"Gautama Buda disse: " Não existe um eu. És um vazio, completo silencio, um não-ser"
Sua mensagem encontrou uma forte oposição em todas as tradições porque todas dependiam de uma ou de outra forma da ideia de um "eu". Podem ter diferenças a respeito de um ou de outro ponto, mas havia um ponto em que todas estavam de acordo; e esse ponto era a existência de um "eu". (...)
Buda não faz nenhuma diferença entre o eu e o ego; e não tem mesmo. Fazer alguma distinção só é sofisticado, ginástica linguística;(...) Mas o eu é simplesmente outro nome para o ego. Só está mudando de nome, não está acontecendo nenhuma transformação no ser.
A mensagem de Buda é tremendamente significativa: és um vazio; não há nenhum ponto nele em que possas dizer: "eu".
Se olha desta visão, quando digo: " Dissolvam-se na existência", simplesmente estou dizendo o mesmo com termos mais positivos. Buda dizia de tal forma que muita gente parava, porque naturalmente surgia a seguinte pergunta: " Se não há um eu, porque preocupar-se? O que é necessário alcançar? Se se trata somente se saber que não se é.
Toda uma vida de disciplina, um grande esforço de meditação, e o resultado é que não és? Esse resultado não vale a pena! Ao menos sem meditação, sem disciplina tens a sensação de ser.
Pode estar equivocada, mas ao menos não te sentes oco, vazio. Como vai viver sabendo que não és.
Do nada não pode vir o amor, a compaixão, não há possibilidade de nenhuma coisa. Do nada só provém o nada.
Por isso, os oponentes de Buda, descrevem seu método como um tipo de suicídio espiritual; muito mais perigoso que o suicídio comum, porque no suicídio comum você sobreviverá, tomará uma nova forma, um novo nascimento. Mas com Buda, cometerás o suicídio total, a aniquilação.
Já não sobrará nada de ti, e nunca mais voltará a se ouvir falar de ti, nunca mais voltará a te encontrar.
Em primeiro lugar, você nunca foi.
O budismo morreu na Índia e uma das principais razões foi a formulação que Buda fez da sua filosofia. Posso entender porque insistia tanto nas negações, porque todas as demais filosofias eram positivas e seu positivo fortalecia os egos cada vez mais. Vendo que o positivismo vai te dando idéias egoístas e que são um obstáculo entre você e a existência; Buda então foi ao outro extremo; Para impedir isto, se foi ao outro extremo. Para impedir esta possibilidade, se fez completamente negativo.
Não pode se queixar dele, porque as ideologias positivistas te colocam em uma situação estranha: tens que deixar o ego para encontrar a Deus, tens que deixar o ego para converter-se em Deus, tens que deixar o ego para a libertação última; Libertação de quem? A libertação de ti mesmo.
Portanto, se tratava de alcançar algo e as realizações sempre são do ego. Existe um objetivo e o objetivo sempre é do ego. Vendo isto, Buda disse:"Não existe o eu. Não existe nada ao alcançar e não há objetivo a se conseguir. Nunca existiu, não existe e não existirá; Só podes imaginar, só pode sonhar que és". (...)
Muitos vieram até Buda e foram embora, porque não podiam fazer do nada o objetivo da sua vida, para que? Tanta disciplina e tantos problemas para entrar em meditação só para descobrir que não és...um tipo estranho este Gautama Buda. Somos bons tal como somos, para que cavar tão fundo para descobrir que não há nada? Mesmo que estejamos sonhando, ao menos existe algo.
Minha aproximação é a mesma, mas por um angulo diferente. Eu os digo que não tens um eu, porque são parte do Universo. Não são nada. Só o Universo pode ter um eu, só o Universo pode ter um centro, só o Universo pode ter uma alma. Minha mão não pode ter uma alma, meus dedos não podem ter uma alma; só a unidade orgânica pode ter uma alma. E nós só somos partes. Somos, mas só somos partes. por isso não podemos pretender ter um eu.
Por isso Buda tinha razão - não existe um eu - mas assim não ajudava as pessoas, porque não podiam decifrar as implicações desta afirmação.
Eu os digo: Não tens um eu, porque são parte de um grande eu, e da totalidade; Não podem ter um eu próprio e separado. Isto afasta a negatividade e não te dá o desejo de ser cada vez mais egoísta. Assim, se evitam ambos extremos e se encontra uma nova aproximação: O Universo é, e eu não sou. Qualquer coisa que se passe e se pareça estar em mim, ser eu, no fundo é universal.
