quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Desaparecimento do Universo Trailer Legendado

Gente,



Olha que legal que eu achei no Youtube!!!



Pena que o filme ainda não foi lançado...



Bjos



Um Curso em Milagres


Oi gente,

Hoje quero falar um pouquinho sobre o Um Curso em Milagres - UCEM, para quem não conhece deixo logo abaixo uma pequena introdução.



O UCEM não é uma religião, mas sim um auto-estudo que tem como objetivo os leitores alcançar a transformação espiritual.

O livro é um treinamento para a gente mudar nosso sistema de pensamento nos fazendo entender que tudo o que é impermanente é ilusão, tem o propósito de remover os bloqueios da consciência ao sentirmos a real presença do amor.


Eu particularmente tentei estudá-lo há dois anos atrás, mas acabei desistindo porque não entendia o que o livro dizia.


O que facilitou muito meu estudo e promoveu novamente meu interesse foi quando li os dois livros de Gary R Renard  - O Desaparecimento do Universo e Sua Realidade Imortal, parece que agora sim consigo entender o que o Curso em Milagre s diz.


#ficaadica


Beijos no coração


Namastê



Esse curso, portanto, pode ser resumido muito simplesmente dessa forma:


Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.

Livro disponivel – Entrega imediata Preço: R$ 110,00 + Frete  Solicite o teu exemplar. (informe o CEP) pelo e-mail contato@ucem.com.br

Curso em Milagres - UCEM é muito mais do que um livro. Trata-se de um recurso de aprendizado que consta de um livro Texto, com 31 capítulos, um Livro de Exercícios e o Manual do Professor.O Curso não é uma religião, mas lida com temas universais de espiritualidade. O currículo que o Curso propõe foi cuidadosamente concebido e, é explicado passo a passo, tanto teoricamente como na prática. Enfatiza a prática mais do que a teoria e, a experiência mais do que a teologia. Especifica que uma EXPERIÊNCIA UNIVERSAL não é somente possível como necessária.Enfatiza também que é mais uma versão do currículo universal. Existem muitos outros, mas este difere dos outros apenas na forma.Algumas das ideias do livro podem parecer difíceis de acreditar e outras impressionam. Isso não importa muito. O estudante é meramente instruído a seguir as ideias como se propõe. Não devem ser julgadas de maneira alguma. É pedido somente que as use. Através do uso do que é pedido, o estudante vai encontrar o sentido do que foi dito e verificar a verdade contida nos ensinamentos.Foi publicado por primeira vez em 1976, após ser ditado pelo próprio Jesus, o Cristo, à Helen Schucman, que o escreveu com a colaboração de William Thetford. Ambos eram psicólogos e trabalhavam em um centro médico em Nova Iorque.Um Curso em Milagres combina ensinamentos espirituais com a psicologia prática. O objetivo do Curso é curar a mente humana, ajudando a remover as barreiras que nos impedem de despertar para a presença do Amor, e começar a ouvir a Voz de Deus, nosso Professor interno.




quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Desaparecimento do Universo


Oi gente,

Hoje tem um vídeo diferente, é um bate papo que fiz com a Jú pra discutir alguns pontos sobre o livro O Desaparecimento do Universo.

Falamos sobre:

* a causa de todos os nossos males - o princípio de tudo
* causa x efeito
* relacionamento especial
* e perdão

Vale lembrar que nada se compara ao ler o livro de fato.

Olhem os detalhes sobre o livro:


Detalhes

O Desaparecimento do Universo - Uma conversa franca sobre ilusões, vidas passadas, religião, sexo, política e os milagres do perdão.
O que você faria se estivesse sentado quieto em sua sala de estar e uma dupla misteriosa aparecesse à sua frente vinda de lugar nenhum e lhe dissesse que ambos eram “mestres ascensionados” que vieram para lhe revelar alguns segredos chocantes sobre a existência e também ensinar-lhe os poderes milagrosos do perdão avançado? Você chamaria a polícia? Ligaria para um psiquiatra? Pediria uma pizza?
Quando esses dois professores apareceram diante de Gary Renard em 1992, ele escolheu ouvi-los (e fazer muitas perguntas impertinentes). O resultado é este livro espantoso: um registro extraordinário de 17 conversas alucinantes que aconteceram durante quase uma década, reorientando a vida do autor e dando ao mundo uma introdução inflexível a um ensinamento espiritual destinado a mudar a história da humanidade.
Beijos no coração.

