sexta-feira, 11 de março de 2016

Os perigos da Ayahuasca




por Eduardo Alves

Os perigos da Ayahuasca!

Não quer mudar, não tomem esse chá!

É bom esclarecer os efeitos dessa Sagrada Medicina. Um dos primeiros efeitos nocivos da Ayahuasca, é derrubar os véus e as cortinas que nos impedem de enxergar tudo que nos cerca com nitidez, tudo vai se tornando claro e é impossível não perceber que a Matrix realmente existe, que somos manipulados e conduzidos a acreditar e fazer tudo conforme um padrão de pensamentos e ações (e a mídia é um instrumento eficiente). Sim, a ayahuasca te incita a mudar, ela te chacoalha inteiro e faz você escolher qual caminho você deseja seguir e escolher o caminho oposto do senso comum, é muito, mas muito difícil mesmo, mas é uma escolha pessoal e consciente.

Fuja da Ayahuasca! Ela vai te fazer parar de beber, fumar, se drogar, vai te mostrar que você deve se importar com o que você ingere, de como você se alimenta e cuida do seu corpo e sua saúde. Não fazer mais o mesmo que antes, assusta e incomoda as pessoas, porque é um absurdo social você não mais beber, não comer mais carne e questionam, por quê isso? Deve ser esse chá que você está tomando, você está ficando louco! Estou louco sim, não quero a "sanidade" que conduz essa humanidade tão egocêntrica e nociva.

Alucinógeno! Quem não conhece só pode dizer que é um alucinógeno, para difamar o chá e quem dele comunga, só mais um ato de desinformação vinda de desinformados. Claro que causa alucinações, esse "chá dos índios" faz você perceber que quem vive corretamente são os índios, os nativos que buscam viver em harmonia com a natureza, respeitando a vida tão abundante dentre esse vasto jardim chamado Terra, respeitando os seus ciclos e tudo o que ela oferece de alimentos, de ensinamentos e de curas, ou não é na natureza que estão todos as curas?

A partir do que são desenvolvidos os medicamentos? Não seriam das plantas? Só porque você compra na "Drogaria" não vem da natureza? Mais fácil confiar numa indústria que tira a planta da terra, leva para o laboratório, cria a doença e o medicamento e faz propaganda sobre, do que confiar nas plantas que não te pedem nada em troca, simplesmente existem pra te auxiliar, estão ali, disponíveis, apenas são o que são.

PERIGO! O status quo começa a não fazer mais sentido, ganha força dentro de você uma necessidade de despertar a sua essência, o seu EU perdido, escondido sobre tantas cortinas de mentiras, paredes e quilos e mais quilos de concreto, você agora deseja ser livre e verdadeiro, ser quem realmente você é, resgatar sua verdade interior, sem que o senso comum te conduza, agora você quer sentir e agir, ao invés de só seguir o fluxo.

Em um mundo doente, onde as pessoas se drogam constantemente e ignoram esse fato, quando algo começa a ter um efeito oposto, o de fazer você deixar de se drogar, gera um incomodo tão grande em quem ainda segue o fluxo do ideal de mundo são, onde impera o ódio, o rancor, a ignorância, a arrogância, pensar em buscar viver em amor e harmonia é coisa de louco.

Eu já vi a Ayahuasca curar muita gente, inclusive eu, acontece mesmo de pessoas próximas se afastarem de você após o chá, porque a sua mudança é tão profunda que certas coisas passam a não fazer mais sentido e você não querer mais uma vida nociva, é nocivo as suas relações doentes e afasta pessoas que não compreendem que a sua mudança é porque você não quer mais estar preso nas correntes de uma falsa realidade, você deseja a realidade, a vida real.

É pura consciência, todas as mudanças são através da plena consciência, agora se questionem: o mundo está São? O que é a sanidade? Quantas histórias lindas de transformação através da Ayahuasca, Medicina Ancestral que cura alma, mente e corpo, Patrimônio Cultural da Humanidade, ferramenta que trás sanidade para mentes e espíritos doentes.

Agradeço todos os dias por estar caminhando em busca da lucidez e tendo como ferramenta essa poderosa alquimia da floresta, chamada Ayahuasca!

Que seja compreendida e respeitada a dor de uma família, mas fatalidade não tem culpado.

#RespeiteOChá
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por Bia Labate

CASO RIAN

Lamento a morte de Rian e expresso minha solidariedade à família.

