Oi gente, Hoje trago um vídeo respondendo a dúvida de uma leitora do blog a Esthefani de Curitiba. Ela quer saber por que só leva peia nos trabalhos, ela é frequentadora do Santo Daime e já participou de 5 cerimônias onde em todas só levou peia e não teve nenhuma miração. Bom, então ai vai a nossa reflexão:
...espero ter ajudado Esthefani. Beijos no coração Namastê
A vida parece estar ficando cada vez mais desafiadora?
Suas emoções estão mais intensas ultimamente?
Não parece que há mais pensamentos passando pela sua mente?
Você já percebeu que o seu corpo tem ficado mais tenso sem
motivo algum?
Você tem sentido uma vaga – ou não tão vaga – sensação de
ansiedade?
Tem sido difícil ter uma boa noite de sono?
Você parece estar se obrigando a se manter sempre ocupado?
Você tem sentido uma misteriosa sensação de urgência?
Você tem tido menos paciência?
Você se encontra mais obcecado pelas coisas?
Tem o seu humor mudado rapidamente do otimismo para o
desencorajamento, do prazer para a dor?
Será que está sendo
mais difícil aproveitar a vida do que antes?
O QUE SIGNIFICA ESTAR
VIVENDO ESSAS COISAS???
Se você está experimentando alguma – ou todas – essas
coisas, anime-se.
Acredite ou não, é um sinal que algo muito positivo está
acontecendo com você, e com o planeta.
Esses sintomas são (na maioria dos casos) um “subproduto” de
um extraordinário despertar espiritual – ou mudança de consciência que o
planeta Terra e a humanidade estão atualmente passando.
Este despertar foi profetizado há muito tempo e tem sido
chamado de “A Grande Mudança”, ” A Ascensão Planetária”, “O Salto Evolutivo” e,
mais recentemente, “Despertar de Consciência”.
PARA ONDE ESTA
MUDANÇA ESTÁ NOS LEVANDO?
A essência desse processo é que nós estamos mudando do nosso
atual estado limitado para uma maior vibração e nível de consciência – um
estado mais evoluído espiritualmente, livre dos muitos problemas individuais e
coletivos da nossa presente existência.
Estamos evoluindo para além de um estado de medo, violência,
conflito e luta pela sobrevivência.
Estamos crescendo para um estado mais iluminado de ser, o
qual será caracterizado pela unidade, paz, cooperação, compaixão, harmonia e
libertação de muitas das nossas atuais limitações.
O simples fato de você estar reagindo contrariamente a essa
ideia já é um sinal de que está envolvido nessa onda de despertar. Faz parte do
processo negar, resistir e até ridicularizar tudo isso, pois tais sentimentos
são limitações espirituais que necessitam ser expressas para serem superadas.
Essa transição tem sido catalisada pelo aumento da Luz
derramando-se na atmosfera da Terra. Esta luz é a força por trás de toda a
evolução ao longo do Univers o processo de todas as criaturas desenvolvendo seu
total potencial divino e escalando a escada da consciência.
Atualmente, estamos experimentando uma transição longa e por
vezes penosa para esse estado superior uma fase semelhante às dores do parto.
Essa transição começou nos anos 1960, e vem gradualmente
subindo na escala de intensidade desde então, com alguns poucos saltos lançados
em boa medida…
Por exemplo, durante um incomum alinhamento de planetas em
Maio de 1981, esta luz evolucionária nos empurrou alguns degraus acima. Então
um novo empurrão nos colocou ainda mais acima na espiral evolutiva, no que foi
chamada de “Convergência Harmônica” em agosto de 1987.
QUANDO ESTA TRANSIÇÃO
IRÁ CULMINAR?
Primeiro, deve-se notar que a mudança de consciência é um
processo semelhante ao processo de crescimento – e pode ser que não haja um
determinado ponto no tempo onde ele subitamente se complete.
Muitos ensinamentos previram que o final do ano de 2012
seria quando a mudança atingiria o seu ponto culminante, parecido com o que a
ciência chama de “massa crítica”.
Massa crítica é o que ocorre quando suficientes partes de um
todo atingem um certo nível, iniciando uma reação em cadeia na qual
automaticamente as demais partes são levadas também ao mesmo nível.
Por exemplo, quando você aquece a água, há um ponto no qual
tantas moléculas atingem a temperatura de fervura que as demais moléculas são
elevadas automaticamente à temperatura de fervura e toda a água entra em
ebulição.
Hipoteticamente, quando um número suficiente de indivíduos
atingem um certo nível de consciência, uma reação em cadeia ocorre, trazendo o
restante da humanidade para esse patamar de consciência.
Muitas das previsões feitas para 2012 podem ser rastreadas até
o fim do Calendário Maia, o qual é medido em vastos ciclos, baseados na posição
da Terra dentro da nossa galáxia e seu movimento através do cosmos.
Não é minha pretensão conhecer a fundo essa linha temporal.
Eu posso apenas falar do processo que tenho experimentado e observado ao longo
das últimas décadas.
Quando este artigo foi originalmente escrito, esta luz
evolutiva estava vindo em ondas ocasionais. Cada vez que uma dessas ondas de
luz se derramou em nossa atmosfera, a vibração do planeta se elevou para uma
frequência um pouco maior.
O intervalo entre uma onda e outra nos deu tempo para nos
aclimatar à elevação de vibração e consciência.
Desde então, a frequência e força dessas ondas de luz tem se
acelerado grandemente. Atualmente, os efeitos são considerados mais intensos e
temos tido menores intervalos entre cada onda para tomarmos um fôlego e nos
ajustarmos.
Dada a velocidade com que a frequência e intensidade tem
aumentado, é concebível que um ponto e virada poderia ser atingido a qualquer
momento, no atual tempo previsto de mudanças.
É interessante perceber a efervescência das notícias
ultimamente. Praticamente todas as áreas da vida humana vêm sofrendo mudanças
drásticas, profundas e repentinas. O que sugere que já estamos vivendo esse
ponto de virada.
Política, economia, relações internacionais, comportamento,
movimentos sociais…Tudo! É como se a cada dia surgissem novas oportunidades de
criar um mundo novo ao mesmo tempo em que vemos as forças do velho mundo também
tentando se fortalecer e segurar suas posições.
É um jogo de forças entre a dualidade e nós estamos bem no
meio dele.
Eu e você!
QUAL O EFEITO DESSA
ENERGIA EVOLUTIVA SOBRE NÓS INDIVIDUALMENTE?
Como nossa vibração e consciência estão sendo elevados a
níveis cada vez mais altos, nós estamos continuamente sendo desafiados a
abandonar nossa velha e limitada forma de ser.
Nós humanos temos a tendência instintiva de nos manter no
que nos é familiar e resistimos nos mover para o desconhecido, não confiando
que a mudança pode nos levar a um lugar de liberdade e alegria.
Desenvolver-nos para além do nosso velho nível de
consciência requer que abandonemos nossa baixa carga vibracional, nossas
crenças limitantes, nosso medos e nossas toxinas físicas e emocionais.