Namastê








domingo, 12 de abril de 2015

Mensagem canalizada

Não há como voltar atrás, nem as coisas retornarão ao “normal”, pois o “normal” acabou

 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ayahuasca - Perguntas e Respostas 2

http://vivisawaking.blogspot.com/


Oi gente!!!

Depois do sucesso do vídeo 1, nosso grupo resolveu fazer a parte 2 para esclarecer outras dúvidas da galera.


Ontem, postei a reportagem sobre os presos que estão sendo tratados com o chá de ayahuasca, por ser um assunto bem polêmico, resolvemos abordá-lo um pouco.

Fiz uma pergunta no vídeo e além disso, a Jú também escreveu um artigo bem interessante que estou colocando logo abaixo.

Vale a pena refletir.

Beijos no coração

Namastê



- por Juliana Kurokawa


A quem estamos, de fato, julgando e condenando?

Recentemente, li um artigo muito interessante que falava a respeito de um grupo, chamado Acuda, que havia tido a ideia de administrar ayahuasca para detentos que cumprem pena por crimes diversos em Ji-Paraná – RO.

Como li esse artigo através do Facebook, as pessoas tinham a oportunidade de comentar e dar a sua opinião a respeito do mesmo. O grupo já atua há muito tempo nos presídios e tenta vários tipos de tratamentos e terapias, dentre elas algumas de relaxamento e meditação. Eis que sempre surgem aqueles comentários das pessoas que, com toda a sua raiva, são contra tal tipo de ação.

Confesso que já nutri o pensamento de que pessoas que cometem crimes hediondos deveriam pagar pelos seus crimes e que tudo o que eles mereciam era o desprezo da sociedade e punição. E li muitos comentários afins, no sentido de que era um absurdo tentar tratar de tais pessoas, pois muitas famílias haviam sofrido por causa delas.

Mas, será que esta é, de fato, a realidade?

Vou entrar na minha própria mente e abrir minha intimidade ao me recordar de como eu pensava há muito pouco tempo atrás. Eu vivia minha vidinha pacata e estava feliz em não fazer mal a ninguém. Ao menos, era nisso que eu acreditava.

Acontece que, se pararmos para pensar, nenhuma existência é neutra. Estamos a todo o momento aprendendo e ensinando, quer estejamos conscientes disso ou não. O simples fato de termos determinada opinião sobre determinado assunto faz com que ensinemos essa mesma opinião, mesmo que ela não seja emitida verbalmente.

Mas como isso funciona? Eu sei que a ideia de uma única mente conectada é ainda muito difícil de conceber. Mas o simples fato de convivermos com outras pessoas é uma troca constante de conhecimento e sensações. Isso pode, inclusive, ser constatado fisicamente. Quantas vezes, diante de um grupo de amigos, conseguimos observar nitidamente que aquela “tribo” fala a mesma língua, que tem os mesmos costumes? São os nossos interesses comuns que nos unem em grupos e, principalmente, aquilo em que acreditamos. Não é verdade que sempre acabamos atraindo pessoas que pensam de maneira muito parecida com a nossa? E a essas pessoas chamamos de amigos, irmãos. Mas e o resto do mundo? Onde elas se encaixam na nossa vida?

Voltemos à minha vidinha pacata de antes. Se nenhuma existência é neutra, que tipo de coisa eu estava ensinando às pessoas que conviviam comigo? Quantos ataques de ira eu já tive (e ainda tenho), por exemplo, no trânsito? Quantas vezes falei mal de alguém que me fechava ou que me fazia algo que eu considerava ofensivo? Quantas vezes eu critiquei alguém por algo que eu considerava inaceitável? E em que posição coloquei-me para que fizesse algum julgamento sobre esta ou aquela pessoa? Quem me deu a posição de “juiz da corte suprema da justiça”?

Mas, muito mais do que tudo isso, qual o pensamento por trás de nossas atitudes quando julgamos um irmão que tenha cometido qualquer tipo de delito? Sim, porque existem muitos “pequenos” deslizes que consideramos aceitáveis na sociedade, sem nos dar conta de que não existem pequenos delitos: existe a conduta reta ou a tortuosa. Para o bom caráter não existe meio termo. Alguns deslizes são permitidos, enquanto outros são totalmente condenáveis pela sociedade. Nosso senso de justiça está totalmente baseado em nossas crenças e todos os conceitos com os quais crescemos.