Contudo, é igualmente lamentável ver a mídia repetindo velhos estereótipos sobre a ayahuasca. Escrevi bastante sobre isto na época do Glauco (veja http://bit.ly/1M7LITW, http://bit.ly/1M7LMmD, http://bit.ly/1Bt9OGK)

Sem pesquisa, ou nenhum tipo de evidência – por exemplo, detalhes sobre em que condições tomou a substância, quantas vezes, qual foi a última vez, se tinha um quadro psiquiátrico prévio, se havia  co-morbidade etc --, pulam facilmente para a conclusão de que a ayahuasca teria seria responsável pela morte. Ninguém insinua, por exemplo, que poderiam ser os medicamentos antidepressivos, temporadas isoladas na natureza, período de internação, longos jejuns, ou passagem por João de Deus (coisas que Rian também fez) os responsáveis pela morte. A ayahuasca deve ser, obviamente, a causa.

Sabe-se que a ayahuasca, classificada normalmente na família clássica dos “alucinógenos”,  é uma substância forte e poderosa, e pode sim, em determinados casos, envolver reações adversas (assim como outros psicodélicos). Publicamos dois livros que abordam de alguma maneira este assunto: Ayahuasca y Salud (Los Libros de la Liebre de Marzo, 2014) e The Therapeutic Use of Ayahuasca (Springer, 2014). O resultado da pesquisa cientifica é claro: (a) pode sim haver riscos; (b) há inúmeras evidencias de benéficos; (c) os benefícios são muito maiores do que os riscos; (d) o contexto de consumo é fundamental; (e) no Brasil, o uso da ayahuasca ocorre sobretudo em contexto ritual e religioso.

Existe um debate de 25 anos no nosso país a respeito da regulamentação da ayahuasca. A mídia, ao contar histórias como a de Rian, promove um reducionismo ao agir como se nunca tivesse havido uma discussão sobre este tema.

Indo além: ainda que fosse provada uma causalidade entre a morte de Rian e o uso da ayahuasca, a questão da regulamentação ainda se colocaria. Por exemplo, algumas celebridades famosas morreram por conta do uso indevido do álcool. Alguém cogita suprimir a existência do álcool por conta destas tragédias? Não.

A regulamentação do uso da ayahuasca no Brasil é um exemplo de política pública eficaz, que tem influenciado países de todo o mundo. É uma iniciativa única onde o governo se reuniu com praticantes e pesquisadores para chegar a acordos comuns, que funcionassem para todos.

Esta regulamentação poderia ser melhor? Sim, claro. É bom utilizar este triste episódio para pensar concretamente que controles e contextos poderiam ser aprimorados? Sim. Mas a caça as bruxas, o acionar de velhos tabus e estigmas, a associação entre loucura e droga, ou droga e violência, só colabora para atrofiar a realidade existente (uma determinada população que bebe a ayahuasca ou irá beber). Este tipo de mídia faz a discussão voltar para atrás.

Termino compartilhando que realizei pesquisa etnográfica no grupo Porta do Sol em suas origens em São Paulo, retratando-o no meu livro A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos Centros Urbanos (Mercado de Letras, 2014). Minha pesquisa com este grupo é bem antiga, ocorreu entre 1998 e 2000. Atesto que na época encontrei pessoas responsáveis e amáveis, tanto na direção quanto entre os participantes. Não acompanhei de perto os desdobramentos da expansão e diversificação deste grupo.

Antes de vilificar a ayahuasca, como notou um colega, seria importante a mídia destacar a importância de colocar um aviso na praia onde Rian se afogou, pois os moradores da região relataram que o local não é próprio para banho devido à forte correnteza, e não há placa alguma nesta direção.


Bia_Labate_c-org(Beatriz Caiuby Labate) é Doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.  Suas principais áreas de interesse são o estudo de substâncias psicoativas, políticas sobre drogas, xamanismo, ritual e religião. É Professora Visitante do Centro de Pesquisa e Estudos de Pós Graduação em Antropologia Social (CIESAS), em Guadalajara, e Professora Associada do Programa de Política de Drogas do Centro de Pesquisa e Ensino em Economia (CIDE), em Aguascalientes, México. É autora, coautora e coeditora de doze livros, de uma edição especial de um journal acadêmico e de vários artigos indexados. Também é coordenadora e editora de site do NEIP.


quinta-feira, 10 de março de 2016

O que você precisa saber antes de tomar o chá de Ayahuasca


Oi gente,

Hoje quero fazer algumas considerações para as pessoas que estão pensando em tomar o chá.