Chama-la de eu, é fazê-la demasiado pequena. Isto é que a torna falsa; não corresponde a realidade. Chama-se de "eu" a torna irreal, porque o eu só é possível se és totalmente independente; e você não é. Não és independente nem durante uma só respiração. Não és independente nem por um momento do sol, da lua, das estrelas. A totalidade está contribuindo a todo momento. Por isso você existe!
Reconhecer isto não é uma perda, é um ganho; e sem dúvida não é uma ganancia egoísta. Se podes ver o sutil que és... é uma tremenda realização entender que és parte da totalidade, que a totalidade te pertence e você a ela. E sem dúvida, apesar de tudo não há nenhum rastro de um "eu"!
Esta é uma das compreensões mais belas, que não estamos separados; não estamos separados das montanhas, nem das árvores, nem do oceano, nem de nada. Todos estamos conectados, entrelaçados em uma unidade. Em relação a estes aspectos, há um completo silencio e vacuidade. Mas esta vacuidade não está vazia. Podemos esvaziar esta casa, podemos tirar todos os móveis, tudo que há na casa, e qualquer um que entre dirá: A casa está vazia. Isto é uma forma de ver, mas não é a forma correta.
A forma correta é ver que agora a casa está plena de vacuidade. Antes existiam impedimentos à vacuidade, estava cortada em pedaços porque havia tantos móveis e tantas coisas que não permitiam ser una; agora é una. A vacuidade também é. É existencial; isto não significa que não seja.
Alguém vazio de ciúmes, está pleno de amor; alguém vazio de estupidez está pleno de inteligência; Cada vacuidade tem sua própria plenitude; e se não chegas a ver a plenitude que vem com a vacuidade de maneira certa e absoluta, então estás cego.
Não existe um eu.
E isto é um grande alívio.
Não tens que amá-lo, não tens que detestá-lo, não tens que aceitá-lo, nem rechaçá-lo; não tens que fazer nada, simplesmente não está ali. Pode relaxar e nesse relaxamento reside o fundir-se no Universo.
É bastante inteligente que neste momento, onde existe grande comoção e lamento nacional ocasionados pelos últimos acontecimentos políticos, você mantenha determinada distancia energética do que vem ocorrendo.
Não estou dizendo para se fazer de alienado. Não é isto. Entenda bem o que essas palavras tentam transmitir. É importante que você acompanhe o desenrolar das coisas e, se for a sua vontade, que participe de atos que julga ser conveniente para o momento. Mas, lembre-se que a intenção que está por trás de qualquer ato, pensamento ou ação, é a energia predominante, e todos os seus desencadeamentos virão a partir dela.
Lembre-se que ódio só gera mais ódio. Revolta só atrai mais energias que ressoem com essa revolta, assim como indignação só atrai mais experiências que se afinem com ela mesma. Toda e qualquer energia é atraída e aglomera-se por afinidade.
Se essa vibração densa que está sendo destilada na psicoesfera do Brasil fosse substituída por esperança, amor, paz e justiça, os problemas se dissolveriam de forma natural, harmônica e relativamente rápida.
A lei da afinidade é tão precisa quanto a da gravidade. Se você se jogar do 13º andar de um prédio, ninguém ousaria a duvidar que o seu corpo cairá no chão e que, provavelmente, você não sobreviveria, salvo algum milagre. Da mesma forma, e com a mesma exatidão, ocorre com a lei da afinidade energética. Isto é, continuar vibrando no medo, na raiva, no revanchismo e na descrença, inevitavelmente atrairá mais disto tudo para a sua vida. E, se o coletivo continuar vibrando assim, esse mesmo coletivo estará atraindo tais experiências para essa nação, assim como ocorreu antes.
Pessoas estão colocando em seus perfis a bandeira desta nação tingida de preto, com mensagem de luto, e com a substituição das mensagens originais pelas suas opostas. Um ato simples, até mesmo inocente, mas que possui uma vibração extremamente densa, pois a bandeira nacional é um arquétipo. Ela tem força e poder, e fazer isto é usar o seu poder de criação para construir o que lá está descrito.
Eu sugiro, portanto, que você mantenha a sua vibração elevada, pois, de alguma forma, mesmo que isso ainda não esteja aparecendo, o planeta está passando por uma grande faxina. A luz está sendo direcionada para tudo aquilo que estava no escuro e, por isso, muita sujeira tende a sair dos becos até então escondidos. A faxina apenas começou, e não tenha nenhuma duvida disto, todos que aqui estão terão que participar dela.
Eu não sou contra eles, mas sou a favor da justiça. Não vou lutar contra a impunidade, eu serei sempre justo. Não vou contra a corrupção, eu serei um portador da verdade e da honestidade. Eu não sou contra nada, porque ir contra algo significa conflito e separação, ou seja, duas forças opostas que se desgastam e drenam as suas energias até perceberem que uma não pode vencer a outra. Lutar vai contra as leis do universo. Luta é conflito, e o conflito em si mesmo só pode gerar mais conflito. Reagir significa dar vida para a energia que iniciou algo, e isto é bem diferente de agir. Reação significa atuar na periferia, e não no centro; e a solução só pode existir no centro, nunca na periferia.