Como parte desse processo de limpeza, nossa carga de
limitações tende a ficar extremamente amplificada, de modo que devemos
finalmente lidar com ela antes de nos despedir do velho modo de ser.
Quando isso acontece, você não precisa se esforçar muito
para encontrar as limitações elas estão bem na sua cara.
E caso você se queixe de estar se esforçando para encontrar
suas limitações e elas não dão a cara, isso significa que você está resistindo
ao processo, sentando em cima do rabo e fingindo que não o vê, para ganhar
tempo ou não ter de lidar com suas limitações, pois está extremamente apegado a
sua velha e cristalizada forma de ser.
Este mesmo processo pode ser observado ocorrendo num nível
global. Muitos dos eventos que estão ocorrendo no cenário mundial são uma
limpeza das toxinas coletivas da humanidade, e um trazer de luz para a “sombra”
coletiva da humanidade.
Para muitos indivíduos, esse processo de despertar de
consciência tem provocado algumas das dificuldade mencionadas no início deste artigo
emoções ampliadas, tensão física, aumento da atividade mental, etc.
A maioria das “desordens” que muitos tem atualmente
experimentado são devidas, em parte, a esta energia intensificada. Isso inclui:
ansiedade generalizada, déficit de atenção, transtorno obsessivo compulsivo,
síndrome do pânico e depressão.
Devido tudo estar sendo amplificado – especialmente nossas
emoções – condições que se manifestavam anteriormente como problemas menores,
estão agora se tornando desordens de maior nível.
(Deve-se levar em conta que há múltiplos fatores envolvidos
no aparecimento dessas desordens, e eu não estou sugerindo que um indivíduo que
esteja sofrendo de alguma delas deva simplesmente aceitar isso como parte do
processo de despertar).
Felizmente, nem todos os efeitos deste processo são
problemáticos. Muitas pessoas têm experimentado uma série de mudanças
positivas, juntamente com os desafios.
Por exemplo:
- aumento na capacidade intuitiva;
- sentimentos de coração aberto e compaixão;
- alto grau de apoio e orientação do divino;
- sensação abençoada e de bem-aventurança em suas
meditações;
- descoberta de novas habilidades criativas;
- recebimento de novos insights e ganho de um profundo
autoconhecimento;
- experiências de coincidências cósmicas, ou “sincronicidades”;
- profunda conexão com o espírito e com a vida planetária.
Se o que você está lendo aqui corresponde com sua atual
experiência de vida, você deve estar se perguntando, “Por que eu tenho de
aturar toda essa loucura só porque eu estou aqui neste momento?”.
Pelo contrário, você não está aqui neste extraordinário momento
por acidente, você voluntariamente quis estar aqui para participar deste grande
despertar de consciência.
Nós estamos todos juntos neste barco, seguindo rapidamente
pelas corredeiras de energia evolutiva.
Como, então, você
pode lidar com essa carona selvagem?
A seguir algumas dicas extremamente úteis:
1. Medite diariamente
Meditação diária é ideal para relaxar e permitir que as
intensas energias cósmicas fluam através de você, em vez de resistir a ela…para
facilitar o processo de elevação da sua vibração e consciência e para deixar ir
a sua bagagem limitadora.
2. Fique centrado
Enquanto você estiver atravessando pelo seu dia, tente se
lembrar com a maior frequência possível de retornar sua atenção para o seu
pacífico centro interior que costuma atingir durante suas meditações. Um meio
efetivo de fazer isso é simplesmente prestar atenção a sua respiração – por
alguns momentos quando você estiver estressado ou entre suas tarefas.
Lembre-se que ficar centrado é um meio efetivo de reduzir o
estresse, bem como uma boa maneira de começar a viver numa vibração mais
elevada. Atualmente nós estamos sendo submetidos a poderosas correntes de
energia que nos puxam para cima e para baixo. Ficar focado no seu centro sempre
que possível o ajuda a estar alinhado com a força para cima.
3. Aprenda a confiar na orientação e ajuda superior
Há muito apoio disponível dos reinos invisíveis para nos
ajudar a atravessar essa difícil transição.
4. Consuma vitamina B
5. Tente se lembrar que estes são tempos extraordinários
Nossa velha definição de normal – e comportamento normal –
não se aplica mais. Tudo está amplificado, incluindo nossos caprichos e medos,
então você deve considerar dar a si mesmo e aos outros uma colher de chá.
Aqui está uma citação de Choquash – um nativo americano
contador de histórias – a qual captura a essência de tudo que foi dito…
“Os anciãos têm me enviado para dizer-lhes que agora é como
um rio correndo, e isso será vivido de muitas diferentes maneiras. Há aqueles
que procuram se segurar na margem não há margem alguma. A margem desmoronou. Vá
para o meio do rio, mantenha sua cabeça acima d’água, olhe ao seu redor para
ver quem mais está dentro do rio com você, e comemore.”
Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
Oi gente, Ao ver esse vídeo e ao ler o texto abaixo comecei a me questionar sobre vários aspectos e posso dizer que foi um longo bate papo comigo mesmo. Fiquei pensando nas seguintes perguntas: - Estou sendo a mudança que quero ver lá fora? - Estou em estado de presença ou perdida no limbo do esquecimento? - Por que não mudo??? Convido vocês a fazer um lindo resgate junto comigo:o de resgatar nossas partes perdidas - o resgate de nós mesmos! Topam??? Beijos no coração Namastê
J.Krishnamurti - Por que você não muda? Qual seria sua Resposta?
por Tereza Cristina Pascotto
Não sou nada sem mim! Esta é a frase que muitas pessoas
poderiam dizer pelas sensações de vazio que experimentam, caso não se
mantivessem inconscientes de uma condição interna de real ausência.
O pior tipo de abandono que podemos sofrer em nossa vida é o
abandono que cometemos contra nós mesmos, é quando nos abandonamos por completo
e fugimos da realidade, nos ausentando, nos alheando e nos deixando viver no
limbo do esquecimento.
É impressionante constatar o número de pessoas que “não
estão em si mesmas” e que estão vivendo em realidades paralelas de vários tipos
e condições, e que estão vivendo no limbo do alheamento ou no limbo do
esquecimento. O do alheamento pode ser transitório, é onde as partes de almas
ficam sem perder totalmente a consciência de si mesmas, mas ficam vagando neste
lugar onde nada existe, pois é melhor do que estar “acoplada” à sua expressão
humana desequilibrada. O do esquecimento é mais sombrio e com potencial de
sugar as almas para que fiquem prisioneiras ali por “toda a eternidade”, é um
lugar para o qual muitas almas fogem ou são lançadas, quando a dor existencial
é insuportável, quando vivem com uma mente perturbada demais.
Muitas pessoas sofrem deste tipo de abandono e vivem se
queixando de serem rejeitadas e abandonadas pelos outros. Mas como essas
pessoas podem desejar que os outros queiram estar em sua companhia se nem elas
mesmas conseguem isso? Se nem elas suportam conviver consigo mesmas, fica
impossível que os outros consigam.
