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terça-feira, 5 de julho de 2016

Entrevista no Programa Salutis falando sobre a RITALINA


Oi gente,

Ontem dei uma entrevista para o Programa Salutis do João Carlos Baldan falando sobre a Ritalina.

A princípio fiquei um pouco preocupada pois seria 1 hora de conversa, mas confesso que o papo estava tão bom que se tivesse mais tempo falaria mais!!! rsrsrs

O Brasil é o 2º maior consumidor mundial de metilfenidato, comercialmente Ritalina, e perde apenas para os EUA. O medicamento - batizado como “a droga da obediência” - é indicado para o tratamento do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e há vantagens e desvantagens. Depois de pressionada pelo psiquiatra e escola, Viviane Akiyama, mãe de um menino de 12 anos com TDAH resolveu experimentar a droga e relata no programa Salutis sua experiência.


Beijos no coração.

Namastê

Ver Mais:

Ritalina a droga que ameaça o futuro
2014

Testando a Ritalina
2015


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Medicina Alternativa


Oi gente,

Hoje quero recomendar para vocês a Clinica JC Baldan - Acupuntura, Quântica & Ortobiomolecular do Dr. João Carlos Baldan.

Conheci o João semana passada quando entrou em contato comigo por conta do vídeo que fiz Testando a Ritalina, pois além da clinica ele tem um canal muito bacana no Youtube o Salutis onde entrevista médicos e fala sobre Bem Estar, Qualidade de Vida, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Quântica, Medicações Quânticas, Ventosaterapia, EFT e Técnicas e Tecnologias para manter e recuperar a saúde integral.

Bom, ele entrou em contato comigo, pois quer que eu conceda uma entrevista para falar sobre o caso do Felipe (meu filho) e comente sobre o teste que fiz com a Ritalina. Fiquei muito contente por ele ter se interessado em abrir o espaço para ouvir uma mãe sobre o diagnóstico do seu filho e sair um pouquinho do contexto profissionais da saúde.

A entrevista será dia 04/07 ao vivo!!!rsrsrs depois vou colocar tudinho aqui pra vocês.

Bom, mas além da entrevista, irei tratar o Felipe com a medicina ortobiomolecular e já até agendei uma consulta com ele na terça-f que vem. 

Primeiramente Dr.João disse que irá fazer uma desintoxicação de metais tóxicos e uma avaliação para ver se existe a presença de vírus e bactérias com o aurameter que é um instrumento de radiestesia que mede o campo áurico da pessoa e que segundo ele é muito mais preciso do que a ressonância magnética!!!

Sabe gente, sem tirar o mérito da medicina tradicional, pois tudo tem que andar junto, mas quero agora adentrar o campo do mistério, sair um pouco do relativo e ir para o absoluto e como acredito que nada chega na vida da gente por mero acaso, estou mergulhando fundo nessas outras alternativas para tratá-lo.

Não quero ver o Felipe se intoxicando a vida toda com medicamentos talvez não necessários e muito menos eficientes. Se existe a chance de explorar novas alternativas por que não tentar, não é mesmo?!

Vou contanto tudinho aqui pra vocês, ok?

Segue agora uma entrevista com a Dra. Tanit que é otorrinio.

Detalhe que aos 54:48 minutos do vídeo João cita ter me convidado para a entrevista.

Aguardem!!!

Beijos no coração

Namastê


Zumbidos, tonturas e espiritualidade na Medicina. Entrevista Dra. Tanit Sanchez.




JC Baldan Saúde Quântica




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Testando a Ritalina



Oi gente,

Hoje vou fugir um pouquinho tema do meu blog e abordar um assunto que mexe muito comigo. 

Como muitos já sabem, meu filho Felipe é um desafio para mim como mãe. Ele me ensina todos os dias a ser uma mãe melhor, testando minhas limitações e me tirando sempre da minha zona de conforto.

Graças a ele, iniciei o meu processo de despertar da consciência, e de lá pra cá, meu filho continua sendo "a minha lanterna" nessa longa jornada.

Ele também é um verdadeiro espelho para mim, através dele posso ver meus medos, preconceitos, meu ego agindo...

Pensando bem, não estou fugindo do tema do meu blog não rs...na verdade TUDO, mais TUDO MESMOOOO serve para o nosso despertar, não é mesmo?!

Ano passado gravei um vídeo falando sobre o uso indiscriminado da Ritalina (um dos medicamento que meu filho faz uso) e esse vídeo foi na verdade um desabafo quando me sentia completamente "vendida" as opiniões da escola e da psiquiatra que são taxativas ao uso desse medicamento.