E, se chegamos à busca através da ayahuasca ou até mesmo através desse site ou esse blog, é porque, de certa maneira, já começamos a empreender uma jornada para que sejamos seres melhores, não é mesmo? E, se isso é verdade, sabemos, por experiência própria, que podemos sim mudar nossa forma de pensar e de perceber o mundo. Sabemos que somos capazes de nos redimir através da mudança de nossas atitudes. É possível olhar para um mesmo fato que nos aconteceu e encará-lo de uma maneira totalmente diferente. Isso, porque mudamos o conjunto de crenças que carregávamos no interno. 

Porque, se não acreditamos nessa premissa muito simples, qual seria o sentido de nossa busca?

E, se isso é possível para nós, por que não seria para estas pessoas que cometeram tais crimes? 

Entendo que essas pessoas precisam de muita ajuda, pois o nível de aturdimento e adormecimento é muito mais profundo. E em qual grau e nível somos responsáveis pelo mundo que nos rodeia? O quanto dessa mesma maldade existe em nós mesmos? Quão iludidos estamos a respeito do mundo que nos circunda? Qual o nosso papel individual no despertar da humanidade? Será que é suficiente ficar cada um em seu canto, apenas “não fazendo o mal”? E se eu dissesse que tudo gera uma energia, até mesmo a não ação e nos colocarmos na posição “neutra” segue-se a um pensamento e uma escolha. Não existe neutralidade de pensamento, acreditamos em uma coisa ou outra, não temos a mente vazia.

Acreditar que uma pessoa pode mudar e investir para que isso seja possível é acreditar e investir em nós mesmos. Devemos entender que nossos irmãos são tão suscetíveis a equívocos e capazes de amar como nós mesmos. Não somos todos feitos à imagem e semelhança do Pai?

E será que contribuímos, de alguma forma, para que esta realidade fosse plasmada? Se estamos, a todo o momento, ensinando algo a alguém, as lições que temos ensinado é de amor ou de desamor?
Vejo que, mais do que ensinar algo para esses presos em si, temos que entender toda a mensagem por trás deste simples e polêmico ato. Não são aquelas pessoas em especial que vão mudar o mundo, mas é a atitude delas, é o pensamento por trás da ação. Se estivermos sempre dispostos a ensinar uma lição de amor, por acreditarmos que é isso que merecemos dar a todas as pessoas, é porque finalmente entendemos que é isso que merecemos receber. Não existe o mundo lá fora! Está tudo aqui dentro de nós mesmos!

Acreditar que um caso extremo como esse pode se reverter é acreditar que podemos sim chegar ao nosso verdadeiro eu, que é puro amor. Acredito fortemente que uma mente que se ilumina, que começa a enxergar a verdade, contagia muito mais do que a mente doente. Por que não acreditar que, um dia, podemos todos acordar juntos deste imenso pesadelo em que vivemos?
Tenho a convicção de que estas pessoas estão com muito medo do julgamento, mas não esse da sociedade, mas sim o julgamento e a culpa que eles lançam sobre eles mesmos. Fazer com que mudem o pensamento não vai fazer com que suas vítimas voltem a essa existência, mas toda mente que se ilumina começa a ensinar uma lição de amor para os demais. E como estamos carentes, neste momento, de professores de Cristo, de professores do amor! Por que não nos colocarmos o propósito de aprender e ensinar as tantas lições de amor de Cristo?

É importante que entendamos que criamos muitas ilusões que compõem o mundo da maneira como o percebemos hoje. Mas e se, algum dia, percebêssemos que apenas o amor existe? O que seria de todo o resto, tudo aquilo que não podemos compreender? Todo o resto trata-se do medo e de um pedido desesperado por amor. E o que um Filho de Deus faz diante de um pedido de amor? Podemos mudar a nossa maneira de encarar o irmão e olhar para ele perdoando-o e nos perdoando por ter feito qualquer julgamento a respeito de sua conduta.