Como Enstein dizia: “Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o gerou.”
O que fazer então?
Faça o seu melhor. Seja o exemplo. E, principalmente, não caia nas armadilhas do julgamento, pois isso não cabe a você. Lembre-se que a causa versus efeito também é uma lei, e ela não falha nunca.
Posicionar-se, na minha opinião, é isso. A escolha consciente de estar na luz.
Oi gente, Ao ver esse vídeo e ao ler o texto abaixo comecei a me questionar sobre vários aspectos e posso dizer que foi um longo bate papo comigo mesmo. Fiquei pensando nas seguintes perguntas: - Estou sendo a mudança que quero ver lá fora? - Estou em estado de presença ou perdida no limbo do esquecimento? - Por que não mudo??? Convido vocês a fazer um lindo resgate junto comigo:o de resgatar nossas partes perdidas - o resgate de nós mesmos! Topam??? Beijos no coração Namastê
J.Krishnamurti - Por que você não muda? Qual seria sua Resposta?
por Tereza Cristina Pascotto
Não sou nada sem mim! Esta é a frase que muitas pessoas
poderiam dizer pelas sensações de vazio que experimentam, caso não se
mantivessem inconscientes de uma condição interna de real ausência.
O pior tipo de abandono que podemos sofrer em nossa vida é o
abandono que cometemos contra nós mesmos, é quando nos abandonamos por completo
e fugimos da realidade, nos ausentando, nos alheando e nos deixando viver no
limbo do esquecimento.
É impressionante constatar o número de pessoas que “não
estão em si mesmas” e que estão vivendo em realidades paralelas de vários tipos
e condições, e que estão vivendo no limbo do alheamento ou no limbo do
esquecimento. O do alheamento pode ser transitório, é onde as partes de almas
ficam sem perder totalmente a consciência de si mesmas, mas ficam vagando neste
lugar onde nada existe, pois é melhor do que estar “acoplada” à sua expressão
humana desequilibrada. O do esquecimento é mais sombrio e com potencial de
sugar as almas para que fiquem prisioneiras ali por “toda a eternidade”, é um
lugar para o qual muitas almas fogem ou são lançadas, quando a dor existencial
é insuportável, quando vivem com uma mente perturbada demais.
Muitas pessoas sofrem deste tipo de abandono e vivem se
queixando de serem rejeitadas e abandonadas pelos outros. Mas como essas
pessoas podem desejar que os outros queiram estar em sua companhia se nem elas
mesmas conseguem isso? Se nem elas suportam conviver consigo mesmas, fica
impossível que os outros consigam.
Além do mais, se uma pessoa se abandona, ela “não está
nela”, não há de verdade “alguém dentro dela”, somente há uma expressão humana
em sua fisicalidade (e isto é inquestionável), há uma intensa expressão de uma
mente dominadora -acoplada ao físico- funcionando em hiperatividade 24h por
dia, fazendo com que todos acreditem em sua (falsa) presença, e uma expressão
fraca e mórbida de seu corpo emocional todo deformado e definhado, quase
inexistente em expressão, de tanto sofrimento. Mas toda esta performance de
pseudo-presença não basta, pois as pessoas sentem, intuitivamente, mesmo que
inconscientemente, que aquilo é apenas encenação... sentem que falta algo na
pessoa. Este “faz de conta que estou viva e estou aqui”, não é suficiente para
que, mesmo que as pessoas a vejam fisicamente e a percebam por ter uma mente
ativa e tagarela, esteja realmente presente em todos os seus corpos. Apesar de
toda esta tentativa de se enganar e enganar aos outros, ainda assim, falta a
sua essência... ah, esta não está ali, não há a plena expressão de sua alma na
pessoa, há somente uma expressão parcial de sua alma. E quando uma pessoa só
conserva uma parte de sua alma somente para sobreviver, mas nunca para ser um
ser vivente de verdade, essa parte da alma somente tem poder para suprir a
pessoa em suas necessidades vitais básicas, o que significa que é muito
insignificante para dar à pessoa um ar de real presença.
Desta forma, quando uma pessoa se abandona ela desloca uma
grande parte de sua alma para um lugar onde ficará bem distante das dores
humanas que experimenta, alheando-se e se entorpecendo.
