terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Depoimento Ayahuasca: Conheça a planta que te conecta ao Universo



Olá, tudo bem?
Hoje quero falar sobre a minha experiência com a Ayahuasca, planta de poder utilizada no Xamanismo. Sei que é um grande desafio falar sobre uma experiência tão transcendental como esta, mas a idéia é trazer pelo menos um pouquinho da vivência.
Não vou entrar em detalhes técnicos do chá, pois estes são facilmente encontrados na Internet. Só quero desde o início deixar claro que a Ayahuasca não é considerada uma droga, sendo inclusive permitida por lei.
“Após 18 anos de estudos, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas[36] do Brasil retirou, em 23 de novembro de 2006, a ayahuasca da lista de drogas alucinógenas definitivamente. A ayahuasca já havia sido excluída desta lista em caráter provisório desde setembro de 1987.[37]” Fonte Wikipédia

Esta é uma planta de grande poder espiritual. Em uma das minhas aulas de Kabbalah, o professor falou que levou o rabino dele para tomar o chá, e ele mesmo confirmou este grande poder que a planta tem para nos conectar ao divino.
A força da Ayahuasca me chama faz muito tempo. Desde que fiz meu processo intensivo de Kabbalah e Bioenergética, meu professor me fala da planta. Depois de algumas sessões, ele falou que eu estava preparado, mas no dia do ritual, acabei não indo. Acho que o Universo estava guardando algo…
Um pouco depois, um outro amigo veio me falar da planta. Lembro que ele me ligou, e enrolou bastante para me falar, pois acho que ficou com medo de eu achar que era coisa de louco ou algo assim. Mal sabia ele que eu já conhecia… =) Quando falei pra ele que já tinha me ligado que era a Ayahuasca, ele falou logo o que ele queria e me chamou para tomar. Mas ainda não era a hora…
Bons anos depois, comecei finalmente um curso de Xamanismo, que é um assunto que eu já estudava faz muito tempo, mas até então no campo teórico.
Recentemente resolvi entrar de vez no mundo das plantas de poder. Precisei de algumas aulas para me abrir para o Rapé, e a experiência foi ótima, descrevi um pouco neste post. Hoje já tenho meu próprio Rapé, e utilizo em casa em minhas meditações.
Durante o curso, alguns rituais com a Ayahuasca aconteceram, mas eu ainda assim não tinha ido.
Um belo dia, o professor falou que ia ter um ritual que os índios iriam conduzir.
Uau! Pensei eu. Sem dúvida chegou a hora! Nada como conhecer a planta com os grandes detentores da medicina conduzindo o ritual.
Confesso que estava muito apreensivo. Eu particularmente não gosto nem um pouco de vomitar, e o que eu mais ouvia eram histórias de pessoas que vomitaram até as tripas.
Resolvi deixar isso de lado, pois se eu tivesse que vomitar, pelo menos já sabia que não seria o único. rsrs
O dia chegou… Cheguei mais cedo no local, e só haviam algumas pessoas com as quais eu comecei a trocar experiências, pois elas já haviam tomado.
Estava chegando a hora do ritual, e as pessoas começaram a entrar e pegar os seus lugares. Eu escolhi um perto da saída, só para o caso de acontecer alguma “tragédia”.
Os índios chegaram. Eram três índios da tribo Huni Kuin, o Bainawá Inubake a Same Putumi e o Keã Inubake. A energia deles é incrível, e eu como gosto deste contato com a natureza, praticamente senti o espírito da floresta entrando com eles.