Em pleno século XXI é inadmissível alguem dizer que faltou informações a respeito de qualquer assunto, por esse motivo resolvi fazer mais um vídeo alertando o pessoal que pretende conhecer a Ayahuasca.

Numa das reportagens que li ontem, vi um trecho do depoimento da Elke Maravilha fazendo uma ressalva extremamente importante:

"...sou a favor do uso para as pessoas que querem ampliar suas consciências. O chá abre a sua mente.Se não for para autoconhecimento, é uma merda  — O risco é você ficar consciente demais dos problemas da vida e acabar pirando."

Então, se você não quer ficar consciente demais não tome o chá!!!

Ele vai ampliar a sua visão e não tem como sair de um ritual como esse sendo a mesma pessoa de antes.

Avalie bem se é isso que você está procurando.

Deixo abaixo um artigo sobre a segurança do uso de Ayahuasca.

Beijos no coração

Namastê





SOBRE A SEGURANÇA DO USO DE AYAHUASCA.
por Prof. Luis Fernando Tófoli - Unicamp

Uma de minhas linhas de pesquisas é sobre a ayahuasca, o “chá do Santo Daime”. Estamos construindo um grande grupo interdisciplinar para investigar o assunto na UNICAMP e fomos aprovados em um financiamento do Ministério da Justiça para investigar o potencial desse chá no tratamento de alcoolismo.

Os tristes acontecimentos que levaram à morte de Rian Brito, filho de Niso Neto e Brita Brazil e neto de Chico Anysio, reacenderam a discussão sobre os riscos associados ao uso desta substância psicoativa. Assim, achei que seria importante apresentar alguns dados e reflexões sobre alguns aspectos relacionados ao chá.

O primeiro ponto, e o mais importante, é que não se pode minimizar a dor de uma mãe que perde seu filho. Eu me solidarizo com o os sentimentos da Brita Brazil, e compreendo perfeitamente o movimento que ela está fazendo a partir da triste história que ela vivenciou. Ao mesmo tempo, não tenho condições de opinar sobre o caso em si somente com informações de imprensa, então vou tentar resumir algumas informações importantes sobre a ayahuasca que, a meu ver, precisam ser ponderadas neste momento.

No Brasil, o uso de ayahuasca para fins religiosos e rituais, além do científico, é autorizado. Em uma recente pesquisa online inédita com 638 pessoas que beberam o chá, Eduardo Schenberg, Dartiu Xavier da Silveira e eu evidenciamos que a maioria esmagadora (94%) o fez em contexto ritual.

Na resolução do Conselho Nacional de Políticas de Drogas em que o uso ritual é autorizado fica explícito que a comercialização do chá é vedada. A resolução também explicita que pessoas portadoras de transtornos mentais graves não devem beber ayahuasca, e que as religiões ayahuasqueira devem entrevistar previamente os interessados para evitar que isso aconteça.

Tomado esse cuidado, a chance de um evento grave associado ao uso do chá é raro, comparado ao seu uso relativamente frequente. A partir de dados que estudamos na União do Vegetal, religião ayahuasqueira que registra as ocorrências de saúde mental que acontecem em seu âmbito, pudemos verificar que o risco de incidência de um surto psicótico é semelhante ao que é esperado para pessoas da população geral (Lima & Tófoli, 2011). No entanto, é preciso frisar que a UDV (assim como outros grupos ayahuasqueiros responsáveis) faz uma triagem para evitar que pessoas que já tenham tido sintomas psicóticos bebam hoasca, que é como a UDV denomina a ayahuasca.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que a ayahuasca apresenta um potencial terapêutico que vem sido mais recentemente estudado pela ciência biomédica (Bogenschutz e Johnson, 2016), apesar de já ser um achado antigo das ciências sociais (Labate e Araújo, 2004). Mais detalhes sobre este assunto podem ser encontrados no livro 'The Therapeutic Use of Ayahuasca' (Labate e Cavnar, 2014).

Há no momento estudos em diversas fases de andamento para investigar o potencial terapêutico da ayahuasca em pelo menos três transtornos psiquiátricos: depressão, uso problemático de álcool e transtorno do estresse pós-traumático – e eu estou envolvido nos dois primeiros deles. Esperamos em breve poder trazer mais informações sobre isso.

