiro desafio? Que foram 21 dias incríveis! Todos os dias eu postava na minha Fanpage a gratidão do dia e as pessoas, nos comentários das postagens, faziam as suas gratidões. Foi uma época em que conheci gente muito legal que, ao final do desafio, montou grupos no Facebook para continuar agradecendo. Muita gente compartilhou as postagens e a Fanpage acabou ganhando vários seguidores novos, o canal do YouTube também acabou ganhando novos inscritos e a demanda de consultas aumentou tanto que eu, em poucos meses, não tinha mais horário na agenda. Então, para conseguir estar com todas as pessoas que me procuravam, ganhei coragem para finalmente começar a trabalhar com grupos em workshops vivenciais aos finais de semana.

Pensando bem, acho que nada do que vivo hoje estaria acontecendo se não fosse aquele primeiro insight sobre gratidão. Assista ao episódio do webseriado "Eu SouL" do qual participei falando sobre gratidão clicando aqui

Ano passado foi a vez dos 100 dias de gratidão, desafio proposto e aceito por centenas de pessoas que não perdem uma oportunidade em manifestar sua alegria e gratidão pela experiência vivenciada. 21 foi pouco, 100 foi bom e, agora, um desafio bárbaro:


300 dias.

Não importa o que aconteça. Você pode bater seu carro, perder o emprego, terminar um relacionamento ou até mesmo perder alguém que ame: você vai continuar agradecendo. Você pode achar isso difícil, mas eu te digo: sentir-se grato é o primeiro passo para que você crie a realidade que deseja ver manifestada. Veja bem este trecho de um artigo científico sobre a gratidão, realizado pelos psicólogos americanos McCullogh, Tsang & Emmons, ligados à Universidade de Miami e publicado no Journal of Personality and Social Psychology (86, 2004):

"Pesquisas sugerem que sentimentos de gratidão podem ser benéficos ao bem estar emocional subjetivo. Nas pessoas que são agradecidas em geral, os acontecimentos de vida têm influência pequena na gratidão experimentada".

Isso significa que, ao nos sentirmos gratos, desenvolvemos a tendência de agradecermos pelas coisas que nos acontecem independentemente das coisas que nos acontecem. Como assim? Assim: você vai se sentir grato pelas coisas, importando muito pouco quais sejam estas coisas. E não é isso que todos nós queremos? Nos sentir bem? Contentes com a nossa realidade? Satisfeitos com a vida que temos?

Todos os detalhes do desafio serão lançados ainda esta semana. Por enquanto você só precisa dizer sim e clicar no link abaixo para se inscrever gratuitamente no desafio. Eu espero, de verdade, que você venha comigo nessa. Sentimentos são energia e a primeira característica da energia é que ela se expande. Imagine, por um momento, o que seria viver em um mundo em que a gratidão fosse o sentimento predominante. Venha fazer a sua parte!

Diga sim e agradeça

Gratidão imensa por sua atenção em ler este email até o final!
Com amor e votos de paz e bem, sempre,

Flavia.


http://flaviamelissa.com.br/





segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tudo está escrito???


Oi gente,

Hoje estava no carro refletindo sobre destino, fiz uma análise de tudo que já aconteceu na minha vida e cheguei a conclusão que por pior que tenha parecido uma situação que experimentei, não tenho dúvidas de que tudo foi para meu bem.

Também analisei o fato de que quando algo precisa acontecer em nossa vida, simplesmente  acontece, ou seja, o que tiver que ser será.

Você pode sambar, espernear, rezar, chorar, mas se não for pra ser não vai acontecer.

Certeza absoluta se está escrito, se é livre arbítrio, predestinação ninguém vai saber.

Cada religião tem suas crenças e a questão nem é ficar impondo quem ta certo ou quem ta errado porque tudo isso é muito relativo. 

O jeito é CONFIAR e deixar que as coisas venham até nós sem a gente ficar sabotando por medo, ansiedade ou desconfiança. 

A "nossa parte" é viver a vida da melhor maneira possível, usando o nosso livre arbítrio para escolher quem será o nosso professor nessa trajetória: o amor ou o ego???

Ainda não temos condições de realmente saber o que é melhor pra gente porque vemos tudo com "os olhos do corpo", nossa visão é limitada, então o melhor que temos a fazer é ENTREGAR e descansar na certeza de que tudo que acontece na vida da gente é pro nosso bem.

Engatando nesse papo de hoje, dei uma pesquisada no que pensam as religiões a respeito disso (post logo abaixo do vídeo).


Beijos no coração

Namastê








Estava escrito? Temos livre arbítrio? Ou tudo já está predestinado?