Além do mais, se uma pessoa se abandona, ela “não está
nela”, não há de verdade “alguém dentro dela”, somente há uma expressão humana
em sua fisicalidade (e isto é inquestionável), há uma intensa expressão de uma
mente dominadora -acoplada ao físico- funcionando em hiperatividade 24h por
dia, fazendo com que todos acreditem em sua (falsa) presença, e uma expressão
fraca e mórbida de seu corpo emocional todo deformado e definhado, quase
inexistente em expressão, de tanto sofrimento. Mas toda esta performance de
pseudo-presença não basta, pois as pessoas sentem, intuitivamente, mesmo que
inconscientemente, que aquilo é apenas encenação... sentem que falta algo na
pessoa. Este “faz de conta que estou viva e estou aqui”, não é suficiente para
que, mesmo que as pessoas a vejam fisicamente e a percebam por ter uma mente
ativa e tagarela, esteja realmente presente em todos os seus corpos. Apesar de
toda esta tentativa de se enganar e enganar aos outros, ainda assim, falta a
sua essência... ah, esta não está ali, não há a plena expressão de sua alma na
pessoa, há somente uma expressão parcial de sua alma. E quando uma pessoa só
conserva uma parte de sua alma somente para sobreviver, mas nunca para ser um
ser vivente de verdade, essa parte da alma somente tem poder para suprir a
pessoa em suas necessidades vitais básicas, o que significa que é muito
insignificante para dar à pessoa um ar de real presença.
Desta forma, quando uma pessoa se abandona ela desloca uma
grande parte de sua alma para um lugar onde ficará bem distante das dores
humanas que experimenta, alheando-se e se entorpecendo.
Isto poderá ocorrer
apenas com a parte da alma fugindo para um lugar mais neutro, dentro de uma
realidade paralela e, neste caso, a condição não é tão destrutiva. Porém, o
pior é que muitas destas pessoas, não suportando mais viver, à medida que
amadurecem – justamente por não estarem em si mesmas, esta ausência faz com que
não tenham força e poder para lidar com a vida -, acabam expulsando sua parte
de alma que está no lugar neutro na realidade paralela e a conduz ao limbo do
esquecimento. Este é um lugar sombrio, sem vida, solitário, mas um lugar onde a
dor “não existe” e, neste limbo, a parte da alma fica apenas vagando... Sem
destino e sem nunca chegar a lugar algum.
Quando esta parte da alma se projeta
para o limbo, nada dela existe na sua expressão humana que está na vida, a qual
está em busca de trabalho, amor, aceitação, experiências gerais que fazem parte
de uma realidade humana. Neste contexto, esta pessoa vai buscar muito, tudo
aquilo que acredita desejar realizar em sua vida, mas nada conseguirá
manifestar de verdade, pois ela não está com sua parte de alma, a parte de
essência que lhe dará a força e o real poder para suas conquistas.
Sua vida
será de “muitos desejos e intenções” e, obviamente, de muitas ilusões e
fantasias, porém, de muito sofrimento também, pois nunca conseguirá alcançar
seus objetivos. Lutará muito, ficará exausta após vários anos buscando sem
nunca encontrar e, no final, se sentirá totalmente fracassada e impotente.
Se não há “ninguém em casa”, a vida nunca a encontrará para
lhe oferecer oportunidades reais, o Universo não a perceberá para lhe oferecer
as dádivas que sua alma tem para receber, as outras pessoas nunca a encontrarão
ou, caso esbarrem nela e a enxerguem por pouco tempo, logo esquecerão dela,
pois este tipo de pessoa nunca está presente e é fácil esquecer dela. Se esta
pessoa não se manifesta com real presença, os outros não a consideram e não a
respeitam como se deve respeitar um ser humano. Ela se torna invisível, ou
melhor, é visível apenas na superfície, mas quando alguém se aproxima dessa
pessoa pelo que vê na superfície, logo depara com um vazio, como se o que vê é
apenas uma casca de um fruto oco. Se não há ninguém de verdade “dentro” dessa
pessoa que se mostra fisicamente, mas não existe de verdade, quem conseguirá
realmente se relacionar com ela? Somente outros ocos por aí... Só que “oco com oco” nunca dá em nada ou só
reproduz condições e experiências ocas. Até mesmo profissionalmente suas
condições ficam precárias. Essa pessoa pode ter todo o potencial sagrado para
ser a profissional-alma que ela pode ser, porém, se justamente essa parte
essencial e divina do seu ser, partiu para longe, também foi com ela tudo o que
há de melhor e mais poderosamente vibrante em seu ser. A profissional-alma
partiu, o que restou foi a profissional-ego, que é só fachada, é só barulho e
faz de conta, mas que não está de verdade capacitada para nada, pois seus
potenciais reais foram embora. O mesmo ocorre em sua vida amorosa e em tudo em
sua vida.
Assim, essa pessoa é pura ausência tanto para si, quanto
para as pessoas com quem se relaciona – ela convive com os outros e os
abandonos que sofre não são necessariamente reais, as pessoas podem continuar
ao seu lado, mas também se deslocam energética e psiquicamente, e até mesmo se
deslocam em alma, para longe dela (se não encontram ninguém na pessoa com quem
se relacionam, então vão em busca de algo mais para se sentirem com “alguém”,
mesmo que seja apenas em realidades paralelas) e este é o pior tipo de
abandono. Tudo o que ela vive é a partir desta ausência, o que significa que
esta pessoa não é nada sem ela em sua vida.
Seu ego sofre com isso, mas nunca reconhece que suas
frustrações e fracassos são provenientes de seu próprio abandono. E vive se
queixando que o mundo não o respeita e não o considera, nem o reconhece, e
também que ninguém o ama de verdade. Mas como seria possível alguém reconhecer
alguém que “não existe de verdade”? Se para não sofrer com as experiências de
vida o ego decidiu se abandonar, expulsando essa parte essencial e divina de
sua alma e a jogou no limbo do esquecimento, o que ele acha que vai obter da
vida, não existindo?
O ego “se acha” e acredita que se livrando da parte de alma
que sente, que vive de verdade, que tem impulsos divinos que o movimentariam
para uma vida realmente ativa e cheia de realizações através da alma, poderá
ser o senhor soberano de sua vida, vivendo a partir de seu racionalismo
medíocre e ignorante, montado em falsas verdades, adquirindo conhecimentos desnecessários
e tentando construir uma imagem totalmente falsa de si, projetando nela suas
necessidades insanas, inconsequentes, ilusórias e impossíveis de serem
alcançadas. Esta pessoa nunca será feliz e, com certeza, sofrerá a vida toda
por estar impotente, pois sua única e real potência foi embora. Esta pessoa
sentirá que nunca viveu sua vida de verdade, sentirá que vive uma vida que lhe
foi imposta, como se alguém tivesse lhe entregado um roteiro falso e a tivesse
feito acreditar que esse era o verdadeiro roteiro de sua alma. Este roteiro foi
criado por seu ego, que usou o roteiro da alma como base, mas o distorceu
totalmente, apenas para satisfazer suas necessidades incoerentes e
incompatíveis com o que sua alma se propôs de verdade a realizar em sua missão
de vida. Uma pessoa que vive um roteiro distorcido e totalmente incompatível
com os desígnios de sua alma, nunca será feliz.