São extremamente frequentes os relatos de pessoas que começaram a frequentar religiões ayahuasqueiras e se livraram do uso problemático de drogas. Também já há evidências de laboratório, com animais, de um efeito terapêutico da ayahuasca para o abuso de álcool (Oliveira-Lima et al, 2015).

Uma das reflexões importantes sobre o episódio é reforçarmos o cuidado com as pessoas que bebem o chá pela primeira vez. Estas devem se seguidas de perto, e na ocasião infrequente de apresentarem sintomas psicóticos como delírios (ideias estranhas que só a pessoa acredita) ou alucinações (ouvir ou ver coisas que outras pessoas não percebem) não devem voltar a beber o chá sem, no mínimo, consultar um profissional de saúde mental, de preferência um psiquiatra.

Eventos desse tipo são bastante raros, e devem ser avaliados diante da liberdade religiosa e dos potenciais benefícios, mas isso não significa que os grupos ayahuasqueiros não devam estar preparados para estas eventualidades.

Assim, não estamos falando somente de uma substância psicodélica com riscos – que sim, existem, como para qualquer substância psicoativa como o álcool ou remédios antidepressivos ou sedativos – mas também de benefícios. Para milhares de pessoas no Brasil, membros de religiões e grupos ayahuasqueiros, a ayahuasca é compreendida como um instrumento de crescimento pessoal e um fato de saúde mental.

Qualquer decisão política sobre o chá não pode ignorar este grande contingente de pessoas (Anderson et al., 2012). Ao mesmo tempo, qualquer discussão que aumente a chance de que as pessoas recebam o chá de mãos responsáveis e cuidadosas é também certamente bem-vinda.

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Referências bibliográficas

ANDERSON, B. T.; LABATE, B. C.; MEYER, M.; et al. Statement on ayahuasca. The International journal on drug policy, v. 23, n. 3, p. 173–5, 20 BOGENSCHUTZ, M. P.; JOHNSON, M. W. Classic hallucinogens in the treatment of addictions. Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry, v. 64, p. 250–258, 2016.

LABATE, B. C.; ARAÚJO, W. S. O uso ritual da ayahuasca. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

LABATE, B. C.; CAVNAR, C. The therapeutic use of ayahuasca. Heidelberg, Springer Verlag, 2014.

LIMA, F. A. S.; TÓFOLI, L. F. An Epidemiological surveillance System by the UDV: Mental health recommendations concerning the religious use of Hoasca. In: B. C. Labate; H. Jungaberle (Eds.); The Internationalization of Ayahuasca. p.185–189, 2011. Zurich: LIT Verlag.

OLIVEIRA-LIMA, A. J.; SANTOS, R.; HOLLAIS, A. W.; et al. Effects of ayahuasca on the development of ethanol-induced behavioral sensitization and on a post-sensitization treatment in mice. Physiology and Behavior, v. 142, p. 28–36, 2015.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Áudio Ego x Espírito Santo


Reflexão sobre o Ego x Espírito Santo, muito bom!



Beijos no coração

Namastê

terça-feira, 8 de março de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Perguntas & Respostas: sobre vidas passadas, vivência regressiva




Oi gente,

Antes de começar quero dizer que vou deixar para o post de amanhã a minha opinião sobre o webnário que rolou ontem sobre crenças limitantes com a Flavia Melissa e a Carol Fagundes, Ok?

Hoje iremos responder a pergunta da Raissa que chegou semana passada:


olá viviane, venho acompanhando seu canal desde a semana passada e to gostando muito dos seus videos, você é muito esclarecedora. Eu tomei o chá pela segunda vez no ultimo sábado e digamos que tive um processo não tão bom. Acredito que foi uma peia mas eu sempre tive aquela visão de que a peia seria mega assustadora. Bom pra mim não foi mega assustadora, mesmo não sendo muito boa. Enfim... eu sei que você comunga a um tempo já e como te acho uma pessoa esclarecedora queria que você desse sua opinião sobre um assunto. Acontece que no meu processo eu fui informada de que algo muito ruim aconteceu comigo em minha vida passada (eu sei o que é, só não estou me sentindo bem pra falar por aqui). O chá quis me mostrar mas eu disse que não queria, fiquei com muito medo. Ao me informar sobre esse acontecimento a voz me explicou porque tava me dizendo aquilo. Ela disse que isso explicava o meu medo. O medo que eu tenho da vida, das pessoas, de tudo. Eu entendi que ela me mostrou justamente pra eu ter um entendimento do porque eu sou assim e que preciso fazer algo a respeito disso. Só que assim, você acha possível que nos próximos trabalhos seja mostrado para mim o que me foi informado? eu sei que se isso acontecer é por um motivo, eh para eu melhorar como pessoa. mas eu ainda não me sinto preparada para isso. acho que é justamente meu medo, meu ego atuando nesse caso. enfim.. também quero saber se você acha que o que a ayahuasca nos mostra deve ser encarado de forma tão literal? pode ser que isso que me foi informado não seja exatamente isso? que é preciso ter interpretações de tudo que o chá nos mostra? enfim,é isso. muito obrigada por compartilhar suas vivencias comigo. você e a juliana me ajudaram muito semana passada no sentido de me deixar mais tranquila pra beber o chá novamente. eu estava com muito medo hhehe beeijooooooooos. gratidão


O que vc. acha???



Beijos no coração

Namastê



sexta-feira, 4 de março de 2016

WEBINAR: Como escolher e vivenciar amor em situações difícieis

Gente,

Pra quem perdeu o webinar de ontem, segue abaixo tudo que rolou.

(ele estará no ar durante 7 dias, então corre pra ver!!!)



Beijos no coração

Namastê

Paula Abreu - super dica pra vocês!!!

Oi gente!

Ontem foi uma noite muito rica pra mim, assisti dois webinários SENSACIONAIS!!!

Um com a Cátia Vasconcelos e James Kelly - life coaching e master treiner do Miracle Choice sobre como ficar conectados nas situações difíceis e o outro foi com a Paula Abreu - Coach e treinadora de desenvolvimento pessoal sobre abundância e prosperidade.

Por incrível que pareça, nunca tinha participado de um webinar e é muito bom quando a gente descobre coisas fantásticas que ainda não conhecia.

Sabe, tem MUITOOOOO material bom na Internet gente, mais muitoooooo mesmo e totalmente gratuito, então não tem desculpas do tipo: "ahhh não tenho dinheiro pra pagar uma coaching..." 

Quem quer procura, acha e faz!!!

Então, vamos jogar no lixo todas as desculpas que sustentam nosso ego e que nos impede de sair da zona de conforto.

Bom, convido todos vocês a conhecerem o Canal da Paula Abreu

Lá tem muito material bacana que tenho certeza que vai ajudar muitooooo!!!

Bom final de semana

Beijos no coração

Namastê
_/\_




quinta-feira, 3 de março de 2016

E o sofrimento?...deixa vir



Oi gente,

No vídeo de hoje falo sobre a nossa resistência em largar o sofrimento.

Parece louco, mas isso rola o tempo todo sem que a gente se de conta.

Lutar contra o sofrimento, brigar, fazer de tudo para não senti-lo só vai aumentá-lo ainda mais, então deixa vir!!!

Logo depois do vídeo, compartilho o e-mail da Flavia Melissa falando sobre crenças limitantes e avisando sobre o webinário que vai rolar dia 06/03.

Por falar nisso, hoje às 20h00 vai rolar um webinário com a Paula Abreu falando sobre abundância e prosperidade, quem tiver interesse é só clicar aqui e fazer a inscrição.

Eu vou participar e você???

Beijos no coração

Namastê






por Flavia Melissa

Oi oi!

Hoje o papo é sobre crenças limitantes. Você sabe o que é isso?

Crença limitante é toda e qualquer crença que limite seus comportamentos e atitudes porque expressa que, de alguma forma, este comportamento não vai dar certo ou você não vai ser bem sucedido na sua empreitada.

Com certeza você já deve ter se confrontado inúmeras vezes com pensamentos do tipo "não é possível que isto seja verdade", "eu não sou capaz de fazer isso" ou "mas é claro que vai dar errado". Faça um exercício agora comigo, feche seus olhos e procure sentir, no seu corpo, como é a sensação que este tipo de pensamento te causa. Eu aposto que a sensação que bate forte aí te desanima a investir tempo e energia nas coisas que te causam estes pensamentos.