Minha proposta aqui é que, diante de qualquer situação, entendamos que, se queremos um mundo mais digno e mais pleno de amor, devemos ser os primeiros candidatos à vaga de Professores do Amor, pois, à medida que ensinamos, aprendemos e, à medida que aprendemos, ensinamos. Ensinar e aprender trata-se da mesma coisa, pois o Cristo que vive em mim, vive em você e em todos os seres.
Que tal assumir nossa própria responsabilidade sobre o mundo em que se vive? Que tal se começarmos a eliminar os pensamentos de exclusão e começar a trazer todos os seres para dentro de nós mesmos para que o verdadeiro perdão possa ser realizado?

Portanto, diante de qualquer situação, podemos sempre decidir: que tipo de aprendiz e professor eu quero ser? E a lição que escolhermos aprender e ensinar será a que predominará em nossa vida e das pessoas que convivem conosco. Vamos tentar plantar mais amor?







quinta-feira, 9 de abril de 2015

Presos brasileiros são tratados com chá alucinógeno

Presos brasileiros são tratados com chá alucinógeno

The New York Times





Simon Romero
Em Ji-Paraná (Rondônia) 
Presos dançam com religiosos após uso de ayahuasca em Ji-Paraná (RO)
À medida em que o céu da noite envolvia a cidade na bacia amazônica no Brasil, a cerimônia no templo ao ar livre começava de uma forma bem simples.
Dezenas de adultos e crianças, todos vestidos de branco, ficaram em fila. Um sacerdote entregou a cada um deles uma xícara de ayahuasca, uma bebida alucinógena com aspecto barrento. Eles engoliram; alguns vomitaram. Hinos foram cantados. Mais ayahuasca foi consumida. À meia-noite, os membros da congregação pareciam estranhamente energizados. Então a dança começou.
Estes rituais são comuns por toda a Amazônia, onde a ayahuasca vem sendo consumida há séculos, e religiões inteiras cresceram em torno do preparado psicodélico. Mas a cerimônia foi diferente numa noite deste mês: entre os que bebiam do decanter do sacerdote estavam presidiários, condenados por crimes como assassinato, sequestro e estupro.
"Finalmente estou percebendo que eu estava no caminho errado nesta vida", disse Celmiro de Almeida, 36, que cumpre pena por homicídio em uma prisão a quatro horas dali, por uma estrada que serpenteia pela floresta. "Cada experiência me ajuda a me comunicar com a minha vítima para pedir perdão", disse Almeida, que já tomou ayahuasca quase 20 vezes no templo.
A administração de um alucinógeno para detentos que saem em licenças curtas no meio da floresta tropical reflete uma busca contínua por formas de aliviar a pressão sobre o sistema carcerário brasileiro. A população carcerária do país dobrou desde o começo do século, para mais de 550 mil, sobrecarregando as prisões, já mal financiadas, com violações aos direitos humanos e rebeliões violentas que incluem até decapitações.
Uma das rebeliões mais sangrentas em prisões nas últimas décadas aconteceu na cidade próxima de Porto Velho, em 2002, quando pelo menos 27 detentos foram mortos no presídio Urso Branco. Na mesma época, o Acuda, um grupo pioneiro de luta pelos direitos dos presos em Porto Velho, começou a oferecer aos presos sessões de ioga, meditação e Reiki, um ritual de cura que direciona energia das mãos do praticante para o corpo do paciente.
Dois anos atrás, os terapeutas voluntários do Acuda tiveram uma nova ideia: por que não dar ayahuasca aos detentos também? A bebida amazônica, que geralmente é feita da mistura e fervura de um cipó (Banisteriopsis caapi) com uma folha (Psychotria viridis), está crescendo em popularidade no Brasil, Estados Unidos e outros países.
O Acuda teve problemas para encontrar um lugar onde os presos pudessem beber ayahuasca, mas finalmente foram aceitos por uma ramificação do Santo Daime, uma religião brasileira fundada nos anos 1930 que mistura catolicismo, tradições africanas e os transes de comunicação com espíritos popularizados no século 19 por um francês conhecido como Allan Kardec.
"Muitas pessoas no Brasil acreditam que os presos devem sofrer, suportando a fome e a perversidade", disse Euza Beloti, 40, psicóloga do Acuda. "Esse pensamento reforça um sistema em que os presos voltam à sociedade mais violentos do que quando entraram na prisão." No Acuda, diz ela, "nós simplesmente vemos os presos como seres humanos com a capacidade de mudar".
Beloti e outros terapeutas testam os aspectos dessa filosofia em um prédio dentro de um vasto complexo prisional em Porto Velho. Os juízes e administradores dos presídios permitem que cerca de dez detentos de prisões de segurança máxima da cidade vivam no prédio do Acuda, uma antiga instalação militar. Dezenas de outros presos de penitenciárias vizinhas frequentam as sessões de terapia do Acuda todos os dias.