Vazia, abandona por si mesma, sem rumo, com um roteiro
insano e falso, nunca haverá paz e satisfação em sua vida. O seu roteiro real
está em posse da parte essencial e divina de sua alma que foi jogada pelo ego
no limbo do esquecimento. Há tantos anos esta parte da alma está vagando sem
rumo e sem ter consciência de quem é de verdade, que esse roteiro vai perdendo
seu valor.
Somente quando este tipo de pessoa tem a coragem de
reconhecer que sua vida está totalmente sem sentido e, finalmente, tem a
coragem de descobrir verdades ocultas profundamente em seu inconsciente – como
estas que exponho -, é que ela pode começar a ter consciência deste
autoabandono e pode começar a compreender melhor o motivo pelo qual nunca se
sentiu plena, porque sempre se sentiu vazia e ausente, como se nunca estivesse
ali, presente em si mesma de verdade. Como ela sempre funcionou a partir do ego
e este mantém a mente hiperativa para que o excesso de pensamentos cause
sensações de agitação e ação –de falsa vida-, o que sempre leva à exaustão e
esvaziamento de energia, esta pessoa dificilmente se dá conta do vazio e da
falta de sentido. Infelizmente, é somente após longos anos nesta condição
doentia, de ausência quase total, em que a pessoa sofre demais e luta contra
constatação dos motivos deste sofrimento, até o ponto em que o sofrimento ganha
a batalha e finalmente a pessoa não tem mais como negar a realidade, é que ela
então percebe os estragos em sua vida, as faltas, frustrações, fracassos e
dores. Somente então é que este ego, exausto e perdido, aflitíssimo para
continuar lutando, busca uma forma de consertar os estragos. Ele nunca
encontrará soluções na superfície, pois as verdades reais sobre este quadro
doentio que alcançou, estão trancadas nas profundezas do seu inconsciente e ele
mesmo fez questão de esquecer.
Somente quando tomada de consciência -de que foi ele mesmo
que decidiu se abandonar, mandando a parte essencial de sua alma para bem
longe, para poder racionalizar a vida, sem ter que lidar com “papos furados de
missão de vida”, e que agora ele está colhendo os frutos dessa decisão-,
acontecer é que poderá começar a encontrar o caminho da dolorosa verdade: que
agora sua alma está bastante sofrida e enfraquecida pelo esquecimento promovido
pelo tempo no limbo, e que detectar e localizar sua alma nesse limbo é parte
essencial desta cura, porém, será necessário todo um preparo interno para que a
pessoa possa estar apta e capacitada para receber tamanha força e poder, além
do que, a alma no limbo, precisará de um bom tempo para ser realmente
alcançada, contatada, orientada, tratada – dentre tantos outros recursos
necessários -, para somente então, ela se preparar para sair do limbo, para ser
levada a um “lugar de cura”, em dimensões apropriadas para isso, para que ela
se restabeleça e então esteja preparada para fazer o caminho de volta, aos
poucos e com muita cautela. Terá também, antes de se “reinstalar” na pessoa,
que fazer contato com a parte humana-ego, que a expulsou, para criarem uma nova
relação, para gerarem alguma compatibilidade mínima para dar a “liga”
necessária para que voltem a se unir. Na verdade, elas nunca se desligaram
efetivamente, há sempre uma ligação energética, pois se houvesse um
desligamento real, isso seria a morte física. Houve uma dissociação, em que
esta parte da alma partiu para longe e se perdeu no limbo.
Mas esta dissociação fez com que realmente estivessem
praticamente desconectadas, descontinuando uma condição que existia quando esta
parte da alma fazia parte da vida da pessoa, mais intensa e ativa, mesmo que
com o ego sempre atrapalhando a interação entre ambas.
A volta para casa é emocionante, porém é muito difícil, pois
além do distanciamento e quase desconexão completa, a pessoa, que passou a
viver plenamente sob o domínio do ego, se transformou em alguém totalmente
incompatível com as frequências que essa parte alma da pessoa carrega e que era
adequada à pessoa, desde que seu ego tivesse deixado sua alma viver ali, em
comunhão com a pessoa. O distanciamento e o domínio do ego fizeram essa pessoa
inventar uma vida totalmente descontrolada, ilusória e frustrante. Seria como
se uma criança expulsasse os pais de casa e passasse a viver sozinha, achando
que sabe o que quer da vida e sabe o que é bom para si. Imaginem o que seria da
vida dessa criança... É o mesmo com o ego, ele expulsa a alma com medo do
domínio dela, e se acha capacitado para criar a vida que bem quiser, só que ele
não passa de uma criança arrogante e pretensiosa. O resultado é esse que a
pessoa percebe agora. Ela pode tentar ainda se iludir por muito tempo,
acreditando que um milagre poderá acontecer e sua vida ser maravilhosa como a
idealizou. E vai sofrer ainda mais.
Algumas pessoas são teimosas demais para se renderem às
evidências e para serem humildes o suficiente para dizerem, para si mesmas, em
voz alta, em frente ao espelho: ok, fracassei, eu me rendo e permito que minha
alma conduza minha vida! Reconheço que não estou em mim, que falta uma parte
essencial de mim e que NÃO SOU NADA SEM MIM! Eu me quero de volta!
Existem pessoas que, após buscarem o autoconhecimento,
acabam conseguindo encontrar estas verdades e ficam, então, conscientes de que se
abandonaram e se esqueceram, perderam-se no limbo do esquecimento. Porém, é
impressionante como apesar de ficarem chocadas e impactadas com esta informação
que recebem, logo passam a um estado de tranquilidade, em que dizem que “sabem
do que estou falando, sabem que tudo faz sentido”. Entrar neste estado de paz é
muito saudável, mas apenas se a pessoa encontra a paz por finalmente “ter se
encontrado” e, na sequência, deseje avidamente se buscar para se resgatar e se
trazer de volta. Mas estou falando do caso em que muitas pessoas, após o choque
inicial, entram neste estado de paz, porque agora sabem o que lhes acontece,
pois o saber sempre traz paz, só que elas somente ficam neste alívio, sem fazer
absolutamente nenhum “movimento” que mostre seu desejo de se trazer de volta.
Elas simplesmente nada querem e nada fazem, o que esbarra e confirma na velha
decisão tomada, inconscientemente, de se expulsar de dentro de si mesma.