Espiritismo
Se estivesse escrito não haveria o livre arbítrio e o homem não
teria responsabilidade e seria uma máquina. O Espiritismo ensina que o homem não é
fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os
crimes que comete não são o resultado dum decreto do destino. Ele pode, como prova ou
expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo
meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. A fatalidade
existe somente para nascer e morrer, como efeito da lei do progresso infinito da alma.
O que de fato existe são programações ou projeções que o Espírito se propõe a
realizar, antes de nascer, tornando-se, por isso, um caminho a seguir, mas que ele mesmo
pode mudar, quando encarnado.

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias – Mórmons
Esta é uma das maiores mentiras que existe na humanidade. Deus seria
muito injusto se procedesse dessa maneira, e muitas religiões pregam isto. Se fosse assim
o sacrifício de Jesus teria sido em vão. Não existe pré-destinação, vós que faz o
próprio destino. Existe uma pressão da sociedade para fumar maconha, fazer isto, fazer
aquilo, mas ninguém faz aquilo sem querer, ou seja, entra o livre arbítrio. Não
acreditamos que o ladrão é ladrão porque Deus quis. O indivíduo deve sim buscar sempre
a sua evolução.

Judaísmo
Sim. Existe um destino que pré-determina o comportamento humano, mas
ao mesmo tempo é dada a liberdade ao ser humano para poder fazer algo com aquele destino.
Ou seja, o ser humano deve ajudar ao seu destino, não deixando o destino agir
independentemente. São dois coisas: destino e livre-arbítrio. E os dois conceitos estão
interligados.

Islamismo
Sim, o Islamismo aprova que o destino de cada um já foi escrito antes do seu nascimento e
exatamente no tempo que estava no embrião., bem como na hora que sua alma é assoprada
pelo anjo.

Testemunhas de Jeová
Não há nenhuma evidência bíblica de que isto aconteça. É verdade
que Jeová predeterminou (e não predestinou) o que algumas poucas pessoas e até mesmo
nações fariam. As escrituras mostram que Deus estende a todas as suas criaturas
inteligentes o privilégio e a responsabilidade de livre escolha, de exercerem o livre
arbítrio moral (Deuteronômio 30: 19-20) , desta forma os tornando responsáveis pelos
seus atos. Assim, não somos meramente autômatos ou robôs, programados por um
“destino” que não podemos mudar ou sobre o qual não tenhamos nenhum controle.
O homem não poderia verdadeiramente ter sido criado à imagem de Deus se não
tivesse livre arbítrio moral.

Catolicismo
Muita gente acredita piamente no destino. Atribui a ele um verdadeiro
“status” divino. São os fatalistas. O Fatalismo entende que todos os
acontecimentos se processam em obediência a um destino inexorável situado fora e acima
do mundo. Os fatalistas chegam a atribuir ao próprio Deus o acontecimento de desastres e
tragédias. O motorista embriagado atropela a criança e eles dizem: “Foi a vontade
de Deus !”. Verdadeira blasfêmia, atribuir a vontade de Deus amor aquilo que nasceu
de uma liberdade individual, mal utilizada. Se o destino fosse responsável das coisas
boas ou ruins que acontecem, nós seriamos marionetes, que acabam fazendo o que os fios de
barbante os mandam fazer. Em um mundo assim, ninguém pode ser punido pelo mal que faz,
ninguém pode ser premiado pelas boas ações.

Igreja Presbiteriana
Nós não somos fatalistas. Isto ou aquilo estava escrito nas estrelas,
ou seja, eu sou a vítima do destino.
Nós escrevemos nossa história e não devemos culpar a Deus ou ao destino pelos atos que
somos responsáveis, caso contrário, não deveríamos ser culpados ou premiados pelos
referidos atos.

Religião de Deus
Depende do ponto de vista, pois somos nós mesmos que, antes
renascermos(reencarnarmos), com o auxílio dos companheiros da espiritualidade,
que
fazemos o planejamento para nossa vida. Aqui cabe um ditado popular: “Deus
dá o frio
conforme o cobertor”, ou seja: ninguém receberá provas que não possa suportar,
embora muitos espíritos as peçam, pensando que as suportariam. Quando o espírito
tem
muitas falhas a corrigir, às vezes são necessárias várias existências terrenas
para a
devida correção. Jesus disse que “quem com ferro fere será ferido”,
quer
dizer que quem matou à espada, da mesma forma morrerá. É a lei. Isso pode ser
na mesma
existência ou noutra. Por esse prisma, o ser já nasce com seu destino traçado.
Contudo,
Paiva Netto ensina que “todo dia é dia de renovar nosso destino”.
Compreendemos, então, que temos sempre a oportunidade de alterar o roteiro de
nossa
existência. A pessoa que teria como carma padecer de uma certa enfermidade pode
ficar livre dessa se, por exemplo, dedicar-se no socorro dos que precisam do
seu
auxílio, há uma
permuta. A lei de Deus é sábia e misericordiosa.