Dois dias atrás, no webinário sobre Dinheiro e Espiritualidade que rolou e que reuniu quase 3 mil pessoas online simultaneamente, nosso papo girou muito em torno deste tema - porque talvez seja no campo financeiro e de realização profissional que estas crenças se expressam mais fortemente. Mas a verdade é que elas estão presentes em todos os campos da nossa vida: no trabalho, na vida financeira, na saúde e, principalmente, nos relacionamentos afetivos.

Pois foi pensando nisso que eu e minha amiga Carol Fagundes (que literalmente me salvou ao me ensinar como mexer na plataforma do webinário) resolvemos fazer um novo encontro online, totalmente gratuito, no qual falaremos um monte sobre crenças; de onde elas vêm? Porque existem? E, principalmente: como é que a gente se livra delas? O bate papo vai rolar neste doming, dia 6/03, as 19h. Prá você terminar o seu final de semana de um jeito um tiquinho mais animado do que na frente do Faustão, hihihihihih!

A Carol, que além de coach de autoestima é também terapeuta de TFT (Thought Field Therapy™), se dispôs a ensinar uma técnica de super fácil aplicação para ajudar de uma vez por todas a galera a se reconectar com seu infinito potencial, para que as crenças limitantes sejam banidas da nossa vida para sempre!

♥ Você se inscreve no webinário CLICANDO AQUI ♥

Eu tenho certeza de que, assim como o webinário sobre Dinheiro e Espiritualidade, este novo encontro vai reunir a galera bacana interessada em prosperar na vida de todas as formas e que já se conscientizou de que impossível é só uma palavra!

Aproveitando o email: duas coisiquinhas:

♥ Você já viu a minha lista de Bônus Ultra Mágicos para os novos PESVers 2016? Eu mudei de ideia e resolvi dar o encontro presencial de um dia comigo + a anuidade gratuita de assinatura do Portal Despertar para todos aqueles que se inscreverem no PESV através do meu link. CLIQUE AQUI para saber dos outros bônus maraviwonderfuls!

♥ Se você não captou o que é o Portal Despertar é porque não esteve presente no webinário de sexta-feira. Na próxima segunda-feira eu vou te mandar um email contando tuuuudo sobre isso, mas uma coisa eu já te adianto: me dá vontade de chorar de emoção de compartilhar isso com você. Então aguarde novidades!

Com carinho e gratidão por nossa coexistência,
Flavia.


PS: Se você perdeu o webinário sobre Dinheiro e Espiritualidade, assista ao reprise clicando aqui 
♥

quarta-feira, 2 de março de 2016

Oração para os estudantes espirituais



Oi gente,

Hoje trago uma oração muito importante para nós estudantes espirituais, pois não basta apena a teoria. 

Precisamos praticar e praticar muito!!!

Praticar sem desanimar se escorregar.

Entender que é normal ter dúvidas quando não compreendemos um caminho, mas precisamos confiar naquele que sabe.

Ouça essa oração com o coração para firmar nossos pensamentos.

Beijos no coração

Namastê
_/\_



terça-feira, 1 de março de 2016

KARMA E DHARMA



Oi gente,

Hoje quero falar sobre Karma e Dharma.

Ainda existem muitos equívocos quando pensamos na palavra KARMA, da medo, da a impressão de algo eterno, sofrido, pecado, castigo, miséria, punição, dívida, não é mesmo???

Eu mesma já cheguei a achar que "tinha que viver uma determinada situação porque simplesmente era meu KARMA nessa existência", imagina?! Eu mesmo me acorrentando e colocando a culpa no Karma,  ainda bem que optei pelo caminho da espiritualidade pq. senão estaria até hoje achando que aquilo era meu DESTINO.

Já dizia Carl Jung:

“Até que tornemos o inconsciente consciente, ele dirigirá nossa vida e você o chamará de destino”

Pesquisando na Internet, encontrei diversas explicações que acaba nos deixando ainda mais confusos.

Da medo mesmo, imagina você num profundo estado de sofrimento e inconsciência encontrar isso:


KARMA: é o que devemos ou temos que pagar pelas más obras que fizemos

Ao ler uma coisa dessas você automaticamente vai acarretar mais um sentimento no meio do seu "pacote sofrimento", o sentimento de CULPA!