Elas não “se querem de volta”, elas só ficam aliviadas por
saberem de seu “paradeiro” – o não saber é sempre muito aflitivo, portanto, o
saber sempre traz serenidade – e não querem resolver essa questão, não se
mostram dispostas a “entrar no limbo” – ou não me pedem para fazer isso, para
elas ou com elas -, na intenção de ressuscitarem a parte da alma que ali está,
para que seja orientada e esclarecida sobre a sua condição (de total
esquecimento de quem é, em essência, sim, esta parte da alma esquece tudo),
para mostrar a ela que é hora de “voltar para casa” e, assim, trazê-la de
volta. Este é um lindo processo, porém, em muitos casos, a parte da alma que
está no limbo do esquecimento está tão inconsciente de si mesma e há tanto
tempo, que é preciso que todo o processo aconteça em alguns passos de
aproximação para que a alma sinta uma presença, para depois em nova entrada no
limbo possa haver um contato com a alma, para então em outro momento haver uma
conversa para que ela receba as informações necessárias para tomar consciência
de sua condição, para então, em outro momento, haver tratamentos e preparações
para que ela, já “convencida” e aceitando as condições, possa ser trazida de
volta. Todo este processo não prepara somente a parte da alma que está no limbo
do esquecimento, mas prepara principalmente a pessoa para ter a coragem de receber
parte de sua essência de volta. Se um dia ela se abandonou e se expulsou, os
mesmos motivos que a fizeram tomar esta decisão inconsciente ainda estão dentro
dela. A tomada de consciência sempre abre portais internos para as inúmeras
possibilidades, inclusive de cura, que a pessoa carrega dentro de si e nem
imagina.
Somente quando a pessoa reconhece que está perdida é que o
real “milagre” poderá acontecer – de várias maneiras, em vários tipos de
contextos de vida, mas sempre é o milagre da alma – e, neste caso citado, o
milagre nada mais é do que o ego reconhecer que há uma ausência em sua vida,
reconhecer que “não existe de verdade” e que falta uma parte essencial de si.
E, dependendo das escolhas que este ego fizer, somente então poderá encontrar
caminhos que o levarão a realizar o “milagre de sua alma”, o milagre da alma
que volta para casa!
É necessário humildade, boa vontade, coragem, perseverança,
esperança e paciência. Tudo isto todos têm de sobra dentro de si, mas se derem
poder ao seu ego, este nunca abrirá mão de sua preguiça para realmente
arregaçar as mangas e partir para uma linda missão: encontrar, resgatar e
receber as partes de sua alma de volta!
Oi gente, Hoje vamos tratar de um assunto meio que tabu - sexo e espiritualidade, qual a sua visão sobre esse assunto??? Logo abaixo do texto da Jú tem um videozinho meu. Beijos no coração Namastê
O que a sexualidade tem a ver com a espiritualidade? por Juliana Kurokawa
Acho que todos concordamos que, quando o assunto é sexo, fica difícil mantermos a naturalidade. E isso desde a mais tenra idade. Parece que existe algo em nossa memória inconsciente que não nos deixa tratar desse assunto como algo natural. Uma vez a professora de ciências do meu filho comentou que, enquanto ela tratava do sistema respiratório, ninguém prestava muita atenção, migraram para o sistema digestivo e também nada aconteceu. No entanto, foi só falar do sistema reprodutor, que ela contou com vinte e cinco pares de olhinhos atentos e brilhantes, ansiosos por ouvir o que ela tinha a dizer. Brinquei com ela que talvez fosse o caso de começar todo assunto escolar com a palavra “sexo” e assim ela teria a atenção desejada em todos os assuntos.
Brincadeiras à parte, todos nós já passamos por situações em que podemos observar nitidamente o constrangimento das pessoas ao tratar desse tema. Até mesmo quando o assunto é saúde, parece que existem certas partes do corpo que as pessoas preferem banir do vocabulário. Mas, vamos ser honestos? Que diferença faz irmos ao oftalmologista ou ao ginecologista? Ambos são profissionais e escolheram uma parte do corpo na qual se especializar. Então, qual é o problema real? Qual é o constrangimento para tocarmos no assunto?
E esse assunto se torna ainda mais complexo quando envolvemos a espiritualidade. Então, o que a sexualidade tem a ver com a espiritualidade? Nada. Como assim nada?
Antigamente, eu acreditava que todo esse mundo material tivesse sido criado por Deus, mas, hoje em dia, o conceito que me traz mais paz com relação ao nosso Criador é o de que Ele, em Seu puro Amor, não poderia ter criado um mundo tão insano. Nesse sentido, todas as teorias passadas que mantive para tentar tornar a sexualidade algo “sagrado” foram por água abaixo. Se Deus não havia criado o homem e a mulher para que pudéssemos perpetuar a nossa espécie e nos reproduzir, quem havia feito? Sim, ele mesmo: o nosso tão famoso e conhecido ego.
E, nesse aspecto, confesso que devo tirar o meu chapéu para a engenhosidade de nosso velho conhecido. Claro que ter criado corpos para fazer com que nos sintamos seres corpóreos e pecadores já é uma grande obra. Veja bem a complexidade de nossa vida! Nosso corpo nos pede por algo a todo momento. Quando penso sobre esse assunto, me vem a memória aqueles bichinhos virtuais – acho que se chamavam Tamagochi – que tínhamos que alimentar, colocar para dormir, dar banho etc. Quando esquecíamos uma refeição, o pobre do bichinho virtual chorava até conseguir comida ou, na pior das hipóteses, ele morria.
O fato é que, se prestamos atenção à ironia da brincadeira, passamos exatamente pelas mesmas situações com o nosso corpo físico. Temos que alimenta-lo constantemente, eliminar os excessos depois, assear os dentes, lavar o corpo, dormir, acordar, ficar doente, tratar da doença e, mais importante, para tudo isso precisamos de dinheiro. A necessidade de dinheiro nos faz cometer as maiores atrocidades. Ou seja, estamos sempre ocupados em satisfazer as necessidades de nosso corpo e, enquanto isso, nosso verdadeiro Ser quase morre de inanição.
E, então, além de tudo isso, existe a tal busca do prazer sexual. E por que isso gera tanta culpa e por que atrai tanto a atenção das pessoas?
Existem alguns religiosos que têm certeza de que precisam se abster do sexo afim de iluminar-se, mas será mesmo que Deus, Que nem mesmo criou o corpo, está preocupado com o que fazemos com ele? E qual é a diferença entre fazer sexo e respirar? Ou fazer sexo e comer uma bela torta de chocolate? Ou fazer sexo e tomar um delicioso banho demorado?
De uma maneira geral, a diferença fundamental entre qualquer coisa que façamos é o pensamento por trás de nossos atos. Se praticamos sexo com culpa, então estamos escolhendo a escuridão ao invés da luz, ou a culpa ao invés do perdão e isso sim é contra o plano de Deus para a salvação.