Começaram com o Rapé. Eu estava querendo focar no efeito da ayauasca, então não tomei. Fizemos uma roda de abertura dos trabalhos com um lindo canto indígena, e em seguida abriram a primeira dose do chá.
Chegou a minha vez… Fui tomar, e o Bainawá Inubake perguntou o meu nome. Ele perguntou se eu estava acostumado com a planta, e eu falei que era o primeiro contato, então ele deu uma dose menor.
Eu tomei e, surpreendentemente, gostei bastante do gosto. Estava na expectativa de ser um chá com o gosto muito ruim, mas no final é bem tranquilo.
Sentei, e não sentia nada… Estava quase indo lá perguntar onde estavam os efeitos, quando finalmente a força veio.
Eu fechava os olhos e via caveiras e espectros, imagens bem feias, mas lembro que não fiquei com medo. Com o tempo, às imagens foram ficando mais bonitas.
Abriram a segunda dose, e ele perguntou quem queria tomar. Eu já levantei correndo e fui. Esta sim foi bem servida e estava muito mais amarga do que a primeira.
Quando veio a força da segunda dose, a energia foi incrível! É difícil explicar, mas meu corpo não parava. Mesmo deitado, as minhas pernas batiam fortemente os joelhos como se fosse uma batida de coração. Eu mudava de posição, e outra parte do corpo começava a mexer.
Resolvi sair um pouco, e a energia era tanta que eu quase sai pulando, era como se tivesse tomado o suquinho gami rsrs
juice
Voltei pra sala, e percebi que era o canto dos índios que fazia meu corpo dançar. É como se as musicas chamassem o espírito da planta.
A sensação era magnífica. Desde o inicio pedi para a planta me ensinar o que eu precisava aprender para evoluir. E eu fui entendendo o recado…
Estava com uma das melhores sensações que senti na vida, ouvindo aquelas musicas e trabalhando com o espírito da planta, mas o mais surpreendente estava por vir…
Quando fomos chegando no final, os índios chamaram novamente para a roda, para que pudéssemos fechar o trabalho.
Demos as mãos e eles começaram a cantar. Eu senti uma energia muito forte chegando no meu corpo, lembro que começou a ficar tão forte que quase sai da roda, quando então veio um clarão com um barulho, como se fosse aquela estática das TVs antigas.
giphy
Quando me dei conta, estava caído no meio da roda. Abri o olho e a sensação imediata foi que eu tinha me teletransportado pra lá. Fiquei tentando entender e quis levantar, mas é como se a planta não quisesse que eu fizesse isso (talvez o que ela queria é que eu ficasse no meio da roda mesmo). Fiquei lá espatifado no chão, e o canto continuava. Quando a roda se abriu, eu levantei tentando entender o que aconteceu.
Ouvi dizer que esta poderia ser a “morte xamânica”… O que eu sei que foi realmente uma sensação incrível. Apesar de ter ficado um grande período de tempo sem comer e sem dormir, no final do trabalho eu não estava nem com sono e nem com fome.
Peguei a estrada e vim pra casa normalmente. Até iria passear com o cachorro, mas como estava chovendo, resolvi ir dormir.
Esta foi uma experiência única e maravilhosa. Ainda estou processando tudo o que aconteceu, e sinto que a planta está trazendo ainda alguns aprendizados.
Seguimos aprendendo e evoluindo.
Namaste _/\_