Isto poderá ocorrer
apenas com a parte da alma fugindo para um lugar mais neutro, dentro de uma
realidade paralela e, neste caso, a condição não é tão destrutiva. Porém, o
pior é que muitas destas pessoas, não suportando mais viver, à medida que
amadurecem – justamente por não estarem em si mesmas, esta ausência faz com que
não tenham força e poder para lidar com a vida -, acabam expulsando sua parte
de alma que está no lugar neutro na realidade paralela e a conduz ao limbo do
esquecimento. Este é um lugar sombrio, sem vida, solitário, mas um lugar onde a
dor “não existe” e, neste limbo, a parte da alma fica apenas vagando... Sem
destino e sem nunca chegar a lugar algum.
Quando esta parte da alma se projeta
para o limbo, nada dela existe na sua expressão humana que está na vida, a qual
está em busca de trabalho, amor, aceitação, experiências gerais que fazem parte
de uma realidade humana. Neste contexto, esta pessoa vai buscar muito, tudo
aquilo que acredita desejar realizar em sua vida, mas nada conseguirá
manifestar de verdade, pois ela não está com sua parte de alma, a parte de
essência que lhe dará a força e o real poder para suas conquistas.
Sua vida
será de “muitos desejos e intenções” e, obviamente, de muitas ilusões e
fantasias, porém, de muito sofrimento também, pois nunca conseguirá alcançar
seus objetivos. Lutará muito, ficará exausta após vários anos buscando sem
nunca encontrar e, no final, se sentirá totalmente fracassada e impotente.
Se não há “ninguém em casa”, a vida nunca a encontrará para
lhe oferecer oportunidades reais, o Universo não a perceberá para lhe oferecer
as dádivas que sua alma tem para receber, as outras pessoas nunca a encontrarão
ou, caso esbarrem nela e a enxerguem por pouco tempo, logo esquecerão dela,
pois este tipo de pessoa nunca está presente e é fácil esquecer dela. Se esta
pessoa não se manifesta com real presença, os outros não a consideram e não a
respeitam como se deve respeitar um ser humano. Ela se torna invisível, ou
melhor, é visível apenas na superfície, mas quando alguém se aproxima dessa
pessoa pelo que vê na superfície, logo depara com um vazio, como se o que vê é
apenas uma casca de um fruto oco. Se não há ninguém de verdade “dentro” dessa
pessoa que se mostra fisicamente, mas não existe de verdade, quem conseguirá
realmente se relacionar com ela? Somente outros ocos por aí... Só que “oco com oco” nunca dá em nada ou só
reproduz condições e experiências ocas. Até mesmo profissionalmente suas
condições ficam precárias. Essa pessoa pode ter todo o potencial sagrado para
ser a profissional-alma que ela pode ser, porém, se justamente essa parte
essencial e divina do seu ser, partiu para longe, também foi com ela tudo o que
há de melhor e mais poderosamente vibrante em seu ser. A profissional-alma
partiu, o que restou foi a profissional-ego, que é só fachada, é só barulho e
faz de conta, mas que não está de verdade capacitada para nada, pois seus
potenciais reais foram embora. O mesmo ocorre em sua vida amorosa e em tudo em
sua vida.
Assim, essa pessoa é pura ausência tanto para si, quanto
para as pessoas com quem se relaciona – ela convive com os outros e os
abandonos que sofre não são necessariamente reais, as pessoas podem continuar
ao seu lado, mas também se deslocam energética e psiquicamente, e até mesmo se
deslocam em alma, para longe dela (se não encontram ninguém na pessoa com quem
se relacionam, então vão em busca de algo mais para se sentirem com “alguém”,
mesmo que seja apenas em realidades paralelas) e este é o pior tipo de
abandono. Tudo o que ela vive é a partir desta ausência, o que significa que
esta pessoa não é nada sem ela em sua vida.
Seu ego sofre com isso, mas nunca reconhece que suas
frustrações e fracassos são provenientes de seu próprio abandono. E vive se
queixando que o mundo não o respeita e não o considera, nem o reconhece, e
também que ninguém o ama de verdade. Mas como seria possível alguém reconhecer
alguém que “não existe de verdade”? Se para não sofrer com as experiências de
vida o ego decidiu se abandonar, expulsando essa parte essencial e divina de
sua alma e a jogou no limbo do esquecimento, o que ele acha que vai obter da
vida, não existindo?