Dentro do complexo, os internos praticam meditação. Eles fazem massagem ayurvédica uns nos outros. Eles aprendem habilidades como manutenção de motos. A oficina de carpintaria dá a eles acesso a ferramentas como serrotes, martelos e furadeiras. E eles cuidam de uma horta, plantando verduras e legumes e as plantas usadas para fazer ayahuasca.
Tratar presos com drogas psicodélicas em qualquer lugar é visto como algo raro. Em um experimento de curta duração nos Estados Unidos na década de 1960, pesquisadores da Universidade de Harvard, sob a direção do psicólogo Timothy Leary, deram psilocibina, uma droga derivada de cogumelos psicoativos, para detentos em uma prisão em Concord, Massachusetts.
"Certamente é uma novidade para os presos, mas a ayahuasca tem um grande potencial porque, em condições ideais, pode produzir uma experiência transformadora em uma pessoa", diz Charles S. Grob, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da UCLA, que conduziu pesquisas extensas sobre a ayahuasca.
Grob alertou que há riscos. A bebida pode exacerbar as doenças de pessoas tratadas com medicamentos antipsicóticos para esquizofrenia ou transtorno bipolar. A ingestão de drogas como cocaína ou metanfetamina antes de consumir ayahuasca também é perigosa.
"Isso seria um desastre porque o indivíduo poderia ter uma reação hipertensiva que levaria a um derrame", disse Grob.
Os supervisores do Acuda, que obtêm permissão de um juiz para levar cerca de 15 presos uma vez por mês para a cerimônia no templo, dizem que estão conscientes dos riscos da ayahuasca, comumente chamada de Daime no Brasil ou simplesmente de chá. Ao mesmo tempo, os terapeutas do Acuda consomem a bebida com os internos e, de vez em quando, com o guarda de prisão que se voluntaria para acompanhar o grupo.
"É assim que deve ser", disse Virgílio Siqueira, 55, policial aposentado que trabalha como guarda no complexo prisional que inclui o Acuda. "É gratificante saber que podemos sentar aqui na floresta, beber nosso Daime, cantar nossos hinos, viver em paz."
Muitas pessoas no Brasil, onde políticos conservadores estão ganhando força enquanto prometem combater o crime em um país com mais homicídios por ano do que qualquer outro, ainda não estão convencidas. Terapeutas voluntários do Acuda disseram que têm clientes em seus consultórios particulares que não concordam em dar esse tipo de atenção para os condenados. Alguns parentes de vítimas que sofreram nas mãos dos presos do Acuda argumentam que o projeto é injusto.
"Onde estão as massagens e a terapia para nós?", pergunta Paulo Freitas, 48, gerente de uma fábrica de couro cuja filha de 18 anos, Naiara, uma estudante universitária, foi sequestrada, estuprada e assassinada em Porto Velho em 2013 por um grupo de homens, um crime que deixou muitas pessoas neste canto da Amazônia perplexas.
Freitas disse ter ficado chocado ao saber recentemente que um dos homens condenados pelo assassinato de sua filha deveria ser transferido em breve para os cuidados do Acuda. "Isso é absolutamente revoltante", disse ele. "Os sonhos da minha filha foram extintos por esse homem, mas ele vai ter permissão para ir para a floresta e beber o seu chá."
Outros questionam se o consumo de Daime pode ajudar a reduzir as taxas de retorno à prisão. Luiz Marques, 57, economista que fundou o Acuda, disse que a organização espera reduzir a reincidência, mas ele enfatizou que o objetivo mais imediato é a "expansão da consciência" dos presos em relação ao certo e o errado.
No templo de Ji-Paraná, os presos pareciam experimentar uma série de reações depois de beber a ayahuasca. Sentados em cadeiras de plástico de jardim sob um telhado com telhas à mostra, alguns pareciam impassíveis. Outros pareciam perdidos em contemplação. Um estava constantemente aos prantos, como se demônios estivessem à porta. Todos eles cantavam a plenos pulmões quando o ritmo dos hinos ficava mais intenso.
"Somos considerados o lixo do Brasil, mas este lugar nos aceita", disse Darci Altair Santos da Silva, 43, operário da construção civil que cumpre pena por abuso sexual de uma criança menor de 14 anos. "Eu sei que o que eu fiz foi muito cruel. O chá me ajudou a refletir sobre este fato, sobre a possibilidade de um dia poder encontrar a redenção."
Tradução: Eloise De Vylder

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vivemos em um mundo real?