Extraído do site:
http://www.vivaoseuproposito.com/conheca-a-planta-que-te-conecta-com-o-universo-2/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Deus é a força na qual eu confio

Bom dia gente!!!

Hoje acordei com uma paz indescritível, uma força me falando: "está tudo certo ", dai quando entro no carro e ligo meu rádio ouço um lindo áudio do Ucem dizendo:

DEUS É A FORÇA NA QUAL EU CONFIO

Então pra começar bem uma Segunda Feira chuvosa, nada melhor do que ouvir essa meditação/exercício/reflexão profunda.

Busque essa paz dentro de você e sinta como é bom viver descansando em paz.

Beijos no coração 

Namastê


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

SER QUEM VOCÊ É



Oi gente,

Ontem, estava conversando com uma pessoa sobre relacionamentos quando aconselhei varias vezes ela a ser quem ela é, com todos seus medos, fragilidades, dúvidas, defesas, enfim ser quem ela é sem máscaras para ser leal com ela mesmo.

Dai hoje vejo o novo vídeo da Flavia Melissa falando exatamente sobre isso!!!

Estou impressionada com a sincronicidade que ando tendo com algumas pessoas, creio que estamos conectados na mesma onda, na mesma vibração e a sincronicidade é a prova física disso tudo.

Nem vou continuar contando o resto dessa conversa com a minha amiga porque senão serei repetitiva, assistam esse vídeo:



Beijos no coração

Namastê

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O misterioso poder da ayahuasca

O misterioso poder da ayahuasca

Correntes espirituais e ciência motivam expansão do uso dessa infusão na Europa

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Jaume V. começou a consumir pasta base de coca já na maturidade. Estava com 47 anos e havia sido diretor-geral de várias empresas. Seu negócio quebrou, ele passou por um divórcio, e então os problemas começaram. Juntou-se com quem não devia e sua vida se foi lentamente pelo ralo. Giovanna Valls (Paris, 1963) passou em poucos anos de cheirar uma carreira de heroína numa festa de Parisa se acabar atirada no antigo bairro de Can Tunis, em Barcelona, enquanto alguém lhe espetava uma agulha no braço. Durante sua queda, sobreviveu cometendo furtos em shoppings e contraiu o vírus da AIDS, tuberculose e hepatite. Em 2004, quando já era para alguém estar gravando seus nomes em alguma lápide de cemitério em Barcelona, suas vidas se cruzaram em um pequeno povoado às margens do rio Mapiá, no Amazonas. Esgotadas todas as vias tradicionais de reabilitação, eles decidiram participar de um tratamento experimental para a cura de vícios através da ayahuasca. Durante oito meses, consumiram o chá de forma controlada com um grupo de indígenas e outros pacientes da Espanha. Vários fatores devem ter influenciado, mas o fato é que ambos se salvaram.
Desde então, Jaume e Giovanna, escritora e irmã do primeiro-ministro da França, Manuel Valls, tomam ritualmente e de forma periódica essa droga alucinógena cujo uso disparou nos últimos anos na Europa – normalmente por pessoas de perfil sociocultural elevado –, por causa da expansão de correntes espirituais como a meditação. A ayahuasca é uma espécie de infusão que resulta da fervura em água de um cipó amazônico chamado Banisteriopsis caapi (ou cipó-mariri) e de plantas que contêm a substância química DMT, que induz às visões. Separadamente, eles não têm nenhum efeito, mas juntos induzem a estados alterados de consciência que igrejas amazônicas como o Santo Daime utilizam com fins religiosos e espirituais.


A escritora Giovanna Valls na sua casa, em Barcelona. / C. BAUTISTA

Foi a ferramenta da qual eu precisava depois de tantas clínicas e desintoxicações", conta Giovanna Valls
Entretanto, além da esfera ritualística — há cerimônias todos os finais de semana em cidades como Madri e Barcelona —, essa droga expõe também lugares de informação do inconsciente e outras áreas do cérebro que facilitam alguns tratamentos psiquiátricos contra transtornos como dependências, depressão e estresse pós-traumático. As últimas pesquisas, em grande parte realizadas na Espanha — onde o consumo transcorre num limbo jurídico —, deram início à exploração dessa substância pela via científica.
Josep Maria Fábregas, psiquiatra especialista em dependências e diretor da clínica CITA (Centro de Pesquisa e Tratamento de Dependências, na sigla em espanhol), conheceu a planta há mais de duas décadas durante uma viagem à selva amazônica. E aquilo derivou em importantes estudos sobre seus usos terapêuticos, publicados em revistas como Drug and Alcohol Dependence e PLOS One. “Na clínica CITA nunca utilizamos essa substância. Mas meus estudos pessoais na Amazônia me permitiram observar que ela tinha aplicações para casos refratários a terapias convencionais. De uma forma muito artesanal, introduzimos a possibilidade de que pudesse se tornar uma opção terapêutica. Os resultados nos animaram mais, e acabou sendo criada uma estrutura profissional onde essas capacidades podem ser aproveitadas”, afirma. Assim foi criado o IDEAA (Instituto da Etnopsicologia Amazônica Aplicada), uma espécie de clínica/acampamento em plena bacia do Amazonas onde 150 pacientes já passaram várias temporadas recebendo uma terapia alternativa. Lá Valls escreveu o livro Aferrada a la Vida (inédito no Brasil), em que narra sua experiência. “[A ayahuasca] foi a ferramenta da qual eu precisava depois de tantas clínicas e desintoxicações. Abriu um canal no meu cérebro e me permitiu enxergar a mim mesma e começar pelo perdão”, diz Valls no jardim da sua casa, em Barcelona.


Cipó com o qual se prepara o chá de ayahuasca.