O ego “se acha” e acredita que se livrando da parte de alma
que sente, que vive de verdade, que tem impulsos divinos que o movimentariam
para uma vida realmente ativa e cheia de realizações através da alma, poderá
ser o senhor soberano de sua vida, vivendo a partir de seu racionalismo
medíocre e ignorante, montado em falsas verdades, adquirindo conhecimentos desnecessários
e tentando construir uma imagem totalmente falsa de si, projetando nela suas
necessidades insanas, inconsequentes, ilusórias e impossíveis de serem
alcançadas. Esta pessoa nunca será feliz e, com certeza, sofrerá a vida toda
por estar impotente, pois sua única e real potência foi embora. Esta pessoa
sentirá que nunca viveu sua vida de verdade, sentirá que vive uma vida que lhe
foi imposta, como se alguém tivesse lhe entregado um roteiro falso e a tivesse
feito acreditar que esse era o verdadeiro roteiro de sua alma. Este roteiro foi
criado por seu ego, que usou o roteiro da alma como base, mas o distorceu
totalmente, apenas para satisfazer suas necessidades incoerentes e
incompatíveis com o que sua alma se propôs de verdade a realizar em sua missão
de vida. Uma pessoa que vive um roteiro distorcido e totalmente incompatível
com os desígnios de sua alma, nunca será feliz.
Vazia, abandona por si mesma, sem rumo, com um roteiro
insano e falso, nunca haverá paz e satisfação em sua vida. O seu roteiro real
está em posse da parte essencial e divina de sua alma que foi jogada pelo ego
no limbo do esquecimento. Há tantos anos esta parte da alma está vagando sem
rumo e sem ter consciência de quem é de verdade, que esse roteiro vai perdendo
seu valor.
Somente quando este tipo de pessoa tem a coragem de
reconhecer que sua vida está totalmente sem sentido e, finalmente, tem a
coragem de descobrir verdades ocultas profundamente em seu inconsciente – como
estas que exponho -, é que ela pode começar a ter consciência deste
autoabandono e pode começar a compreender melhor o motivo pelo qual nunca se
sentiu plena, porque sempre se sentiu vazia e ausente, como se nunca estivesse
ali, presente em si mesma de verdade. Como ela sempre funcionou a partir do ego
e este mantém a mente hiperativa para que o excesso de pensamentos cause
sensações de agitação e ação –de falsa vida-, o que sempre leva à exaustão e
esvaziamento de energia, esta pessoa dificilmente se dá conta do vazio e da
falta de sentido. Infelizmente, é somente após longos anos nesta condição
doentia, de ausência quase total, em que a pessoa sofre demais e luta contra
constatação dos motivos deste sofrimento, até o ponto em que o sofrimento ganha
a batalha e finalmente a pessoa não tem mais como negar a realidade, é que ela
então percebe os estragos em sua vida, as faltas, frustrações, fracassos e
dores. Somente então é que este ego, exausto e perdido, aflitíssimo para
continuar lutando, busca uma forma de consertar os estragos. Ele nunca
encontrará soluções na superfície, pois as verdades reais sobre este quadro
doentio que alcançou, estão trancadas nas profundezas do seu inconsciente e ele
mesmo fez questão de esquecer.
Somente quando tomada de consciência -de que foi ele mesmo
que decidiu se abandonar, mandando a parte essencial de sua alma para bem
longe, para poder racionalizar a vida, sem ter que lidar com “papos furados de
missão de vida”, e que agora ele está colhendo os frutos dessa decisão-,
acontecer é que poderá começar a encontrar o caminho da dolorosa verdade: que
agora sua alma está bastante sofrida e enfraquecida pelo esquecimento promovido
pelo tempo no limbo, e que detectar e localizar sua alma nesse limbo é parte
essencial desta cura, porém, será necessário todo um preparo interno para que a
pessoa possa estar apta e capacitada para receber tamanha força e poder, além
do que, a alma no limbo, precisará de um bom tempo para ser realmente
alcançada, contatada, orientada, tratada – dentre tantos outros recursos
necessários -, para somente então, ela se preparar para sair do limbo, para ser
levada a um “lugar de cura”, em dimensões apropriadas para isso, para que ela
se restabeleça e então esteja preparada para fazer o caminho de volta, aos
poucos e com muita cautela. Terá também, antes de se “reinstalar” na pessoa,
que fazer contato com a parte humana-ego, que a expulsou, para criarem uma nova
relação, para gerarem alguma compatibilidade mínima para dar a “liga”
necessária para que voltem a se unir. Na verdade, elas nunca se desligaram
efetivamente, há sempre uma ligação energética, pois se houvesse um
desligamento real, isso seria a morte física. Houve uma dissociação, em que
esta parte da alma partiu para longe e se perdeu no limbo.
Mas esta dissociação fez com que realmente estivessem
praticamente desconectadas, descontinuando uma condição que existia quando esta
parte da alma fazia parte da vida da pessoa, mais intensa e ativa, mesmo que
com o ego sempre atrapalhando a interação entre ambas.