Se tentamos nos livrar do desejo que temos, enterrando-o em nosso subconsciente, estamos simplesmente tornando-o uma fonte de culpa e medo. É necessário que olhemos para todos os pensamentos que povoam a nossa mente e uma regra que vale sempre é trazer os pensamentos de culpa à luz e não o contrário, que é o que fazemos quando tentamos esconder esse mesmo pensamento. E também, se nossa vontade vai contra o que a sociedade considera aceitável, deveríamos nos perguntar por que estamos buscando motivos para nos ver como indignos do Amor de Deus.
Entretanto, apesar de não ter significado, não devemos praticar sexo com leviandade. Isso geraria apenas mais culpa, mesmo que de maneira inconsciente. Por outro lado, tentar tornar o sexo uma ferramenta “sagrada” para nos conectarmos com Deus não faz o menor sentido. Se pensarmos no fato de que somos espíritos e não corpos, então, duas mentes podem se unir, mas dois corpos não.
Toda a busca frenética por prazer ou por refrear algum tipo de pensamento, sem que façamos um exame minucioso de nossos pensamentos, tem o objetivo egoico de evitar que olhemos para dentro. Quando paramos de buscar no externo aquilo que podemos encontrar apenas no interno, nossa busca chega ao fim. E, enquanto estamos preocupados em abafar a busca por prazer ou em satisfazer nossos desejos, deixamos de nos ocupar com a única busca que faz sentido, que é compreender que não falta nada ao Ser que somos de fato.
E, no final das contas, existem tantas discussões e especialistas no assunto e nos ocupamos tanto com isso – e com tantas outras coisas do mundo material – e, no fundo, é apenas mais uma maneira que o ego inventou para nos desviar de nosso Ser, de nos fazer sentir que nos falta algo, que devemos buscar lá fora. Por isso, seja qual for o assunto, não há nada no mundo material que deve ser santificado ou satanizado. Tudo é neutro e o que muda é apenas o uso que fazemos de cada coisa. Aquilo que buscamos vai depender do que acreditamos ser: somos seres corpóreos ou seres espirituais? E, assim, o que deveríamos buscar?
Oi gente, Hoje vou fugir um pouquinho tema do meu blog e abordar um assunto que mexe muito comigo. Como muitos já sabem, meu filho Felipe é um desafio para mim como mãe. Ele me ensina todos os dias a ser uma mãe melhor, testando minhas limitações e me tirando sempre da minha zona de conforto. Graças a ele, iniciei o meu processo de despertar da consciência, e de lá pra cá, meu filho continua sendo "a minha lanterna" nessa longa jornada. Ele também é um verdadeiro espelho para mim, através dele posso ver meus medos, preconceitos, meu ego agindo... Pensando bem, não estou fugindo do tema do meu blog não rs...na verdade TUDO, mais TUDO MESMOOOO serve para o nosso despertar, não é mesmo?! Ano passado gravei um vídeo falando sobre o uso indiscriminado da Ritalina (um dos medicamento que meu filho faz uso) e esse vídeo foi na verdade um desabafo quando me sentia completamente "vendida" as opiniões da escola e da psiquiatra que são taxativas ao uso desse medicamento. Esse vídeo rendeu muitas visualizações e diversos tipos de comentários, e foi a partir dai que resolvi tirar as minhas próprias conclusões testando em mim mesmo o medicamento, para assim poder formar as minhas próprias conclusões a respeito desse polêmico assunto e matar aquelas dúvidas que me atormentava. Vocês também já devem ter percebido que sou meio São Tomé neh gente?! Sempre precisando ver pra crer... Bom, é isso. Beijos no coração Namastê
Oi gente, Segue um Perguntas & Respostas com Flavia Melissa. Beijos no coração Namastê
por Flavia Melissa
25 de December de 2014 por flavia em P&R,Textos
P: “Flavia, está tudo certo do jeito como ocorre, ok. Mas e
o que dizer de coisas terríveis que acontecem? De crianças que são estupradas
por seus pais, ou das guerras que acontecem? Não existem erros nunca? E os
vilões, os grandes causadores de mal da sociedade, que matam e roubam, não
estão errados? E, de acordo com o que você pensa, como deve ser nossa postura
diante destas coisas se elas não estão erradas? Devemos sentar e nos calar?
Mãos atadas, é isso mesmo?”
R: Existem tantas particularidades presentes em sua pergunta
que já aviso, de antemão, que será uma longa resposta. Qualquer questão a qual
nos dediquemos a debater sob o ponto de vista da mente, que vive em uma lógica
dual – certo x errado, bom x mau, bonito x feio, etc – pode se tornar extremamente
pantanosa e, por isso, é necessário que analisemos separadamente cada elemento
de suas afirmações.
Então vamos lá! O primeiro ponto a ser analisado é a
afirmação de que está tudo sempre certo, que é uma afirmação que leva em
consideração uma lógica superior, acima da que rege nossas mentes físicas.
Porque se formos levar em consideração nossa percepção subjetiva, é evidente
que não está tudo certo. Como podemos sequer nos aproximar a dizer que está
tudo certo pensando em um pai estuprando o filho? Como dizer que está tudo
certo quando uma guerra arranca a vida de milhares de inocentes? Como ousar
dizer que está tudo certo quando o inimaginável acontece e a dor parece sufocar
o peito de dentro para fora? Negar que, em alguns momentos, as coisas parecem
estar muito erradas seria a maior imbecilidade. É óbvio que, em alguns
momentos, as coisas acontecem e nos fazem ter certeza de que não deveriam estar
acontecendo, de que a vida não deveria ser assim. E, ainda assim, está tudo
certo. Como assim?
Uma coisa muito importante de levar em consideração é a de
que, para mim, existe alguns paradigmas essenciais no modo de compreender o
mundo – alguns dogmas, poderia dizer. E o principal deles é o seguinte: não
somos seres humanos despertando para uma realidade espiritual, e sim seres
espirituais vivendo uma experiência humana. Ponto. É nisso que eu acredito e é
extremamente importante que você leve isso em consideração quando lê meus
textos, assiste meus vídeos ou acompanha minhas postagens por aí. Eu não vou
tentar te provar isso – eu não vou conseguir te provar isso. Ou você concorda
comigo e já pensa assim, ou será muito difícil acompanhar o meu trabalho,
porque este é um pressuposto do qual eu parto e o qual não faço questão nenhuma
de enfiar goela abaixo de quem não pensa como eu. Entendido este ponto, vamos
adiante.
Levando em consideração que o que estamos vivendo aqui é uma
experiência tridimensional de um ser multidimensional espiritual, fica muito
difícil que consigamos compreender, com nossa mente dual e física, o verdadeiro
significado de nossas experiências e aprendizados aqui na Terra. Eu acredito
firmemente que, ao virmos para este plano, estamos plenamente decididos a
ampliar ainda mais a luz que existe dentro de nós através de vivências que nos
forneçam experiências “especiais” que proporcionem o aumento desta luz. No aqui
e agora estamos mergulhados até a raiz dos cabelos na lógica da terceira
dimensão, regida pela dualidade eu x outro e bem estar x sofrimento, mas se
caminhamos na direção da Unicidade (eu E outro, bem estar E sofrimento como uma
coisa só), deixamos de ser tão apressados assim em categorizar as coisas tão
rapidamente em boas ou ruins, bençãos ou desgraças.