A ayahuasca não é uma droga recreativa, e seu consumo na Espanha se encontra num limbo jurídico
Os resultados nos demais pacientes foram “muito alentadores”, segundo Fábregas. Mas não há dados precisos sobre o percentual de sucesso. Jaume V. recorda que 14 das 16 pessoas que conviveram com ele durante três meses, 10 anos atrás, recuperaram uma vida normal longe do vício (uma das 16 morreu, e da outra ele perdeu o contato). “Em psiquiatria utilizamos fármacos de 60 anos atrás. O Prozac está há 40 anos no mercado, o Valium há 60… Continuamos tratando sintomas e sendo incapazes de modificar as situações de base. As substâncias que induzem a visões poderiam ser uma opção para isso. Hoje em dia estão sendo iniciados estudos em muitos países para a implementação dessas técnicas como terapia.”
Jordi Riba, doutor em farmacologia e chefe do grupo de Neuropsicofarmacologia do Instituto de Pesquisas do Hospital de Sant Pau, em Barcelona, há 20 anos estuda a ayahuasca. Acaba de colaborar num estudo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatriano qual essa substância foi administrada a pacientes com casos de depressão refratários a tratamentos convencionais. Os fármacos tradicionais demorariam duas ou três semanas para fazer efeito, ao passo que, nos casos citados, algumas horas após a aplicação de uma dose única já se observava uma notável melhora, que se manteve por até 21 dias. Diante desses resultados, a droga começou a ser usada também em casos de estresse pós-traumático e na reabilitação de detentos em prisões brasileiras.


Local onde se encontrava o acampamento de reabilitação do IDEAA
Parte da explicação desses resultados é que o alcaloide principal dessa mistura acessa o cérebro e se une a proteínas que estão em alguns neurônios. Isso ativa determinadas áreas cerebrais situadas na fronteira entre a parte emocional e a cognitiva, o que se traduziria na capacidade de recuperar lembranças com um elevado conteúdo emocional e poder observá-las com certo distanciamento. “Obtivemos uma imagem de ativação do cérebro no córtex frontal, a amígdala e o hipocampo. Essas áreas se encarregam do processamento emocional, da memória e da inter-relação da informação emocional com a cognitiva. E, durante os efeitos, conforme pudemos ver nos exames de varredura antes e depois das sessões, há um aumento da transferência de informação entre essas áreas”, explica Riba.
A ayahuasca não é uma droga recreativa. Segundo o mais recente estudo do psicólogo e especialista em farmacologia José Carlos Bouso, a idade de início gira em torno dos 35 anos, e o usuário não busca novas sensações, e sim respostas a traumas ou a problemas mal resolvidos. Mas os efeitos da ayahuasca são muito poderosos. É impossível tomar essa substância sem alguém que supervisione a experiência. Até agora, as poucas mortes registradas nunca foram causadas por seus efeitos, e sim por acidentes resultantes do consumo em um ambiente que não era seguro. “Na América do Sul, também houve alguns casos de intoxicação, mas é difícil saber exatamente o que foi ingerido. Também pode haver interações perigosas com outros medicamentos que alguém possa estar tomando. Foram descritas reações de medo e pânico durante a experiência. Além disso, há certo aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, por isso alguém com problemas cardíacos não deveria ingeri-la”, alerta Riba.