A volta para casa é emocionante, porém é muito difícil, pois
além do distanciamento e quase desconexão completa, a pessoa, que passou a
viver plenamente sob o domínio do ego, se transformou em alguém totalmente
incompatível com as frequências que essa parte alma da pessoa carrega e que era
adequada à pessoa, desde que seu ego tivesse deixado sua alma viver ali, em
comunhão com a pessoa. O distanciamento e o domínio do ego fizeram essa pessoa
inventar uma vida totalmente descontrolada, ilusória e frustrante. Seria como
se uma criança expulsasse os pais de casa e passasse a viver sozinha, achando
que sabe o que quer da vida e sabe o que é bom para si. Imaginem o que seria da
vida dessa criança... É o mesmo com o ego, ele expulsa a alma com medo do
domínio dela, e se acha capacitado para criar a vida que bem quiser, só que ele
não passa de uma criança arrogante e pretensiosa. O resultado é esse que a
pessoa percebe agora. Ela pode tentar ainda se iludir por muito tempo,
acreditando que um milagre poderá acontecer e sua vida ser maravilhosa como a
idealizou. E vai sofrer ainda mais.
Algumas pessoas são teimosas demais para se renderem às
evidências e para serem humildes o suficiente para dizerem, para si mesmas, em
voz alta, em frente ao espelho: ok, fracassei, eu me rendo e permito que minha
alma conduza minha vida! Reconheço que não estou em mim, que falta uma parte
essencial de mim e que NÃO SOU NADA SEM MIM! Eu me quero de volta!
Existem pessoas que, após buscarem o autoconhecimento,
acabam conseguindo encontrar estas verdades e ficam, então, conscientes de que se
abandonaram e se esqueceram, perderam-se no limbo do esquecimento. Porém, é
impressionante como apesar de ficarem chocadas e impactadas com esta informação
que recebem, logo passam a um estado de tranquilidade, em que dizem que “sabem
do que estou falando, sabem que tudo faz sentido”. Entrar neste estado de paz é
muito saudável, mas apenas se a pessoa encontra a paz por finalmente “ter se
encontrado” e, na sequência, deseje avidamente se buscar para se resgatar e se
trazer de volta. Mas estou falando do caso em que muitas pessoas, após o choque
inicial, entram neste estado de paz, porque agora sabem o que lhes acontece,
pois o saber sempre traz paz, só que elas somente ficam neste alívio, sem fazer
absolutamente nenhum “movimento” que mostre seu desejo de se trazer de volta.
Elas simplesmente nada querem e nada fazem, o que esbarra e confirma na velha
decisão tomada, inconscientemente, de se expulsar de dentro de si mesma.
Elas não “se querem de volta”, elas só ficam aliviadas por
saberem de seu “paradeiro” – o não saber é sempre muito aflitivo, portanto, o
saber sempre traz serenidade – e não querem resolver essa questão, não se
mostram dispostas a “entrar no limbo” – ou não me pedem para fazer isso, para
elas ou com elas -, na intenção de ressuscitarem a parte da alma que ali está,
para que seja orientada e esclarecida sobre a sua condição (de total
esquecimento de quem é, em essência, sim, esta parte da alma esquece tudo),
para mostrar a ela que é hora de “voltar para casa” e, assim, trazê-la de
volta. Este é um lindo processo, porém, em muitos casos, a parte da alma que
está no limbo do esquecimento está tão inconsciente de si mesma e há tanto
tempo, que é preciso que todo o processo aconteça em alguns passos de
aproximação para que a alma sinta uma presença, para depois em nova entrada no
limbo possa haver um contato com a alma, para então em outro momento haver uma
conversa para que ela receba as informações necessárias para tomar consciência
de sua condição, para então, em outro momento, haver tratamentos e preparações
para que ela, já “convencida” e aceitando as condições, possa ser trazida de
volta. Todo este processo não prepara somente a parte da alma que está no limbo
do esquecimento, mas prepara principalmente a pessoa para ter a coragem de receber
parte de sua essência de volta. Se um dia ela se abandonou e se expulsou, os
mesmos motivos que a fizeram tomar esta decisão inconsciente ainda estão dentro
dela. A tomada de consciência sempre abre portais internos para as inúmeras
possibilidades, inclusive de cura, que a pessoa carrega dentro de si e nem
imagina.
Somente quando a pessoa reconhece que está perdida é que o
real “milagre” poderá acontecer – de várias maneiras, em vários tipos de
contextos de vida, mas sempre é o milagre da alma – e, neste caso citado, o
milagre nada mais é do que o ego reconhecer que há uma ausência em sua vida,
reconhecer que “não existe de verdade” e que falta uma parte essencial de si.
E, dependendo das escolhas que este ego fizer, somente então poderá encontrar
caminhos que o levarão a realizar o “milagre de sua alma”, o milagre da alma
que volta para casa!
