O Brasil é o 2º maior consumidor mundial de metilfenidato, comercialmente Ritalina, e perde apenas para os EUA. O medicamento - batizado como “a droga da obediência” - é indicado para o tratamento do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e há vantagens e desvantagens. Depois de pressionada pelo psiquiatra e escola, Viviane Akiyama, mãe de um menino de 12 anos com TDAH resolveu experimentar a droga e relata no programa Salutis sua experiência.
terça-feira, 5 de julho de 2016
Entrevista no Programa Salutis falando sobre a RITALINA
O Brasil é o 2º maior consumidor mundial de metilfenidato, comercialmente Ritalina, e perde apenas para os EUA. O medicamento - batizado como “a droga da obediência” - é indicado para o tratamento do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e há vantagens e desvantagens. Depois de pressionada pelo psiquiatra e escola, Viviane Akiyama, mãe de um menino de 12 anos com TDAH resolveu experimentar a droga e relata no programa Salutis sua experiência.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Medicina Alternativa
Oi gente,
Zumbidos, tonturas e espiritualidade na Medicina. Entrevista Dra. Tanit Sanchez.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Testando a Ritalina
Oi gente,
Hoje vou fugir um pouquinho tema do meu blog e abordar um assunto que mexe muito comigo.
Como muitos já sabem, meu filho Felipe é um desafio para mim como mãe. Ele me ensina todos os dias a ser uma mãe melhor, testando minhas limitações e me tirando sempre da minha zona de conforto.
Graças a ele, iniciei o meu processo de despertar da consciência, e de lá pra cá, meu filho continua sendo "a minha lanterna" nessa longa jornada.
Ele também é um verdadeiro espelho para mim, através dele posso ver meus medos, preconceitos, meu ego agindo...
Pensando bem, não estou fugindo do tema do meu blog não rs...na verdade TUDO, mais TUDO MESMOOOO serve para o nosso despertar, não é mesmo?!
Ano passado gravei um vídeo falando sobre o uso indiscriminado da Ritalina (um dos medicamento que meu filho faz uso) e esse vídeo foi na verdade um desabafo quando me sentia completamente "vendida" as opiniões da escola e da psiquiatra que são taxativas ao uso desse medicamento.
Esse vídeo rendeu muitas visualizações e diversos tipos de comentários, e foi a partir dai que resolvi tirar as minhas próprias conclusões testando em mim mesmo o medicamento, para assim poder formar as minhas próprias conclusões a respeito desse polêmico assunto e matar aquelas dúvidas que me atormentava.
Vocês também já devem ter percebido que sou meio São Tomé neh gente?! Sempre precisando ver pra crer...
Bom, é isso.
Beijos no coração
Namastê
Ver Mais:
TDAH o que é e como se trata
TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
TOD - Transtorno Desafiador Opositivo
RI-TA-LI-NA
Vídeo Viviane Akiyama - Ritalina a droga legal que ameaça o futuro
Anfetaminas por Dra. Sandra Tonsa
Estudo derruba mito de que Ritalina turbina cérebros saudáveis
Estudantes relatam experiências com Ritalina sem receita
quinta-feira, 11 de junho de 2015
ÍNDIGO, CRISTAL, DIFERENTES?...eles vieram nos ensinar!!!
Já passei por tudo isso, hoje muitas delas superadas.
Entendi que ele veio para me ensinar a ser mãe!!!
Índigo, Cristal, Especial..., nada disso importa porque são apenas rótulos e "desculpas" para justificar nosso "julgamento" perante eles.
Percebo que quanto mais sinto uma dessas coisas que citei acima (porque de vez em quando ainda sinto), mais torno "as dificuldades" reais.
O que faz toda a diferença é que hoje sei como as coisas funcionam e quando me pego "alimentando uma ilusão", logo paro e escolho outra vez.
Estou tendo uma oportunidade e tanto de experimentar o que realmente sou através dos meus filhos!
;)
“Não há ordem de dificuldade em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas"
“Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.”
- UCEM
SEU FILHO É DIFERENTE? – CRIANÇAS ÍNDIGO:
Características:
E o que fazer? Como podemos lidar? Como devemos nos comportar com estas crianças?
Associação Brasileira do Déficit de Atenção:
http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html
TDAH por Dr. Drauzio Varela:
http://drauziovarella.com.br/crianca-2/tdah-tratar-ou-nao-tratar/
TOD (Transtorno Opositor Desafiador) Blog da Sandra:
http://www.transtornos.org/
#desafiogratidão2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Déficit de Atenção
O Déficit de Atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças
Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.
Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.
Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.
Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.
A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.
Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.