O farmacologista Jordi Riba e o psiquiatra Josep Maria Fábregas. / C. BAUTISTA

Segundo os últimos estudos, ela propicia a recuperação de lembranças com alto conteúdo emocional, que podem ser observadas com certo distanciamento
Fora do ambiente científico, o uso da ayahuasca apresenta muitas ambiguidades jurídicas. A ONU, através do Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes (INCB, na sigla em inglês), não regula a droga. No entanto, a substância DMT, contida na ayahuasca, é criminalizada. A França é o único país onde a droga é proibida, mas não por seus efeitos, e sim por seu vínculo a uma seita. Em países como Brasil, EUA e Holanda, é reconhecida por seu uso religioso e, na maioria, como na Espanha, encontra-se em um estado de limbo jurídico. Desde 2009, houve cerca de 40 prisões no país depois que alfândegas espanholas interceptaram recipientes com a substância. No entanto, apenas um caso levou a uma condenação (com um acordo do réu com a promotoria para evitar a prisão). Na maioria das vezes, são pessoas que queriam fazer uma cerimônia e a polícia intercepta o envio do pacote, apresentando-se nas residências como um agente dos correios. Ao assinar a entrega do pacote, a pessoa é presa.
Uma cerimônia – a Catalunha é um dos epicentros na Espanha – consiste em um encontro de pessoas de meia-idade, muitas vezes todas vestidas de branco, reunidas em um fim de semana para tomar essa infusão. Geralmente, há um guia (muitos viajam expressamente para formalizá-las) dirigindo o ritual e alguns presentes que monitoram para que todos estejam bem (os chamados fiscais). Os participantes fecham os olhos e ficam cerca de seis horas fazendo o trabalho sem falar com ninguém. Benjamin De Loenen é o diretor-executivo da ICEERS, uma fundação que promove a pesquisa sobre plantas com propriedades psicoativas de uso tradicional e a potencial integração como ferramentas terapêuticas. “A ayahuasca é usada na Espanha há 25 anos, isso não é novo. Mas agora ficou mais conhecida. Há um interesse em fazer trabalhos [assim é chamada uma sessão] de autoconhecimento, e [as pessoas] frequentam cada vez mais essas cerimônias. Mas permanecem sendo grupos privados onde as pessoas participam. Não é um fenômeno muito comercial.” O avanço significativo, no entanto, pode ser visto em seu aspecto médico e farmacológico. E, acima de tudo, no estranho fato de que uma droga ancestral da Amazônia entre na Europa do século XXI.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A escuridão não existe por Osho

Oi gente,

Hoje trouxe um texto grande, mas que VALE MUITOOOOO A PENA LER!!!

Esse texto do Osho é maravilhoso, ele utiliza uns exemplos bem simples que nos faz entender perfeitamente o Despertar da Consciência.

Beijos no coração

Namastê





Eu estou tateando no escuro. Osho, você poderia tirar-me disso?

"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem. Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo.

Se você quiser espirrar, você terá que espirrar, eu não posso fazer isso por você. Se você quiser assoar o nariz, você que terá que fazer isso, eu não posso fazer por você. Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não será muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.

Alguma vez você já observou uma criança tentando abrir à força um botão de flor? O botão pode ser aberto, mas não será uma flor, alguma coisa ficará faltando, algo de grande significado. A alma estará faltando. A flor tem alma quando ela floresce espontaneamente, daí ela tem vida. Quando você a força, você a destrói. Tudo que é belo na vida pode apenas acontecer; não pode ser feito.

Existe uma bela história sobre um mestre Zen, Joshu:

Um dia, Joshu caiu na neve e gritou 'Ajude-me! Ajude-me!'

Um discípulo de Joshu aproximou-se e deitou ao seu lado.

Joshu riu, levantou-se e disse ao discípulo: 'Certo! Perfeitamente certo! Isso é o que eu estou fazendo com você também.'

Joshu tinha caído na neve e gritado, 'Ajude-me! Ajude-me!' Mas não havia necessidade alguma. Se você caiu, você pode se levantar. A mesma energia que fez você cair, consegue fazer você se levantar. A pessoa que não consegue se levantar, não consegue nem mesmo cair. A mesma energia que o leva a se perder, pode trazê-lo para casa. A pessoa que não consegue voltar para casa, não consegue também se perder, porque é necessário energia.

A mesma energia que faz de você um pecador, pode fazê-lo um santo. Na verdade, ser um pecador é mais complexo, mais difícil, mais trabalhoso. Ser um santo não é complexo nem trabalhoso. E ser religioso definitivamente não é trabalhoso. É a mesma energia! Você está mantendo os seus olhos fechados, e despendendo muita energia para mantê-los fechados. 

A mesma energia que os está mantendo fechados, se relaxados, irá ajudá-los a se abrirem.

O discípulo é um discípulo de verdade. Ele entendeu Joshu perfeitamente bem. Ele sabe que ele criou uma situação, ele deitou-se conscientemente. Talvez o discípulo estivesse passando e Joshu caiu - criou uma situação - e gritou, 'Ajude-me! Ajude-me!' E o discípulo veio e deitou-se ao seu lado. Ele não o ajudou, em absoluto. O que ele estava fazendo?