Dou um exemplo: certa vez tive um paciente que, em
determinado momento de sua vida, morava no sul do país e precisava vir para São
Paulo para uma importante reunião de negócios que definiria os rumos de sua
vida profissional e de sua companhia para sempre. Na véspera da viagem, ele fez
tudo o que podia para garantir que nada saísse errado no dia seguinte: colocou
despertadores para tocar, separou chaves e documentos do carro que usaria no
dia seguinte para chegar ao aeroporto, combinou com a esposa para que ela
levasse os filhos à escola e organizou todos os documentos em sua pasta de
trabalho para que, no dia seguinte, tivesse o mínimo de trabalho possível. Mas,
ao acordar na manhã da viagem, tudo saiu do planejado: os despertadores (sim,
mais de um) não tocaram, os filhos se atrasaram para a escola. Um importante
documento simplesmente desapareceu de dentro da pasta e, quando ele finalmente
o encontrou, a esposa não conseguia achar as chaves do carro. Tudo estava dando
errado e este homem praguejou contra sua “má” sorte. Quando estavam quase
chegando ao aeroporto, atrasados mas não o suficiente para que ele perdesse o
vôo, um caminhão bateu com tudo na traseira de seu carro, e ele mal pôde
acreditar quando viu o motorista completamente bêbado sair da cabine para se
desculpar. Parecia uma versão do inferno adaptada para sua vida cotidiana. Sim,
ele perdeu o vôo e, pelos próximos 50 minutos, este homem amaldiçoou e
praguejou e brigou com o motorista bêbado do caminhão e com a mulher e com os
filhos e com todos os que cruzaram seu caminho. Até que, enquanto esperava o
guincho chegar para levar seu carro para o mecânico, ele recebeu a notícia de
que o avião no qual deveria estar havia acabado de bater no prédio da TAM, em
São Paulo – um famoso acidente ocorrido há alguns anos. E aí? Ele teve má
sorte? O motorista do caminhão era um cretino? Ou uma série de fatores
aparentemente negativos conspiraram para salvar a sua vida?
Como eu disse: não podemos negar que existem sensações boas
e ruins. Eu não nego isso. É óbvio que se eu quero pegar um avião e me atraso,
fico ansiosa e reclamo. É óbvio que se sou assaltada e fico com uma arma
apontada para a minha cabeça enquanto estou deitada na varanda da casa de praia
da minha família, sinto raiva e julgo o bandido e quero que justiça seja feita.
É evidente que se fico sabendo da violência cometida contra um ser humano – ou
animal – eu me revolto e me pergunto porque existe tanta maldade no mundo. Mas
esta EU, que faz tudo isso, é a Flavia Melissa – minha identidade atual,
estruturada por um Ego que existe apenas no aqui e agora desta vida tridimensional.
Eu não sei, a médio e longo prazo, as consequências das coisas ditas
“negativas” que acontecem. Eu não sei se uma criança que é estuprada na
infância vai crescer, fundar uma ONG e ser responsável por salvar centenas de
vidas de outras crianças que, como ela, sofreram maus tratos. Eu não sei se o
assalto que me deixou um galo na cabeça, de tanto que a arma era pressionada
contra o meu crânio, não me salvou de um acidente fatal caso eu tivesse saído
de casa naquela noite. E eu não sei o que o meu espírito e o seu espírito
vieram ter como lição engrandecedora nesta vida, só sei de uma coisa: se
aprender a perdoar é algo especial e faz com que minha luz eterna e infinita
aumente, isso faz de meu malfeitor um grande professor. É só disso que eu sei.
Não estou dizendo que as leis não devam ser cumpridas – para
que vivamos em sociedade elas são necessárias e é muito importante que se façam
ser cumpridas. Mas a lei dos homens está certa? Não sei. Está certo julgar o
comportamento de alguém como se eu não fosse corresponsável por ele existir?
Você acha que não tem absolutamente nada a ver com o fato de existirem
criminosos no planeta Terra? Saiba que esta é só mais uma das manifestações de
sua mente tridimensional física, regida por conceitos duais eu x outro, que
enxerga apenas a segregação e a compartimentalização das coisas. Como disse
alguém sábio de quem me esqueci o nome, “não é sinal de saúde estar adaptado a
uma sociedade profundamente doente”. E a verdade é que energeticamente falando,
nós como espécie vibramos coletivamente esta energia que faz com que criminosos
e miseráveis existam, que faz com que sociedades sejam o palco principal a
propiciar o surgimento de guerras e conflitos e que proporciona que pais amem
seus filhos de modos deturpados e doentios. Todos nós somos responsáveis por
isso, pois todos nós somos espíritos que estamos aqui para aprender – e
estamos, cada um de nós, em fases diferentes do processo.
Você me pergunta qual deveria ser nossa postura diante
destas coisas, e eu te digo: sigamos as leis, mas com amor e compreensão ao
próximo. A única diferença entre você e um criminoso é que você teve uma vida
que fez de você uma pessoa capaz de sublimar, reprimir e não dar vazão a seus
instintos agressivos e assassinos – porque se você me disser que não sente
raiva assassina vez ou outra, eu não vou acreditar. A escuridão que existe lá
fora no mundo é apenas um reflexo de nossa escuridão interna – trabalhemos do
lado de dentro. Olhemos mais para dentro e menos para fora. Mudemos nosso interior
praticando o bem, a caridade, o perdão e a compreensão, servindo de exemplo
para os demais e sendo, de verdade, a mudança que desejamos ver no mundo.
Façamos isso, e eu prometo que nossa luz se expandirá e mais dia menos dia
alcançará outras pessoas, inevitavelmente.
Nós somos todos um e estamos todos no mesmo barco, vivendo o
mesmo processo. E o processo é exatamente este: aprender. O jogo é apenas um:
amar ao próximo como a ti mesmo. E levando em consideração estes paradigmas…
Sim, está tudo certo. Sempre esteve, e sempre estará. Que não nos apressemos
tanto em dizer que isso deveria ter sido assim ou que tal coisa não poderia ter
sido assado. Relaxemos no processo: amém.