É necessário humildade, boa vontade, coragem, perseverança,
esperança e paciência. Tudo isto todos têm de sobra dentro de si, mas se derem
poder ao seu ego, este nunca abrirá mão de sua preguiça para realmente
arregaçar as mangas e partir para uma linda missão: encontrar, resgatar e
receber as partes de sua alma de volta!
Oi gente, Acabei de assistir um vídeo bem bacana e quero compartilhar aqui pra vocês: "Despertar não significa que você despertou, significa que há apenas o despertar. Não há "você" que está desperto, só existe pura consciência. Enquanto você se identificar com um "você" que esteja acordado ou não acordado, você ainda estará sonhando. Despertar é despertar do sonho da existência de um "eu separado", é a revelação que existe apenas consciência." - Adyashant
Não sei se vocês já passaram por algo parecido, mas quando comecei a minha jornada espiritual me sentia um verdadeiro Alien!!!
Parecia que de uma hora para outra passei a ter gostos completamente diferente dos outros.
Foi um giro de 360º graus!!!
Onde antes abominava ficar sozinha, de uma hora para outra passei a preferir estar comigo mesmo do que com os outros, meus assuntos não tinham mais nada haver com os assuntos das outras pessoas e passei a me sentir completamente desinteressada por aquilo que estava girando ao meu redor.
Me sentia sozinha por não ter com quem compartilhar tudo aquilo, mas ao mesmo tempo, minha fé me sustentava era algo tipo alto-suficiente.
Me lembro de ter passado feriados inteiros dentro do quarto devorando livros e mais livros...
Fiquei muito esquisita e vivia a espiritualidade 100% do meu dia.
Passei um bom tempo assim até resolver procurar pessoas que pensavam como eu, comecei a frequentar palestras sobre espiritualidade, fazer cursos e aos poucos fui "encontrando a minha turma" rs.
Hoje as coisas estão mais brandas e acho que estou aprendendo o que é o caminho do meio, pois não adianta a gente ficar vivendo somente o lado de lá uma vez que ainda estamos aqui, não é?!
Hoje não me sinto mais "diferente" dos outros, muito pelo contrário, hoje sinto uma conectividade intensa, sei que eles são espelhos para me mostrar coisas sobre mim mesmo.
Somos todos um!!!
Somos iguais e buscamos a mesma coisa que é "voltar para casa", alguns escolhem caminhos mais longos, trilhas mais tortuosas e difíceis, mas um dia todos irão despertar, cada um na sua hora...
Bom, e para quem está se identificando com isso, segue abaixo alguns conselhos.
Para aqueles que são orientados espiritualmente não é incomum se sentir um pouco desconectado das outras pessoas, a experiência de solidão é quase um subproduto natural do despertar espiritual. Embora possamos estar conectados ao nosso sistema de orientação interna, também podemos nos sentir um pouco deslocados na sociedade moderna onde o materialismo, o consumismo e a negatividade reinam supremos. Se você está passando por um processo de despertar, ou se já passou, então você certamente vai saber o que se sente ao ser rejeitado pelo rebanho.
Dessa forma, como podemos manter um sentimento de unidade com todos se estamos nos sentindo emocionalmente separados?
Aqui estão algumas maneiras úteis de lidar com a solidão do caminho espiritual:
1) A própria realidade é apenas uma peça de teatro na consciência. É tudo um sonho.
Você está sonhando agora. Você não está sonhando no sentido de que o seu corpo está dormindo, mas você está sonhando no sentido de que, quando você morrer, você vai acordar em uma nova dimensão. Você vai perceber que a sua vida e sua jornada foram tudo um grande jogo que foi instalado para que você pudesse evoluir como uma alma. Alimentar e ganhar uma perspectiva como esta, realmente ajuda a lidar com a solidão, porque permite lembrar que a vida é uma projeção de nossa consciência.
Não leve as coisas tão a sério! Aprenda com o sonho, ouça e explore-o, mas não deixe que o conteúdo do sonho segure você.
2) Agir através do amor e não do medo
Não deixe que pensamentos como “Eu sempre vou ficar sozinho”, “Eu nunca vou encontrar um bom grupo de amigos” ou “Eu nunca vou ter alguém com quem me relacionar” dominar sua consciência. O problema de usar o medo como um motivador na vida é que a tomada de decisões através do medo empurra as coisas que queremos para longe. Por exemplo, se temos medo de ficarmos sozinhos, nós realmente atrairemos mais solidão em nossas vidas.
Será que alguém realmente quer ser energeticamente atraído por um campo de energia de medo e auto-piedade?