Enquanto não mudarmos nossa percepção diante das supostas "fatalidades da vida" e entender que NADA se apresenta sem nosso consentimento, que não existe castigo de Deus, que não somos vítimas e que criamos TUDO através das nossas escolhas, iremos ficar empurrando a vida com "a barriga" e jogando a culpa no Karma pelo simples fato de não querer sair da zona de conforto, alimentando um ciclo de culpa, sofrimento e reclamações sem fim.

O Karma existe sim e ele é o reflexo das suas ações que podem mudar a cada segundo conforme suas escolhas.

Então, saia do jogo e tente ver a situação acima do campo de batalha.

Vire a mesa e faça diferente!!!

Bom, maaasss e o Dharma???

Ahhhhh o Dharma, esperei tanto para poder ter um vislumbre do que ele é.

Sabe aquela sensação que tá tudo certo

Quando você sente que tudo é perfeito...

quando vê beleza até nas dificuldades

quando tira um peso enorme dos ombros

quando consegue respirar de peito aberto

quando se sente alinhado com a vida...

Isso é o Dharma!!!

Mas esse é o meu conceito de Karma e Dharma.

Coloco abaixo artigos e vídeos para ver se acabamos de vez com essa dúvida.

Um beijo enorme no coração

Namastê

_/\_


KARMA
Por Thanissaro Bhikkhu
Karma é uma daquelas palavras que não traduzimos. O seu significado básico é bastante simples – ação – mas devido à importância que os ensinamentos do Buda atribuem ao papel da ação, a palavra karma em Sânscrito contém tantas implicações que a palavra ação em Português não consegue abarcar todo o seu conteúdo. É por essa razão que simplesmente absorvemos a palavra original como parte do nosso vocabulário.
Porém quando tentamos identificar todas as conotações que a palavra contém, agora que ela se incorporou à linguagem do dia a dia, nos damos conta que o seu verdadeiro significado não está claro. Aos olhos da maioria da pessoas, karma funciona como destino – má sorte, uma força inexplicável e imutável que surge do nosso passado, pela qual somos responsáveis, ainda que vagamente e que não temos forças para resistir. “Creio que deve ser o meu karma,” ouvi pessoas dizerem quando atingidas pela má sorte com tal intensidade que não viram outra alternativa senão aceitar com resignação. O fatalismo implícito nessa afirmação é uma das razões porque tantos de nós rejeitamos o conceito de karma, pois soa tal como o tipo de mito insensível que pode justificar praticamente qualquer tipo de sofrimento ou injustiça na sociedade: “Se ele é pobre, é devido ao seu karma.” “Se ela foi estuprada, é por causa do seu karma.” A partir daí é só um pequeno passo para dizer que ele ou ela merecem sofrer e dessa forma não merecem a nossa ajuda.
Esse entendimento incorreto vem do fato de que o conceito Budista de karma veio para o Ocidente ao mesmo tempo que conceitos não Budistas e dessa forma acabou herdando uma bagagem indevida. Apesar de muitos conceitos de karma na Ásia serem fatalistas, o conceito Budista original não era de forma alguma fatalista. Na verdade, se analisarmos com atenção as idéias originais do Budismo acerca de karma, veremos que elas dão ainda menos importância a mitos do passado que a maioria das pessoas no Ocidente.
No Budismo original, o karma não era linear. Outras escolas Hindus acreditavam que o karma operava como uma linha reta, com ações do passado influenciando o presente, e ações no presente influenciando o futuro. Como resultado, eles viam pouco espaço para a livre escolha. Os Budistas no entanto, viram que o karma opera através do processo de feedback, com o momento presente sendo determinado tanto por ações do passado como do presente, as ações do presente influenciam não somente o futuro mas também o presente. Essa constante abertura para a influência da ação no presente no processo causal torna possível a livre escolha. Essa liberdade está simbolizada na imagem que os Budistas usam para explicar o processo: a água corrente. Em certas ocasiões a torrente que flui do passado é tão forte que pouco pode ser feito exceto manter-se firme no lugar, porém existem também ocasiões em que a torrente é suficientemente fraca e pode ser desviada quase que para qualquer direção.