Oi gente, Acabei de assistir um vídeo bem bacana e quero compartilhar aqui pra vocês: "Despertar não significa que você despertou, significa que há apenas o despertar. Não há "você" que está desperto, só existe pura consciência. Enquanto você se identificar com um "você" que esteja acordado ou não acordado, você ainda estará sonhando. Despertar é despertar do sonho da existência de um "eu separado", é a revelação que existe apenas consciência." - Adyashant
por Jon Mundy - Vivendo um Curso em Milagres "Chogyam Trungpa Riponche conta a história de estar viajando com um grupo de monges. E que ao se aproximarem de um templo, um cachorro grande e cruel, amarrado do lado de fora, começou a latir para eles, sacudindo sua corrente. De repente, a corrente se quebrou, e os aterrorizados monges correram, horrorizados. Enquanto Riponche corria, olhou para trás e viu seu mestre esticando a mão e apontando para baixo, como um comando para que o cachorro parasse. O cão colocou o rabo entre as pernas e voltou para seu lugar perto do templo. Depois dos monges voltarem ao seu professor, ele disse: " Sempre, sempre corram na direção do fogo". Enquanto prosseguiam para o templo, o cachorro ficou deitado docilmente por perto. Fugir apenas aprofunda o pavor. Olhar o diabo cara a cara é crucial para desfazer o "poder aparente" do ego. Abra aquela carta da Receita Federal. Ouça seu médico. Ouça seu corpo, sua esposa, seu filho, seu chefe. Temos que estar dispostos a entrar na caverna da escuridão. Não podemos fugir. Não podemos nos esconder."
- Livro - Shambala - A Trilha Sagrada do Guerreiro
Oi gente, Passei aqui só pra deixar um lindo final de semana pra vocês e dizer que fico super feliz quando leio um artigo que gosto porque logo penso em compartilhar com vocês, isso me faz tão feliz... Beijos no coração Namastê
ESTES 15 PROVÉRBIOS CELTAS IRÃO TE AJUDAR A PASSAR POR QUALQUER COISA
Às vezes pensamos que porque a estrada é difícil, o resultado final não vai valer a pena. Nós consideramos a possibilidade de desistirmos e sucumbirmos ao caminho mais fácil. Mas como este provérbio nos lembra, nada que valha a pena foi alcançado através da facilidade.
2. “Cuidado com o que você deseja, pois os deuses podem conceder a você”
Este diz muito. Nossos pensamentos e desejos são mais poderosos do que a maioria das pessoas imaginam. Nossos desejos e anseios são capazes de se manifestarem, especialmente se colocamos muita energia para eles. Pense no que vai dizer antes de dizer, porque pode acabar obtendo.
3. “A resposta branda desvia a raiva”
No calor de uma discussão, ou quando as duras palavras são faladas, uma voz suave pode acalmar a tempestade. Em vez de combater fogo com fogo, use as águas suaves de sua serenidade interior para falar suavemente. O resultado é sempre melhor.
4. “Seus pés vão levá-lo para onde está seu coração”
Tudo em que você colocar energia, os desejos que tem, e as verdadeiras paixões que possui – vão se tornar disponíveis para você em seu caminho. As coisas que realmente desejamos serão encontradas em nossas vidas e junto com elas seremos um.
5. “Um olho amigo é um bom espelho”
Nossos amigos são as nossos linhas de vida de muitas maneiras. Especialmente quando se trata de ver uma outra perspectiva quando precisamos.
6. “O que enche o olho, enche o coração”
As coisas sobre as quais nos focamos e deixamos entrar em nossas vidas, sem dúvida, estarão mais presente em nossas vidas. Se nos concentrarmos sobre a beleza que nos rodeia e como a natureza é maravilhosa, então começaremos a ver mais e mais coisas em nossas vidas como bonitas. Elas se tornam parte do que nós amamos mais e mais.
7. “É melhor uma coisa boa que é, do que duas coisas que eram“
Muitas vezes nos esquecemos de nos concentrar no que já temos, ao invés do que “poderíamos ter ‘ou’ deveríamos ter ‘. Nós estamos vivos, neste momento temos tudo que precisamos. Na verdade, é melhor ver que o que temos é bom, grande, e perfeito para onde estamos agora, do que insistir em coisas que não podem ser alteradas.
8. “A verdadeira grandeza conhece a gentileza”
Ser grande significa muitas coisas diferentes para povos diferentes. Eu acho que a grandeza significa “ser puro e amoroso em tudo que você faz”. Há grandes líderes, grandes oradores, grandes ativistas, e os verdadeiramente grandes sabem que ser uma alva gentil irá ajudá-lo mais do que força bruta e palavras duras.
9. “Cegos devem ser os olhos na casa de outra pessoa”
Você sabe que algumas pessoas vão para a casa de seu amigo, ou para a casa de alguém e seguram o julgamento pelo o que veem. É melhor não fazer tais coisas. O que as pessoas fazem em suas próprias casas e como vivem é problema delas, de ninguém mais. Nós não usamos os seus sapatos e não dormimos em suas camas. As paredes da casa de outro guardam muitos segredos que não conhecemos.
10.”O caráter é melhor do que a riqueza”
O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas não pode comprar-lhe paciência, um bom coração, ou o conhecimento do certo e errado. Apenas o caráter pode fazer essas coisas. E caráter será sempre mais valioso do que dinheiro.
11. “Não há alegria sem aflição”
Nunca podemos saber o quão bom é algo sem antes experimentar algo que era ruim. Temos de sentir dor para entendermos o quão maravilhoso é o prazer. Temos que passar por momentos desagradáveis para recebermos os benefícios da alegria. É lei universal.
12. “Sem o conhecimento do passado perderemos o futuro”
Todos nós cometemos erros. É um fato. O que não é um fato é que todos aprendem com seus erros. No entanto, devemos. A fim de facilitar um futuro próspero, devemos manter os nossos erros na parte de trás de nossa mente para nos lembrar que é hora de tentar um caminho diferente.
13. “Se você não semear na primavera, não vai colher no outono”
Como alguém pode esperar para obter algo que quer, quando não trabalha para isso? Devemos nos esforçar e plantar as sementes de nossos desejos. Se você quer ser saudável, deve decidir comer alimentos saudáveis e mudar seus padrões. Se você quer aprender mais sobre a história antiga, você deve ler livros e continuar a ensinar-se coisas novas. Nossos objetivos devem ser alcançados por nós mesmos.
14. “Um homem pode viver depois de perder a vida, mas não depois de perder sua honra”
Uma pessoa que mente, quebra promessas intencionalmente ou trai a confiança de outros, pratica ações de desonra. Quando essa pessoa morrer, não vai mais viver neste mundo e as suas histórias não serão compartilhadas. O seu nome não será falado com amor e memória. Uma pessoa que vive uma vida de bondade e verdade genuína estará sempre no coração dos outros-, mesmo depois que morrer.
15. “Quando surgem palavras iradas, uma boca fechada é calmante”
Palavras de raiva são faladas e muitas vezes retrucadas. Uma opção melhor é não dizer nada. O silêncio é fundamental em muitas situações. Ao manter a boca fechada e morder a língua, você é capaz de deixar a outra pessoa desabafar e não é responsável por qualquer coisa que alguém diz. Melhor permanecer silencioso do que pedir desculpas por ter deixado sua raiva tirar o melhor de você.
Aproveite o resto do seu dia e lembre-se de que somos todos humanos- cheios de erros e experiências de aprendizagem. Basta tentar ser uma pessoa melhor hoje do que ontem e as coisas vão inevitavelmente entrar em ressonância com uma frequência maior.