Ele não estava tentando ajudá-lo, de modo algum. Ele estava simplesmente sendo compreensivo. Ele estava dizendo, 'O que pode ser feito? Ok, eu sou seu discípulo, eu vou deitar ao seu lado. O que mais eu posso fazer?

Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.

Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la. Eu posso forçá-lo a acordar, mas você irá cair no sono no momento em que eu me for, e você vai me xingar e ficar com raiva de mim, pois você ainda estava curtindo os seus sonhos. Você estava curtinho sonhos doces e aí chegou um homem e o acordou.

Algumas vezes observe a si mesmo. Você tem que pegar um trem bem cedo, quatro ou cinco horas da manhã, e você pede alguém para acordá-lo às quatro horas. Assim ele faz. 

E você fica com raiva. Você não gosta da ideia, mas essa ideia foi sua. Você sente como se ele fosse seu inimigo.

Ouvi contar a respeito de Emanuel Kant, um filósofo alemão, que ele era muito preso a horários. Ele quase se movia como um ponteiro de relógio, exatamente na hora, tudo, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. Por toda a sua vida ele costumava acordar cedo, às cinco horas da manhã. Ele tinha um criado. O criado tinha que arrastá-lo para fora da cama e às vezes até mesmo bater nele. Ele tinha dado tal poder ao criado. Ele lhe disse: 'Ainda que você tenha que me bater, bata. Vai ser uma boa luta para você, mas você tem que me acordar. Não escute o que eu lhe disser de manhã cedo. Eu irei repreendê-lo, gritarei com você e o ameaçarei dizendo que irei colocar fogo em você, mas não se preocupe. Qualquer coisa que eu disser, vai ouvindo, mas me arraste para fora da cama.

Ele tornou-se muito dependente desse criado, de tal modo que o criado quase se tornou o patrão e o patrão tornou-se o criado. Algumas vezes o criado o deixava. Daí, ele tentava encontrar outros criados, mas ninguém se adaptava, pois como bater no seu patrão às cinco horas da manhã? Mesmo ele dizendo, 'Bata-me!', o criado ficava com medo. E o velho criado tinha que ser trazido de volta novamente.

Mas, como isso acontece? Você pode estar curtinho um sonho bom e aconchegante. Está fazendo frio, mas debaixo do cobertor está quente e aconchegante. Sim, você havia decidido antes que iria se levantar cedo, mas e agora... ? Você quer virar para o lado e cair no sono de novo.

Ninguém pode ser acordado antes da sua hora, nem deve ser.

E não há qualquer problema. Simplesmente tente compreender porque você mantém seus olhos fechados. Mais do que pedir-me para forçá-los a se abrirem, tente compreender porque você os mantém fechados. Tente compreender quais sonhos você ainda tem que sonhar. Você já não sonhou o bastante? Você, na verdade, já não sonhou mais do que o suficiente? Por milhões de vidas você tem sonhado. E você não alcançou nada com todos esses sonhos. Você permanece vazio, oco. Ainda assim, você continua se enchendo com novos sonhos, com novos desejos, com novas ambições. É bem possível que agora você esteja sonhando com iluminação, por isso você fez essa pergunta.

Você sonhou muitos sonhos. Agora um novo sonho surgiu em sua mente: tornar-se um buda, alcançar a iluminação. Isto é novamente um sonho. Se você tivesse realmente terminado com todos os seus sonhos, então quem estaria mantendo você dormindo? Abra seus olhos! Na verdade, nem mesmo haverá necessidade de abrir os seus olhos. 

Uma vez que você tenha compreendido que você já sonhou todos os sonhos possíveis, os olhos se abrirão. Não haverá nem mesmo a necessidade de abri-los porque ninguém estará lá para fechá-los.

Olhe para meu punho: se eu tiver que mantê-lo como um punho, eu terei que mantê-lo fechado, cerrado. No momento em que eu parar de fechá-lo, ele começará a se abrir espontaneamente. Estar aberto é natural, estar fechado é antinatural. Para mantê-lo fechado você tem que colocar muita energia nele. Para abrir, nenhuma energia é necessária.