Crie um espaço de autoconfiança e amor em sua vida, pois o Universo responde àquilo que você transmite.
3) Seguir o fluxo
A vida na sociedade moderna é sempre muito frenética. Mas não há necessidade de pressa e de tentar ganhar a corrida dos ratos. Lembre-se, não há nenhum lugar que você precisa estar, nada que você precisa fazer e ninguém para impressionar. Às vezes causamos ansiedade a nós mesmos mantendo-nos à altura das expectativas que a sociedade nos impõe. Você não precisa de um grupo de 10 amigos que se reúnem a cada fim de semana. Você não precisa de um relacionamento brilhante. Criar expectativas de conseguir uma vida assim só gera estresse e frustração.
Aprender a deixar fluir e relaxar será uma das melhores coisas que você pode fazer para criar uma vida feliz para si mesmo. Siga sua intuição e faça as coisas que vêm naturalmente para você. A vida é sobre uma jornada. Trabalhe com o universo, siga seu coração e mantenha-se aberto às possibilidades.
4) Buscar outras alternativas
Lembre-se sempre, há muitas pessoas espiritualizadas lá fora. Não desanime se você ainda não encontrou nenhuma dentro do seu círculo. Tome uma atitude para com a vida que você quer e procure por novas experiências através de caminhos diferentes. Faça uma aula de yoga ou um curso de terapia alternativa. Junte-se a uma comunidade espiritual local ou até mesmo online. Faça um trabalho voluntário em algum projeto que você acredite que vale a pena. Enfim, deixe todas as suas portas abertas para o novo.
Não é incomum se sentir sozinho ou excluído em nossa sociedade, especialmente se você tem visões e crenças alternativas. Não se sinta mal por isso, a auto-piedade é inútil. Sinta-se feliz por você ter coragem de ser você mesmo em um mundo onde a individualidade é suprimida. Sinta-se animado, contando que seja íntegro você só terá relacionamentos incríveis, há milhões de pessoas que se sentem dessa mesma maneira. Se você estiver disposto a dar um passo pra fora da zona de conforto e fazer essas conexões acontecerem, o universo fornecerá o apoio que você precisa.
(Texto de Steven Bancarz | Adaptado e traduzido por Despertar Coletivo | Via: The Spirit Science)
Hoje Billy estaria completando 26 anos... Há 15 anos ele resolveu passar pro lado de lá, já se passaram muito tempo, mas a sua presença sempre estará comigo. Gratidão por essa alma tão linda ter vivido bons momentos com a gente.
Oi gente, Hoje quero pedir a ajuda de vocês para colaborarem com aCampanha Ajude o Enrique, ele que apóso parto, teve complicações, na qual resultou o quadro de paralisia cerebral. ( abaixo vocês vão encontrar maiores informações sobre seu caso e a campanha). Conheço os pais e criança e no Retiro de Carnaval tive uma vivencia muito forte com a Rosana (mãe dele). Resolvi abrir a minha vivência aqui no blog hoje como um gesto de gratidão por essa família que é puro amor.
Valor do tratamento: US $40,000.00 (40 mil dólares)
PERCENTUAL ATINGIDO PARA O DÓLAR VALENDO R$ 3,00: 46,86%
AJUDE-NOS A AJUDAR ENRIQUE NA TERAPIA COM CÉLULAS TRONCO
Eu, Enrique Alves, nasci na maternidade de São Carlos no dia 02/10/2011 às 20:15. Em decorrência da ótima gestação, tudo indicava que o parto natural seria tranquilo. Mas, houve complicações e foi preciso uma cesariana de urgência. Após meu nascimento, fui transferido para a UTI Neo Natal da Casa de Saúde de São Carlos. Durante minha primeira noite tive crises convulsivas, fui medicado e sedado. Permaneci em coma induzido durante vinte e seis dias, depois fiquei mais quatorze dias na UTI para aprender a respirar sem a ajuda de aparelhos e, antes de ter alta, mais dezesseis dias em observação na pediatria da Santa Casa de São Carlos.
Fui diagnosticado com paralisia cerebral e em função de minha dificuldade para deglutir precisei fazer uma gastrostomia, e devido as complicações neuromusculares, desenvolvi uma escoliose e tenho de utilizar órtese de tronco. Desde o nascimento, faço uso diário de anticonvulsivantes e, além da medicação, tenho o acompanhamento do neurologista, de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapia ocupacional.
Profissionais que cuidam de mim:
Pediatra: Dra Patricia M R Canedo - CRM 72027
Neurologista: Dr Francisco Márcio de Carvalho - CRM 73606
Ortopedista: Dr Marcus Alexandre Mello Santos - CRM 85822
Acumpulturista: Dra Vera Cristina Pezza - CRM 88178