Oi gente,

O vídeo de hoje é profundíssimo e peço que parem pra refletir antes mesmo de qualquer pensamento, julgamento ou crítica, pois é um sistema de pensamento diferente daquilo que estávamos acostumados

É um vídeo que vai fazer a gente parar pra pensar, mexe com aquilo que aprendemos desde pequenos, desde nossos ancestrais, padrões coletivos de pensamentos incoerentes.

Vamos lá???

Beijos no coração

Namastê




...e ainda  acordei com essa música na cabeça que completa o post de hoje e me fez pensar ainda mais na grande insanidade coletiva kkkkkkk



Raul Seixas 

As Profecias 



Tem dias que a gente se sente 

Um pouco talvez menos gente 

Um dia daqueles sem graça 

De chuva cair na vidraça 
Um dia qualquer sem pensar 
Sentindo o futuro no ar 
O ar carregado, sutil 
Um dia de maio ou abril 
Sem qualquer amigo do lado 
Sozinho em silêncio calado 
Com uma pergunta na alma 
Por que nesta tarde tão calma? 
O tempo parece parado? 


Está em qualquer profecia 


Dos sábios que viram o futuro 

Dos loucos que escrevem no muro 

Das teias, do sonho remoto 

Estouro, explosão, maremoto 
A chama da guerra acesa 
A fome sentada na mesa 
O copo com álcool no bar 
O anjo surgindo no mar 
Os selos de fogo, o eclipse 
Os símbolos do Apocalipse 
Os séculos de Nostradamus 
A fuga geral dos ciganos 
Está em qualquer profecia 
Que o mundo se acaba um dia 


Um gosto azedo na boca 

A moça que sonha, a louca 

O homem que quer mas esquece 

O mundo do dá ou do desce 
Está em qualquer profecia 
Que o mundo se acaba um dia

Sem fogo, sem sangue, sem ais 

O mundo dos nossos ancestrais 

Acaba sem guerra, os mortais 

Sem glórias de mártir ferido 
Sem o estrondo mas com gemido 
Está em qualquer profecia 
Que o mundo se acaba um dia 
Um dia 


Ahhh e tem presentinho!!!

Olha o que encontrei:

Link do livro em pdf

O Desaparecimento do Universo




terça-feira, 7 de abril de 2015

Sobre meus vídeos



"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."

- Albert Einstein -


Oi gente,

Hoje trago um vídeo que explica meu sumiço e falo também das questões que estão me afligindo no momento.

Trago também logo abaixo, um trecho do livro O Desaparecimento do Universo que a Jú postou hoje no Face e que bateu fundo em mim...

Beijos no coração

Namastê

- Livro: O Desaparecimento do Universo

" Uma mente tranquila nunca é uma dádiva pequena.
Com isso em mente, um componente para praticar o perdão quando for confrontado com uma oportunidade seria se lembrar de que você está sonhando. Você é o autor do sonho, e fez as figuras nele encenarem para você, para que possa ver sua própria culpa inconsciente fora de si mesmo. Se você se lembrar de que está sonhando, verá que não há nada lá fora além da sua própria projeção.
Uma vez que acredite nisso - e a crença vem apenas com a prática e a experiencia - não há necessidade de que aquilo que está vendo e agora perdoando tenha qualquer impacto sobre você."