Umbanda e Candomblé
A Umbanda entende que todo ser tem sua evolução, crescimento íntimo
e conscientização regida por Deus (Olorum) e guiados pelas suas divindades (os orixás).
Portanto, acreditamos que todos somos regidos durante uma encarnação por um orixá, o
qual imprimirá o ritmo e o rumo de nossa vida no corpo físico, mas sempre nos deixando
uma certa liberdade onde exercitaremos nosso livre arbítrio, sem o qual não é possível
um amadurecimento e conscientização, assim como o desabrochar de nossa própria natureza
íntima.

Igreja Adventista do Sétimo Dia
Não. O destino de uma pessoa está traçado no sentido desta ser
salva.
Se fosse previamente escrito o destino de uma pessoa, isto seria o mais terrível modo de
Deus avultar o nosso livre arbítrio.
Deus respeita o livre arbítrio a tal ponto que a predestinação seria uma ignorância
teológica. Ela seria uma forma de Deus jogar a terra tudo o que fez e nos passou. O que
existe sim é um destino que Deus criou para cada um de nós: Deus nos escolheu para
sermos felizes, salvos e eternamente livres.
Qualquer coisa que fuja desse plano de salvação eterna é atitude minha interferindo no
que Deus escolheu para a minha vida.

Assembléia de Deus
Não podemos predestinar algumas pessoas à perdição ou salvação,
não no sentido absoluto. Isso limitaria a expiação de Cristo, e sabemos que ele morreu
por todos. Também faria nulo o arbítrio do homem e constituiria fatalismo, o qual é
erro puro. A salvação é para quem quiser. (Jo 3:16)

Igreja Batista
Sim, Deus ensina que todos os nossos dias foram escritos antes mesmo de
nós nascermos. Você pode ler isso no Salmo 129.

Budismo
Em nenhum texto budista é citado o termo “destino”.

Seicho-No-Ie
Uma das leis mentais que regem a vida e o destino das pessoas é a de
que “a cada ação corresponde a uma reação”, ou seja, colhemos aquilo que
plantamos. Porém, nem tudo que plantamos colhemos nesta vida, ficando uma
“colheita” para a próxima reencarnação. Essa “colheira”, seja de
coisas positivas ou negativas, chama-se carma e a pessoa que nasce nesse mundo já vem
carregando esse carma das vidas passadas e é por isso que se diz que quase a metade do
destino da pessoa já está pré-determinada. No entanto, boa parte desse carma do passado
são resultantes de atos bons que a pessoa praticou e portanto ela vai se manifestar
positivamente na vida das pessoas e outra metade é perfeitamente
“administrável”, dependendo unicamente do esforço da pessoa. Dessa forma, o
destino é algo que a pessoa pode controlar e mudar o rumo dos acontecimentos, de acordo
com a sua vontade.

Hare Krishna
O Karma, Lei de ação e reação como a física também fala, é o
“destino” de cada um, ele vai sendo escrito conforme suas atividades e sua vida
futura também pode ser determinada com suas ações presentes.


Segundo a Cabala:


Cabalisticamente, tudo está escrito. Mas ao mesmo tempo temos livre arbítrio e podemos mudar nosso destino. Como é possível?

Nosso destino já está predeterminado de acordo com a correção que nossa alma veio fazer neste mundo. Mas quando nos transformamos, mudamos nosso destino. É como se existissem vários universos paralelos com os destinos predeterminados. Quando a pessoa se transforma, ela muda de universo.
Imagine que você vai numa sala de cinema Multiplex. Entra na sala 1. O filme começa a ser projetado na tela. Você tem alguma escolha sobre o que vai acontecer? Não. Tudo está predestinado. Mas se não estiver gostando do filme você ainda pode fazer uma coisa: mudar de sala. Você então passa para a sala 2. O filme começa. Mais uma vez, tudo está predeterminado. Mas você sempre pode mudar de sala.

No caso de uma pessoa vítima de um acidente, como este conceito se aplica? Se antes do ocorrido a pessoa tivesse feito alguma transformação, poderia ter evitado estar no lugar errado na hora errada. Que tipo de transformação muda o destino de uma pessoa? Depende da história de cada pessoa. Talvez baste perdoar uma pessoa que agiu errado com ela no passado. Talvez a pessoa tenha que mudar algum tipo de comportamento egoísta seu. Pode ser que ela tenha que fazer alguma ação de caridade fora da sua zona de conforto.

A lição para nós é que nunca sabemos o que está para acontecer, então é importante estar sempre atento às oportunidades de fazer ações positivas que revelam Luz. Assim podemos mudar de "sala de cinema" para um roteiro cada vez mais iluminado, com menos caos, dor e sofrimento. - Por: Shmuel Lemle | Cabala