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quinta-feira, 19 de abril de 2018

FILME: COMO ESTRELAS NA TERRA


Oi gente,

Hoje quero compartilhar um filme com vocês que me fez refletir muito sobre minha relação com meu filho e as diferentes inteligências nessa era de crianças índigo e cristal.

Ta na cara que o sistema de educação mundial, mas principalmente do Brasil é arcaico e que essas crianças vieram para sacudir os velhos paradigmas...

Esse filme bateu forte aqui pq. além dele ser uma produção de Bollywood (um dos pedidos que fiz as margens do Ganges) quando esse filme chegou até a mim foi realmente como se o Rio Ganges tivesse falado assim pra mim "Filha não se preocupa que estamos cuidando do seu caso e seu pedido será atendido"...

Tenho certeza que servirá para abrir nossas mentes....

Beijos no coração,

Namastê


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Observador e Observado – Chave valiosa para chegar ao autoconhecimento



Observador e Observado

Uma valiosa chave para chegar ao autoconhecimento
Está muito claro e não é difícil de compreender que, quando alguém começa a observar seriamente a si mesmo, do ponto de vista de que não é um, e sim, muitos, realmente começa a trabalhar sobre tudo isso que carrega dentro.

É um problema, um obstáculo, um tropeço para o trabalho da auto -observação íntima os seguintes defeitos psicológicos:

• Mitomania: delírio de grandeza; crer-se um deus.
• Egolatria: crença em um eu permanente; adoração a qualquer tipo de Alter-Ego.
• Paranoia: autossuficiência, presunção, julgar-se infalível, orgulho místico, pessoa que não sabe ver o ponto de vista alheio, “dono da verdade”.

Enquanto alguém continuar com a absurda convicção de que é um, que possui um eu permanente, o trabalho sério sobre si mesmo torna-se impossível.

Quem sempre se crê um, nunca será capaz de se separar de seus próprios elementos indesejáveis.
Considerará cada pensamento, desejo, emoção, paixão, sentimento, afeto, etc., como funções diferentes, modificáveis de sua própria natureza e até se justificará diante dos demais dizendo que tais ou quais defeitos pessoais são de caráter hereditário.

Quem aceita a doutrina dos muitos eus, compreende, à base de observação, que cada pensamento, desejo, ação, paixão, etc., corresponde a esse ou àquele eu diferente, distinto.

Qualquer atleta da auto-observação íntima trabalha seriamente dentro de si mesmo e se esforça para apartar de sua psique os diversos elementos indesejáveis que possui dentro.
Se alguém, verdadeira e sinceramente, começa a se observar internamente, termina se dividindo em dois: observador e observado.

Se tal divisão não acontecesse, é evidente que nunca daríamos um passo adiante na maravilhosa estrada do autoconhecimento.

Como poderíamos observar a nós mesmos se cometêssemos o erro de não querer nos dividirmos em observador e observado?

Se tal divisão não se produzisse, é óbvio que nunca daríamos um passo adiante no caminho do autoconhecimento.

Sem dúvida, quando essa divisão não ocorre, continuamos identificados com todos os processos do eu pluralizado.

Quem se identifica com os diversos processos do Eu Pluralizado é sempre vítima das circunstâncias.
— Como poderia modificar circunstâncias quem não conhece a si mesmo? Como poderia conhecer a si mesmo aquele que nunca se observou internamente? De que maneira poderia alguém se auto-observar se não se dividir previamente em observador e observado?

Agora, ninguém pode começar a mudar radicalmente enquanto não for capaz de dizer: Este desejo é um eu-animal que devo eliminar; este pensamento egoísta é outro eu que me atormenta e que preciso desintegrar; este sentimento que fere meu coração é um eu-intruso que tenho que reduzir à poeira cósmica, etc., etc., etc.

Naturalmente, isso é impossível para quem nunca se dividiu em observador e observado.
Quem toma todos seus processos psicológicos como funções de um eu único, individual e permanente está tão identificado com todos os seus erros, mantendo-os tão unidos a si mesmo, que acabou perdendo, por esse motivo, a capacidade de separá-los de sua mente.
Obviamente, pessoas assim jamais poderão mudar radicalmente; são pessoas condenadas ao mais rotundo fracasso.

Se você quer aprofundar seus estudos faça o download do livro “Tratado de Psicologia 
Revolucionária” de Samael Aun Weor. AQUI

Participe do Curso de Gnosis em sua cidade com instrutores presenciais que irão lhe ajudar em sua busca pelo auto conhecimento.

Extraído do Site:

http://gnosisbrasil.com/artigos/observador-observado/


O observador é o observado


Uma imagem, como o observador, observa dúzias de outras imagens em sua volta e dentro de si mesmo, e diz, "Eu gosto desta imagem, vou mantê-la" ou "Não gosto desta imagem então vou descartá-la", mas o próprio observado foi construído pelas várias imagens que surgiram pela reação à várias outras imagens. Então chegamos ao ponto em que podemos dizer, "O observador é também a imagem, apenas se separou e observa". Este observador que surgiu pelas várias outras imagens pensa em si mesmo como permanente e entre ele mesmo e as imagens que ele criou existe uma divisão, um intervalo de tempo. Isto cria conflito entre ele mesmo e as imagens que ele crê serem as causas de seus problemas. Daí ele diz, "Devo me livrar desse conflito", mas o próprio desejo de livrar-se do conflito cria outra imagem. A consciência de tudo isto, que é verdadeira meditação, revelou que existe uma imagem central formada por todas as outras imagens, e a imagem central, o observador, é o censor, o experimentador, o avaliador, o juiz que quer conquistar ou subjugar as outras imagens ou destruí-las completamente. As outras imagens são o resultado de julgamentos, opiniões e conclusões do observador, e o observador é o resultado de todas as outras imagens – portanto o observador é o observado.

Extraído do site:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Déficit de Atenção

O Déficit de Atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças



Por Marcela Picanço

Quantas crianças ainda terão que tomar um remédio para se sentirem enquadradas, pois a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes?

Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.

Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.

Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.

Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.

A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.

Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.

MARCELA PICANÇO

Atriz, roteirista, formada em comunicação social e autora do Blog De Repente dá Certo.
Pira em artes e tecnologia e acredita que as histórias são as coisas mais valiosas que temos.