segunda-feira, 6 de abril de 2015

CUIDADO COM ENERGIA SEXUAL! |

CUIDADO COM ENERGIA SEXUAL! |

Energia sexual é energia criativa que move a vida, nossas vontades e desejos” (Carl Gustav Jung)
O objetivo desse artigo não é julgar moralmente o praticante do sexo casual ou adeptos das demais modalidades sexuais ditas não “convencionais”, mas resgatar do milenar ensinamento filosófico-religioso taoísta da China antiga, do também milenar conhecimento tântrico indiano e do secular espiritismo, algumas informações e tópicos que sejam compatíveis com o tema escolhido para o texto. É o que veremos a seguir.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA27840_1310181153511_1200070553_30783477_7614664_nO sexo, admirável fonte de felicidade e prazer, devido ao fácil apego que gera, sempre foi causa também de sofrimentos e deturpações. Prostituição e exploração sexual existem desde tempos imemoriais, mas atualmente adquiriram uma dimensão tal que o sexo, associado à propaganda, estimulado pela mídia e incentivado como uma maneira de viver, desviou-se totalmente da fonte de alegria e prazer que sempre foi.
A banalização do sexo veio como consequência da banalização do amor. Não deveria haver problemas ou proibições religiosas, exigências de celibato ou cobranças de fidelidade, mas como se perdeu a noção do que seja o amor e esse foi substituído pelo apego, gerando ciúmes, vinganças e desejos irrefreados de repetição do prazer sexual, o sexo acabou se tornando um problema a ser enfrentado e combatido.

SEXO, PERMUTA DE ENERGIAS

Sempre que corpos se unem num beijo, num abraço ou até num simples toque, ocorre uma troca de energias. Se a união é sensual, num beijo ou num ato sexual, a liberação energético-informativa hormonal que ocorre, estimula todas as células do corpo e torna a transferência energética muito mais intensa. A relação sexual é uma troca íntima de fluidos vitais, hormônios e energia sutil. O clímax, no orgasmo, é o ápice na formação de um vínculo energético entre os parceiros. Cria-se, então, uma memória energética celular comum, um evento que liga permanentemente os dois parceiros.
Desse ponto de vista não há sexo seguro, pois sempre há troca e vínculo energéticos que fazem com que o(a) parceiro(a) permaneça em nós. Dessa forma, como dentro da experiência sexual há uma troca química, hormonal e energética profunda, se o ato sexual é efetuado com pessoas fora de sintonia com a nossa frequência pessoal, todo o “lixo” daquela pessoa virá para desarmonizar a nossa vibração.

SEXO E AMOR

sexo-amor-natalidade-pais-avc3b3sToda vez que determinada pessoa convida outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo nesse sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade. Podemos questionar: Sem amor, por que querer nos ligar a alguém que pouco ou nada conhecemos?
O verdadeiro amor não é possessivo e não busca incessantemente o sexo, pois por si só já é desapegado e fonte inesgotável de prazer. Porém, atualmente, quando se fala de amor, fala-se de satisfação de carências do ego. Ama-se com o cérebro e não com o coração.
Ser atraente sexualmente e “livre” é a moda atual e vive-se em busca de valores sensoriais. Na falta de uma maneira mais profunda de se viver, mergulha-se no prazer dos sentidos como uma fuga, e o sexo é o maior desses prazeres. A sexualidade que deveria ser uma ponte em níveis mais elevados de consciência, perde-se no instinto e no apego sensorial, e erra o alvo correto que deveria ser a espiritualidade e a ligação espiritual/amorosa entre dois seres.

SEXO E (AUTO)RESPONSABILIDADE

sexoSe não dominarmos nossos impulsos sexuais, poderemos ser prejudicados pelas amarras cármicas por onde fluem sentimentos entre as pessoas conectadas pelas relações sexuais. Por exemplo, se dormirmos com uma pessoa mal humorada, com crises de depressão, ou com muita raiva, passamos a vivenciar essas pesadas emoções de nosso(a) parceiro(a). Muitas vezes, inclusive, começamos a apresentar o mesmo comportamento daquele(a)…
Seria mais inteligente de nossa parte escolher com cuidado nossos(as) parceiros(as). O estado emocional que experenciarmos na hora da relação, será o que iremos implantar em nossos(as) companheiros(as). Antes de nos envolvermos com alguém, devemos ponderar amorosamente o que isso vai gerar na outra pessoa e em nós mesmos. Por isso, conhecer o caráter dessa pessoa, torna-se importante em toda relação de entrega íntima.
Sexo é espírito e vida a serviço da felicidade e da harmonia do universo. Consequentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, o indivíduo precisa e deve saber o que fazer com com a sua energia sexual, observando como, com quem e para quem se utiliza de tais recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem no mundo afetivo, outrem também nos dará.