Dessa forma, ao invés de promover a resignação impotente, a noção de karma no Budismo original focava no potencial libertador daquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é – de onde você veio – não se compara em termos de importância àquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é – de onde você veio – não se compara em termos de importância aos motivos da mente para fazer aquilo que está fazendo agora. Mesmo que o passado possa ser responsável por muitas das desigualdades que vemos na vida, a nossa medida como seres humanos não é aquilo que a sorte nos deu pois essa sorte pode mudar a cada momento. A nossa medida se estabelece pela maneira como lidamos com a sorte que temos. Se você estiver sofrendo, você tenta evitar continuar com os hábitos mentais inábeis que farão com que esse feedback cármico em particular se mantenha. Se você vê que outras pessoas estão sofrendo, e você pode ajudá-las, você não foca no passado cármico delas mas na sua oportunidade cármica no presente. Algum dia você poderá se encontrar na mesma situação em que elas estão agora, assim, essa é a oportunidade para agir da forma como você gostaria que elas agissem com relação a você quando esse dia chegar.
Essa crença de que a dignidade de uma pessoa é medida não pelo seu passado mas pelas suas ações no presente foi frontalmente contrária à tradição Hindu de hierarquia baseada em castas e, explica porque no Budismo original existe tanto humor acerca da arrogância e da mitologia dos brâmanes. Tal como apontado pelo Buda, um brâmane podia ser uma pessoa superior não porque ele nascera de um ventre brâmane mas somente se ele agisse com verdadeiras intenções hábeis.
Sempre que lemos acerca dos ataques dos primeiros Budistas ao sistema de castas, excluindo as suas sugestões anti-racistas, eles parecem ser inapropriados. Mas não nos damos conta de que eles atingem bem no cerne dos nossos mitos acerca do nosso próprio passado; nossa obsessão em definir quem somos de acordo com nossas origens – nossa raça, herança étnica, sexo, referencial sócioeconomico, preferência sexual — nossas tribos modernas. Colocamos uma quantidade desproporcional de energia na criação e manutenção da mitologia da nossa tribo de modo que possamos nos orgulhar acerca da boa reputação da nossa tribo. Mesmo quando nos tornamos Budistas, a tribo tem prioridade. Nós exigimos um Budismo que honre os nossos mitos.
Do ponto de vista de karma no entanto, de onde viemos é karma antigo sobre o qual não temos controle. O que “somos” é na melhor hipótese um conceito nebuloso – e na pior hipótese prejudicial quando o utilizamos como desculpa para agir com motivos inábeis. O valor de uma tribo se encontra somente nas ações hábeis dos seus membros. Mesmo quando essas pessoas de bem pertencem à nossa tribo, o bom karma delas pertence a elas, não a nós. E, é lógico, toda tribo tem os seus membros ruins, o que significa que a mitologia da tribo é algo frágil. Apegar-se a algo frágil requer um grande investimento em termos de cobiça, raiva e delusão, conduzindo inevitavelmente a mais ações inábeis no futuro.
Dessa forma os ensinamentos Budistas acerca de karma, longe de serem uma relíquia esquisita do passado, são um desafio direto a uma crença básica – e um defeito básico – na nossa cultura. Somente quando abandonamos nossa obsessão em encontrar orgulho no nosso passado tribal e podemos na verdade sentir orgulho dos motivos que estão por detrás das nossas ações no presente, podemos dizer que a palavra karma, no seu sentido Budista, recuperou toda sua bagagem. E quando abrimos a bagagem nos damos conta de que ela nos trouxe um presente: um presente que damos a nós mesmos, e uns aos outros quando deixamos de lado nossos mitos sobre quem somos e podemos ao invés disso sermos honestos acerca do que estamos fazendo com cada momento – ao mesmo tempo que fazemos o esforço para agir da maneira correta.
http://dharmalog.com/2012/03/05/o-desafio-do-karma-abandonar-o-orgulho-do-passado-e-ser-honesto-no-presente-por-thanissaro-bhikkhu/


Karma, porque nossa vida é do jeito que é: filme explica ensinamento do Buda passado, presente e futuro [VÍDEO]


karmaKarma” é um filme curta-metragem de 13min, do diretor alemão Jörg Dittmar e de Acharn Tippakorn, que pretende responder à pergunta “Por que somos do jeito que somos“, segundo uma perspectiva budista. Com imagens bonitas e que inspiram reflexão, o filme desenvolve calmamente as várias facetas do conceito do Karma, como sua inevitabilidade e como agir sobre ele. O curta foi filmado na Tailândia em fevereiro deste ano, tem participação dos monges de Ban Sawang Jai, instrução espiritual de Pra Acharn Tippakorn Sukhito, tem narração de Morgan Deare e música de Kosinos.

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