Esse vídeo rendeu muitas visualizações e diversos tipos de comentários, e foi a partir dai que resolvi tirar as minhas próprias conclusões testando em mim mesmo o medicamento, para assim poder formar as minhas próprias conclusões a respeito desse polêmico assunto e matar aquelas dúvidas que me atormentava.

Vocês também já devem ter percebido que sou meio São Tomé neh gente?! Sempre precisando ver pra crer...

Bom, é isso.

Beijos no coração

Namastê




Ver Mais:

TDAH o que é e como se trata

TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

TOD - Transtorno Desafiador Opositivo

RI-TA-LI-NA

Vídeo Viviane Akiyama - Ritalina a droga legal que ameaça o futuro

Anfetaminas por Dra. Sandra Tonsa

Estudo derruba mito de que Ritalina turbina cérebros saudáveis

Estudantes relatam experiências com Ritalina sem receita












quinta-feira, 11 de junho de 2015

ÍNDIGO, CRISTAL, DIFERENTES?...eles vieram nos ensinar!!!


Oi gente,

Hoje quero falar um pouco sobre crianças diferentes. Trago também uma reportagem da Globo e um vídeo meu sobre Ritalina e links sobre todos esses assuntos.

Muitos aqui já sabem que tenho um filho que é diferente, assim posso dizer.

Ele é diferente dos demais meninos da sua idade, não pela aparência, mas sim pela sua conduta que exigi da minha parte uma total atenção.

Não acata ordens, sente-se agitado, disperso, por vezes agressivo quando contrariado, tem dificuldades de aprendizado pela falta de atenção e interesse, o que resultou já ter passado por sete escolas.

Apesar dos exames clínicos nunca terem diagnosticado nenhuma patologia, ele foi considerado sendo uma criança portadora de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e TOD (Transtorno Oposicional Desafiador) pelo teste neuropsicológico e começou a ser medicado com Cloridrato de Metilfenidado aos 6 anos (hoje ele tem 11).

Cheguei a me questionar se  meu filho não era uma criança índigo, procurava por algum "rótulo" desesperadamente e nunca me contentei com o seu diagnóstico.

Estress, crises, dificuldades, desespero, descrença, revolta, indignação, preconceito, dor, luta, persistência, vitimização, desamparo, traumas, medos, culpas, projeções...

Já passei por tudo isso, hoje muitas delas superadas.


Tudo "resistências" da minha parte, sentimentos irreais do meu ego que me faz ficar com a briga interna por pura falta de aceitação.

Entendi que ele veio para me ensinar a ser mãe!!!

Índigo, Cristal, Especial..., nada disso importa porque são apenas rótulos e "desculpas" para justificar nosso "julgamento" perante eles.


Percebo que quanto mais sinto uma dessas coisas que citei acima (porque de vez em quando ainda sinto), mais torno "as dificuldades" reais. 


O que faz toda a diferença é que hoje sei como as coisas funcionam e quando me pego "alimentando uma ilusão", logo paro e escolho outra vez.


" Eles só precisam de amor. Eles vêm despertar em nós algo que nós mesmos não teríamos condições de fazer se não fossem eles, nos trazendo á tona. Nos trazendo a consciência maior, o amor maior, o Eu maior. Eles vêm nos lembrar o real motivo de estarmos aqui."

Estou tendo uma oportunidade e tanto de experimentar o que realmente sou através dos meus filhos!

;)

Beijos no coração

Namastê


“Não há ordem de dificuldade em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas"

“Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.”


- UCEM


Reportagem da Globo:
Cresce consumo de ritalina entre crianças e adolescentes no Brasil

Meu vídeo:


SEU FILHO É DIFERENTE? – CRIANÇAS ÍNDIGO:


Hoje eu quis abordar um tema que é pra mim muito peculiar, algo que está no nosso meio, em muitas famílias, em todas as etnias, por todo o mundo. Ao mesmo tempo, algo tão desconhecido.
São as chamadas Crianças Indigo, ou Crianças de Luz, como a parapsicologia também gosta de denotar. São chamadas assim por sua aura ser desta cor, ou seja, azul-indigo.
São crianças que estão nascendo em grande massa desde meados de 1990, para efetivamente trazer a mudança necessária e quebra de todos os paradigmas de nossa sociedade e de todo nosso planeta.
São geralmente crianças muito sensíveis, inteligentes ao extremo, amam animais e tem uma inclinação fortíssima ao que se diz sobre compaixão e amor ao próximo.
Estas crianças vem com toda sua força nos colocar devidamente alinhados com nossas missões, vem nos trazer conhecimento e iniciação á evolução espiritual e psíquica, quebrando muitos tabus e eliminando a hipocrisia que nos cerca. São seres imensamente evoluídos, Mestres natos, tem plena consciência do que realmente vieram fazer neste plano.
Eles vêm para refazer, reconstruir a estrutura social materialista que temos construído a 2.000 anos. Eles vêm trazer o amor, a cooperação, a honestidade, a verdade, a essência que esquecemos em nós.
Infelizmente muitas famílias, pais e educadores, não têm conhecimento ou preparo para lidar com estas crianças e muitas, por motivos de falta de apoio e estrutura, acabam se perdendo em suas missões, desviando-se de seus caminhos, pelo tipo de comportamento, pensamento emoções e atitudes.

Características:

Sensibilidade, podem ter amigos invisíveis, falam sozinhos, podem ter visões ou intuições espirituais. Podem ter medo da morte ou medo da perda dos amados. São afetivas, gostam do toque, do abraço, do carinho. Porém, são crianças extremamente agitadas, com dificuldades em manter a atenção, concentração ou calma.
Não conseguem seguir regras ou disciplina severa, não aceitam “não”. Nunca. Querem ter escolhas, querem negociar. Tem muita energia, distraem-se facilmente. Discutem. Resistem a autoridade. São popularmente e infelizmente chamadas de “terríveis”, “pestinhas”, “criança problema”.
Podem ser diagnosticados comumente com TDA (transtorno de déficit de atenção) ou alguma outra forma de hiperatividade.
Geralmente os pais acabam levando para a psicologia comum, ou até psiquiatria, inserindo medicamentos e tendo baixíssimo retorno de melhora, nenhum resultado ou até piora de comportamento pois, não é este o caso.
Vejo muitas mães se desesperarem pois já não sabem mais o que fazer, não entendem, e não tem nenhum tipo de apoio neste sentido, sei que realmente alguma mãe ou pai irá se encaixar neste texto, porque realmente, não existe consciência de abertura e interação a estes tipos de temas sobre seus filhos.
Os educadores têm também muita dificuldade e pelos meios tradicionais, acabam sofrendo com estas crianças em idade escolar, o início da alfabetização é onde as características começam a se acentuar. Acabam piorando na adolescência pois não conseguem ser compreendidos.

E o que fazer? Como podemos lidar? Como devemos nos comportar com estas crianças?

Eles só precisam de amor. Eles vêm despertar em nós algo que nós mesmos não teríamos condições de fazer se não fossem eles, nos trazendo á tona. Nos trazendo a consciência maior, o amor maior, o Eu maior. Eles vêm nos lembrar o real motivo de estarmos aqui.
Se você tem uma criança assim, com algumas destas características, busque, pesquise, e procure saber mais sobre seu mundo. Some com ele, ajude-o em sua jornada. Você faz parte dela. Não tente apenas educar ou criar… AME!
Lembrem-se: nossos filhos nos escolhem como pais pois temos plenas condições de ajudá-los a evoluir e mais, evoluirmos lado a lado, mudarmos o mundo, sermos melhores, juntos, como um Todo, como é e deve ser.
Como Deus, Pai, Mãe, Filho em Um.
Não nos esqueçamos disso.


Mais matérias sobre crianças índigo:
Instituto ABCD - Transtornos de Aprendizagem:
http://www.institutoabcd.org.br/portal/


Associação Brasileira do Déficit de Atenção:
http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html


TDAH por Dr. Drauzio Varela:
http://drauziovarella.com.br/crianca-2/tdah-tratar-ou-nao-tratar/


TOD (Transtorno Opositor Desafiador) Blog da Sandra:
http://www.transtornos.org/

#desafiogratidão2015
#flaviamelissa
#dia017
#vivisawaking
Gratidão por ser a mãe dos 
MEUS FILHOS!!!
;)










quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Déficit de Atenção

O Déficit de Atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças



Por Marcela Picanço

Quantas crianças ainda terão que tomar um remédio para se sentirem enquadradas, pois a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes?

Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.

Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.

Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.

Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.

A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.

Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.

MARCELA PICANÇO

Atriz, roteirista, formada em comunicação social e autora do Blog De Repente dá Certo.
Pira em artes e tecnologia e acredita que as histórias são as coisas mais valiosas que temos.