Isso é uma coisa muito estranha: para permanecer miserável, você precisa colocar muita energia nisso. Para permanecer alegre, você não precisa de qualquer energia, de jeito algum. A felicidade é grátis, ela nada custa. A miséria você precisa fazer por merecer. Se você quiser ser miserável, muito esforço será necessário para permanecer miserável. É um estado muito antinatural. Um punho cerrado é antinatural; uma mão aberta é natural. A mão aberta não necessita energia, caso contrário você se sentiria cansado; ao final do dia você estaria morto de cansado por ter ficado todo o dia com a mão aberta. Daí, você dirá, 'Por todo o dia eu mantive minhas mãos abertas e agora eu estou me sentindo muito cansado.' Qualquer dia, mantenha o seu punho fechado por todo o tempo e ao final da tarde você se sentirá realmente cansado. O natural é a mão aberta.

Um coração aberto é um fenômeno natural; um ser aberto é simplesmente natural. 

Um ser fechado é muito antinatural, muito artificial; você tem que colocar toda a sua energia nisso. Essa é a minha observação em milhares de pessoas: elas dão toda a sua energia para se manterem miseráveis. Permanecer no inferno é um grande investimento. 

Não é fácil, é muito difícil. Você precisa ser muito forte para estar no inferno, muito teimoso, decidido. (...) Você tem que ser duro como um diamante, somente então você pode permanecer no inferno. Se não for assim... ninguém está impedindo o seu caminho. Basta relaxar e você entra no céu, o relaxamento é a porta.

Você diz: Eu estou tateando no escuro. Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.

Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir.

Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho."

OSHO - Zen: the Path of Paradox - Vol. 3 - Cap. 2

tradução: Sw.Bodhi Champak

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Insight Divino



Oi gente,

Do segundo semestre pra cá, estou conseguindo observar mais tudo que acontece dentro de mim e ao meu redor também.

Percebi que me colocando no papel de observadora, de alguma maneira, consigo colocar o que acontece lá fora pra dentro da minha vida, ou seja, entendi que os outros realmente são espelhos" para eu poder enxergar o que acontece comigo.

Já fiz psicanálise, "n" tipos de terapias, mas só fui entender isso de fato com um insight dividno, aliás, diversos insights divinos!!!

Dai lembro de uma frase que ouvi numa vivência com Ayahuasca: "Viviane, só existe você" e hoje ela faz total sentido pra mim.

Não existe milagre fora de você é o texto de hoje do Diogo Beltrame.

Beijos no coração 

Namastê



por Diogo Beltrame

Não existe milagre fora de você.

Até mesmo nas denominadas terapias holísticas, que tentam compreender o ser como um TODO, e não como pequenos fragmentos, assim como faz a medicina tradicional, possuem determinadas limitações. Tem determinados aspectos da natureza do indivíduo que só podem ser compreendidos através de um insight divino, e para isso é necessário desenvolver a habilidade de se comunicar com as esferas superiores. Algumas sombras, pelo fato de estarem muito cristalizadas no interior do ser, não podem ser identificadas através de um trabalho psicológico ou energético. Algumas questões só podem ser compreendidas, aceitas e re-significadas pela própria pessoa, e isso só pode ocorrer a partir deste insight.

Ao se perceber neste estágio evolutivo, é necessário que você busque a intensificação do hábito de meditar. Terapia sem meditação ajuda, mas fica incompleta. Meditação sem terapia é válido, mas você poderá ter dificuldades para entender as mensagens que chegam até você. A união dessas duas ferramentas. Isto é, a terapia sendo complementada pela meditação, é o caminho completo para aqueles que buscam a libertação emocional, mental e espiritual através do autoconhecimento.

Lembre-se que, para ouvir a sua voz interior e receber algum tipo de insight, é necessário que as suas atividades mentais sejam suavizadas. Ou seja, é necessário que ocorra a diminuição dos padrões de pensamentos que estão atrelados ao passado e ao futuro. Só desta forma os conflitos internos serão interrompidos. E, se não há conflito, a energia não é dissipada, e desta forma poderá ser usada para iluminar algum aspecto sobre você mesmo que precisa ser visto.

Entre você e Deus existem milhares de véus, porém, entre ele e você não existe nenhum, quando você dá um passo em direção a ele, ele dá cem passos em sua direção.